EUA buscam proibir carros chineses; falecimento de Alan Jones e novidades automotivas
Leia mais
FlatOut
flatout.com.br

EUA buscam proibir carros chineses; falecimento de Alan Jones e novidades automotivas

Fabricantes de automóveis estão exercendo pressão sobre o Congresso dos EUA com o objetivo de impor uma proibição definitiva à venda de veículos chineses em seu território. Essa solicitação provém das próprias montadoras que atuam no mercado americano e visam barrar a entrada de concorrentes que têm ganhado destaque globalmente, configurando uma disputa com claros motivos comerciais e tendências protecionistas.

Contudo, além da questão ideológica, existe um aspecto crucial a ser considerado: os automóveis contemporâneos não servem apenas para transporte; eles funcionam como dispositivos de coleta e produção de dados pessoais. Sistemas como câmeras internas e externas, sensores, microfones, GPS e conectividade permitem rastrear a localização, os percursos e os locais frequentados por um veículo, podendo capturar imagens das vias públicas.

Muitos desses dados são enviados aos servidores das fabricantes, e atualizações remotas de software possibilitam alterar o funcionamento de diversos componentes do carro. Dessa forma, o veículo conectado transcende o status de mero produto industrial, tornando-se uma ferramenta de coleta de informações. O risco não se restringe ao monitoramento individual ou ao registro de imagens de infraestruturas estratégicas e militares; a análise agregada de dados de milhões de veículos permite mapear padrões de deslocamento, horários, concentrações populacionais e hábitos econômicos de uma região inteira.

Pressão das fabricantes para proibir carros chineses

É sob este argumento que a Alliance for Automotive Innovation, organização que representa gigantes como General Motors, Ford, Toyota, Volkswagen, Honda e Stellantis (destacando que apenas GM e Ford são americanas), pressiona o Congresso americano. John Bozzella, presidente da entidade, aponta que os veículos chineses trazem riscos de vigilância e acesso a dados sensíveis, além de ameaçarem a indústria local, que compete com empresas amparadas por subsídios estatais.

Embora não haja comprovação de que os carros chineses estejam espionando proprietários, a arquitetura eletrônica e a conectividade desses veículos podem gerar vulnerabilidades exploráveis por governos ou corporações estrangeiras. Os EUA já implementaram restrições anteriores: uma regulamentação do governo Joe Biden impede a comercialização de certos veículos conectados de origem chinesa ou russa a partir dos modelos 2027, assim como o uso de softwares de direção autônoma ligados a esses países. Restrições ao hardware entrarão em vigor em 2030.

As montadoras agora buscam transformar essas limitações administrativas em legislação permanente. O projeto, denominado Connected Vehicle Security Act of 2026, foi apresentado pelos senadores Bernie Moreno, republicano, e Elissa Slotkin, democrata, e obteve aprovação unânime na Comissão de Comércio do Senado em julho. A proposta visa limitar a importação, fabricação e comercialização de veículos conectados e seus componentes provenientes de nações consideradas adversárias dos EUA, sendo desejada sua aprovação antes do fim da legislatura atual, em dezembro.

A motivação comercial também é evidente. A associação citou que a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de carros chineses nos primeiros oito meses de 2026, ultrapassando o total do ano anterior. Embora os elétricos chineses já sofram com tarifas de importação de 100% nos Estados Unidos, a indústria americana deseja impedir que essas empresas entrem no mercado mesmo estabelecendo fábricas no país.

Portanto, é possível conciliar o interesse protecionista das fabricantes com a segurança nacional. O risco de coleta de dados não é exclusivo dos carros chineses, pois veículos americanos, europeus, japoneses e coreanos também possuem sistemas similares. A distinção feita pelo governo americano reside na possibilidade de que empresas sujeitas à legislação e à influência de um país adversário sejam compelidas a compartilhar informações ou permitir acesso aos sistemas. A discussão, assim, transcende a mera permissão de venda de carros nos EUA, englobando quem pode acessar os dados e os padrões comportamentais gerados por milhões de veículos em circulação no território.

Falecimento de Alan Jones, campeão da Williams

Alan Jones, piloto australiano que foi fundamental para transformar a Williams em uma equipe vencedora, faleceu nesta quinta-feira (5), aos 80 anos, apenas três dias após seu aniversário. Sua morte foi confirmada pela família através da Motorsport Australia, após um breve período de doença. Antes de ascender à glória da Fórmula 1, a Williams necessitava de um piloto capaz de elevar o status da equipe de promissora a campeã.

