Fábrica da Honda em Manaus produz mais pães franceses do que motocicletas em um dia
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Fábrica da Honda em Manaus produz mais pães franceses do que motocicletas em um dia

A Honda comemorou cinquenta anos de fabricação de motocicletas no Brasil e, em celebração, anunciou um investimento de R$ 3,3 bilhões na sua planta de Manaus (AM). Além disso, foi inaugurado um acervo na unidade que documenta a trajetória da marca no país com 37 motocicletas.

Este aporte visa aumentar a capacidade produtiva para 2,3 milhões de motos anuais até 2029, superando o nível atual de aproximadamente 1,6 milhão.

Produção de pães supera a de motos

Um dado notável revelado durante a visita da imprensa ao aniversário da fábrica é que, em um único dia, a unidade de Manaus assa cerca de 25 mil pães franceses. Este volume é quase quatro vezes superior à quantidade de motos que saem da linha de produção no mesmo período, que fica em torno de 7 mil unidades diárias.

Essa peculiaridade chamou a atenção da imprensa, mas a justificativa reside no porte da operação e na necessidade de suprir a demanda diária do complexo, visto que não há padarias locais capazes de atender sozinha esse volume. Por isso, a montadora assumiu a função de padaria.

Estrutura interna e fornecimento

Lourival Barros, responsável pela produção da Honda Motos do Brasil, destacou que a Moto Honda da Amazônia é uma das maiores indústrias do polo de Manaus, empregando cerca de 9 mil colaboradores diretos, somados aos parceiros, totalizando aproximadamente 13 mil pessoas, o que configura uma verdadeira cidade.

Os 25 mil pães produzidos diariamente são destinados exclusivamente ao consumo interno dos funcionários. Em conversa exclusiva com o AutoPapo, Lourival detalhou que o fornecimento de alimentos vai além do pão; a empresa possui uma reserva natural localizada a 70 quilômetros de Manaus, onde cultiva vegetais utilizados internamente na fábrica.

O executivo explicou que, embora a Honda seja primariamente uma empresa de mobilidade que fabrica motocicletas, ela também produz pães e hortaliças para manter o abastecimento da unidade de Manaus.

Impacto regional e exemplos globais

Ao ser questionado sobre os benefícios para a comunidade vizinha, Lourival confirmou que a contratação de mão de obra local para as atividades da padaria, cultivo de hortaliças e outras operações com parceiros gera empregos e apoia o desenvolvimento regional nas últimas cinco décadas de atuação da fábrica.

O cenário de Manaus não é isolado na indústria automobilística. Na Alemanha, a Volkswagen produz desde 1973 a própria currywurst, preparada no açougue da Volkswagen Service Factory e catalogada com um número de peça específico.

A disparidade de vendas é evidente no caso da VW: nos dados de 2024, foram registradas 8,552 milhões de salsichas vendidas em cantinas e supermercados, um recorde de cerca de 200 mil unidades acima de 2023. No mesmo período, a marca VW registrou a venda de aproximadamente 5,2 milhões de automóveis e utilitários, indicando que a salsicha é, de longe, o item mais comercializado.

No Brasil, a Mercedes-Benz buscou integrar a produção de hortaliças ao seu parque fabril. Em novembro de 2019, a montadora cedeu uma área ao lado do restaurante da fábrica de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo (SP) para uma Fazenda Urbana gerenciada pela startup mineira BeGreen. A Mercedes forneceu o terreno, e a parceira assumiu a produção.

Segundo os dados divulgados na época, esta estufa utilizava aquaponia, aeroponia e iluminação LED, com capacidade para produzir 2.680 quilos de hortaliças mensalmente, correspondendo a 44 mil plantas de verduras, ervas e temperos. Em fevereiro de 2020, este projeto recebeu o segundo lugar na categoria Excelência em Gestão Ambiental do Daimler Environmental Leadership Award.

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A Honda divulgou um aporte financeiro de R$ 3,3 bilhões destinado ao mercado brasileiro. Este investimento visa ampliar a capacidade produtiva e aumentar a fabricação de veículos, concentrando-se na cidade de Manaus, no estado do Amazonas.

