Smart lançou o carro elétrico Smart #2 na China; entregas europeias esperadas em 2027
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Smart lançou o carro elétrico Smart #2 na China; entregas europeias esperadas em 2027

A empresa smart apresentou o modelo totalmente elétrico Smart #2 Premium na China. O lançamento ocorreu em 5 de novembro em Guangzhou, onde foi apresentada a cidade compacta de dois lugares, que a marca posiciona como um renascimento de seu formato original.

A empresa informou que a produção em série já começou e as primeiras entregas aos clientes na China estão previstas para as próximas semanas. Quanto à Europa, as entregas estão programadas para 2027.

A estreia mundial do Smart #2 ocorreu em 12 de outubro na Feira de Paris. De acordo com a smart, a versão limitada Smart #2 Couture Edition esgotou tanto na China quanto em todos os mercados europeus onde foi oferecida até agora. A empresa não divulgou o número exato de unidades da Couture Edition.

Tong Xiangbei, CEO global da smart, observou que, sendo pioneira em carros urbanos de dois lugares, a smart continua a explorar novas possibilidades para a mobilidade urbana, e a empresa está 'reimaginando o conceito que ajudou a definir nossa marca'. Kan Yi, diretor global de marketing da smart, enfatizou que, para a smart, 'o luxo nunca foi definido pelo tamanho', e o novo modelo mantém as características do original, ao mesmo tempo que adiciona tecnologia moderna e conforto aprimorado.

O veículo foi projetado por uma equipe global de designers da Mercedes-Benz e é baseado na nova Arquitetura de Veículos Elétricos Compactos (ECA) da smart. A empresa afirma que a ECA foi desenvolvida especificamente para um carro elétrico compacto, e não adaptada de uma plataforma de veículo maior. A carroceria utiliza a nova estrutura de segurança Tridion Cell Evo da smart, que forma uma câmara de proteção ao redor da cabine no pequeno espaço do veículo.

O Smart #2 possui um raio de giro de para-choque a para-choque de 6,95 metros, é equipado com motor elétrico traseiro com tração traseira e suspensão traseira de cinco barras, que a smart chama de primeira em sua categoria. A empresa indica uma capacidade de bateria de 35,8 kWh e um alcance combinado WLTP alvo de 290 km.

Esses dados de bateria e autonomia referem-se à versão Smart #2 para o mercado europeu. A smart alerta que o alcance declarado é preliminar e sujeito à certificação europeia final, e as especificações podem variar dependendo do mercado; as especificações para o mercado chinês devem ser confirmadas localmente. Em setembro, o laboratório tecnológico da smart em Pequim indicava um alcance WLTP alvo de cerca de 300 km.

A smart declarou que o veículo foi desenvolvido em conjunto por equipes de engenharia na China e na Europa, e será produzido na China. O programa de testes incluiu verificações de condução no inverno em temperaturas negativas, bem como condições de clima quente. A China será o primeiro mercado a receber entregas aos clientes. Na Europa, informações sobre preços, características, equipamentos e disponibilidade serão anunciadas gradualmente para cada mercado.

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A XPENG lançou o modelo MONA L05 na China, que é o primeiro SUV grande de cinco lugares da série MONA. O modelo está disponível em seis configurações, incluindo versões totalmente elétricas e versões com maior autonomia.

De acordo com um comunicado de imprensa da XPENG para a imprensa chinesa e um relatório da IT Home, o evento ocorreu em Guangzhou em 29 de outubro. Os preços oficiais recomendados variam de 144.800 a 176.800 yuans, enquanto os preços de lançamento começam em 139.800 a 171.800 yuans. A XPENG informou que os primeiros 5.000 veículos já deixaram a linha de produção especial e as entregas começaram em 1º de novembro.

A linha de versões puramente elétricas inclui os modelos 560 Plus (preço de lançamento de 139.800 yuans), 535 Max (149.800 yuans), 635 Max (159.800 yuans) e 635 Ultra SE (171.800 yuans). As versões com maior autonomia são apresentadas pelos modelos 1310 Max (149.800 yuans) e 1310 Ultra SE (161.800 yuans). Esses preços estão aproximadamente 20.000 a 30.000 yuans abaixo da faixa de pré-venda, que era de 169.800 a 191.800 yuans, anunciada em 15 de outubro, segundo publicações chinesas, incluindo o National Business Daily e o Bitauto. Pedidos feitos até 15 de dezembro têm direito a bônus de lançamento adicionais.

Este SUV tem dimensões de 4.870 mm de comprimento, 1.930 mm de largura e 1.636 mm de altura, com uma distância entre eixos de 2.940 mm, mais longa do que a do XPENG G6. O design externo foi liderado por Huangma Lopez, que anteriormente ocupava o cargo de chefe de design externo na Ferrari. O espaço de armazenamento inclui um porta-malas dianteiro de 102 litros e um porta-malas traseiro de 702 litros, que aumenta para 1.913 litros ao dobrar os bancos traseiros.

