NASA inicia seleção de astronautas para apoiar novas missões lunares do programa Artemis
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NASA inicia seleção de astronautas para apoiar novas missões lunares do programa Artemis

A NASA está realizando um recrutamento de novos astronautas com o objetivo de expandir seu quadro de pessoal para suprir as necessidades do programa Artemis. Este programa visa retornar seres humanos à superfície lunar e estabelecer uma presença duradoura no satélite.

O anúncio foi feito no último sábado, dia 7, durante um evento realizado no Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, focado na divulgação da exploração lunar e dos avanços em aviação e tecnologia. Os indivíduos interessados têm até 3 de dezembro de 2026 para submeter suas candidaturas.

A agência planeja finalizar a escolha dos novos membros até o final de 2027, com o início do treinamento previsto para o começo de 2028. Espera-se que esta nova coorte comece seus preparativos no mesmo ano em que a NASA pretende retomar voos tripulados à Lua, após um intervalo superior a 50 anos.

A última seleção de astronautas ocorreu há dois anos e gerou mais de 8 mil inscrições, resultando na escolha de apenas dez candidatos em setembro de 2025. Atualmente, a NASA possui 32 astronautas ativos, um número considerado insuficiente para os planos de aumentar a presença humana além da órbita baixa da Terra.

O ímpeto para a campanha lunar aumentou em abril de 2026, quando a tripulação da missão Artemis II realizou um sobrevoo da Lua. A fase subsequente será a Artemis 3, agendada para o verão do Hemisfério Norte de 2027.

A Artemis 3 será liderada por Randy Bresnik, que viajará para a órbita terrestre acompanhado por outros três tripulantes. O propósito desta missão é praticar o acoplamento da cápsula com dois módulos de pouso lunar: um desenvolvido pela SpaceX, pertencente a Elon Musk, e outro da Blue Origin, de Jeff Bezos. Diferentemente da missão anterior, a Artemis 3 não incluirá um sobrevoo lunar; o treinamento em órbita terrestre servirá de preparação para a Artemis 4, programada para o ano seguinte, que buscará levar dois astronautas a uma área próxima ao polo sul lunar.

Randy Bresnik declarou à Associated Press no sábado, dia 7, que existe «muito mais trabalho do que astronautas». Os requisitos para os candidatos incluem ser cidadãos dos Estados Unidos, possuir formação universitária e experiência profissional. A paciência também é vista como uma qualidade essencial, visto que o processo de preparação pode demandar vários anos.

O treinamento obrigatório dura dois anos e pode ser bastante rigoroso. Mesmo após essa fase, os selecionados podem ter que aguardar outros anos antes de serem designados para uma missão espacial. Frank Rubio, membro da tripulação da Artemis 3, ressaltou que ir à Lua constitui apenas uma pequena parcela das responsabilidades de um astronauta. Ele detém o registro norte-americano de tempo consecutivo no espaço, totalizando 371 dias.

Segundo Rubio, esses profissionais devem compreender que grande parte de sua vivência estará ligada a outras tarefas necessárias para viabilizar as missões. Os projetos da NASA transcendem os novos pousos tripulados; a agência almeja construir uma base lunar permanente, que será gradualmente estabelecida através do envio de veículos exploradores, robôs, infraestruturas e sistemas de fornecimento de energia.

A expansão do corpo de astronautas integra este planejamento estratégico, visando acelerar a presença humana fora da órbita baixa da Terra. A seleção divulgada em novembro marcará a 25ª turma de astronautas da NASA, sendo que a primeira foi formada em 1959 e ficou conhecida como Mercury Seven.

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A NASA divulgou novas diretrizes para acelerar o retorno de astronautas à superfície lunar, alterando o cronograma inicial. A agência planeja executar uma missão de testes em órbita terrestre em 2027, concentrando a próxima tentativa de pouso tripulado na missão Artemis 4, programada para 2028.

Essas atualizações foram comunicadas em 23 de outubro pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, juntamente com outros líderes da agência. O objetivo geral deste ajuste estratégico é diminuir os riscos técnicos, agilizar o desenvolvimento de equipamentos necessários e pavimentar o caminho para uma presença humana contínua no satélite natural.

A principal modificação diz respeito à missão Artemis 3. Diferentemente do planejamento anterior, que previa um pouso lunar, esta missão será focada em testar componentes cruciais para as futuras atividades realizadas na superfície da Lua.

Quatro astronautas embarcarão na cápsula Orion, que será lançada pelo foguete SLS (Space Launch System). Esta jornada tem previsão de duração de 14 dias e ocorrerá em órbita baixa da Terra. Durante este período, a NASA irá verificar os procedimentos de encontro, aproximação e acoplamento entre a Orion e protótipos de módulos lunares criados pelas companhias SpaceX e Blue Origin.

