Repórter relata ter tido contato com modelos de carros associados a Ayrton Senna
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Repórter relata ter tido contato com modelos de carros associados a Ayrton Senna

Durante o Grande Prêmio de Fórmula 1 do Brasil, que ocorreria naquele domingo (dia 8), a memória de Ayrton Senna, considerado por muitos o maior piloto de todos os tempos e tricampeão, era proeminente. Senna é tão reverenciado que todos os pilotos o consideram invencível.

O autor do relato menciona que o mais próximo que chegou de Senna foi através de dois veículos: o Lotus 87T, visto no Salão do Automóvel de 2014, e o McLaren MP4/6, durante um evento em 7 de novembro de 2018, descrevendo a experiência como algo sobrenatural.

O Salão do Automóvel é caracterizado pela agitação, com inúmeras coletivas e lançamentos. Além de documentar as apresentações, o repórter precisa buscar histórias singulares, como segredos industriais ou interações com executivos, para cobrir o evento em diversas edições.

No Salão de 2018, o local São Paulo Expo exibia diversos anúncios, incluindo a picape VW Tarok, o conceito Fiat Fastback, e o Mercedes AMG One. Em meio a esses estandes, havia um com o novo McLaren Senna, um supercarro criado em homenagem ao tricampeão.

Ao final do primeiro dia de coletivas, enquanto se deslocava para o hotel, o repórter encontrou Charles Marzanasco, que atuava como assessor de Senna e havia trabalhado por anos na comunicação da Audi. Charles o convidou para visitar o estande do McLaren, prometendo uma pauta interessante.

Na manhã do segundo dia de coletivas, o repórter visitou o estande e encontrou não só o McLaren Senna, mas também o MP4/6, o carro com o qual o piloto conquistou seu terceiro título mundial em 1991. A oportunidade era impressionante.

A matéria designada era testar o McLaren Senna real e sua versão virtual em um simulador ligado ao Xbox One, utilizando o jogo Forza Horizon 4, que possuía o modelo como carro de capa. O acesso ao estande era controlado por seguranças, visto que se tratava de uma das 500 unidades do Senna, avaliada na época em R$ 8 milhões. No entanto, Charles permitiu que o repórter entrasse no carro, manipulasse os controles, jogasse no videogame, gravasse vídeos e tirasse fotos.

Naquela época, a gravação era feita apenas em formato horizontal para o YouTube, e o formato vertical de vídeo era incomum. A produção para redes sociais ainda não estava estabelecida, e o equipamento utilizado era básico, sem microfone sem fio, câmera com estabilizador ou resolução 4K, resultando em baixa qualidade.

Apesar das limitações técnicas, o repórter registrou a experiência com o máximo cuidado possível. Dirigir no videogame e depois estar dentro do Senna real proporcionou uma sensação distinta, pois o simulador representava um supercarro acelerando nas estradas britânicas, mas o McLaren verdadeiro oferecia um fator sensorial ausente na simulação. Embora o ideal fosse dirigir o veículo autêntico, ele era uma das 500 unidades e custava mais de R$ 8 milhões (o valor atualizado pelo IPCA seria de R$ 12 milhões, sem contar a valorização).

Contudo, o desejo principal era admirar o MP4/6. Embora o McLaren Senna fosse extraordinário e talvez não pudesse ser visto novamente, o monoplace era algo sagrado, pois Senna foi campeão com aquele carro. Para quem presenciou o dia 1º de maio de 1994, encarar o MP4/6 requer respeito e admiração minuciosa, transcendendo o profissionalismo jornalístico.

O repórter sentiu-se em outra dimensão ao observar o volante e o conta-giros do MP4/6, num espaço apertado onde mal cabiam braços e pernas. Diferentemente do McLaren Senna, ele não podia se sentar ao volante do MP4/6, seja por não caber, seja porque o carro era uma raridade e seria uma heresia.

Nesse momento, ele deixou de ser um repórter e se tornou um devoto do grande herói brasileiro, ficando tão emocionado que esqueceu de filmar o carro. Contudo, ele tocou no volante e deu um beijo nos dedos, um gesto comparado à veneração feita às imagens de santos na igreja.

