Clientes do Amazon Pay em cidades pequenas buscam produtos de crédito
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Clientes do Amazon Pay em cidades pequenas buscam produtos de crédito

Mais de setenta e cinco por cento dos usuários do Amazon Pay agora residem fora das grandes cidades da Índia, e cada vez mais deles utilizam o aplicativo para obter empréstimos. Durante a liquidação Great Indian Festival da Amazon, as transações com parcelamento sem juros em cidades de terceiro nível cresceram quatro vezes mais rápido do que nas metrópoles, informou Vikas Bansal, CEO do Amazon Pay India.

Nos próximos três anos, Bansal planeja expandir as atividades do Amazon Pay além dos pagamentos, incluindo serviços de crédito e seguros. Ele se perguntou: 'Posso fornecer seguro a todo indiano? Posso dar crédito a todo indiano?'

Este avanço ocorre enquanto o prejuízo líquido do Amazon Pay India aumentou em cerca de um terço, atingindo 1.149 crore de rúpias no ano fiscal de 26. Bansal recusou-se a divulgar quando a unidade alcançará o ponto de equilíbrio ou qual será o volume de seu portfólio de crédito. Ele observou que sua prioridade é atrair clientes e melhorar os indicadores econômicos da unidade.

Graças ao modelo digital, que não exige presença física em diferentes locais, a empresa mantém custos baixos. Além disso, no ano passado, a Amazon adquiriu a Axio, anteriormente conhecida como Capital Float, por aproximadamente US$ 200 milhões após aprovação do Reserve Bank of India (RBI). Esta transação, que a Amazon chamou de uma das maiores na Índia, levou à propriedade total da parceria, que existia há mais de seis anos dentro dos serviços Buy Now Pay Later do Amazon Pay.

Bansal afirmou que a aquisição da Axio visava aprofundar a presença da empresa em cidades de segundo, terceiro e quarto nível, reduzir o custo do crédito e expandir a distribuição. Ele perguntou: 'Podemos dobrar, triplicar nossa aquisição de clientes em comparação com hoje?' Ao mesmo tempo, ele se recusou a divulgar dados sobre receita de crédito ou lucros.

A liquidação festiva da Amazon, que ocorre de 8 de outubro a Bhai Dooj, 11 de novembro, atraiu mais de 3,93 bilhões de visitas, cerca de 70% delas vindas de regiões fora das grandes cidades. O volume de compras cresceu mais de 50% em comparação com o ano anterior. Os compradores adquiriram telefones premium e televisores grandes, apesar do aumento de preços devido a microchips de memória mais caros e à desvalorização da rupia.

O fácil acesso ao crédito desempenhou um papel. Os gastos com EMI aumentaram 40% em termos anuais (Y-o-Y) e representaram metade dos gastos com telefones celulares, televisores e eletrodomésticos. O parcelamento sem juros constituiu 90% de todos os gastos com EMI e foi escolhido 25% mais frequentemente do que no ano passado. No âmbito do Amazon Pay Later, os gastos com EMI dobraram em termos anuais, e os empréstimos cresceram 30%.

O número de clientes Amazon Pay UPI aumentou 40%, e as transações quase 50%; dois em cada cinco clientes escolheram UPI. Os clientes Amazon Pay Balance mais do que dobraram, e as transações cresceram quase 2,5 vezes. Os usuários do cartão Amazon Pay ICICI Bank Credit Card aumentaram 25% em termos anuais, e os prazos de pagamento de EMI de 12 meses ou mais triplicaram.

De acordo com o relatório How Urban India Pays Report 2026 da Amazon Pay e Pahlé India Foundation, os indianos urbanos realizam pagamentos digitais diariamente, mas têm pouca confiança no crédito digital. Embora 88% dos consumidores estejam cientes do crédito digital, apenas 31% o utilizam. O UPI lidera em cinco de seis categorias de gastos, e 75% dos entrevistados utilizaram um produto financeiro através de seu aplicativo de pagamento. A pesquisa abrangeu 5.149 consumidores e 1.054 vendedores em 100 cidades de 20 estados.

O relatório mostra que os consumidores em geral confiam em seus aplicativos de pagamento, avaliando-os com 4,11 de 5 em segurança e 3,98 em pagamentos. No entanto, essa confiança cai para 3,10 quando o mesmo aplicativo oferece crédito. Essa lacuna pode ser preenchida: 51,5% dos consumidores afirmaram que pegariam um empréstimo através de seu aplicativo se houvesse garantia contra fraude, em comparação com 16,7% que recusariam isso.