Cada versão elétrica é equipada com um motor traseiro de 183 kW e baterias de fosfato de ferro-lítio com capacidade de 58,2 kWh ou 71,1 kWh, proporcionando uma autonomia de ciclo CLTC de 560 km, 535 km ou 635 km, respectivamente. A XPENG indica um consumo de energia de 11,7 kWh por 100 km, aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e capacidade de carregamento de 30% a 80% em 15,8 minutos. O modelo com maior autonomia combina um extensor de alcance de 1,5 litros com potência de 70 kW e uma bateria de 37,2 kWh, fornecendo 310 km de alcance elétrico e uma autonomia total CLTC de 1.310 km.

O sistema de assistência ao motorista é baseado em instalação visual. As versões Max são equipadas com o chip XPENG Turing AI com capacidade computacional eficiente de 750 TOPS e operam no modelo destilado VLA Lite, enquanto as versões Ultra SE utilizam dois chips Turing para atingir 1.500 TOPS e o modelo completo VLA de segunda geração, cuja arquitetura, segundo a XPENG, é semelhante à arquitetura do seu programa Robotaxi. Todas as modificações suportam assistência urbana e em rodovias NGP, bem como assistência de estacionamento de vaga a vaga. O interior é equipado com um display W-HUD de 26,8 polegadas, uma tela central de 17,3 polegadas, uma tela traseira opcional instalada no teto e um assistente de voz Master Agent para navegação e planejamento de viagens.

O chassi utiliza suspensão McPherson dianteira e suspensão traseira de múltiplos braços com amortecedores adaptativos DCC. O veículo possui um raio de giro de 5,4 metros e uma distância de frenagem de 0 a 100 km/h de 34,22 metros. A XPENG afirma que o veículo foi projetado de acordo com os padrões de segurança de cinco estrelas da China, Europa e Austrália, e está equipado com sete airbags, além de sistemas padrão de frenagem automática de emergência e direção.

Automóveis chineses evoluem de opções baratas a líderes em tecnologia automotiva
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Quem acompanha o mercado automotivo brasileiro há várias décadas recorda a primeira leva de carros chineses que chegaram ao país. Inicialmente, esses veículos eram caracterizados por terem preços atrativos, mas frequentemente apresentavam deficiências em termos de acabamento, qualidade de fabricação e longevidade. Naquele período, era improvável prever que a indústria chinesa alcançaria um avanço tão rápido, passando a desafiar gigantes globais da manufatura automotiva em menos de duas décadas.

A presença chinesa no Brasil ganhou tração em 2006, com o início das operações da Chana Motors, que posteriormente adotou o nome Changan. A marca era conhecida tanto pelos seus utilitários compactos quanto pelas brincadeiras que seu nome gerava entre os brasileiros. Seu portfólio era modesto, composto por uma van de passageiros, um furgão e uma pequena picape, sem oferecer sofisticação ou inovações tecnológicas significativas.

No ano subsequente, surgiu a Hafei, introduzindo o modelo Towner Junior. A participação das montadoras chinesas permanecia discreta, focada majoritariamente em veículos comerciais de baixo custo. O panorama começou a mudar em 2009 com a chegada da Chery, que lançou modelos como o SUV Tiggo e o compacto QQ, além dos posteriores Face e Cielo. Esses produtos visavam atrair consumidores dispostos a investir menos em um carro novo.

Outra empresa que despertou grande interesse foi a JAC Motors, que iniciou suas atividades no Brasil em 2011. A marca investiu fortemente em publicidade, utilizando inclusive o programa Domingão do Faustão para promover seus veículos, apostando nos compactos J3 e J3 Turin. O próprio emblema da JAC também gerou discussão devido à semelhança com o símbolo da Chrysler, fabricante norte-americana.

Contudo, a oferta de preços baixos e campanhas publicitárias não era suficiente, pois os primeiros carros chineses enfrentavam uma barreira maior: a desconfiança do público. Naquela época, a indústria automobilística chinesa possuía pouca vivência comparada às tradicionais fabricantes europeias, americanas e japonesas. Muitos de seus produtos exibiam acabamentos simples, materiais de qualidade questionável e problemas de durabilidade, resultando em uma imagem pouco positiva, sobretudo no mercado de seminovos.

O consumidor brasileiro observava esses automóveis com cautela, pois adquirir um veículo acessível poderia implicar em custos elevados de manutenção, rápida desvalorização e falhas mecânicas anos depois, fazendo com que a relação custo-benefício fosse incerta. Apesar disso, a indústria chinesa demonstrou uma notável capacidade de aprendizado, um fenômeno que já havia ocorrido no cenário global. É pertinente citar a trajetória dos automóveis japoneses, que começaram a ganhar espaço internacional nos anos 1960 e levaram cerca de duas décadas para consolidar a reputação de confiabilidade e qualidade que possuem hoje. Os fabricantes sul-coreanos seguiram um percurso similar, evoluindo rapidamente para competir com os estabelecidos europeus e japoneses.

