Um Centro de Pesquisa de Desertos foi lançado na Universidade Estatal de Samarcanda, resultado da colaboração com a Universidade de Tottori, no Japão. A principal tarefa dos cientistas deste centro é conduzir pesquisas em zonas áridas da Ásia Central, desenvolver métodos de recuperação de terras e criar tecnologias agrícolas adequadas a condições de escassez de água.
Este novo centro visa ser uma plataforma científica internacional que promova a troca de conhecimentos, projetos conjuntos e a formação de quadros qualificados. As atividades do centro serão focadas não apenas no estudo das paisagens áridas, mas também na busca de soluções eficazes para garantir o desenvolvimento sustentável tanto do Uzbequistão quanto dos países vizinhos.
Cerimônia de Inauguração
A cerimônia de inauguração do centro reuniu vários convidados importantes, incluindo o reitor da SamSU, Rustam Holmuradov, o presidente da Universidade de Tottori, Tasuku Harada, representantes do Ministério da Educação Superior, Ciência e Inovação, da administração da Região de Samarcanda, bem como delegações de estruturas científicas e internacionais japonesas.
Durante o encontro, os participantes discutiram questões relacionadas aos processos de desertificação, ao potencial de parceria internacional e às possibilidades de aplicação de desenvolvimentos científicos no setor agrícola. Foram demonstrados resultados de estudos em regiões áridas e apresentado a experiência do projeto internacional Blue-SATREPS, além de serem delineados planos para futura cooperação entre as duas universidades.
Grande atenção foi dada à integração das pesquisas científicas com o sistema educacional e à implementação de tecnologias avançadas na agricultura. Espera-se que o centro apoie a criação de soluções inovadoras e a formação de especialistas capazes de trabalhar em condições de mudança climática.
Anteriormente, o Uzbequistão apresentou uma iniciativa para a criação de um Hub Internacional de Ecossistemas de Terras Áridas. Este hub deve consolidar pesquisas relativas à conservação da biodiversidade dos desertos e à recuperação de terras degradadas, incluindo as áreas do Aral.


