Novo CEO da Fiat lamenta a retirada do modelo Punto e insiste no seu retorno
Leia mais
AutoPapo
autopapo.com.br

Novo CEO da Fiat lamenta a retirada do modelo Punto e insiste no seu retorno

O modelo Fiat Punto pode potencialmente retornar ao mercado, e o responsável por este renascimento é um executivo que trabalhou em uma empresa concorrente nos últimos seis anos.

Arno Bellioni, novo CEO da Fiat, Abarth e Lancia, ocupou anteriormente o cargo de diretor global de marketing na Renault de 2020 a 2026. Agora, ele considera essencial a presença do Punto para competir com o Renault Clio no mercado europeu.

Durante uma exposição em Paris, em entrevista à revista L’Automobile Magazine, Bellioni afirmou que a marca Fiat 'definitivamente' deve ter o modelo Punto. Na opinião do executivo, a retirada deste hatchback do catálogo em 2018 permitiu que a Renault fortalecesse a posição do Clio, o que foi auxiliado também pelo fim da produção do Ford Fiesta em 2023.

Se o Punto retornar, segundo Bellioni, ele não deve seguir um conceito nostálgico presente nos novos modelos 500e e Grande Panda. Ele citou como exemplo a sexta geração do Clio, que mudou radicalmente sua aparência, abandonando a ligação com o passado.

O executivo lembrou que o próprio Punto surgiu em 1993 para substituir o Uno e estreou com um design sem qualquer relação com seu antecessor. Os planos para os motores também diferem dos anteriores: em 2025, o então CEO da Fiat, Olivier François, mencionou uma versão elétrica do Punto com visual esportivo, mas alertou que o projeto não estava em desenvolvimento.

Sob a liderança de Bellioni, o hatchback pode receber tanto motores de combustão interna quanto unidades de propulsão híbridas, e não ser exclusivamente elétrico. Uma das bases consideradas é a plataforma multienergia CMP/eCMP, utilizada pelos carros compactos Stellantis, como o Peugeot 208. O uso compartilhado da plataforma reduz o custo do projeto, e isso não será novidade, visto que o Grande Punto de 2005 compartilhava base com o Opel Corsa.

A mesma plataforma poderia servir de base para uma versão esportiva Abarth, ocupando o nicho deixado por hatchbacks potentes como o Ford Fiesta ST. No Brasil, o Punto foi vendido de 2007 a 2017, sendo substituído pelo Argo. Por enquanto, os planos de Bellioni estão focados exclusivamente no mercado europeu. A Fiat ainda não confirmou este projeto, e se o renascimento ocorrer, exigirá vários anos.

Histórias semelhantes

Porsche utiliza conceito similar ao do Fiat Mobi em seu novo projeto de supercarro Mission S
Leia mais
autopapo.com.br

Porsche utiliza conceito similar ao do Fiat Mobi em seu novo projeto de supercarro Mission S

A Porsche revelou o conceito Mission S, visando introduzir uma nova linha de supercarros posicionada acima do modelo 911. Este projeto foca em criar um veículo mais atraente para entusiastas e com menor dependência de telas digitais.

A solução adotada no Mission S para substituir a central multimídia tradicional é um suporte projetado para celular. O condutor pode conectar seu dispositivo ao automóvel através de um aplicativo, permitindo que o smartphone assuma o controle de funções como navegação, reprodução musical e outras operações.

Ideia anterior do Fiat

Embora a proposta pareça moderna, ela remete a uma funcionalidade implementada pela Fiat há dez anos, durante o lançamento do Mobi. O hatch subcompacto podia ser equipado com o sistema Live On, servindo como uma opção mais acessível em comparação com rádios tradicionais que possuíam entradas USB e Bluetooth.

Os veículos equipados com o Live On incluíam alto-falantes, controles no volante e um suporte centralizado para celular com porta USB para recarga. Para operar, era necessário instalar um aplicativo específico no smartphone. Com este sistema, os motoristas podiam gerenciar funções via botões do volante, sintonizar estações de rádio, acessar aplicativos de navegação, ouvir streams de música e consultar dicas para condução mais econômica.