Os chineses trilharam esse mesmo caminho, mas em um ritmo ainda mais acelerado. Em pouco mais de dez anos, eles transitaram de produtores de carros simples e baratos para fabricantes de veículos com excelente qualidade construtiva, acabamento refinado e tecnologia avançada. A disparidade entre os modelos iniciais e os atuais é considerável.

Se a melhoria na qualidade já era notável, foi com os veículos elétricos e híbridos que a indústria chinesa redefiniu sua posição mundial. Enquanto muitas montadoras tradicionais ainda debatiam as rotas da eletrificação, as companhias chinesas dedicavam investimentos maciços ao desenvolvimento de baterias, motores elétricos, sistemas eletrônicos e novas tecnologias de carregamento. Esse esforço rendeu frutos em poucos anos.

Atualmente, a China detém uma posição proeminente no desenvolvimento de veículos eletrificados. Seus fabricantes disponibilizam automóveis com alto desempenho, boa autonomia, acabamento sofisticado e recursos tecnológicos que, em certos casos, rivalizam diretamente com produtos de marcas muito mais antigas. Chegou a ocorrer uma situação curiosa: montadoras europeias e americanas, que antes eram referências para a indústria chinesa, agora buscam parcerias e tecnologias desenvolvidas na própria China para impulsionar seus projetos de eletrificação.

Essa inversão de papéis era inimaginável quando os primeiros Chery QQ, JAC J3 e pequenos utilitários chineses circulavam pelas ruas brasileiras. O consumidor testemunhou essa metamorfose, e os carros chineses deixaram de ser buscados unicamente pelo preço baixo, passando a despertar interesse pelo desempenho, pela tecnologia integrada e pela variedade de equipamentos oferecidos.

A evolução dos produtos pavimentou o caminho para uma nova onda de expansão no mercado brasileiro. Empresas como BYD, GWM, Caoa Chery e JAC Motors assumiram posições relevantes nesse movimento, implementando distintas estratégias comerciais e industriais. BYD e GWM, por exemplo, avançaram para a produção local, sinalizando que seus planos para o Brasil transcendem a mera importação de veículos. Outras companhias, incluindo Omoda, Jaecoo, GAC, Leapmotor, Geely e Zeekr, também passaram a disputar a atenção dos compradores.

Entretanto, nem todas conseguiram acompanhar essa expansão. A Neta, que entrou no mercado brasileiro com metas ambiciosas, sofreu prejuízos devido aos problemas financeiros enfrentados por sua matriz chinesa, servindo de alerta de que a origem chinesa e a oferta de alta tecnologia não asseguram automaticamente o êxito comercial de uma montadora.

O leque de marcas chinesas operando no Brasil aumentou ainda mais com a chegada de Jetour, MG, Denza e Changan, que já estrearam no território nacional. A Jetour, associada ao grupo Chery, foca em SUVs híbridos, enquanto a Denza, linha de luxo da BYD, mira no consumidor de automóveis premium. A MG, marca britânica tradicional sob controle do grupo chinês SAIC, também iniciou suas vendas no país, assim como a Changan, que retornou ao mercado brasileiro em colaboração com o grupo Caoa. Cada uma adota táticas distintas para competir em praticamente todos os segmentos de preço.

Essa intensa movimentação já gera repercussões nas montadoras tradicionais. Para lidar com os novos competidores, muitas estão sendo forçadas a revisar tabelas de preços, aumentar os pacotes de equipamentos e acelerar o desenvolvimento de veículos eletrificados. Isso ocorre porque os chineses identificaram uma fórmula comercial altamente eficaz: entregar muita tecnologia, equipamentos e performance por valores competitivos, uma combinação que exige uma resposta imediata das marcas estabelecidas.

Quem viu os primeiros carros chineses vendidos no Brasil reconhece a vasta distância entre aqueles modelos iniciais e os atuais. Em cerca de vinte anos, uma indústria inicialmente vista com ceticismo passou a competir com fabricantes centenárias e, em certas áreas tecnológicas, assumiu a liderança. Os carros chineses deixaram de ser meras alternativas econômicas; tornaram-se concorrentes que as marcas tradicionais não podem mais ignorar.

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A BYD apresentou seu sedã híbrido plug-in Qin Plus DM-i de terceira geração em 27 de outubro. Em uma promoção limitada, o veículo está disponível por preços entre 76.900 e 97.900 yuans. Os preços de varejo padrão para três versões variam de 79.900 a 100.900 yuans.

O novo modelo é capaz de percorrer até 220 quilômetros apenas com tração elétrica, e a autonomia total declarada atinge 2.290 quilômetros. O carro tem 4.840 mm de comprimento e 2.800 mm de distância entre eixos.

Ele é equipado com o sistema híbrido DM de quinta geração da BYD. Com a bateria descarregada, o consumo de combustível declarado pelo padrão NEDC é de 2,58 litros a cada 100 quilômetros. Os compradores também têm a opção de solicitar o sistema de assistência ao motorista God's Eye B, que suporta estacionamento automático, bem como assistência de navegação tanto na cidade quanto na estrada.

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