Omoda E5 recebe atualizações, nova versão de entrada e redução de preço, mas perde autonomia
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Omoda E5 recebe atualizações, nova versão de entrada e redução de preço, mas perde autonomia

O SUV cupê elétrico Omoda E5, apresentado no Festival Interlagos em agosto, foi lançado no mercado com diversas atualizações e a introdução de uma nova versão de entrada.

Os preços atuais do Omoda E5 são de R$ 159.990 na versão Elite e R$ 184.990 na versão Prestige. Anteriormente, existia apenas um modelo, equivalente ao topo de linha, custando R$ 209.990. Para o primeiro lote, foram oferecidos valores promocionais de R$ 149.990 para a Elite e R$ 179.990 para a Prestige.

Alterações Estéticas e Internas

As modificações visuais aplicadas ao Omoda E5 serviram para distingui-lo melhor de sua contraparte híbrida. A parte frontal recebeu um design mais minimalista, sem grade, mantendo o bocal de recarga posicionado próximo ao farol. Na traseira, foram instaladas lanternas que compartilham a identidade visual com o Omoda 7.

No interior, o painel foi renovado, eliminando a moldura que unia o painel de instrumentos à central multimídia. O SUV cupê agora exibe uma tela retangular proeminente no centro e uma segunda tela mais fina atrás do volante, seguindo uma tendência observada em diversos veículos chineses.

Em termos de telas, a versão Elite dispõe de uma central multimídia de 12,3 polegadas, enquanto a Prestige conta com uma tela maior de 15,6 polegadas. Uma distinção entre os modelos reside também no acabamento: a opção mais econômica utiliza revestimento em tecido, ao passo que a versão superior emprega material sintético.

Desempenho e Autonomia

O conjunto mecânico foi atualizado, com o motor elétrico agora gerando 210 cv e 29,4 kgfm, resultando em maior potência, embora haja uma perda de torque. A capacidade de aceleração de 0 a 100 km/h melhorou, sendo alcançada em 7,2 segundos.

A versão Prestige é equipada com uma bateria de 60,9 kWh, que garante uma autonomia de 320 km no ciclo do Inmetro, o que representa uma redução de 25 km em comparação com o modelo anterior. Já a versão de entrada Elite possui bateria de 50,6 kWh e oferece 278 km de autonomia.

Essa diminuição na autonomia é compensada pelo aumento da potência de recarga em corrente contínua: na versão Prestige, ela subiu de 80 kW para 130 kW, e na versão de entrada, atingiu 110 kW, um valor notável frente aos concorrentes.

Equipamentos e Disponibilidade

O Omoda E5 Elite adota a estratégia do grupo Chery de diferenciar as versões, o que implica a exclusão do pacote ADAS. De modo geral, seu conjunto de equipamentos é semelhante ao do modelo híbrido. Os itens adicionais presentes na versão topo de linha Prestige em relação à Elite incluem:

A versão de entrada apresenta um painel LCD mais básico, similar ao encontrado no Jaecoo 5, e sofre cortes em detalhes simples, como a iluminação dos espelhos de cortesia. Contudo, ela manteve o acabamento soft-touch presente no modelo híbrido.

O novo Omoda E5 já está disponível no mercado e será oferecido em quatro tonalidades. O veículo conta com uma garantia total de sete anos para o carroceria e oito anos para a bateria.

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A MG Motor iniciou as vendas no Brasil do IM6, um SUV elétrico que marca a estreia da IM Motors, a linha de luxo pertencente ao conglomerado chinês SAIC Motor. Este novo modelo está posicionado para competir diretamente com veículos como o Zeekr 7X e o BYD Sealion 7.

O IM6 será oferecido em duas configurações distintas: a versão Signature, com preço de R$ 368.990, e a versão Performance, que custará R$ 439.990. Ambas as versões apresentam características técnicas notáveis.

A variante Signature é equipada com um motor elétrico traseiro, gerando 295 cv e 45,9 kgfm. Já a Performance conta com dois motores elétricos, um em cada eixo, proporcionando tração integral e entregando uma potência de 752 cv e torque de 81,8 kgfm.