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Fiat Tempra: Como Betim demonstrou a capacidade de produzir veículos grandes
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Fiat Tempra: Como Betim demonstrou a capacidade de produzir veículos grandes

O Fiat Tempra foi introduzido na Europa em 1990 e posteriormente chegou ao mercado brasileiro em novembro de 1991. Este sedã imponente marcou a incursão da Fiat no segmento de carros maiores e mais luxuosos, área que até então era dominada por modelos como o Chevrolet Monza e o Volkswagen Santana. A marca italiana apresentou um design que era simultaneamente moderno, atraente, funcional e aerodinâmico, superando os concorrentes.

A traseira alta e robusta abrigava um porta-malas de grande capacidade, com 552 litros, facilitando o acesso às bagagens através de sua tampa. As portas possuíam uma característica construtiva inovadora, curvando-se na parte superior e integrando-se ao teto, o que auxiliou na aerodinâmica do veículo, alcançando um coeficiente de arrasto (Cx) notável de 0,32 na época.

No quesito mecânica, o motor e a transmissão eram dispostos transversalmente na frente. O motor 2.0 contava com duplo comando de válvulas no cabeçote, câmaras de combustão hemisféricas e velas de ignição centralizadas. Apesar dessa engenharia apurada, o motor da Fiat entregava apenas 99 cv de potência máxima, um valor que coincidia com o limite para o pagamento de impostos de uma faixa específica, visto que um aumento de apenas um cv elevaria o carro a uma categoria tributária mais onerosa.

A transmissão, sempre manual, oferecia cinco marchas com trocas rápidas e precisas. O sistema de suspensão era avançado, sendo independente nas quatro rodas. Contudo, a traseira utilizava uma solução distinta daquela empregada no modelo europeu, pois o conjunto escolhido para o Tempra brasileiro proporcionava maior resistência para lidar com as condições das estradas e ruas locais. Essa suspensão traseira também conferia maior sensibilidade à dirigibilidade, exigindo movimentos suaves e cautelosos do volante perto do limite de aderência para evitar que a traseira perdesse controle.

Inicialmente lançado no Brasil apenas na versão sedã de quatro portas, o Tempra ganhou uma configuração de duas portas, apelidada carinhosamente de «cupê» devido à inclinação das colunas traseiras. Esta variante mais esportiva foi disponibilizada no mercado brasileiro em 1992, já sob o modelo de 1993.

Em 1994, surgiu a versão perua do Tempra, equipada com motor 2.0 e injeção multiponto. É importante notar que esta configuração, denominada Tempra SW, era importada da Itália, pois estimava-se que seu volume de vendas fosse pequeno demais para justificar a produção nacional.

Ao longo de sua trajetória, o Tempra introduziu constantes inovações para o consumidor brasileiro. Em 1994, o mercado recebeu o sedã de quatro portas, o cupê de duas portas e a versão familiar SW. Mecanicamente, o Tempra foi pioneiro no Brasil ao incorporar um cabeçote de 16 válvulas. Novamente, coincidência ou não, este novo motor de 16 válvulas gerava 127 cv, aproximando-se de um importante patamar tributário da época. No primeiro semestre de 1994, também foi lançada a versão Turbo do Tempra, que mantinha o motor de oito válvulas, mas produzia 165 cv, oferecendo um desempenho impressionante para um sedã da Fiat e tornando-o o carro nacional mais veloz do mercado brasileiro naquele período.

A produção do Fiat Tempra no Brasil se estendeu até o final de 1998, momento em que foi sucedido pelo Fiat Marea, disponível nas versões sedã e perua, ambas com quatro portas. Durante esses sete anos de fabricação, foram produzidas pouco mais de 204 mil unidades do Tempra nacional, somando as versões de duas e quatro portas. A perua importada da Itália não foi incluída neste total devido ao baixo volume de vendas no país. Em média, foram vendidos cerca de 30 mil Tempra anualmente durante o período de produção nacional, um número modesto comparado aos modelos de maior volume, mas relevante para um segmento onde a Fiat acabara de ingressar.

