Firefox testa recurso de Mini Janela que permite exibir abas sobre outras janelas
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Firefox testa recurso de Mini Janela que permite exibir abas sobre outras janelas

A Mozilla está testando um novo recurso no Firefox chamado Mini Janela (Mini Window), que permite manter uma aba do navegador visível sobre outras janelas abertas, atendendo a uma necessidade comum dos usuários.

Embora ainda não seja uma funcionalidade oficial, a Mini Janela já demonstra bom funcionamento. Inicialmente, ela se assemelha ao modo picture-in-picture (PiP), mas difere porque o PiP restringe o recurso flutuante a elementos específicos, como reprodutores de vídeo, enquanto a Mini Janela aplica esse comportamento a qualquer aba, independentemente do seu conteúdo.

Quando esta função está ativa, a aba exibe somente a página web. No entanto, ao passar o cursor do mouse pela parte superior da janela, a barra de endereços e os botões de navegação são exibidos.

Este novo recurso oferece várias utilidades práticas. Por exemplo, é possível manter um vídeo do YouTube rodando na Mini Janela enquanto o usuário realiza outras tarefas no computador, ou utilizá-la para comparar informações em uma planilha aberta em tela cheia sem precisar alternar constantemente entre as janelas.

Outros detalhes interessantes incluem o suporte da Mini Janela a abas anônimas e a possibilidade de selecionar apenas uma parte de uma página — como um trecho de texto ou um gráfico — para ser exibida nela. Além disso, o usuário pode reposicionar a aba em qualquer local da tela e ajustar seu tamanho simplesmente arrastando o mouse.

Atualmente, a Mini Janela está acessível apenas no Firefox Nightly, que é a versão experimental do navegador e pode ser baixada. Para testar a novidade, é necessário instalar ou atualizar para a versão 160 ou superior do Firefox Nightly. O recurso já vem habilitado por padrão.

Para ativar a função, basta abrir uma página web, clicar com o botão direito do mouse sobre a aba e selecionar a opção 'Mover Aba / Mover para Mini Janela'. Para retornar a aba ao seu tamanho original, deve-se clicar no ícone que surge ao lado do 'X' de fechar janela.

Caso o usuário prefira aguardar o lançamento oficial, a Mini Janela está prevista para fazer parte do Firefox 160 (versão final), cujo lançamento está agendado para 10 de novembro.

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Um projeto não oficial conseguiu converter um PlayStation 5 desbloqueado em um dispositivo baseado em Linux, focado em jogos. Este sistema, denominado PS5 Bazzite Deck, integra a distribuição Bazzite ao console da Sony, apresentando a interface Steam Gaming Mode. Essa iniciativa marca um progresso significativo em comparação com as primeiras tentativas de rodar Linux em videogames.

O objetivo principal do projeto é fazer com que o console se assemelhe a uma verdadeira «Steam Machine», permitindo o acesso à vasta biblioteca de jogos de PC. A adaptação consiste em levar a versão do Bazzite destinada a consoles portáteis para o PlayStation 5. Além disso, os usuários têm a opção de mudar para um ambiente de desktop completo utilizando o KDE Plasma.

É importante notar que esta solução não corresponde ao SteamOS oficial da Valve. O Bazzite é uma distribuição Linux autônoma que proporciona uma experiência semelhante, empregando tecnologias como o Proton para executar títulos desenvolvidos para Windows. O sistema operacional inicia a partir de um armazenamento externo, como um SSD ou pendrive, e não substitui o software nativo fornecido pela Sony; sem carregar o Linux, o PS5 retorna ao seu funcionamento original.

Uma demonstração publicada no YouTube exibiu o console executando o jogo Forza Horizon 6. Este feito é notável porque o título, que atualmente está disponível para Xbox Series X/S e PC, só deve ser lançado oficialmente para o PS5 em janeiro de 2027. Além deste, os usuários já conseguiram rodar outros jogos como Horizon Zero Dawn, Palworld, Genshin Impact, RimWorld e XCOM 2.