O pouso tripulado está agora estabelecido para a Artemis 4, em 2028. Esta missão também empregará a cápsula Orion e o foguete SLS, com o lançamento previsto a partir do Centro Espacial Kennedy, localizado na Flórida, EUA.

Para alcançar a superfície lunar, a NASA avalia duas opções de transporte fornecidas por empresas privadas. A SpaceX propõe o reabastecimento da Starship em órbita terrestre, momento em que a nave se encontrará com a Orion para seguir em direção à Lua. Por outro lado, a Blue Origin planeja usar estágios de transferência em órbita terrestre para impulsionar seu módulo Blue Moon Mark 2 até a Lua; este veículo se reunirá com a Orion em uma órbita lunar mais próxima do satélite antes de iniciar a descida.

Ambas as empresas estão dedicadas a disponibilizar seus sistemas para o pouso tripulado em 2028. Além disso, a NASA está estudando duas configurações possíveis para o estágio superior do foguete SLS na Artemis 4: manter o estágio de propulsão criogênica intermediária existente ou adotar uma versão estendida do Centaur V, fabricado pela United Launch Alliance, que possui maior capacidade de transporte de propelente. Essa análise visa manter opções abertas e impedir que o programa fique dependente de apenas uma configuração.

Outro avanço noticiado refere-se aos equipamentos que os astronautas utilizarão na superfície lunar. A agência firmou uma parceria com a Axiom Space para desenvolver um segundo tipo de traje espacial, mais leve, denominado Sortie suit. Este novo equipamento terá cerca de metade do peso do traje principal desenvolvido pela Axiom e será usado durante as primeiras caminhadas lunares. É importante notar que ele não substituirá o modelo primário da Axiom, que permanecerá reservado para tarefas mais extensas e desafiadoras em futuras missões.

Com o andamento do programa Artemis, a NASA almeja conduzir expedições progressivamente mais complexas na área do polo sul lunar, expandindo o conhecimento científico sobre o satélite e estabelecendo uma presença humana duradoura fora da Terra. A agência também enxerga estas operações como parte da preparação tecnológica e operacional para futuras viagens tripuladas a Marte.

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A China divulgou novos pormenores sobre seu esquema para executar uma missão tripulada à Lua antes do ano de 2030. Este plano contempla o lançamento de dois foguetes, o encontro de duas naves espaciais na órbita lunar e o envio de uma equipe composta por três astronautas. Deste grupo, dois indivíduos descerão à superfície do satélite natural para conduzir investigações científicas.

Os detalhes do planejamento foram apresentados por Wang Xiang, que atua como vice-projetista-chefe do programa espacial tripulado chinês e é o responsável pelo projeto de exploração lunar. Essa apresentação ocorreu durante o 7º Simpósio de Voos Espaciais Tripulados, realizado em Pequim, China, no período de 31 de outubro a 1º de novembro de 2026.

A estrutura da missão prevê o emprego de dois foguetes Longa Marcha 10. Um desses foguetes será responsável por transportar a nave tripulada Mengzhou, enquanto o segundo levará o módulo de pouso lunar denominado Lanyue. Após ambos atingirem a órbita lunar, os veículos devem se encontrar e realizar o acoplamento. Posteriormente, os astronautas migrarão da Mengzhou para a Lanyue, que efetuará o pouso na superfície lunar.

A decisão de utilizar dois lançamentos distintos está ligada às capacidades dos foguetes chineses. Em vez de concentrar todos os elementos da missão em um único veículo, o país optou por enviar a nave habitada e o módulo de pouso separadamente. Esta abordagem é denominada encontro em órbita lunar, exigindo uma manobra de aproximação e acoplamento após a chegada dos equipamentos ao redor da Lua.

Uma vez finalizada a operação de acoplamento, dois dos três membros da tripulação entrarão no módulo Lanyue para iniciar a descida. O terceiro astronauta permanecerá na Mengzhou, que servirá como veículo de suporte e para o retorno à Terra. Essa configuração remete à arquitetura empregada pelo programa Apollo da NASA nas décadas de 1960 e 1970, quando o módulo lunar também se separava da nave principal para ir à superfície e retornar à órbita para reencontro.

Três equipamentos são cruciais para a tentativa chinesa de alcançar a Lua. O nome Lanyue significa algo próximo de «abraçar a Lua», e o projeto deste módulo foi introduzido em 2023, recebendo oficialmente esse nome no ano subsequente.