Rafael Câmara estreia na Haas em Interlagos; Toyota confirma retorno do Celica ao WRC
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Rafael Câmara estreia na Haas em Interlagos; Toyota confirma retorno do Celica ao WRC

Rafael Câmara fará sua estreia na equipe Haas antes do cronograma previsto. Embora inicialmente contratado para a temporada de 2027 da Fórmula 1, o piloto brasileiro participará da próxima etapa em Interlagos, que ocorrerá neste fim de semana. A Haas oficializou essa mudança ontem (3).

A alteração no plano ocorreu devido a um desentendimento entre Esteban Ocon e o chefe de equipe, Ayao Komatsu, durante o Grande Prêmio do México. Como consequência dessa discussão, Ocon foi retirado prematuramente da Haas, e o piloto reserva, Ryo Hirakawa, assumiu seu lugar a partir do terceiro treino livre.

Esta será a primeira vez desde 2016 que dois pilotos brasileiros estarão no grid da F1 em Interlagos, época em que Felipe Massa (Williams) e Felipe Nasr (Sauber) competiam pelo campeonato. A Haas também confirmou a presença de Rafael Câmara no Grande Prêmio de Las Vegas, agendado para o dia 22. Contudo, nas duas corridas mais recentes da temporada — os GPs do Catar e de Abu Dhabi —, o pernambucano já possui compromissos com as finais da Fórmula 2, que serão realizadas em uma rodada dupla nos mesmos fins de semana. Atualmente líder do campeonato, Câmara opta por concentrar-se em conquistar o título da F2 enquanto aguarda sua vaga definitiva na Haas.

Toyota confirma retorno do Celica ao WRC

O Toyota Celica, que transcende o status de mero clássico de rua ou ícone do Gran Turismo, possui uma longa história no WRC. Na década de 1990, as versões GT-Four (ST165, ST185 e ST205) renderam à montadora quatro títulos no Campeonato Mundial de Pilotos (em 1990 e 1992 com Carlos Sain, 1993 com Juha Kankkunen e 1994 com Didier Auriol) e dois no Mundial de Construtores (em 1993 e 1994). Agora, ele retorna à competição.

A Toyota confirmou que seu próximo concorrente no WRC será um novo Celica, que fará sua estreia na temporada de 2027, competindo ao lado do GR Yaris. Ambos os modelos estão passando pelas fases finais de homologação para o novo regulamento do campeonato, que será implementado a partir do próximo ano. De acordo com o site Motorsport.com, o novo Celica será pilotado por Elfyn Evans, Oliver Solberg e Sami Pajari, enquanto o GR Yaris contará com Ott Tänak, Takamoto Katsuta e Kalle Rovanperä.

As imagens de protótipos fotografados e filmados há meses, que se assemelham cada vez mais a um esportivo de motor central-traseiro, sugerem ser a versão preliminar do novo Celica. Entretanto, isso não esclarece o futuro dos novos esportivos de rua da Toyota, visto que tanto o retorno do Celica quanto um novo MR-2 têm gerado especulações recentemente. A fabricante não confirma nem nega nada, apenas sugere que ambos os carros podem se concretizar em um futuro próximo.

Vendas de Outubro e Lançamentos Automotivos

Analisando o ranking de vendas de outubro, pode-se notar que a Fiat Strada mantém a liderança no mercado brasileiro, como tem ocorrido nos últimos meses. No entanto, observando posições inferiores, destaca-se o BYD Dolphin Mini, que ultrapassou o Fiat Argo e o Volkswagen Polo, dois dos veículos mais populares do país.

Em outubro, a Strada assegurou a liderança geral pelo décimo mês consecutivo, com 14.566 emplacamentos. O segundo lugar foi ocupado pelo Hyundai HB20, que subiu da 11ª posição em setembro para registrar 9.037 unidades, representando um aumento de 43,1% em apenas um mês. A maior transformação veio com o BYD Dolphin Mini, que alcançou a terceira posição com 8.432 emplacamentos, superando ligeiramente o Fiat Argo (8.331 unidades) e ampliando a distância para o Volkswagen Polo, que caiu da vice-liderança para o quinto lugar, com 8.125 unidades. Este é um feito relevante para um veículo elétrico introduzido no Brasil há menos de três anos, que agora compete diretamente com hatches compactos a combustão, historicamente os modelos de maior volume no mercado nacional.