Em termos de desempenho, a aceleração de 0 a 100 km/h é de 6,4 segundos na Signature e impressionantes 3,5 segundos na Performance. O veículo possui 4,90 metros de comprimento e um espaçamento entre eixos de 2,95 metros, além de oferecer um porta-malas com capacidade para 665 litros e um compartimento adicional de 32 litros sob o capô.

A Signature utiliza uma bateria de lítio-ferro-fosfato (LFP) com capacidade de 75 kWh. Ela suporta carregamento rápido de até 153 kW, permitindo passar de 10% a 80% em apenas 26 minutos, com uma autonomia certificada pelo Inmetro de 348 km.

Por outro lado, a Performance vem equipada com uma bateria de 100 kWh, composta por níquel, cobalto e manganês (NCM), e opera com uma arquitetura de 800 volts. Esta versão pode ser recarregada a 396 kW, reduzindo o tempo de 10% a 80% para 18 minutos, e sua autonomia atinge 400 km segundo o Inmetro.

Ambos os modelos contam com esterçamento nas quatro rodas, recurso que auxilia tanto nas manobras quanto na melhoria da estabilidade, e incluem o modo caranguejo para deslocamento diagonal. A Performance adiciona suspensão a ar adaptativa e rodas de 21 polegadas, enquanto a Signature utiliza rodas de 20 polegadas.

O interior dos carros é sofisticado, apresentando telas de 26,3 polegadas e 10,5 polegadas, assentos dianteiros com funções de aquecimento e ventilação, teto solar panorâmico e um sistema de som com 20 alto-falantes. Adicionalmente, ambos possuem a funcionalidade V2L, que permite usar a bateria do veículo para suprir equipamentos externos.

No quesito segurança, o SUV está equipado com frenagem autônoma de emergência e estacionamento automático, e obteve cinco estrelas no Euro NCAP, que é o equivalente europeu ao Latin NCAP. A MG garante sete anos ou 150 mil quilômetros para o veículo e oito anos ou 160 mil quilômetros para a bateria.

SUVs elétricos e híbridos usados desvalorizam até 23,8% em um ano, e OLX atribui ao 'efeito iPhone'
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SUVs elétricos e híbridos usados desvalorizam até 23,8% em um ano, e OLX atribui ao 'efeito iPhone'

Veículos utilitários esportivos (SUVs) elétricos e híbridos usados estão sofrendo uma depreciação mais acentuada quando comparados a sedãs e hatches que utilizam a mesma tecnologia. De janeiro a agosto de 2026, o preço médio anunciado de SUVs eletrificados na OLX registrou uma redução de 8,7% em comparação com o mesmo período de 2025. Em contraste, a queda observada em sedãs foi de 6,3%, enquanto nos hatches foi de 4,9%, conforme detalhado no Relatório de Preços do Data OLX Autos.

Flávio Passos, vice-presidente de Autos do Grupo OLX, explicou que essa desvalorização dos veículos elétricos deve-se à carência de infraestrutura no país, à incerteza quanto à durabilidade das baterias e, sobretudo, ao que ele denomina como o 'efeito iPhone'. Ele ressaltou que a constante introdução de novos modelos com tecnologias progressivamente mais avançadas leva à obsolescência de veículos eletrificados lançados há pouco tempo.

O estudo analisou os cinco modelos eletrificados com maior volume de anúncios em cada categoria de carroceria, considerando veículos fabricados a partir de 2023. É importante notar que os valores apresentados são os preços solicitados pelos vendedores e não representam necessariamente o valor final da transação.

A maior perda de valor individual foi registrada no BYD Yuan Plus 2025, que sofreu uma queda de 23,8%, passando de um preço médio de R$ 235.990 para R$ 179.900. O Volvo XC40 Recharge Plus 2024 também apresentou uma retração de 16,9%, caindo de R$ 259.900 para R$ 215.900.

Observou-se que os híbridos plug-in (PHEV), que possuem capacidade de recarga externa, perderam mais valor do que os híbridos convencionais (HEV). Especificamente, o GWM Haval H6 PHEV 2024 desvalorizou 13,5%, superando os 5,5% de queda da sua versão HEV do mesmo ano.

Contudo, o movimento de desvalorização não foi homogêneo. O Toyota Corolla Cross híbrido demonstrou a menor queda média entre os SUVs, com apenas 6,4%. Por outro lado, o BYD Song Plus Premium 2025 apresentou valorização, subindo 8,1%, de R$ 208.000 para R$ 224.900.