A notícia foi apresentada na última quarta-feira (4), durante uma coletiva de imprensa realizada em celebração aos 50 anos da presença da marca no país. De acordo com os representantes japoneses, o plano inclui a edificação de duas novas instalações produtivas, cada uma equipada com sua própria linha de montagem.

Com essa expansão, a Honda almeja alcançar uma capacidade instalada de 2,3 milhões de motocicletas até o ano de 2029. Esse volume ultrapassa o total de 1,9 milhão produzido atualmente por todas as marcas no mercado nacional.

Detalhes do Investimento e Impacto no Emprego

Os R$ 3,3 bilhões serão aplicados no período compreendido entre 2026 e 2030, somando-se a um investimento anterior de R$ 1,6 bilhão realizado no ano passado. Além do aumento da capacidade, a ampliação das operações em Manaus deve gerar 2.000 novos empregos para apoiar o crescimento da produção. Atualmente, a fábrica conta com 9.000 colaboradores diretos.

O complexo de Manaus já possui quatro linhas de montagem espalhadas por duas unidades produtivas. O novo ciclo de investimentos prevê a construção de mais duas unidades dentro deste mesmo complexo, cada uma com sua linha de montagem dedicada e outros processos fabris associados.

Estratégia de Mercado e Concorrência

Em resposta a questionamentos sobre se a estratégia está relacionada à perda gradual de participação de mercado, Marcos Bento, diretor de vendas da Honda no Brasil, assegurou que o objetivo da companhia é manter-se na liderança. Ele ressaltou que qualquer aumento na participação, retornando a patamares mais elevados, é sempre positivo.

Atualmente, a Honda detém 64,05% do mercado de motocicletas nacionais, embora esse percentual tenha diminuído em função do crescimento do número de competidores, apesar de já ter chegado perto dos 80% em algum momento. Apesar desse cenário, a fabricante não manifestou preocupação, visto que suas vendas estão em ascensão. Beto declarou que a Honda recebe positivamente a chegada de novos concorrentes, contanto que a competição ocorra sob as normas competitivas do setor.

Operações e Tecnologia

Durante o evento, os executivos também abordaram outros aspectos da operação brasileira. Sobre a introdução de modelos eletrificados, a empresa japonesa mencionou que monitora constantemente as necessidades de cada consumidor e país, mas não confirmou nenhum lançamento específico. No contexto da «corrida energética», a Honda enfatiza que seu foco no Brasil é a tecnologia FlexOne, que possibilita o uso tanto de etanol quanto de gasolina.

A fábrica, estabelecida na Zona Franca desde 1976 e responsável por toda a produção de motocicletas da Honda no Brasil, já montou mais de 33 milhões de unidades ao longo de cinco décadas. Diariamente, são produzidas 7.200 motos, abrangendo 20 modelos com cilindradas variando de 110 cm³ a 1.100 cm³.

Para além do mercado doméstico, a unidade realiza exportações para 19 nações, incluindo Estados Unidos, Austrália e México. A Honda descreve esta operação como a mais verticalizada do grupo globalmente, pois fabrica internamente a maior parte dos componentes, como chassis, rodas, assentos e motores. A empresa também mantém mais de 1.200 pontos de venda e mais de 120 fornecedores diretos no país.

Royal Enfield apresenta uma série de novas motocicletas na feira EICMA 2026
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Royal Enfield apresenta uma série de novas motocicletas na feira EICMA 2026

A Royal Enfield, marca conhecida por seu estilo único e paixão no mundo das motocicletas, apresentou uma ampla gama de novos modelos na feira EICMA 2026, que começou em Milão, Itália. A empresa celebra seus 125 anos de história, mantendo o legado, mas expandindo suas ambições.

Na feira EICMA, a empresa demonstrou várias motocicletas novas, incluindo a potente Himalayan 750, Continental GT 750 e o modelo Flying Flea S6 Scrambler, um presente tanto para entusiastas de motos customizadas quanto para o público em geral. A Royal Enfield utilizou seu 125º aniversário para apresentar ao mundo uma nova estratégia e um portfólio de produtos atualizado.