No contexto do Mission S, a Porsche sugere uma abordagem análoga, empregando seu aplicativo de serviços conectados, o My Porsche. Contudo, permanece incerto se essa solução será incorporada em um modelo de produção.

O sistema Live On da Fiat não obteve sucesso comercial, pois apresentava um desempenho instável. A montadora italiana descontinuou rapidamente essa funcionalidade, optando por integrar uma central multimídia completa, uma tecnologia já presente no Renault Kwid.

Exemplos europeus de sistemas similares

Na Europa, um sistema parecido surgiu com a terceira geração do Dacia Sandero. Algumas versões deste compacto vinham com um suporte para smartphone posicionado no topo do painel, transformando o aparelho em uma central multimídia por meio do aplicativo Media Control.

Quem dirige modelos atuais da Renault no Brasil notará a semelhança entre o layout do Media Control e as centrais multimídia utilizadas pela marca. Este aplicativo permite o uso de navegadores e reprodutores de música, além de funcionar como computador de bordo.

Esta versão contemporânea tem sido bem recebida na Europa; a Dacia começou a disponibilizá-la em 2020 e mantém o aplicativo ativo. Embora o Live On do Fiat Mobi seja pouco lembrado atualmente, ele pode ter servido de inspiração para o que a Porsche planeja implementar em seus futuros supercarros.

Fiat apresentará novo Grizzly em Betim até 2027; modelo Fastback atual permanecerá à venda
Leia mais
autopapo.com.br

Fiat apresentará novo Grizzly em Betim até 2027; modelo Fastback atual permanecerá à venda

O modelo Fiat Fastback terá um sucessor, mas a versão atual não será descontinuada em breve. De acordo com o jornalista Jorge Moraes, autor da coluna no CNN Brasil, a nova geração do cupê crossover Grizzly Fastback será fabricada na cidade de Betim (Minas Gerais) e chegará ao mercado em 2027, sendo que o modelo existente não será retirado de circulação.

A família Grizzly, apresentada na Feira de Paris este mês, inclui dois tipos de carroceria: o Grizzly, que é um crossover com parte traseira mais reta e, presumivelmente, servirá de base para o novo Pulse, e o Grizzly Fastback, com carroceria cupê.

A estratégia da empresa repete a abordagem utilizada nos hatches: a Fiat confirmou que a nova geração do Argo, renomeada como Argo X, será vendida em paralelo com o modelo Argo atual.

No segmento de SUVs, o Grizzly ocupará um nível de preço mais elevado devido ao acabamento aprimorado e à incorporação de componentes elétricos, enquanto o Fastback atual continuará sendo oferecido como uma opção mais acessível.

Essas decisões são sustentadas por dados de vendas: o Fastback vendeu mais de 57 mil unidades em 2025 e já ultrapassou a marca de 40 mil neste ano, segundo os dados da coluna.

Ambos os carros Grizzly utilizam a plataforma Smart Car da Stellantis, que também é aplicada no Citroën C3 Aircross e Basalt, e suporta versões com motor de combustão interna, híbridas e totalmente elétricas.

O Grizzly tem 4,39 metros de comprimento e comporta 545 litros de porta-malas. O Grizzly Fastback atinge 4,49 metros — cerca de 6 cm maior que o Fastback atual — e oferece um porta-malas de 608 litros, o maior da categoria de veículos com menos de 4,5 metros, segundo a Fiat.

Ambos os carros possuem uma distância entre eixos de 2,68 metros e são equipados com dois displays de 10,25 polegadas no painel de instrumentos.

Na Europa, os pedidos pelo Grizzly serão abertos em 5 de janeiro de 2027, com um preço alvo de cerca de 20 mil euros, o que equivale a 126 mil reais brasileiros. No mercado europeu, estarão disponíveis versões a gasolina com motor turbo levemente híbrido 1.2 de 145 cv, bem como modelos totalmente elétricos com autonomia de até 400 km.

Para o Brasil, a configuração e os preços ainda precisam ser definidos. Segundo Moraes, se o lançamento ocorresse hoje, o Grizzly usaria um motor 1.0 com sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts, já instalado no Fastback.

