Fotografia com milhares de satélites no céu da Nova Zelândia é erroneamente considerada uma imagem gerada por inteligência artificial
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Fotografia com milhares de satélites no céu da Nova Zelândia é erroneamente considerada uma imagem gerada por inteligência artificial

Uma foto impressionante do céu noturno da Nova Zelândia causou grande repercussão nas redes sociais. A imagem mostra centenas de rastros de luz cruzando o horizonte, atraindo tanta atenção que alguns usuários acusaram o autor de usar inteligência artificial (IA) para criar a imagem.

O autor desta foto é Brendan Larsen, um astrofotógrafo de 51 anos, que tirou as fotos sobre o Monte Tarānaki na Nova Zelândia. Apesar das suspeitas, a imagem é resultado de uma fotografia real que exigiu planejamento cuidadoso, centenas de quadros e um tempo significativo de pós-produção.

Larsen tirou 578 fotos em cerca de duas horas. Cada foto teve uma exposição de oito segundos. Depois disso, ele combinou todas as imagens em uma composição, cujo acabamento no Photoshop levou cerca de 40 horas.

Como resultado, obteve-se uma foto que mostra aproximadamente 1,4 mil satélites e 14 mil rastros de luz, demonstrando a quantidade de objetos artificiais que passam pelo céu noturno.

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A empresa aeroespacial Rocket Lab realizou, nesta segunda-feira (2), o lançamento de um foguete Electron que transportou um satélite de observação da Terra de origem japonesa ao espaço. Este equipamento, criado pela empresa iQPS, emprega tecnologia de radar que possibilita o monitoramento da superfície terrestre, independentemente de ser noite ou se houver cobertura de nuvens.

A missão, nomeada The Sea God Surveys, iniciou seu decolagem às 13h41, seguindo o horário de Brasília, partindo da base da Rocket Lab localizada na Nova Zelândia. O satélite será alocado em órbita baixa da Terra, a uma altitude aproximada de 575 quilômetros.

Este lançamento constituiu a nonagésima nona (99ª) missão da Rocket Lab desde o começo de suas atividades. Adicionalmente, foi o décimo voo executado pela companhia em colaboração com a iQPS, que tem como objetivo estabelecer uma constelação composta por 36 satélites munidos de radares de abertura sintética (SAR).

O voo também representa um marco significativo para a Rocket Lab, sendo a 99ª missão da empresa e a 90ª realizada pelo foguete Electron em sua configuração de dois estágios. O veículo possui cerca de 18 metros de altura e foi projetado especificamente para levar pequenos satélites ao espaço em lançamentos dedicados. Com este lançamento, o Electron atingiu 17 voos realizados no ano de 2026.

As outras nove missões da Rocket Lab foram conduzidas utilizando o HASTE, que é a versão suborbital do Electron e serve para testar tecnologias em cenários de voo hipersônico. Este modelo teve sua estreia em junho de 2023 e geralmente transporta cargas classificadas.

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O programa Olhar Espacial exibe semanalmente duas imagens astronômicas notáveis. Na semana passada, foram apresentadas duas fotografias produzidas durante o 13º Encontro Paraibano de Astrofotografia.

A primeira imagem é um registro impressionante de M42, também conhecida como Nebulosa de Órion. Esta formação nebular encontra-se a aproximadamente 1600 anos-luz de distância, na direção da Constelação de Órion. Ventos estelares atuaram em parte nessas nuvens, ionizando o hidrogênio e conferindo-lhe uma tonalidade avermelhada. As áreas azuladas ao redor refletem a luz, proveniente principalmente de quatro estrelas jovens e quentes localizadas no centro, conhecidas como Trapézio de Órion. À esquerda, separada por uma espessa nuvem de poeira estelar, há outra nebulosa com um formato singular, denominada Nebulosa do Homem Correndo.

A segunda imagem apresenta um registro magnífico da nebulosa NGC 2070, apelidada de Nebulosa da Tarântula. Esta é considerada a maior e mais volumosa área de formação estelar nas imediações da Via Láctea. Embora esteja distante cerca de 160 mil anos-luz, ela figura entre os objetos mais luminosos do céu noturno. Caso estivesse próxima como a Nebulosa de Órion, sua extensão equivaleria a sessenta luas cheias, e seu brilho seria suficiente para projetar sombras durante a noite. A maior parte da energia que ilumina e energiza as nuvens gasosas da Tarântula provém de um aglomerado central composto por estrelas jovens e extremamente quentes.

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O fotógrafo conseguiu capturar o nascer do sol no meio de um 'mar de nuvens' a uma altitude de 715 metros acima do nível do mar. Esta foto se espalhou rapidamente nas redes sociais, ultrapassando a marca de 1,7 milhão de visualizações. A imagem foi tirada por Rafael Santos em Pico Monte Claro, em Veranópolis, na região da Serra Gaúcha, na manhã de quarta-feira (21).

De acordo com os dados do serviço meteorológico Climatempo Meteorologia, este fenômeno é um nevoeiro causado pelo resfriamento noturno e alta umidade. O fotógrafo observou que a transição das estrelas para o amanhecer, juntamente com o movimento do mar de nuvens, permite perceber a natureza de uma forma que os olhos humanos normalmente não conseguem ver.

Santos, que reside em Novo Hamburgo, na metrópole de Porto Alegre, percorreu cerca de 130 quilômetros até o local da filmagem, onde acampou com sua noiva para tirar as fotos. Ele acredita que a estação atual é favorável para observar esse fenômeno.

Por volta das 2 horas da manhã, ele começou a fotografar as estrelas, mas as condições climáticas não foram adequadas. Assim, decidiu configurar o equipamento para gravar o nascer do sol. Ele utilizou a técnica de time-lapse, na qual a câmera tira centenas de fotos em intervalos definidos e depois as combina em uma sequência, criando o efeito de aceleração do tempo.

Santos relatou ter feito vários testes, conectando a câmera à tomada do acampamento e depois movendo-se para outro local. Após cerca de 5 horas e 20 minutos, verificou o resultado e observou o nascer do sol ao vivo. O tempo total de coleta de material para o vídeo foi de 3 horas e 30 minutos.

Apesar de trabalhar com fotografia corporativa e publicitária e produção audiovisual, a fotografia da natureza é sua paixão. Ele compartilhou experiências de viagem, mencionando que na Islândia fotografou a aurora boreal, no deserto do Atacama, no Chile, o céu noturno, e também tirou fotos na Patagônia argentina. No entanto, ele enfatizou que cada lugar é único, pois depende muito das condições naturais.

O fotógrafo expressou grande satisfação com o resultado e ainda mais com a reação ao vídeo. Ele mencionou que queria compartilhar as belezas do Rio Grande do Sul. Foi muito gratificante ver as pessoas comentando, compartilhando e admirando este vídeo.

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