Agora, além das motocicletas tradicionais, a empresa está focando em modelos com motores maiores, mobilidade elétrica e na cultura de motocicletas customizadas.

O expoente central da feira foi a Royal Enfield Himalayan 750. Este é o primeiro modelo da empresa com motor de 750 cc, desenvolvido especificamente para viagens longas e travessia de rotas difíceis. Anteriormente, a empresa popularizou o motociclismo para os entusiastas com a Himalayan 411 há cerca de dez anos, e agora a Himalayan 750 eleva este segmento a um novo nível.

Este modelo é equipado com um novo motor bicilíndrico paralelo de 743 cc, que funciona a ar e óleo. Ele é capaz de gerar um torque de 63 Nm a 5000 rpm. É notável que 90% desse torque, ou cerca de 56,7 Nm, é alcançado apenas a 3500 rpm, o que promete melhor desempenho em condições difíceis e em diferentes modos de condução.

A Himalayan 750 possui cinco modos de condução, um bloco de medição de inércia (IMU) de 6 eixos, ABS, controle de tração sensível à inclinação e piloto automático. Ela tem uma roda dianteira de 19 polegadas e uma traseira de 17 polegadas, ambas sem câmara. A empresa oferecerá-a com opções de rodas fundidas ou raiadas. Para garantir viagens longas confortáveis, há um para-brisa ajustável, assentos separados para motorista e passageiro, e capacidade de carga de 195 kg. A motocicleta é destinada àqueles que gostam de viajar por todos os tipos de estradas, de montanhas a longas rodovias.

A próxima apresentação foi a Continental GT 750, que é o modelo de motocicleta de produção mais potente da marca atualmente. Esta é uma versão mais esportiva da famosa série de café racers da empresa. Ela mantém o estilo característico dos modelos GT antigos, mas o foco está em um design mais moderno e em um desempenho aprimorado.

A Continental GT 750 utiliza uma versão aprimorada do novo motor bicilíndrico de 743 cc, usado na Himalayan 750. A empresa afirma que a Continental GT 750 será o modelo de motocicleta de produção mais potente, oferecendo componentes aprimorados, materiais premium e muitas modificações para aumentar a eficiência.

O modelo é equipado com um display TFT híbrido de dois painéis especial, que combina design retrô com tecnologias modernas. Será apresentado em duas configurações: o modelo padrão com carenagem aberta e a versão fechada (carenada). Na versão carenada, o guidão está mais baixo, proporcionando ao condutor uma postura mais esportiva. A Royal Enfield oferece-a em três cores: Red Line, TT Blue e Master Clean.

A Royal Enfield também apresentou a nova S6 Scrambler sob sua marca de mobilidade elétrica Flying Flea. Este modelo promove o conceito de mobilidade elétrica City+ da empresa, mostrando que as motocicletas elétricas podem ser usadas não apenas para viagens urbanas, mas também para aventuras.

A Flying Flea S6 é desenvolvida com base na plataforma leve e flexível C6 da empresa. Ela é equipada com um motor elétrico de alta potência e possui um assento estilo enduro, dando-lhe um visual de scrambler. De acordo com a empresa, ela pode ser facilmente usada tanto no tráfego urbano quanto em estradas irregulares.

A motocicleta elétrica é equipada com um display sensível redondo que funciona no Fleaware.OS, bem como vários modos de condução e funções de assistência ao motorista. Uma característica especial é o novo modo off-road, apresentado pela primeira vez. A Flying Flea S6 estará disponível em duas cores — Dart Yellow e Lightning Grey, e seu lançamento está previsto para o verão de 2027.

