Duas sondas da NASA passarão sobre a Terra antes de seguir para Marte
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Duas sondas da NASA passarão sobre a Terra antes de seguir para Marte

A missão ESCAPADE, lançada há quase um ano, está se preparando para realizar uma manobra importante antes de iniciar sua jornada a Marte. Duas sondas desta missão, nomeadas Blue e Gold, passarão perto da Terra no sábado (dia 7) e na segunda-feira (dia 9), respectivamente.

O encontro com nosso planeta faz parte de uma estratégia voltada para corrigir a trajetória dos espaçonaves e aumentar sua velocidade antes do longo voo ao Planeta Vermelho.

A sonda Blue passará primeiro sobre a Terra no sábado. Dois dias depois, será a vez de Gold. Durante o ponto de aproximação máxima, ambas as sondas também ativarão seus motores para executar uma manobra conhecida como injeção translunar (trans-Mars injection burn).

De acordo com informações da NASA, a combinação do voo sobre a Terra e a ativação dos motores permitirá aumentar a velocidade dos espaçonaves em mais de 1600 km/h. Espera-se que Blue chegue a Marte em 7 de setembro de 2027, e Gold dois dias depois.

ESCAPADE foi lançada em 13 de novembro de 2025 pelo foguete New Glenn da Blue Origin, que decolou diretamente do Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). Este lançamento marcou a primeira missão da NASA a Marte em mais de cinco anos. A missão anterior levou o rover Perseverance e o helicóptero Ingenuity ao planeta em julho de 2020.

ESCAPADE consiste em dois espaçonaves construídos pela Rocket Lab e coordenados pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Seus nomes, Blue e Gold, referem-se às cores desta universidade. Diferentemente de outras missões que seguem rotas mais diretas para Marte, ESCAPADE utiliza um caminho alternativo. Após o lançamento, as sondas estiveram em uma área próxima ao ponto de Lagrange L2 entre a Terra e o Sol, antes de iniciar o retorno ao nosso planeta.

Ao realizar observações simultâneas de diferentes posições, Blue e Gold poderão fornecer um quadro mais completo desses fenômenos. Os resultados obtidos podem contribuir para a compreensão da evolução de Marte e das condições que tornaram este planeta tão diferente da Terra.

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A NASA divulgou novas diretrizes para acelerar o retorno de astronautas à superfície lunar, alterando o cronograma inicial. A agência planeja executar uma missão de testes em órbita terrestre em 2027, concentrando a próxima tentativa de pouso tripulado na missão Artemis 4, programada para 2028.

Essas atualizações foram comunicadas em 23 de outubro pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, juntamente com outros líderes da agência. O objetivo geral deste ajuste estratégico é diminuir os riscos técnicos, agilizar o desenvolvimento de equipamentos necessários e pavimentar o caminho para uma presença humana contínua no satélite natural.

A principal modificação diz respeito à missão Artemis 3. Diferentemente do planejamento anterior, que previa um pouso lunar, esta missão será focada em testar componentes cruciais para as futuras atividades realizadas na superfície da Lua.

Quatro astronautas embarcarão na cápsula Orion, que será lançada pelo foguete SLS (Space Launch System). Esta jornada tem previsão de duração de 14 dias e ocorrerá em órbita baixa da Terra. Durante este período, a NASA irá verificar os procedimentos de encontro, aproximação e acoplamento entre a Orion e protótipos de módulos lunares criados pelas companhias SpaceX e Blue Origin.

O pouso tripulado está agora estabelecido para a Artemis 4, em 2028. Esta missão também empregará a cápsula Orion e o foguete SLS, com o lançamento previsto a partir do Centro Espacial Kennedy, localizado na Flórida, EUA.

Para alcançar a superfície lunar, a NASA avalia duas opções de transporte fornecidas por empresas privadas. A SpaceX propõe o reabastecimento da Starship em órbita terrestre, momento em que a nave se encontrará com a Orion para seguir em direção à Lua. Por outro lado, a Blue Origin planeja usar estágios de transferência em órbita terrestre para impulsionar seu módulo Blue Moon Mark 2 até a Lua; este veículo se reunirá com a Orion em uma órbita lunar mais próxima do satélite antes de iniciar a descida.