O criador do projeto informou no Reddit que funcionalidades essenciais como Wi-Fi, Bluetooth, Ethernet e o controle DualSense estão operacionais no Bazzite. Adicionalmente, o áudio via HDMI e a aceleração de vídeo por hardware também foram implementados.

Em consoles equipados com o chip HDMI FLAVA3, o projeto suporta resoluções de 1440p e 4K com taxas de atualização de até 120 Hz, além de recursos como HDR e VRR. Versões mais antigas do console podem apresentar restrições, ficando limitadas a 4K a 60 Hz.

Tanto no PS5 original quanto no Slim, a GPU possui fisicamente 40 Unidades Computacionais (CUs), embora a Sony comercialize o aparelho com apenas 36 CUs ativas. O projeto permite tentar ativar as quatro CUs restantes. Contudo, isso implica um aumento no número de CUs ativas, mas não garante melhoria de performance e pode gerar instabilidade.

O próprio projeto adverte que essa ativação pode resultar em pontos verdes, alterações de cor, artefatos gráficos e travamentos. Caso ocorram problemas, há a possibilidade de reverter para a configuração padrão. Para utilizar este sistema, é imprescindível possuir um console com firmware compatível e acesso a um método de jailbreak. O cenário de desbloqueio do PS5 tem evoluído rapidamente nos últimos meses, com o surgimento de novos exploits e ferramentas adequadas a diversas versões do sistema.

Por fim, vale ressaltar que o primeiro processo de inicialização pode demorar vários minutos, e atualizações lançadas pela Sony podem modificar o funcionamento do sistema. O suporte ao PS5 Pro foi adicionado ao Bazzite a partir da versão 1.8.4, mas o desenvolvedor ainda considera esse suporte como preliminar.

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A Microsoft segue atualizando seu conjunto de ferramentas conhecido como «canivete suíço» para Windows. A versão mais recente, PowerToys 0.102, introduz dois utilitários novos e relevantes focados na funcionalidade do mouse.

Um desses recursos é denominado Bloqueio do Botão do Mouse (Mouse Button Lock). Ao ser ativado, este utilitário permite que o usuário pressione um dos botões do mouse por um período muito breve, mas o sistema operacional Windows interpreta que o botão permanece pressionado continuamente.

Isso possibilita realizar tarefas que demandam que um botão do mouse permaneça pressionado por um longo tempo, como selecionar textos, mover arquivos ou redimensionar elementos, tudo isso sem causar fadiga. Este recurso também pode ser benéfico para pessoas que enfrentam dificuldades motoras.

O Bloqueio do Botão do Mouse pode ser aplicado a todos os botões do mouse (esquerdo, central e direito). Além disso, o usuário tem a opção de configurar o tempo necessário para que o bloqueio automático seja acionado. Um novo toque serve para interromper o bloqueio instantaneamente.

A segunda novidade relacionada ao mouse é o CursorHide. Esta função permite que o ponteiro do mouse (seta) seja ocultado automaticamente durante a digitação, em períodos de inatividade ou em ambas as situações. Assim que o mouse é movido, o cursor reaparece na tela.

O CursorHide pode auxiliar o usuário a prevenir que o cursor cubra informações importantes ou a distrair seu foco de maneira indesejada.

Outras adições no PowerToys 0.102 incluem a disponibilidade do software no GitHub, onde se deve selecionar a versão x64 para processadores Intel ou AMD, e a versão ARM64 para chips Arm. Usuários de versões anteriores podem receber um aviso de atualização ao iniciar o aplicativo.

Embora o foco principal seja o Windows 11, o PowerToys 0.102 também oferece suporte ao Windows 10.

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A empresa americana Reflect Orbital pretende implantar milhares de satélites equipados com espelhos, projetados para refletir a luz solar sobre a Terra quando esta está no período noturno. O objetivo dessa inovação é auxiliar em operações de resgate, fornecer iluminação para cultivos agrícolas e potencializar a captação de energia solar, embora essa proposta gere apreensão entre cientistas, ativistas ambientais e residentes da Califórnia.

