Investimento de R$ 3,3 bilhões da Honda visa aumentar a produção de motocicletas no Brasil
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Investimento de R$ 3,3 bilhões da Honda visa aumentar a produção de motocicletas no Brasil

A Honda anunciou um investimento de R$ 3,3 bilhões destinado à sua produção de motocicletas no Brasil nesta semana. De acordo com a fabricante, este aporte permitirá duplicar o número de unidades produtivas em Manaus, passando de duas para quatro, visando atingir uma capacidade anual de 2,3 milhões de unidades até o ano de 2029.

Este movimento representa um desafio considerável para os concorrentes, visto que a Honda já possui uma posição dominante no mercado. A situação pode ser interpretada como um esforço para absorver grande parte do mercado, já que a empresa deve encerrar o ano com 1,6 milhão de motos, enquanto o Polo Industrial de Manaus projeta a fabricação de 2,1 milhões de unidades, segundo dados da Abraciclo.

A meta de 2,3 milhões de motos da Honda até 2029 é quase equivalente ao total de veículos comprados no Brasil em 2026, representando um aumento de aproximadamente 44% em relação ao volume esperado para o ano corrente. Teoricamente, isso seria suficiente para restaurar à Honda percentuais de participação de mercado na faixa de 70% ou 80%.

Situação atual da participação de mercado

Atualmente, a Honda detém 65,62% da participação no mercado brasileiro. Este percentual sofreu uma queda após a pandemia de Covid-19 e o aumento da presença de marcas indianas e chinesas no país. Embora a Honda continue vendendo em volume crescente, sua participação percentual tem diminuído; no primeiro semestre de 2025, ela registrava 67,67%, e no mesmo período deste ano, 65,73%.

Nesse período, houve avanços consistentes, embora pequenos, de marcas como Shineray, que subiu de 5,73% para 6,27%; Bajaj, que passou de 1,13% para 1,53%; e Haojue, que evoluiu de 1,01% para 1,18%. Esses ganhos concentraram-se nas categorias de entrada que sustentam o volume de vendas da Honda.

Análise do especialista sobre o investimento

Luiz Vicente F. de Mello, especialista em motocicletas da Bright Consulting, argumenta que o investimento não é primariamente uma resposta à concorrência, mas sim uma solução para um problema interno da própria Honda: a incapacidade de atender à demanda existente. Ele aponta que a marca enfrenta uma demanda represada, onde há filas de espera por certos modelos, mesmo havendo produção.

Segundo Mello, o capital injetado visa adequar a capacidade fabril ao volume real de vendas da companhia. Ele explica que, por vezes, consumidores que desejavam comprar uma Honda não conseguiam devido aos longos prazos de espera, optando por adquirir produtos de concorrentes disponíveis imediatamente. Assim, parte do crescimento das marcas chinesas e indianas ocorreu pela indisponibilidade de estoque da líder.

No entanto, se a Honda solucionar esse gargalo logístico, a dinâmica de mercado pode mudar drasticamente. O especialista afirma que um investimento bem executado forçará outras marcas a reagirem, sob pena de sofrerem uma redução em sua fatia de mercado. Isso faria com que as rivalidades passassem a focar na disputa por produto e preço, e não mais apenas pela disponibilidade.

Adicionalmente, o cenário econômico geral favorece a liderança da Honda. Mello observa uma tendência de migração do uso de carros para motocicletas, impulsionada pelas projeções de crescimento até 2027 e pelo custo atual dos automóveis. Ele acredita que, mesmo com o crescimento das vendas, a Honda pode capturar uma parcela ainda maior do mercado nacional.

Posicionamento das partes

Marcos Bento, diretor comercial da Honda Motos e também presidente da Abraciclo, manifestou que a empresa recebe positivamente a entrada de novos competidores, contanto que a competição ocorra dentro das normas competitivas estabelecidas pelo mercado.

A verdadeira ameaça às empresas rivais reside não no porte da nova unidade fabril, mas sim no que ela elimina: o tempo de espera. As marcas Shineray, Bajaj e Haojue, somadas, ainda não alcançam 10% do mercado, enquanto a Honda mantém a CG 160 com mais de 22% de participação em todos os emplacamentos, além de possuir sete das dez motos mais vendidas no país. Grande parte do sucesso das recém-chegadas foi obtido aproveitando lacunas que a líder não conseguia suprir.

Conclui-se que, se o mercado continuar expandindo, a Honda crescerá junto com a garantia de entrega imediata; caso haja desaceleração, haverá capacidade ociosa.

