NASA divulga mosaico composto por um milhão de imagens espaciais coletadas pelo Swift
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NASA divulga mosaico composto por um milhão de imagens espaciais coletadas pelo Swift

A NASA disponibilizou um mosaico constituído por aproximadamente um milhão de fotos capturadas pelo observatório espacial Neil Gehrels Swift. Este registro apresenta uma pequena seleção da vasta quantidade de dados gerados pelo equipamento ao longo de quase vinte e dois anos de funcionamento, oferecendo um panorama visual do seu estudo sobre alguns dos fenômenos mais potentes do Universo.

A agência estadunidense selecionou esta imagem para a edição de sexta-feira (6) do Astronomy Picture of the Day (Imagem Astronômica do Dia). O mosaico foi elaborado em 2018, utilizando algumas das primeiras fotografias registradas pelo Telescópio Ultravioleta/Óptico do Swift.

Este material transcende a mera composição visual, representando parte do legado de um observatório que auxiliou astrônomos na investigação de explosões de raios gama, supernovas, buracos negros e outros eventos cósmicos.

A divulgação teve um significado adicional, pois o Swift encerrou sua missão na quarta-feira (4), retornando à atmosfera terrestre após quase duas décadas no espaço.

O mosaico foi montado a partir dos registros obtidos pelo telescópio ultravioleta/óptico do observatório. Este instrumento possuía a capacidade de monitorar corpos celestes em diversas faixas de comprimento de onda, complementando as observações feitas pelos demais instrumentos da missão.

A composição agrega um número considerável de fotografias tiradas nos anos iniciais de operação do Swift. Cada registro ajuda a delinear o escopo científico do observatório, que analisou distintas áreas do céu e acompanhou eventos astronômicos de curta duração.

O telescópio desempenhava um papel crucial na observação de explosões de raios gama, que são eventos de extrema energia, podendo durar desde frações de segundo até vários minutos. Tais explosões figuram entre os fenômenos mais intensos conhecidos pela astronomia, tornando essencial a rápida identificação e observação subsequente para entender suas causas e consequências.

A publicação do mosaico ocorreu concomitantemente ao término da missão. Na quarta-feira, o observatório reentrou na atmosfera terrestre sobre a área de Sumatra do Norte, na Indonésia, às 9h39 (horário de Brasília).

Essa reentrada foi resultado da progressiva perda de altitude, intensificada pelo aumento da atividade solar. O aquecimento da camada superior da atmosfera provocou sua expansão, elevando o arrasto sobre o satélite.

A NASA tentou estender a vida útil da missão através de uma operação de resgate envolvendo a empresa Katalyst Space. O plano envolvia o envio de uma nave espacial robótica para capturar o observatório e impulsioná-lo para uma órbita mais alta, contudo, falhas no sistema de orientação impediram a concretização dessa operação.

Mesmo inativo, o Swift continuará a ser valioso para a ciência, visto que seus dados permanecerão acessíveis a pesquisadores, que poderão explorar o acervo acumulado durante quase vinte e dois anos em busca de novas descobertas.

O mosaico apresentado pela NASA serve, portanto, como uma homenagem visual a essa jornada: um conjunto de imagens que simboliza parte do trabalho de um observatório dedicado ao estudo dos acontecimentos mais extremos do Universo.

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Oficialmente nomeado Neil Gehrels Swift Observatory, o instrumento foi colocado em órbita em novembro de 2004 com o propósito de investigar explosões de raios gama, consideradas alguns dos eventos mais potentes do Universo.

De acordo com dados reportados pelo Space.com, o telescópio cruzou a atmosfera às 9h39 (horário de Brasília) sobre o norte de Sumatra, na Indonésia. O equipamento possuía um peso aproximado de 1.450 kg e suas dimensões eram comparáveis às de um micro-ônibus.

A maior parte da estrutura era esperada para se desintegrar durante a passagem atmosférica. Anteriormente à reentrada, a NASA calculou que a probabilidade de qualquer fragmento sobrevivente atingir alguém na superfície terrestre era de apenas uma em 2.1 mil.

O retorno à Terra poderia ter sido postergado. Em setembro de 2025, a NASA firmou um contrato de US$ 30 milhões (equivalente a cerca de R$ 165 milhões) com a empresa americana Katalyst Space para desenvolver uma missão robótica destinada a elevar a órbita do Swift.

O observatório estava perdendo altitude progressivamente devido ao arrasto atmosférico e não dispunha de propulsores próprios para neutralizar esse efeito.

Para executar o resgate, a empresa criou a LINK, uma nave robótica equipada com três braços e com tamanho similar ao de uma geladeira. Este equipamento foi lançado em 3 de julho de 2026, visando alcançar o Swift em agosto.

Contudo, a operação não ocorreu conforme o previsto. A LINK enfrentou problemas no seu sistema de propulsão e nas rodas de reação responsáveis por manter sua orientação espacial, o que impossibilitou o encontro com o telescópio. A própria espaçonave de resgate acabou retornando à Terra em 25 de setembro.

Apesar do insucesso da missão de resgate, a NASA avaliou que a iniciativa proporcionou conhecimentos valiosos para futuras operações de manutenção e prolongamento da vida útil de satélites.

O fim da missão Swift não é um evento isolado. Um relatório de 2025, citado pelo Space.com, indica que, em média, pelo menos três objetos grandes — sejam satélites desativados ou partes de foguetes — voltam à atmosfera terrestre diariamente.

Projeta-se que este número venha a crescer nos próximos anos, à medida que a humanidade aumenta a quantidade de satélites em órbita, especialmente através das megaconstelações. Assim, o término da missão Swift também destaca um desafio crescente para a exploração espacial: gerenciar a quantidade cada vez maior de equipamentos orbitais e planejar o destino dessas estruturas quando elas deixam de operar.

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Este conjunto de instrumentos se baseia nas observações do Orbiting Carbon Observatory-2 (OCO-2) e do OCO-3. Diariamente, esses equipamentos capturam mais de um milhão de registros da luz solar refletida pela superfície terrestre. Por meio da física da propagação luminosa na atmosfera, algoritmos convertem essas informações em estimativas da concentração de dióxido de carbono.

O OCO-2 foi lançado em 2014 como um satélite autônomo, enquanto o OCO-3 foi integrado à Estação Espacial Internacional (ISS) em 2019. Juntos, os instrumentos fornecem uma cobertura mundial essencial para que cientistas possam estudar o ciclo do carbono, que descreve a circulação desse elemento entre os diversos reservatórios do planeta.

Uma das maiores vantagens deste novo arranjo é a capacidade de rastrear a taxa de acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera mensalmente, ao invés de depender somente de comparações anuais. Essa maior frequência permite aos pesquisadores observar com mais agilidade como ocorrências extremas impactam o ciclo do carbono, incluindo incêndios florestais, períodos de estiagem e fenômenos climáticos como o El Niño.

Adicionalmente, o histórico de dados pode ser útil para investigações sobre o comportamento do carbono em diferentes escalas, abrangendo desde áreas urbanas até o planeta como um todo. O registro atualizado já está acessível ao público. Os pesquisadores indicam que esses dados têm potencial para aprofundar a compreensão sobre o ciclo do carbono e auxiliar na avaliação da eficácia das políticas ambientais.

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