Ambas as empresas estão dedicadas a disponibilizar seus sistemas para o pouso tripulado em 2028. Além disso, a NASA está estudando duas configurações possíveis para o estágio superior do foguete SLS na Artemis 4: manter o estágio de propulsão criogênica intermediária existente ou adotar uma versão estendida do Centaur V, fabricado pela United Launch Alliance, que possui maior capacidade de transporte de propelente. Essa análise visa manter opções abertas e impedir que o programa fique dependente de apenas uma configuração.

Outro avanço noticiado refere-se aos equipamentos que os astronautas utilizarão na superfície lunar. A agência firmou uma parceria com a Axiom Space para desenvolver um segundo tipo de traje espacial, mais leve, denominado Sortie suit. Este novo equipamento terá cerca de metade do peso do traje principal desenvolvido pela Axiom e será usado durante as primeiras caminhadas lunares. É importante notar que ele não substituirá o modelo primário da Axiom, que permanecerá reservado para tarefas mais extensas e desafiadoras em futuras missões.

Com o andamento do programa Artemis, a NASA almeja conduzir expedições progressivamente mais complexas na área do polo sul lunar, expandindo o conhecimento científico sobre o satélite e estabelecendo uma presença humana duradoura fora da Terra. A agência também enxerga estas operações como parte da preparação tecnológica e operacional para futuras viagens tripuladas a Marte.

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Robôs e Inteligência Artificial (IA) estão iniciando uma transformação no futuro da exploração espacial. Em dezembro do ano passado, um rover da NASA, chamado Perseverance, demonstrou a capacidade de percorrer parte da superfície de Marte seguindo rotas determinadas por IA.

Este evento sinaliza um futuro onde máquinas poderão investigar outros planetas com maior grau de independência. Anteriormente, a determinação dos percursos do veículo dependia exclusivamente do trabalho de especialistas localizados na Terra. Com a implementação da nova tecnologia, a IA passou a analisar dados e imagens do terreno para identificar potenciais obstáculos e sugerir caminhos seguros.

Essa evolução tecnológica surge como resposta a um desafio central das missões espaciais: a grande distância. Devido ao tempo que os sinais levam para viajar entre a Terra e Marte, o controle dos veículos em tempo real torna-se inviável. Assim, quanto maior for a autonomia dos robôs, menor será a dependência de aguardar novas ordens.

Outra iniciativa relevante nesse contexto é o projeto Exploração Robótica Distribuída, Autônoma e Cooperativa (CADRE), também da NASA. Este projeto prevê o uso de pequenos robôs que operam de maneira coordenada na Lua, trocando informações e explorando o ambiente conjuntamente. Isso levanta questões sobre como máquinas distintas podem colaborar em um cenário tão instável quanto o espaço.

Os avanços também suscitam debates sobre os limites dessa autonomia. É fundamental saber como assegurar que um sistema possa tomar decisões seguras em face de imprevistos, qual deve ser o papel dos especialistas humanos quando os robôs assumem a escolha de seus próprios caminhos, e até que ponto a IA pode alterar a forma como exploramos o Sistema Solar.

Tais temas serão discutidos no programa Olhar Espacial nesta sexta-feira (23). O programa contará com a participação de Roberto ‘Pena’ Spinelli, físico formado pela Universidade de São Paulo (USP) e especializado em Machine Learning pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Ele é pesquisador em IA e colunista do Olhar Digital News, e participará de um bate-papo sobre o impacto da inteligência artificial e da robótica na exploração espacial.

O programa é apresentado por Marcelo Zurita, que é presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA, membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira, diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil. Ele é transmitido ao vivo todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), através dos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok. No entanto, excepcionalmente nesta ocasião, o início será antecipado para as 20h20.

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