Hyundai HB20: 10 fatos importantes sobre o carro usado, com foco na primeira geração 2015
Leia mais
autopapo.com.br

Hyundai HB20: 10 fatos importantes sobre o carro usado, com foco na primeira geração 2015

A Hyundai iniciou as celebrações dos 15 anos do HB20, um hatch compacto que construiu um histórico de sucesso no mercado brasileiro. Graças à sua forte aceitação, vasta gama de versões, boa reputação no suporte pós-venda, visual moderno (embora por vezes polêmico), dirigibilidade e custos de manutenção equilibrados, o HB20 figura entre os veículos mais valorizados em sua categoria.

Este artigo detalha dez pontos cruciais para quem deseja compreender o Hyundai HB20, concentrando-se especificamente na primeira geração e no modelo de 2015 para auxiliar na avaliação de compras usadas.

O lançamento do HB20 ocorreu em outubro de 2012, com o objetivo de aumentar a presença da Hyundai no mercado nacional e competir diretamente com os líderes de hatches compactos da época, como o VW Gol e o Fiat Palio. Desde o início, o veículo atraiu atenção pelo seu design mais audacioso em comparação com a média da categoria e um acabamento ligeiramente superior. Ele oferecia garantia de cinco anos e um conjunto mecânico moderno, disponível nas motorizações 1.0 12V e 1.6 16V.

Durante sua primeira geração, o modelo recebeu várias atualizações e diversas séries especiais. Em 2015, o Hyundai HB20 passou por uma reestilização, ganhou a versão Premium e passou a incorporar câmbio manual de seis marchas nas versões 1.6. Na linha de 2017, uma inovação significativa foi a inclusão do motor turbo, também acoplado à caixa manual de seis velocidades. Em 2019, houve modificações na grade frontal do hatch.

Em setembro de 2019, a Hyundai introduziu uma segunda geração do HB20, que foi profundamente reformulada, mantendo, contudo, a arquitetura original. Após essa mudança, o motor 1.6 foi descontinuado, sendo substituído por um novo motor turbo, mais potente, nas opções mais caras do compacto. Em 2023, ocorreu a primeira reestilização desta nova fase do hatch. Recentemente, a Hyundai lançou o i20, que serve como substituto natural do HB20, mas o modelo veterano mantém sua força no mercado e nas vendas.

Embora utilize a plataforma do antigo i20 europeu, o HB20 foi projetado para o mercado brasileiro, recebendo design e acabamento específicos. Este modelo também marcou a inauguração da fábrica da Hyundai Motor Brasil em Piracicaba, no interior de São Paulo, tornando-se rapidamente um pilar da operação brasileira da montadora sul-coreana.

Poucos compactos conseguiram oferecer tantas combinações de motorização, transmissão e acabamento quanto este hatch. Em 2015, por exemplo, o consumidor tinha nove versões disponíveis, podendo optar entre os motores aspirados 1.0 e 1.6. As opções incluíam transmissões manuais de cinco ou seis marchas, além de uma caixa automática de quatro velocidades, sem contar o HB20X, uma variante aventureira que expandia as possibilidades da família.

Em 2015, o HB20 também apresentava versões singulares. A opção aventureira HB20X, lançada em 2013, distinguia-se por para-choques e luzes de neblina diferenciados, faróis com lentes escurecidas e detalhes cromados. O HB20X geralmente seguia o padrão estético de modelos com pretensão jipeira, apresentando molduras nas caixas de roda, elementos escurecidos, suspensão elevada e pneus de uso misto. No entanto, o HB20 aventureiro possuía quatro configurações de acabamento, sempre com o motor 1.6 16V.

No ano subsequente, com a reestilização da primeira geração, o Hyundai HB20 lançou uma versão esportiva. Esta versão, denominada HB20 R-Spec, possuía apenas aplicações visuais mais arrojadas, sem alterações mecânicas. Ela foi inspirada no carro-conceito de mesmo nome exibido no Salão de São Paulo de 2012. Suas características incluíam grade hexagonal, rodas diamantadas de aro 15 polegadas, capas de retrovisor pretas e para-choque traseiro com simuladores de extratores de ar, mantendo o motor 1.6.