Nascido em Melbourne, em 1946, Jones era filho do piloto Stan Jones e se mudou para a Europa em 1970 buscando uma carreira no automobilismo. Ele estreou na Fórmula 1 em 1975 com a Hesketh e passou por equipes como Hill, Surtees e Shadow. Foi na Shadow que ele alcançou sua primeira vitória, durante o Grande Prêmio da Áustria em 1977, em uma corrida realizada sob condições de pista variáveis. Este desempenho chamou a atenção da Ferrari, que cogitou contratá-lo para 1978, mas optou por Gilles Villeneuve. Jones, então, garantiu uma vaga na Williams, que ainda estava em fase de consolidação no campeonato.

A colaboração com Frank Williams e o projetista Patrick Head logo gerou bons resultados. Em 1979, Jones conquistou quatro vitórias com o Williams FW07, um dos carros que melhor explorou o efeito solo naquela geração da Fórmula 1, terminando o campeonato em terceiro lugar. No ano subsequente, utilizando o FW07B, ele venceu cinco das 14 etapas — Argentina, França, Grã-Bretanha, Canadá e Estados Unidos — e sagrou-se campeão com uma corrida antecipada, superando Nelson Piquet, da Brabham. Essa conquista também auxiliou a Williams a garantir seu primeiro Campeonato de Construtores.

Jones permaneceu na equipe até o final de 1981, quando decidiu se aposentar pela primeira vez. Ele retornaria à Fórmula 1 posteriormente, participando com Arrows e Beatrice Haas, encerrando definitivamente sua trajetória na categoria em 1986. Seu histórico inclui 116 largadas, 12 vitórias e 24 pódios. Após a F1, ele continuou competindo na Austrália, vencendo o campeonato nacional de Sports Sedans e GT em 1982 com um Porsche 935 e conquistando as 12 Horas de Bathurst em 1993 com um Mazda RX-7.

Alan Jones é o segundo australiano a vencer o título mundial de Fórmula 1, sucedendo Jack Brabham, e permanece sendo o último piloto do país a alcançar tal feito.

Lamborghini Temerario recebe edição especial “Tettonero”

Apesar da ausência de um Lamborghini de entrada equipado com motor V10 aspirado, a fabricante do touro demonstrou ter evoluído significativamente. O modelo Temerario é tecnicamente superior ao Huracán em todos os aspectos, sendo comprovadamente tão rápido quanto seu irmão maior, o Revuelto, em diversos testes de aceleração e circuitos. Além disso, ele tem encontrado sucesso entre os entusiastas, que nem sempre são puristas.

Em resposta a isso, a Lamborghini decidiu lançar uma série de edições especiais ao longo dos próximos dois anos. A mais recente é o Temerario Tettonero, cujo nome em italiano significa literalmente “teto preto”. Neste pacote, o capô e o teto recebem a pintura “Nero Noctis”, enquanto a carroceria pode ser apresentada em cinco cores: amarelo “Giallo Inti”, laranja “Arancio Xanto”, azul “Blu Cepheus”, verde “Scandal” e roxo “Viola Pasifae”. O acabamento escuro também é aplicado no spoiler dianteiro, nas entradas de ar, no difusor traseiro, no emblema da Lamborghini e em componentes com brilho preto, como rodas, retrovisores e para-choques.

Internamente, o veículo combina revestimento preto “Nero Ade” com costuras amarelas, e os bancos apresentam o padrão geométrico hexagonal característico da Lamborghini. O pacote especial inclui logotipos bordados nos apoios de cabeça, a inscrição “Tettonero” nas portas e uma representação bordada da traseira do carro no painel atrás dos assentos, complementado por uma placa de identificação numerada em fibra de carbono fosca.

No quesito mecânica, não houve alterações: o Temerario Tettonero mantém um motor V8 4.0 biturbo acoplado a três motores elétricos, gerando 920 cv. O motor a combustão sozinho produz 800 cv e possui capacidade de atingir 10.000 rpm. Serão fabricados 499 exemplares do Temerario Tettonero, com previsão de entrega para o próximo ano.

Ferrari Pace Car da CART ressuscita após quatro décadas

A década de 1980 foi um período complexo para a Ferrari. Naquela época, era quase impensável, mas a Scuderia italiana estava prestes a abandonar a Fórmula 1, pois Enzo Ferrari estava extremamente insatisfeito com as alterações regulamentares e chegou a ameaçar deixar a competição. A situação se agravou a ponto de a Ferrari considerar migrar para a CART americana, que na época era uma categoria paralela e rival da Indy.