Um ensaio realizado no estado americano serviu como demonstração do projeto. Este teste impressionou os habitantes locais com uma luminosidade acentuada durante a noite, o que reacendeu discussões acerca dos impactos da luz artificial sobre a fauna, o padrão de sono humano e a prática de observação astronômica.

A Reflect Orbital tem planos de colocar cinquenta mil satélites em órbita ao longo da próxima década. Em julho, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) deu seu aval à proposta inicial de lançamento de um satélite de demonstração, cuja estreia está prevista para o ano seguinte.

O equipamento em questão contará com um espelho de cerca de 18 metros de diâmetro, com capacidade de refletir luz solar em áreas que podem atingir até 4,8 quilômetros de largura. A intensidade luminosa resultante pode variar desde um brilho comparável ao da Lua até a claridade do Sol ao meio-dia.

O experimento ocorreu nas imediações de Lone Pine, na Califórnia, próximo ao Monte Whitney. Para simular o efeito da tecnologia no terreno, a companhia montou grandes refletores móveis. A clareza inesperada atraiu a atenção dos moradores, sendo que um indivíduo descreveu a luz como sendo “ofuscante”.

De acordo com a própria empresa, as equipes de busca e salvamento deverão ser os primeiros usuários da tecnologia. Um porta-voz confirmou que a demonstração foi conduzida em colaboração com uma equipe local, afirmando: “As equipes de busca e salvamento devem ser nossos primeiros clientes, então este foi um teste em condições reais, realizado ao lado das equipes que usariam nossa tecnologia”.

Além da possibilidade de melhorar a iluminação noturna, a proposta suscita preocupações que transcendem o uso da tecnologia em cenários de emergência. Em agosto, quatro entidades representadas pelo coletivo ambientalista Earthjustice solicitaram à FCC que revisasse sua aprovação. Esses grupos manifestam receio de que a luz refletida pelos satélites possa interferir nos ritmos naturais de espécies que dependem da alternância entre dia e noite.

Jan Hasselman, advogado sênior da Earthjustice, expressou forte crítica ao empreendimento, classificando-o como “um projeto idiota”. Ele enfatizou que toda a vida terrestre evoluiu seguindo o ciclo dia-noite e apontou para diversos dados que evidenciam os perigos de perturbar esse ciclo.

Animais, incluindo aves, insetos e mamíferos, utilizam a alternância entre escuridão e claridade para se alimentar, encontrar refúgio e se reproduzir. Astrônomos, por sua vez, temem que esses reflexos intensifiquem a poluição luminosa, dificultando a observação celeste. Outras questões levantadas envolvem o aumento de satélites em órbita e a consequente geração de detritos espaciais.

A saúde humana também foi incluída no debate. A exposição à luz durante a noite pode afetar o ritmo circadiano, que é responsável por regular o sono e o estado de vigília. Adicionalmente, olhar diretamente para uma fonte luminosa muito intensa pode causar danos aos olhos.

A Reflect Orbital defende que sua tecnologia pode elevar a produção de eletricidade por painéis solares durante a noite, diminuindo a dependência de fontes de combustíveis fósseis. Contudo, essa ideia gera questionamentos sobre a modificação da quantidade de energia solar que alcança a superfície terrestre.

David Ho, cientista climático da Universidade do Havaí, criticou a ideia de direcionar mais energia solar para a Terra enquanto o planeta enfrenta o aquecimento global, ligando isso ao desequilíbrio energético causado pelo excesso de gases de efeito estufa na atmosfera.

A empresa assegura ter dialogado com cientistas e astrônomos para evitar áreas sensíveis, tais como observatórios, parques nacionais e regiões vitais para a vida selvagem. Ela também declara estar disposta a aceitar a fiscalização das autoridades.

Um porta-voz da Reflect Orbital declarou: “Consideramos que é nossa responsabilidade trabalhar ao lado de governos, cientistas e órgãos reguladores, em vez de agir à frente deles”.

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