Bansal enfatizou que a confiança é um dos maiores obstáculos. Os consumidores estão preocupados se entendem os termos, se o que veem é o que receberão e com fraudes. Ele observou que o crédito digital ainda não conquistou a confiança que os pagamentos digitais conquistaram e precisa de proteção mais robusta ao consumidor e mecanismos de resolução de disputas.

Após Diwali, de acordo com as novas regras da National Payments Corporation of India (NPCI) e do Ministério das Finanças, uma taxa de cobrança de 0,4% é aplicada a transações específicas de pessoa para vendedor via UPI acima de 2.000 rúpias. Bansal disse que a indústria procurava há muito tempo tal base para que empresas de pagamento e bancos pudessem investir em novas tecnologias, ao mesmo tempo em que ajudavam os vendedores a abandonar o dinheiro em espécie.

Bansal também espera que a inteligência artificial (IA) permita adaptar os serviços financeiros às necessidades individuais dos clientes, em vez de segmentos amplos, e ajude a fortalecer a confiança. Quanto à responsabilidade, ele disse que as empresas permanecerão responsáveis pelas ações sob seu controle. 'Não acho que as regras do jogo mudarão tanto quanto mudará nosso método de entrega.'

Bansal, que trabalhou com negócios de crédito na Visa e Amex, observou que a maior diferença na Índia é a escala da necessidade insatisfeita. 'O crédito digital permanece muito baixo, o seguro é muito, muito baixo, na casa de dígitos únicos. O tamanho e a escala das oportunidades são enormes.'

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O mercado indiano está observando um crescimento significativo na popularidade das compras online. Anteriormente, os consumidores compravam artigos para casa, depois telefones, e agora começaram a comprar veículos de duas rodas pela internet. De acordo com um relatório recente da Amazon Índia, as pessoas na Índia estão comprando ativamente veículos de duas rodas online, embora a empresa não tenha divulgado números exatos.

Segundo a Amazon, após o início da liquidação Great Indian Festival 2026, o crescimento na categoria de veículos de duas rodas na plataforma foi seis vezes maior do que em dias normais. Isso significa que, se a plataforma vendia uma unidade de veículo de duas rodas em dias normais, esse número atingiu seis durante a liquidação.

A empresa observou que a demanda aumentou tanto por scooters elétricas quanto por motocicletas tradicionais para deslocamentos diários, e os compradores passaram a adquirir motocicletas premium online. Na opinião da empresa, a participação das cidades pequenas nas compras online está crescendo rapidamente; mais de 60% do volume total de vendas de veículos de duas rodas na plataforma é proveniente de cidades que não são metrópoles.

Entre as marcas populares entre os compradores na Amazon, destacam-se Chetak e Ampere no segmento elétrico. Quanto aos fabricantes indianos tradicionais, os modelos Hero MotoCorp e Bajaj Auto têm maior demanda. Além disso, marcas internacionais, como Triumph e KTM, atraem atenção no segmento de motocicletas premium, indicando que os usuários estão interessados não apenas em modelos acessíveis, mas também em veículos caros.

A tendência de compra online de veículos de duas rodas não se limita às grandes cidades. Mais de 60% das vendas provêm de cidades não metropolitanas, incluindo cidades como Surat, Kota, Bhubaneswar, Prayagraj, Nellore, Warangal, Amritsar, Ludhiana, Belgaum, Kanpur e Bilwara.

Também foi observado um bom crescimento no segmento de veículos elétricos. De acordo com a Amazon, durante a liquidação Great Indian Festival, a demanda por veículos elétricos aumentou oito vezes em comparação com as médias. Os compradores no setor automotivo passaram de comprar apenas motos e scooters para adquirir outros itens, como capacetes, gravadores de vídeo, equipamentos de pilotagem, aromatizadores de carro, aspiradores de pó para carros, bem como peças e produtos de cuidado automotivo.

A empresa também relatou um aumento de 2,2 vezes em sua loja de automóveis em comparação com os dias médios, indicando que os consumidores estão comprando online não apenas os próprios veículos, mas também acessórios para sua manutenção e cuidado.

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Esta nova funcionalidade encontra-se em fase de implementação e pode não estar acessível a todos os usuários. O recurso, denominado Amazon Crédito, é exibido tanto no site quanto no aplicativo da Amazon, sendo que apenas os titulares podem solicitá-lo após passar por uma avaliação de crédito.