Embora essa mudança nunca tenha ocorrido, em 1988 a Ferrari construiu um carro de apoio especial para as corridas. Por quatro décadas, este veículo permaneceu fora do alcance do público, mas agora ele reapareceu, apresentando modificações notáveis. A base deste carro é o Ferrari Mondial, um dos modelos menos celebrados de Maranello, que não recebeu o mesmo apreço dos clássicos anteriores ou posteriores. Seu design também não é considerado elegante, parecendo uma versão ampliada da Mondial, com linhas retilíneas e uma grade quase oval flanqueada por frisos que percorrem todo o contorno do veículo, incluindo faróis e lanternas.

O vidro traseiro permite a visualização das luzes de sinalização, essenciais para que os pilotos dos monospostos que vinham atrás pudessem vê-lo. O interior é equipado com um painel feito sob medida, componentes de Kevlar e revestimento de suede. O aspecto mais interessante do carro, contudo, é o motor: parece que a Ferrari utilizou esta oportunidade para testar o V8 de 3,4 litros, que seria empregado posteriormente no modelo 348, um carro muito mais respeitado que a Mondial.

Com um design encomendado ao instituto I.DE.A, o Mondial Pace Car custou US$ 1 milhão à empresa, o que, em valores atuais, equivale a aproximadamente US$ 3 milhões. Atualmente, o carro está sob a guarda da loja The Caretakers Collection, nos EUA, e não está disponível para venda.

Histórias semelhantes

Fabricantes automotivas pressionam Congresso dos EUA para proibir veículos chineses permanentemente
Leia mais
autopapo.com.br

Fabricantes automotivas pressionam Congresso dos EUA para proibir veículos chineses permanentemente

As principais montadoras que operam nos Estados Unidos intensificaram a pressão sobre o Congresso americano para que seja implementada uma proibição definitiva de carros chineses no território nacional.

A Alliance for Automotive Innovation, organização que congrega gigantes como General Motors, Ford, Stellantis, Toyota, Volkswagen e outras fabricantes, solicitou que a legislação fosse sancionada antes do término da sessão legislativa atual, prevista para dezembro. O setor argumenta que essa medida visa salvaguardar os investimentos bilionários realizados em fábricas locais e garantir a segurança nacional.

Segundo a entidade, a tecnologia embarcada em veículos conectados — que inclui câmeras, sensores e acesso à internet — representa um risco, pois poderia ser utilizada pela China para coletar dados tanto dos motoristas quanto das vias americanas.

Atualmente, os EUA já aplicam tarifas de importação superiores a 100% sobre automóveis elétricos vindos da China. Adicionalmente, uma regulamentação do Departamento de Comércio, estabelecida no início de 2025 durante a administração de Joe Biden, impõe restrições a softwares e componentes chineses em veículos conectados, o que, na prática, impede a entrada desses modelos.

Apesar das medidas existentes, as montadoras defendem que a proibição deve ser formalizada através de uma lei federal. John Bozzella, presidente da entidade, utilizou a União Europeia como exemplo comparativo. Ele mencionou que a UE importou mais de 1,1 milhão de veículos da China nos primeiros oito meses de 2026, um volume superior ao registrado em todo o ano anterior.

O alerta no setor foi intensificado em setembro, quando Donald Trump declarou à Fox News que estaria disposto a aceitar montadoras chinesas produzindo veículos nos EUA.

O projeto de lei, denominado Connected Vehicle Security Act, foi apresentado pelos senadores Bernie Moreno, republicano, e Elissa Slotkin, democrata, e obteve aprovação na comissão do Senado em julho. Na Câmara dos Representantes, a proposta conta com o apoio de mais de cem coautores.

Contudo, o tempo disponível é limitado. O Congresso retomará suas atividades na próxima semana, após as eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3), e a sessão se encerra em dezembro.

Por sua vez, a China refuta todas as alegações. O Ministério das Relações Exteriores chinês manifestou que já solicitou aos EUA que respeitem as normas de concorrência justa e economia de mercado, classificando as propostas direcionadas às empresas chinesas como «repressão irrazoável».

Rubinho voltará a Interlagos com Williams; BMW revela compacto inédito e novidades automotivas
Leia mais
flatout.com.br

Rubinho voltará a Interlagos com Williams; BMW revela compacto inédito e novidades automotivas

Rubens Barrichello, conhecido como Rubinho, retornará ao cockpit do Williams FW33 em Interlagos. Este carro, com o qual ele finalizou sua carreira na Fórmula 1 em 2011, será utilizado no dia 8 de novembro, antes da largada do GP de São Paulo, sob a iniciativa chamada Volta Histórica.