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Honda lança City 2027 com foco na confiabilidade, apresentando preços entre R$ 117.700 e R$ 156.400
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Honda lança City 2027 com foco na confiabilidade, apresentando preços entre R$ 117.700 e R$ 156.400

A Honda introduziu a linha 2027 do City, disponível nas versões hatchback e sedan, com faixas de preço que variam de R$ 117.700 até R$ 156.400. Esses valores posicionam os veículos compactos japoneses em um segmento altamente competitivo do mercado.

Este nível de preço apresenta uma vasta gama de opções, incluindo SUVs de entrada, SUVs compactos, picapes leves, compactos elétricos, sedãs compactos e até SUVs médios em promoções. Diante dessa concorrência acirrada, o City deve se apoiar em argumentos sólidos para se destacar.

O principal diferencial da marca reside na sua reputação. A Honda possui um forte apelo comercial sustentado pela confiabilidade, mecânica comprovada, boa liquidez no mercado e baixa depreciação, termo que o marketing denomina de 'custo residual'. Essa combinação estabeleceu a Honda como um produto desejado, uma imagem construída ao longo de mais de 35 anos desde a liberação das importações.

A fabricante conseguiu alcançar um nível de qualidade superior ao de outras montadoras generalistas, situando-se um degrau abaixo das marcas premium alemãs. Contudo, o cenário mudou com a ascensão das marcas chinesas, que deixaram de ser vistas apenas como veículos baratos de qualidade questionável, atingindo um padrão de sofisticação comparável aos carros premium europeus.

Apesar das flutuações no panorama automotivo, incluindo o aumento da participação das marcas chinesas, a Honda manteve sua estabilidade no varejo brasileiro, sem necessidade de modificar seu plano de produção ou sua política de preços. Em contraste com outras marcas que perderam espaço para o avanço chinês, a Honda registrou crescimento nas vendas.

Entre janeiro e setembro, a marca registrou a licença de 82.634 unidades, superando as 73.570 unidades vendidas no mesmo período de 2025, o que representa um aumento ligeiramente superior a 12%, significativamente acima dos 8% do mercado total. Embora sua fatia de mercado tenha diminuído de 4,07% para 3,83% no mesmo intervalo, quase todas as marcas tradicionais viram suas participações reduzidas devido à consolidação de novos competidores como BYD, GWM, GAC, Geely e Omoda & Jaecoo.

Assim, a Honda prossegue em sua trajetória no varejo brasileiro, amparada pela lealdade de sua base de clientes, que confia no valor agregado pelo emblema H.

Especificações técnicas e desempenho

O City 2027 compartilha as mesmas características das gerações atuais, sendo oferecido com um único conjunto mecânico. Ele utiliza o motor 1.5 VVTI, que entrega 126 cv e 15,8 kgfm de torque. Este motor é acoplado a uma transmissão CVT, sendo o mesmo conjunto usado no sedan, hatch e nos SUVs WR-V e HR-V (nas versões de entrada). Este motor é adequado para consumidores que ainda demonstram receio em relação a motores turbo de três cilindros ou unidades eletrificadas.

O desempenho do City é consistente, embora não surpreendente. A potência e o torque fornecem boa agilidade tanto na cidade quanto na estrada. Como é um motor aspirado, o pico de torque ocorre em rotações mais altas, acima de 4.000 rpm. No entanto, a caixa de câmbio ajusta as relações rapidamente, elevando o giro imediatamente, o que resulta em retomadas ágeis e ultrapassagens seguras, apesar de não possuir o impulso de um motor turbo.

O comportamento geral do City é caracterizado por ser equilibrado e suave, típico de qualquer veículo Honda, sem apresentar solavancos. A suspensão possui uma calibração excelente, mantendo-se firme durante as curvas, ao mesmo tempo em que absorve imperfeições do pavimento.

Os dados do Inmetro apontam um consumo satisfatório: o City Sedan consome 9,1 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada utilizando etanol. Com gasolina, os números são de 12,9 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada.

Acabamento e tecnologia

O pacote de equipamentos varia desde as versões LX até Touring, além da RS, exclusiva do hatch. Todas as versões incluem climatização digital, direção elétrica e um sistema multimídia com conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.

O sistema de assistência à condução Honda Sensing torna-se padrão a partir da versão EX. Já nas versões topo de linha, Touring e RS, é adicionada a função Low Speed Follow, juntamente com o controle de cruzeiro adaptativo (ACC), que mantém o controle de aceleração mesmo em velocidades inferiores a 32 km/h.