A documentação fornecida pela Amazon menciona a incidência de taxas e juros, contudo, os pormenores financeiros são revelados somente ao consumidor final. É importante esclarecer que este sistema não configura um empréstimo, mas sim um saldo destinado ao parcelamento de aquisições.

A Amazon informou que a introdução desta modalidade ocorrerá gradualmente, aconselhando os interessados a verificar periodicamente a disponibilidade da opção. O Amazon Crédito serve como uma alternativa às compras tradicionais feitas com cartão de crédito, visando ampliar as possibilidades de compra, seguindo o modelo adotado por concorrentes como a Shopee, que possui o SParcelado.

O limite de crédito e o número de parcelas concedidos variam conforme cada cliente, e nem todos receberão o benefício das 12 vezes inicialmente. Essa condição pode ser alterada dependendo do histórico de uso e do cumprimento dos pagamentos em dia.

O Tecnoblog investigou que a operação do Amazon Crédito não é conduzida diretamente pela Amazon. Na verdade, o consumidor formaliza o acordo financeiro com a Celcoin Sociedade de Crédito Direto, entidade registrada sob o CNPJ 48.632.754/0001-90, que possui autorização do Banco Central.

Existem critérios básicos para quem deseja obter o Amazon Crédito. De acordo com a empresa, é mandatório ter entre 21 e 75 anos, possuir uma renda mensal mínima de R$ 1.500 e apresentar documentação válida, além de residir no Brasil. Todos os clientes que possuem conta ativa na Amazon podem solicitar o Amazon Crédito, mas é imprescindível a aprovação prévia por meio de análise de crédito.

Após a aprovação, o sistema de crédito aparece na Amazon. Ele não pode ser utilizado para empréstimos ou para compras em plataformas externas. Uma vez ativado, basta selecionar essa opção durante o processo de pagamento.

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Para que um item oriundo da bioeconomia amazônica se torne um ativo comercial, é necessário ir além de uma boa apresentação. Segundo Pamela Mota Oliveira, fundadora da plataforma, o processo inicia-se com uma seleção rigorosa. Ela explica que buscam um olhar atento, uma curadoria que combina elementos contemporâneos com o artesanato tradicional, reconhecendo que o consumidor, seja turista ou não, possui altas expectativas de qualidade, e que as joias com identidade amazônica agregam um valor diferenciado.

A gestora ressalta que o desafio é demonstrar que o artesanato e o estilo moderno não são mutuamente exclusivos. O objetivo é reforçar que os produtos, mesmo sendo feitos à mão, podem ser aplicados de múltiplas maneiras — seja para decorar um espaço, criar uma joia, montar um visual ou até mesmo uma receita —, apresentando-os como modernos e atemporais.

Rita Prossi, designer de biojoias parceira, exemplifica essa proposta ao transformar fibras e sementes amazônicas em peças autorais que agora alcançam mercados fora do estado. Rita compartilha que sua infância ocorreu em Itacoatiara, no Paraná da Eva, vivenciando uma vida ribeirinha com forte contato com a natureza. Ela afirma ter sido poetisa desde cedo, e foi a poesia que a guiou até se tornar designer de joias e moda. Seu início foi no artesanato em São Paulo, mas ao retornar a Manaus, estabeleceu uma joalheria na Academia Cagim, onde concebeu os primeiros símbolos de sua infância ribeirinha, como a canoa, o remo, a peneira, o abano, o arco e flecha, o sapé e a tartaruga.

Ao pesquisar uma fibra resistente capaz de substituir correntes, Rita descobriu o arumã, uma fibra utilizada pelos povos indígenas, e passou a trabalhar intensamente com ela. Ela destaca que o que une suas primeiras criações são as fibras e sementes amazônicas, mantendo viva a conexão com sua infância.

Outra artista integrada ao grupo da Made in Amazon é Katula Garcia, especialista em arte têxtil, que utiliza técnicas manuais para produzir peças originais inspiradas na cultura amazônica. Para Katula, testemunhar seu trabalho transcender as fronteiras do Amazonas encapsula o significado dessa colaboração. Ela descreve a experiência como extremamente gratificante, sentindo realização e reconhecimento ao ver suas obras chegarem a pessoas de diversos locais através da Made in Amazon. Katula enfatiza que cada peça carrega um fragmento de sua história, criatividade e dedicação artesanal, e que o apoio de pessoas de outros estados a motiva a expandir ainda mais a arte têxtil.

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