O HB20 2015 podia ser equipado com três conjuntos mecânicos distintos. A versão com motor 1.0 aspirado da família Kappa utilizava três cilindros, duplo comando de válvulas e comando variável na admissão. Apesar da menor cilindrada e da potência de 80 cv (etanol) e 75 cv (gasolina), ele entregava desempenho adequado para a categoria urbana, com acelerações positivas, embora o tempo de 0 a 100 km/h fosse próximo de 15 segundos.

Para quem buscava mais agilidade, o motor 1.6 aspirado Gamma era uma alternativa interessante, gerando 128/122 cv e 16,5/16 kgfm de torque a 5.000 rpm. Este conjunto proporcionava respostas mais rápidas na cidade, atingindo 0-100 km/h em 9,3 segundos, com bom desempenho em médias velocidades e maior desenvoltura em estradas. Contudo, este motor apresentava certa aspereza em comparação com concorrentes.

Com câmbio automático, a performance permanecia interessante, registrando 0-100 km/h em 11 segundos; todavia, a caixa de quatro velocidades demonstrava imprecisão e lentidão ao engatar marchas durante retomadas, entre 2.500 e 3.000 rpm.

A introdução do motor 1.0 turbo na linha HB20 ocorreu em 2016, marcando um avanço importante. A Hyundai adaptou o motor Kappa aspirado, integrando um turbocompressor de baixa inércia com gerenciamento eletrônico. Embora entregasse menos potência (105/98 cv), este conjunto fornecia mais força em baixas rotações, com torque de 15/13,8 kgfm surgindo cedo, a 1.500 rpm, o que melhorava a resposta no tráfego urbano.

Não obstante, o desempenho geral deste motor não alcançava o nível de alguns rivais turbinados contemporâneos, especialmente aqueles compactos equipados com injeção direta.

Recomenda-se o Hyundai HB20 2015 na versão Premium, a mais completa, equipada com motor 1.6 16V e câmbio automático de quatro marchas. Seu principal atrativo é a central multimídia blueNav, que possui tela sensível ao toque de 7 polegadas, GPS integrado, TV digital, Bluetooth, compatibilidade com iPod/iPhone, leitor de MP3, reprodutor de imagens e vídeos, conexões USB e comandos no volante. Em termos de segurança, ela inclui os sistemas obrigatórios ABS e EBD, airbag duplo, sensor de ré e Isofix. Adicionalmente, dispõe de ar condicionado, trio elétrico com controle de toque em todos os vidros, sensor crepuscular, encosto traseiro bipartido e ajustes de altura e profundidade do volante. Esteticamente, apresenta faróis de neblina, rodas de liga leve aro 15 polegadas, maçanetas externas e frisos cromados, painel bicolor e volante revestido em couro.

Consultando a KBB Brasil (outubro de 2026), os preços médios do Hyundai HB20 2015 na versão Premium 1.6 AT podem ser verificados. Em relação às séries especiais, foram lançadas 10 edições no total: oito na primeira geração e duas na segunda. Destaca-se a série Spicy, lançada em 2015, que se diferenciava por um kit aerodinâmico com saias laterais e difusor traseiro preto, além de grade hexagonal preto brilhante. Esta edição especial vinha com rodas de liga-leve S-wing em grafite, capas de retrovisor preto brilhante, detalhes preto fosco nas molduras das portas e faróis com lentes escurecidas. O interior do Hyundai HB20 Spicy 2015 possuía acabamento escurecido, maçanetas cromadas, saídas de ar com molduras cinzas pintadas e bancos em couro perfurado com costuras aparentes, estando disponível nas motorizações 1.0 e 1.6 e incluindo a central blueNav com receptor de TV digital.

O HB20 não possui reputação de ter manutenção complexa. É possível consultar os valores de peças para os modelos com motor 1.6 16V, bem como as reclamações mais frequentes de proprietários da primeira geração em fóruns, grupos de discussão e no site do Reclame Aqui.

Popular