O Irã apresentou uma proposta para estabelecer uma rede de cooperação educacional no âmbito da Organização de Cooperação Econômica (ECO). O objetivo desta rede é estimular a troca de experiências, pesquisas conjuntas, bem como a interação científica e acadêmica entre os estados-membros, utilizando as capacidades existentes com custos mínimos.
Esta proposta foi apresentada pelo Ministro da Educação, Alireza Kazemi, durante a quinta reunião do Conselho de Curadores do Instituto Educacional da ECO, realizada na sexta-feira com a participação dos ministros da educação dos países membros.
Ao discursar no encontro, Kazemi enfatizou o patrimônio histórico, civilizacional e cultural comum dos povos da região, afirmando que a zona da ECO não é apenas uma área geográfica comum, mas sim uma terra com história, civilização, cultura, conhecimento e aspirações comuns.
Ele declarou que a tarefa da geração atual é transformar este valioso patrimônio em um ativo para construir um futuro baseado no conhecimento, na educação e na solidariedade entre as nações. O ministro vê a educação não apenas como uma ferramenta de desenvolvimento, mas também como um investimento na paz, na sustentabilidade e no futuro comum dos estados.
Kazemi também chamou a atenção para o rápido desenvolvimento das tecnologias, inteligência artificial, economia digital e mudanças nos mercados de trabalho, sublinhando a necessidade de transformar as abordagens educacionais. Na sua opinião, a educação moderna deve ir além da simples transmissão de conhecimento e focar na formação de pessoas capazes, criativas e responsáveis, dotadas de habilidades de pensamento crítico e resolução de problemas.
Enfatizando o potencial do Instituto Educacional da ECO se tornar um local ativo para a cooperação regional, Kazemi delineou três iniciativas do Irã para fortalecer os laços educacionais entre os estados-membros.
A primeira proposta dizia respeito à criação de uma rede de cooperação educacional da ECO, que deve abranger universidades, instituições de formação de professores e centros de pesquisa em toda a região. Tal rede, segundo Kazemi, poderia facilitar a troca de experiências, projetos de pesquisa conjuntos e uma interação acadêmica mais ampla através do uso de recursos existentes e custos adicionais mínimos.
A segunda proposta concentrou-se na expansão da cooperação em novas tecnologias e inteligência artificial no setor da educação. Kazemi observou que os países da região devem atuar não apenas como consumidores de tecnologia, mas como parceiros na criação de conhecimento e no desenvolvimento de soluções educacionais inovadoras.
Como terceira prioridade, ele destacou o fortalecimento da educação técnica e profissional, o fornecimento de habilidades práticas aos jovens e a garantia do direito das crianças e adolescentes à educação durante crises. Ele sublinhou particularmente que nenhuma criança deve ser vítima de guerra ou crise.
Kazemi também considerou a troca de estudantes, professores, especialistas e experiência educacional entre os estados-membros como uma importante oportunidade para a interação regional. Esses contatos, segundo ele, vão além da cooperação acadêmica e representam uma forma de diplomacia educacional que promove a compreensão mútua, a unidade, a solidariedade e a amizade dos povos da região.
Expressando a disposição do Irã em compartilhar sua experiência e capacidades educacionais com outros membros da ECO, o ministro apelou para que as decisões e acordos conjuntos fossem traduzidos em cooperação prática. Ele acrescentou que o Instituto Educacional da ECO só poderá se tornar uma verdadeira comunidade de cooperação educacional quando suas decisões levarem à criação de redes eficazes que conectem professores, escolas, centros de formação de professores e instituições de ensino nos estados-membros.
Enfatizando a importância do conhecimento e da educação na formação do futuro da região, Kazemi concluiu que o futuro da região da ECO será determinado não por guerras e conflitos, mas por conhecimento, educação, criatividade, cooperação e pela vontade de seus povos. Ele apelou aos estados-membros para que ativassem a cooperação educacional e transformassem o Instituto Educacional da ECO em um símbolo da determinação coletiva da região em alcançar progresso, paz e desenvolvimento. Em sua opinião, a paz sustentável deve nascer primeiro na consciência das gerações futuras antes de poder se manifestar nas fronteiras geográficas, e a educação é o meio mais importante para atingir esse objetivo.