O restante do ranking demonstra a evolução do mercado. Entre os dez mais vendidos, aparecem três SUVs: o Volkswagen T-Cross (sexto, com 7.567 unidades), o VW Tera (sétimo, com 7.489) e o Toyota Yaris Cross (que encerrou o ranking com 6.243 emplacamentos). Também figuraram o Chevrolet Onix (7.016 unidades) e o Renault Kwid (6.346 unidades). No total, foram registrados 253.298 automóveis e comerciais leves novos em outubro, o que representa uma redução de 5,3% em comparação com setembro, mas um aumento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os veículos eletrificados corresponderam a 24,4% desse volume, e as marcas chinesas atingiram 22,7% de participação. A BYD, isoladamente, emplacou 24.114 veículos, o que equivale a 9,5% do mercado. Ou seja, quase um em cada dez veículos novos vendidos no Brasil em outubro era um BYD.

Por fim, uma correção importante: interpretações anteriores sobre a liderança da BYD nas vendas de varejo como indicativo de compra majoritariamente particular não podem ser feitas apenas com esses dados. Segundo a Fenabrave, a distinção entre vendas de varejo e vendas diretas não depende do perfil do comprador, mas sim de quem emite a nota fiscal. Quando a nota é emitida pela fabricante, a transação é classificada como venda direta, mesmo que mediada por uma concessionária. Nos demais casos, é considerada venda de varejo. Ambas as modalidades podem envolver compradores com CPF ou CNPJ. Portanto, a liderança da BYD no varejo não permite afirmar que seus carros sejam comprados predominantemente por pessoas físicas, assim como o volume de vendas diretas não revela quantos veículos foram destinados a locadoras, frotistas ou compradores individuais; para isso, seria necessário conhecer o perfil dos compradores, e não apenas o canal de faturamento.

Pagani Huayra 70 Anima é Revelado com V12 Biturbo e Câmbio Manual

Há sempre um profundo respeito pela Pagani, pois a fabricante é uma das principais responsáveis pela popularização da fibra de carbono em supercarros, e seu criador, Horacio Pagani, é um exemplo de fidelidade aos seus ideais. A Pagani segue suas próprias diretrizes na fabricação de seus veículos, mantendo essa tradição, e trabalha em estreita colaboração com os clientes para personalizar cada unidade, garantindo que nenhum Pagani seja idêntico ao outro do mesmo modelo. Isso configura o conceito de tailor made.

Neste contexto, o último dos Huayra 70 — um trio de carros construídos sob medida para celebrar os 70 anos de Horacio Pagani — foi apresentado ontem (3). A mera existência deste veículo é notável: mesmo com a Pagani produzindo o Utopia, seu sucessor, o Huayra ainda demonstra capacidade técnica. Seu conjunto mecânico reflete princípios e personalidade: o motor é o conhecido V12 biturbo, derivado da Mercedes-AMG, com seis litros de deslocamento, gerando 862 cv a 6.000 rpm e 112,2 kgfm de torque. O câmbio é manual, de sete marchas, da marca Xtrac, e a tração é traseira, equipada com diferencial autoblocante mecânico, sem motores elétricos.

O chassi adota a configuração clássica do Huayra, incluindo suspensão por braços triangulares sobrepostos, amortecedores com ajuste eletrônico nas quatro rodas, freios de carbono-cerâmica com pinças Brembo, e rodas imponentes de 20 polegadas na frente e 21 polegadas atrás, utilizando pneus Pirelli P Zero Trofeo R 265/30 e 335/25, respectivamente. A Pagani demonstra saber construir um supercarro extremamente refinado, que certamente demanda um piloto habilidoso se o objetivo for utilizá-lo em vez de mantê-lo em um ambiente climatizado.