O acabamento interno do City chama a atenção pela qualidade dos materiais. As versões mais caras apresentam bancos e painéis revestidos em couro, o que aumenta a sensação de sofisticação. Entretanto, o modelo pode melhorar pela ausência de bancos com ajuste elétrico, um recurso que poderia ser um atrativo adicional para incentivar o consumidor a investir mais de R$ 150 mil em um compacto, considerando as diversas alternativas disponíveis.

Em resumo, o Honda City é um automóvel atraente, oferecendo motor confiável sem depender de turbinas ou módulos eletrônicos complexos, consumo eficiente e um pacote de recursos esperado de um carro moderno e bem equipado.

O ponto fraco do City pode estar em seu design externo. O consumidor brasileiro, assim como grande parte do público global, demonstra preferência por SUVs, mesmo que sejam essencialmente a mesma estrutura com uma carroceria modificada. O próprio cliente Honda reflete essa tendência: o WR-V, que compartilha plataforma, motor, transmissão e equipamentos, começa em R$ 150 mil, mas vendeu 27.145 unidades de janeiro a setembro, superando as vendas do sedan (11.568) e do hatch (10.005). Para quem busca um carro por R$ 117.700, o City é uma opção difícil de ser superada.

Oferta de veículos com câmbio manual aumentou em 2026 no mercado brasileiro
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Oferta de veículos com câmbio manual aumentou em 2026 no mercado brasileiro

Embora mais da metade dos automóveis novos comercializados no Brasil atualmente venham equipados com transmissão automática ou soluções alternativas, como a propulsão elétrica, os modelos com caixa manual continuam presentes, especialmente nas categorias de entrada e esportivas.

Em 2026, observou-se um crescimento na disponibilidade de carros com câmbio manual no Brasil, impulsionado principalmente pelo segmento de veículos esportivos. A Toyota, por exemplo, introduziu um novo lote do GR Corolla e continua vendendo o GR Yaris. Paralelamente, a Porsche expandiu suas opções de versões de três pedais para o modelo 911.

Outras marcas e modelos disponíveis

No cenário nacional, houve a chegada do novo Hyundai i20, que dispõe de duas configurações com motor 1.0 aspirado e caixa de cinco marchas. Em novembro, a Renault planeja lançar a picape Niagara, confirmando que a versão de entrada terá câmbio manual.

A Chevrolet se destaca por ser a única fabricante a oferecer carros 1.0 com seis marchas no país, sendo que os modelos Onix e Onix Plus também apresentam câmbio manual com motor 1.0 turbo. Além disso, a marca disponibiliza a opção manual em outros veículos como Spin, Montana e S10; embora o Tracker já tenha tido essa opção no passado, ele é vendido atualmente apenas na versão automática.

A linha atual da Citroën concentra-se em modelos mais simples com motores 1.0, sejam eles aspirados ou turbo. Contudo, nos modelos turbo, o câmbio é sempre CVT, reservando a caixa manual para as versões aspiradas Basalt e C3.

A Fiat oferece transmissão manual em seus carros equipados com motores 1.0 e 1.3 aspirados. Uma exceção a essa regra é a picape média Titano, na versão de entrada Endurance, que utiliza o motor 2.2 turbodiesel de 200 cv.

A Ford lançou, em 2025, o Mustang GT manual em uma edição limitada a 200 unidades, que se esgotou rapidamente. Atualmente, o único veículo da marca com três pedais é a picape Ranger, na versão de trabalho XL.

A Honda mantém um câmbio manual de boa operação, inclusive em seus carros compactos, mas hoje ele é oferecido exclusivamente no modelo esportivo Civic Type R.

A Hyundai disponibilizou o HB20 1.0 turbo com câmbio manual até a linha 2024, com seis marchas. Atualmente, a oferta se restringe aos modelos 1.0 aspirados, que possuem caixa manual de cinco marchas.

A nova geração da Mitsubishi Triton foi lançada com uma variedade completa, incluindo o modelo de trabalho GL. Esta picape média é notável por ser a única que não sofre perda de potência ou torque na sua versão manual.

A Peugeot simplificou sua grade de modelos 208 no Brasil, oferecendo o motor 1.0 aspirado somente no modelo Style, que inclui teto solar e acabamento esportivo. A marca francesa também comercializa o furgão Partner Rapid, que compartilha plataforma com o Fiat Fiorino.

A Porsche nunca descontinuou o câmbio manual, mas esteve ausente no Brasil por alguns anos. Atualmente, a opção manual está disponível no Carrera T e em três variantes do GT3.