Além dos novos modelos de série, a Royal Enfield deu atenção especial à cultura de motocicletas customizadas. Em colaboração com a renomada marca de motocicletas customizadas Deus Ex Machina, a empresa apresentou uma edição customizada especial da Shotgun 650, chamada «Son of Gun». Esta motocicleta foi fabricada com grande atenção: combina cores vermelho escuro, creme e dourado, possui elementos gráficos especiais no tanque de combustível, carcaça do motor 650 Twin em preto piano, discos de alumínio contrastantes e assento de couro marrom com marcação exclusiva Deus.

BYD Sealion 7 estabelece novo padrão de desempenho e sofisticação em SUVs premium
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BYD Sealion 7 estabelece novo padrão de desempenho e sofisticação em SUVs premium

Desde que a BYD chegou ao Brasil, os consumidores têm descoberto um leque de veículos elétricos e super híbridos que ultrapassam os modelos já conhecidos. Dentre os luxuosos carros totalmente elétricos da greentech, o BYD Sealion 7 se destaca: este novo membro da linha Ocean une as dimensões robustas de um SUV de luxo com as linhas esportivas e elegantes de um cupê.

Dotado de tração integral (AWD), o veículo gera 531 cv de potência e 690 Nm de torque, alcançando a velocidade de 0 a 100 km/h em meros 4,5 segundos. Este conjunto posiciona o modelo como o mais potente entre seus rivais diretos, elevando o nível de desempenho e sofisticação da categoria.

Considerando as características da topografia brasileira, a BYD realizou uma calibração específica para o mercado nacional, conforme explicou Alexandre Aquino, diretor de produto da BYD Auto Brasil. Ele ressaltou que o Sealion 7 oferece o melhor dos dois mundos: a praticidade de um SUV combinada com o vigor de um esportivo de alta performance, mencionando um ajuste cuidadoso para o Brasil sem perder a dinâmica do modelo, com um vão livre de 169 mm.

Design, performance e conforto

A capacidade de um SUV apresentar números de supercarro facilita a decisão de compra para quem aprecia ambas as propostas. Com o BYD Sealion 7, o comprador não precisa escolher entre emoção e funcionalidade. Na área urbana, o formato cupê atrai olhares, enquanto o vão livre de 169 mm e o porta-malas com abertura sem contato simplificam o dia a dia. Em estradas, a potência é complementada por controle e proteção de altura.

O Sealion 7 possui nota máxima de segurança no Euro NCAP e está equipado com nove airbags (incluindo frontais, laterais, de cortina e um central entre os assentos), além de um pacote completo de assistência ao condutor (ADAS 2). Este pacote inclui Controle de Cruzeiro Adaptativo e Inteligente (ACC), Frenagem Automática de Emergência (AEB), assistentes de permanência e mudança de faixa (ELKA/LDA), e radares avançados para alerta e frenagem em tráfego cruzado, tanto frontal quanto traseiro.

Este modelo 100% elétrico redefine os padrões de tecnologia, design e desempenho. Sua autonomia atinge 360 km no ciclo PBEV, e a recarga rápida permite elevar a bateria de 30% a 80% em aproximadamente 30 minutos.

A sofisticação começa pelo exterior, evidenciada pelos faróis duplos em formato de U, pelas rodas de 20 polegadas equipadas com pneus Michelin 245/45 R20 e pela lanterna traseira com visual futurista. Internamente, o BYD Sealion 7 transforma o conforto premium em uma experiência de altíssimo nível.

A cabine apresenta revestimento em couro legítimo tipo Nappa, teto panorâmico com persiana elétrica, iluminação ambiente multicolorida e sistema de som Dynaudio com 12 alto-falantes. Os assentos dianteiros oferecem aquecimento, ventilação e ajustes elétricos detalhados (oito posições para o motorista, incluindo suporte lombar), e os assentos traseiros também possuem função de aquecimento.

No painel, uma tela rotativa de 15,6 polegadas acompanha o painel de instrumentos de 10,25 polegadas e um *head-up display*, que exibe alertas e informações de navegação no para-brisa. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, concluiu que o Sealion 7 demonstra que a eletrificação não é apenas uma escolha racional, mas também aspiracional e sofisticada, atendendo ao consumidor brasileiro que busca performance e conectividade.

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