É impossível ignorar o estilo do carro. Naturalmente, o Huayra é um veículo rebuscado e, em certa medida, exagerado, o que faz parte de sua essência; quem busca elegância e discrição deve procurar a concorrência ou desistir de um supercarro. No caso específico do Huayra 70 Anima, o nível de ostentação pode ser excessivo. A combinação de cores azul sobre azul, os frisos cromados (tanto na carroceria quanto na cabine) e o revestimento em couro branco evidenciam que o proprietário gosta de chamar a atenção e não deseja ser comparado a outros donos de Huayra. No entanto, como mencionado anteriormente, parte do charme de possuir um Pagani reside na possibilidade de escolher cada detalhe do acabamento.

O Huayra 70 Anima lembra alguns relógios da Jacob & Co., aqueles peças grandiosas com estilo não convencional, frequentemente inspiradas em superesportivos, que às vezes apresentam réplicas em miniatura de motores V12 operando junto com o calibre. São complicações impressionantes, envoltas em caixas dignas de alta joalheria, mas tudo é muito chamativo, beirando o vulgar. Admira-se e respeita-se a arte, mas não se pode dizer que é bonito no sentido estrito da palavra. Contudo, o conjunto mecânico merece destaque: V12 biturbo, câmbio manual, tração traseira e ausência de motores elétricos. É nisso que reside a importância.

Cadillac Pode Vender Equipe de Fórmula 1 Após Apenas Uma Temporada

A Cadillac investiu mais de US$ 1 bilhão para ingressar na Fórmula 1 em 2026, mas parece que os proprietários da equipe já estão cogitando a venda do empreendimento, e potencialmente por um valor superior ao investido. Segundo uma matéria do Sportico, publicada na segunda-feira (2), o empresário Mark Walter, controlador da TWG Global, está avaliando a venda de sua participação na equipe por um valor mínimo de US$ 3 bilhões. Além disso, já existem pelo menos sete potenciais compradores interessados.

A equipe Cadillac é administrada pela TWG Motorsports, uma divisão do grupo de Walter que também gerencia operações como a Andretti Global e a Wayne Taylor Racing. A General Motors atua como sócia e fornece o nome Cadillac ao projeto, embora a distribuição exata das participações nunca tenha sido divulgada. Assim, os US$ 3 bilhões referem-se à avaliação da equipe completa, e não necessariamente ao valor que Walter receberia pela sua cota.

Este valor é notável porque a Cadillac ainda está em sua primeira temporada na Fórmula 1 e enfrenta desafios para se estabelecer competitivamente. A operação demandou cerca de US$ 450 milhões apenas para compensar outras equipes pela entrada de um novo participante no campeonato, somado a um investimento inicial de pelo menos US$ 1 bilhão na infraestrutura de competição, instalações e desenvolvimento. Apesar disso, a avaliação proposta por Walter aproxima-se da média das equipes de Fórmula 1, que atingiu US$ 3,42 bilhões em 2025.

Ibovespa cai drasticamente após reeleição de Lula; algumas ações registram quedas superiores a 59%
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Ibovespa cai drasticamente após reeleição de Lula; algumas ações registram quedas superiores a 59%

A bolsa brasileira vivenciou um dia de grande instabilidade na última segunda-feira, dia 26, motivado pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa, que é o indicador principal da B3, sofreu uma queda superior a 10% logo no início das operações e ativou o mecanismo de circuito de segurança (circuit breaker).

Ao se aproximar do encerramento do pregão, o índice apresentava uma retração de 14,88%, atingindo a marca de 174.568 pontos. Essa reação do mercado foi um reflexo do choque sentido por alguns investidores diante do resultado eleitoral e da subsequente reavaliação das projeções relativas à gestão da política econômica, taxas de juros e finanças públicas.

O circuito breaker funciona como um sistema de proteção da bolsa, suspendendo temporariamente as negociações sempre que o mercado de ações registra declínios muito acentuados. Seu propósito é conceder aos investidores um período para reconsiderarem suas escolhas e diminuir o potencial de movimentações caóticas de compra e venda, sendo os negócios reiniciados após a pausa.

Dentre os títulos que sofreram as maiores perdas, a Magazine Luiza liderou o ranking com uma desvalorização de 59,5%. Outras empresas notáveis nas quedas foram a Vamos, com perda de 56,01%, e a Hapvida, que registrou -52,55%. Títulos pertencentes a companhias do setor de varejo, consumo e mercado imobiliário também registraram reduções significativas.

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