A Renault lançou o Kardian inicialmente apenas com câmbio de dupla embreagem, mas logo adicionou uma versão manual. Em 2026, foi introduzido o modelo de entrada Vibe, com preço inferior a R$ 100 mil e melhorias de eficiência. A marca francesa também mantém no portfólio modelos simples como Duster, voltados para frotas, o subcompacto Kwid e a picape Oroch.

A Toyota comercializa seus modelos especiais em lotes limitados de 99 unidades. Em 2026, foram lançados o compacto GR Yaris e o médio GR Corolla com atualizações. A japonesa também oferece a Hilux de entrada com câmbio manual.

Na linha Volkswagen, encontram-se o Tera TSI e o Virtus Sense, que combinam câmbio manual com motor 1.0 turbo. Já o Polo Track, o Tera MPI e a Saveiro utilizam motores aspirados.

Remover adesivos de motocicleta exige cuidado e o uso do produto correto
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Remover adesivos de motocicleta exige cuidado e o uso do produto correto

Após o término das eleições, os adesivos publicitários remanescentes das campanhas frequentemente permanecem em veículos. Além dos carros, os adesivos em motocicletas também podem causar problemas ao tentar removê-los. Ao arrancar com força, existe o risco de danificar o próprio adesivo, de a cola aderir à pintura e o que parecia simples se transformar em necessidade de retrabalho.

Segundo o engenheiro, especialista e profissional de estética automotiva Kleber Bertotto, proprietário da Tuio Car Detail, hoje é fácil adquirir um produto especializado para remover material adesivo. No entanto, o problema reside na escolha e aplicação correta desse produto.

Atualmente, há muitos produtos no mercado para esse tipo de trabalho, mas é preciso ter cautela, pois alguns podem danificar a pintura a ponto de exigir repintura, explica o especialista. A solução não está na força ou em um produto agressivo, mas sim no uso do agente adequado. Os removedores de cola e resina amolecem o adesivo, permitindo que ele se solte sozinho, sem a necessidade de ser raspado. Compostos ácidos, usados em estética automotiva, são destinados a outros fins, como limpeza intensa de rodas, e desengordurantes são para gordura. Nenhum desses produtos é feito para cola, e ambos podem deixar manchas na pintura e no plástico.

Em uma motocicleta, é necessário mais cuidado do que em um carro, pois quase todos os elementos onde os adesivos são aplicados são feitos de plástico. Se o removedor for deixado por muito tempo, ele começará a afetar o verniz da carenagem. E em peças pretas não tratadas, como asas, elementos de proteção ou tampas, pode causar ressecamento e deixar uma superfície esbranquiçada.

Aqueles que iniciam a remoção incorretamente frequentemente enfrentam problemas mesmo depois de remover completamente o adesivo da motocicleta. Bertotto afirma que, nesses casos, os mesmos produtos especializados que deveriam ter sido usados inicialmente resolvem o problema. Em situações mais complexas, pode ser necessária uma leve polimento.

É importante não confundir este polimento com o atrito de algo sobre a superfície. Polimento é a remoção controlada de uma camada microscópica de verniz usando uma pasta e um aplicador adequados. Esponjas, palha de aço ou lixa não cumprem essa função – eles causam danos.

Tesouras, lâminas, palha de aço e esponjas de cozinha, especialmente o lado verde, são os erros mais comuns. Todos eles riscam ou lixam a pintura da motocicleta. Tuio observa: «Isso é veneno para qualquer tipo de tinta, é perigoso até para o vidro. Álcool é outro inimigo. Se usar álcool, a pessoa remove a cola, mas depois deixa manchas na pintura».

O rastro restante após a remoção depende do material que foi colado. «Existem milhões de tipos de cola. Existe o adesivo mais caro, que geralmente não é usado em campanhas: ele não deixa rastros e é fácil de remover», explica Tuio. Durante uma campanha eleitoral, a prática padrão é o oposto: «Geralmente colocam o adesivo mais barato. Se ele tiver base de papel, ele se desfaz, então é preciso ter cuidado ao remover».

Quanto aos vestígios na pintura, na opinião dele, a probabilidade disso é menor do que parece, exceto em um caso específico. «Acho que não há tempo para deixar uma marca na pintura. Se a pintura foi aplicada recentemente e um adesivo foi colocado sobre ela, pode ocorrer coloração. Nesse caso, pode-se tentar um polimento qualificado para resolver esse problema».

Cada caso é único. Em alguns, a remoção será simples, e em outros, pode ser necessária uma limpeza séria da motocicleta. Bertotto conclui: «Isto não é uma cura mágica. Se você não sabe ou não se sente confiante, eu recomendo procurar uma empresa, um estúdio de estética, para realizar essa remoção corretamente».

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