Este evento faz parte das celebrações dos 45 anos de carreira de Rubinho e conta com o patrocínio da ALE Combustíveis. O piloto terá cerca de dez minutos de pista com o Williams, que estará equipado com o motor Cosworth V8 aspirado de 2,4 litros.

A escolha deste veículo carrega um significado particular, visto que Rubinho disputou sua última corrida de F1 no GP do Brasil de 2011, terminando em 14º lugar com a FW33. Naquela temporada, a Williams obteve apenas cinco pontos no campeonato. Embora ele tenha tentado retornar ao grid em 2012 e chegado perto de competir no GP do Brasil de 2014 pela Caterham, problemas financeiros da equipe impediram esse retorno.

Ao anunciar o evento, Rubinho expressou que não imaginava que seria seu último adeus em Interlagos em 2011, afirmando: “Eu não achava que seria o último adeus quando saudei meu público em Interlagos em 2011. E ainda bem que não foi”. Ele prometeu acelerar intensamente, dizendo: “Quero rasgar a reta de Interlagos com vocês”.

BMW revela Série 3 E36 Compact de quatro portas que nunca foi produzido

Um protótipo funcional de uma variante de quatro portas do BMW Série 3 E36 Compact, que nunca entrou em produção, foi revelado pela BMW Classic. Essa novidade intrigou, pois a ideia inicial era de um hatchback de duas portas com o estilo do sedã E36 e tração traseira.

O exemplar mostrado, da variante 316i, era o modelo mais básico, equipado com um motor de quatro cilindros de 1,6 litro e 102 cv. Diferentemente de simplesmente adicionar duas portas a um E36 Compact, este projeto partiu de um sedã, cujo porta-malas foi encurtado e recebeu a tampa traseira do hatchback.

A construção do carro apresentava características incomuns, como o console central que possuía comandos para os vidros das quatro portas, enquanto os traseiros utilizavam manivela. A BMW, aparentemente, estava testando proporções e formas, optando por criar um carro funcional em vez de uma maquete. Originalmente, o veículo deveria ser verde «Boston Green», mas acabou recebendo a pintura vermelha «Hellrot».

O motivo principal para o Série 3 E36 Compact nunca ter sido fabricado foi o alto custo de produção. A BMW buscava minimizar gastos no hatchback, chegando a usar componentes da geração E30, como a suspensão traseira por braços semi-arrastados e grande parte do interior.

Alfa Romeo: “hora de acabar com as telas nos carros”

A Alfa Romeo aderiu ao movimento que defende o fim das telas sensíveis ao toque nos veículos. Segundo Alejandro Mesonero-Romanos, chefe de design da marca desde 2021, a indústria exagerou nesse aspecto e é hora de reavaliar essa tendência.

O projetista declarou à Autocar que havia uma «guerra por centímetros de tela», o que não fazia sentido, pois as telas já haviam se tornado excessivamente grandes e estavam dominando o design do painel. Ele também levantou a questão da durabilidade, prevendo que essas telas ficariam obsoletas e caras em poucos anos.

Em resposta, o conceito Cuorerosso, supervisionado por Mesonero-Romanos, eliminou uma central multimídia convencional. Em seu lugar, há apenas uma pequena tela no console central que se oculta quando não está em uso, compartilhando espaço com controles físicos reais.

Outro destaque do carro é o painel de instrumentos, que reinterpretou o conceito tradicional italiano de dois mostradores circulares, o cannochiale. Estes mostradores são digitais e podem se reorganizar para formar uma única tela, exibindo somente as informações essenciais sem causar distração. Mesonero-Romanos manifestou o desejo de dirigir à noite com um único cannochiale iluminado em vermelho.

Pneus com sensores podem reduzir espaço de frenagem

A tecnologia Cyber Tyre, apresentada pela Pirelli em 2019, consistia em um pneu com sensor capaz de comunicar-se com os sistemas eletrônicos do carro. Testes realizados pela revista britânica evo, em pista molhada, demonstraram que um carro equipado com o Cyber Tyre necessitou de 5,7 metros a menos para parar de aproximadamente 110 km/h, comparado a um carro com pneus equivalentes, mas sem o sistema conectado.