Wang Xiang esclareceu que a missão tripulada não ocorrerá sem uma série de verificações prévias, seguindo uma progressão gradual: primeiramente, validar os equipamentos em voos próximos à Terra, e só então prosseguir para operações no ambiente lunar. O cronograma estabelecido abrange diversas fases, embora estas datas sejam apenas um planejamento divulgado e não garantias de execução.

Algumas preparações já foram realizadas pela China, incluindo testes de fuga da espaçonave Mengzhou em cenários de emergência, simulações de pouso e decolagem do módulo Lanyue, e um teste de baixa altitude do foguete Longa Marcha 10. Além disso, a estratégia prevê o uso da estação espacial Tiangong, localizada na órbita baixa da Terra, para testar procedimentos e tecnologias antes de serem enviados à Lua.

Este plano posiciona a China em uma disputa tecnológica e estratégica com os Estados Unidos, que também buscam levar astronautas de volta à superfície lunar. Enquanto o objetivo chinês é atingir o satélite antes de 2030, a NASA utiliza uma arquitetura distinta, baseada na espaçonave Orion e em módulos de pouso desenvolvidos por companhias privadas.

A rivalidade transcende a mera repetição das missões Apollo; ambos os países possuem planos para estabelecer uma presença humana mais sustentável na região lunar. No âmbito chinês, o projeto de longo prazo inclui a edificação da Estação Internacional de Pesquisa Lunar, uma iniciativa que prevê a colaboração com parceiros internacionais. A construção desta estação está prevista para começar em 2031, utilizando futuramente o foguete superpesado Longa Marcha 9.

Atualmente, a prioridade reside em comprovar o funcionamento integrado de todos os componentes da missão tripulada. Entre as etapas mais complexas do projeto estão o encontro das naves espaciais, a descida do módulo lunar e o retorno dos astronautas à órbita.

Quatro voluntários da NASA completam simulação de missão a Marte após 378 dias de isolamento
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Quatro voluntários da NASA completam simulação de missão a Marte após 378 dias de isolamento

Quatro voluntários da NASA concluíram, no último sábado (31), uma experiência de confinamento que se estendeu por 378 dias, replicando as condições de uma viagem tripulada a Marte. Este grupo residiu em um habitat de 158 metros quadrados localizado no Centro Espacial Johnson, em Houston, EUA, realizando tarefas preparatórias para futuras jornadas ao Planeta Vermelho.

Essa iniciativa integra o programa Crew Health and Performance Exploration Analog (CHAPEA), cujo propósito é investigar como os seres humanos responderiam aos desafios físicos e psicológicos inerentes a uma expedição espacial de longa duração.

A segunda missão sob este programa teve início em 19 de outubro de 2025. Os participantes incluíram Ross Elder, atuando como comandante; Ellen Ellis, responsável pela área médica; Matthew Montgomery, designado como oficial científico; e James Spicer, engenheiro de voo.

Ellen Ellis comentou após deixar o habitat junto aos demais membros que foi um período de «um ano e tanto, astronautas de simulação vivendo em cativeiro por livre e espontânea vontade».

O foco primordial do CHAPEA é entender o impacto que o isolamento prolongado, a restrição de suprimentos e as dificuldades de comunicação exercem sobre a saúde e o rendimento de uma tripulação espacial. Os dados obtidos poderão auxiliar pesquisadores no desenvolvimento de métodos para manter os astronautas saudáveis, produtivos e mentalmente aptos durante missões espaciais extensas.

Adicionalmente, a NASA planeja usar esses resultados para aprimorar os protocolos de assistência médica, suporte psicológico, nutrição e a organização das atividades em ambientes isolados.

Após saírem do habitat, os quatro voluntários iniciarão uma fase subsequente, que consistirá em duas semanas dedicadas a avaliações pós-missão e conversas com cientistas da agência, visando analisar o comportamento da equipe e identificar lições aplicáveis a futuras expedições.

Esta foi a segunda vez que a NASA realiza um experimento deste tipo. A primeira missão CHAPEA ocorreu entre 2023 e 2024, quando outro grupo de quatro pessoas permaneceu confinado pelo mesmo período de 378 dias.

A NASA tem como meta realizar uma missão tripulada a Marte na década de 2030. Até atingir esse marco, a agência está focada no desenvolvimento de tecnologias e na execução de experimentos que visem mitigar os riscos associados a viagens tão longas. Os estudos também podem trazer benefícios para os planos de exploração lunar, particularmente aqueles ligados à presença humana na Lua.

Segundo a diretora do Centro Espacial Johnson, as experiências do CHAPEA são cruciais para pavimentar o caminho para futuras missões, começando pela Lua e, subsequentemente, Marte.

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