No segmento de sedãs, o Chery Arrizo 6 Pro híbrido 2025 teve uma queda de 12,1%, assim como o BMW 330e M Sport 2024, com 11,1%. Em contrapartida, o Toyota Corolla híbrido manteve uma perda modesta, variando entre 2,2% e 6,2%.

Já entre os hatches, o BYD Dolphin Plus 2025 liderou as quedas com 17,8%, caindo de R$ 184.800 para R$ 151.900. O Renault Kwid E-Tech Intense 2024 registrou uma queda de 12,9%, enquanto o BYD Dolphin Mini teve uma desvalorização menor, ficando entre 1,9% e 3%, dependendo do ano modelo.

SUVs seminovos sofrem maior desvalorização na OLX em 2026; Chevrolet Tracker lidera a queda
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SUVs seminovos sofrem maior desvalorização na OLX em 2026; Chevrolet Tracker lidera a queda

Proprietários de SUVs seminovos podem encontrar uma surpresa ao considerar a venda, pois este segmento foi o que mais sofreu desvalorização na plataforma OLX durante 2026. De acordo com um levantamento realizado pela plataforma, os valores solicitados em anúncios de SUVs diminuíram 7% no período compreendido entre janeiro e agosto, quando comparados com o mesmo intervalo do ano anterior.

Essa redução percentual foi superior à observada em sedãs (que registraram queda de 4,8%) e em hatches (com queda de 3,8%). O estudo abrangeu os cinco modelos mais anunciados de cada categoria de carroceria, sendo todos movidos a combustão e com ano-modelo a partir de 2023.

Este movimento de desvalorização também foi notado em outro indicador, a Tabela Auto B3, que indicou uma queda de 7,4% nos preços de SUVs usados ao longo de 12 meses até agosto.

O Chevrolet Tracker foi identificado como o SUV com a maior depreciação. Considerando todas as suas versões, seu preço sofreu uma queda de 9,5%. O caso mais expressivo é o do Tracker 2026 equipado com motor 1.0 turbo, cujo preço caiu de R$ 154.090 para R$ 119.990 nos anúncios. Isso representa uma diminuição de R$ 34,1 mil, ou seja, uma queda de 22,1%, sendo o maior índice de todo o levantamento.

Uma parte dessa variação pode ser atribuída ao próprio lançamento do modelo: o Tracker 2026 chegou às concessionárias em julho de 2025, com a versão LT cotada em R$ 154.090, valor idêntico ao reportado pela OLX naquele ano. Posteriormente, em outubro, a Chevrolet reduziu esse preço para R$ 142.490.

Outros SUVs populares seguiram uma trajetória semelhante. O Volkswagen T-Cross 2025, com motor 1.4 turbo, tornou-se 14,7% mais acessível, enquanto o Jeep Renegade 2025, com motor 1.3 turbo, apresentou queda de 13,7%. Já o Hyundai Creta registrou uma perda de 7% em seu valor.

No entanto, houve exceções notáveis. O T-Cross 2026, também com motor 1.0 turbo, viu seu preço aumentar em 11,7%, e o Volkswagen Nivus com o mesmo motor teve um aumento de 2,3%.

Entre os sedãs, o Volkswagen Virtus foi o que mais desvalorizou, com uma queda de 7%. Os hatches demonstraram maior resistência aos cortes de preço, sendo que o Fiat Mobi quase manteve seu valor original. Contudo, o Hyundai HB20 2026, com motor 1.0 aspirado, sofreu uma queda acentuada de 16,4%.

Em contrapartida, as versões equipadas com motores turbo ou de maior cilindrada foram as que mais valorizaram, como exemplificado pelo Fiat Argo 1.3 2025, que ficou 14,6% mais caro.

Flávio Passos, vice-presidente de Autos do Grupo OLX, atribui parte desse cenário à entrada de fabricantes chineses no mercado com veículos elétricos oferecidos a preços competitivos, o que exerce pressão sobre o setor. Ele comentou que «como o valor do seminovo acompanha o do zero-quilômetro, essa dinâmica tende a desvalorizá-lo».

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