O diferencial do Cyber Tyre não é apenas o monitoramento de pressão; cada pneu contém um sensor interno que coleta dados como pressão, temperatura, desgaste, carga e nível de aderência. Essas informações são transmitidas em tempo real para a central eletrônica do veículo, que utiliza algoritmos da Pirelli para ajustar o funcionamento do ABS, do controle de estabilidade e do controle de tração conforme as condições imediatas do pneu.

Isso supera uma limitação dos sistemas atuais, que operam com calibrações mais genéricas. Com o sensor eletrônico, o carro identifica precisamente o pneu utilizado, suas condições e seu nível de aderência, permitindo intervenções mais precisas em vez de apenas reagir à perda de tração. Segundo a evo, a melhora foi notada tanto na frenagem quanto no comportamento em curvas molhadas, onde o carro manteve a trajetória por mais tempo antes de apresentar subesterço.

Ram 2500 ganha nova versão topo de linha

A Ram 2500 recebeu uma nova versão de ponta no Brasil, a Laramie Night Edition. Esta versão se destaca por seu apelo estético escurecido, substituindo elementos cromados por acabamentos mais sóbrios, como frisos da grade, capas dos retrovisores, estribos laterais, rodas de 18 polegadas e emblemas. Os para-choques também são pintados na cor da carroceria.

Para conferir um aspecto mais robusto, o capô passou a incluir uma entrada de ar central, dando um toque esportivo à frente do veículo. Esse tratamento escuro se estende ao interior, onde bancos, painel, volante e portas são revestidos em couro preto. Os equipamentos permanecem idênticos aos da Ram 2500 Laramie, incluindo central multimídia de 12 polegadas com pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, painel digital de 12,3 polegadas, câmeras externas de 360 graus, pacote ADAS completo, bancos dianteiros ventilados e aquecidos com ajustes elétricos e ar-condicionado dual-zone.

O conjunto mecânico não sofre alterações, mantendo o turbodiesel Cummins de 6,7 litros, que gera 436 cv e 148,7 kgfm de torque, acoplado ao câmbio ZF TorqueFlite de oito marchas. O sistema de tração oferece opções 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida, e os freios são compostos por discos ventilados com pistão duplo e pinças flutuantes. A capacidade de carga é de 1.287 kg, e o reboque máximo atinge 8.948 kg.

Por ser essencialmente um pacote estético, a Ram 2500 Laramie Night Edition não apresenta um aumento exorbitante de preço, custando R$ 10.000 a mais que a Laramie padrão, totalizando R$ 569.990 contra R$ 559.990 da versão comum.

Gunther Werks cria Porsche 911 de 872 cv em homenagem a Martin Brundle

Martin Brundle, conhecido no Brasil como rival de Ayrton Senna na Fórmula 2 inglesa, acumulou uma vasta carreira, competindo em 158 GPs de Fórmula 1, conquistando o título mundial de endurance e vencendo as 24 Horas de Le Mans. Atualmente, ele é reconhecido por suas entrevistas no grid de largada da Fórmula 1.

Em homenagem a ele, a Gunther Werks produziu um Porsche 911 de 872 cv. O projeto especial foi desenhado pela própria filha de Brundle, Charlie Brundle, que é designer automotiva e já colaborou com McLaren, Aston Martin e Jaguar Land Rover.

O veículo, denominado Gunther Werks Brundle Edition Turbo, baseia-se no Porsche 993, mas com um aumento de deslocamento para 4,0 litros e a adição de dois turbos, resultando em 872 cv e 84,4 kgfm. Ele possui câmbio manual de seis marchas e tração traseira. O 911 Brundle foi aprimorado com suspensão independente por braços triangulares sobrepostos, freios de carbono-cerâmica Brembo, aerodinâmica modificada com asa traseira ajustável e rodas de magnésio forjado. Martin Brundle participou do ajuste da suspensão e dos modos Sport e Track.

Charlie cuidou da estética, criando uma pintura perolizada bicolor inspirada no capacete do pai. O nome Brundle substitui o logotipo Porsche na traseira, e as iniciais MB estão gravadas nos assentos de fibra de carbono. Há também referências à carreira do piloto no acabamento interno, incluindo um capacete Bell com a mesma pintura, autografado por Brundle. No painel, Charlie inseriu uma frase recorrente de seu pai: «The most important bit of the car is the nut holding the steering wheel».

Serão fabricados apenas cinco unidades do Brundle Edition Turbo. A Gunther Werks ainda não divulgou o valor, mas, dado que outros 911 modificados da empresa superam US$ 1.000.000, espera-se um preço elevado.

Popular