Brasil recebe painel para monitorar futuras mudanças climáticas
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Brasil recebe painel para monitorar futuras mudanças climáticas

O governo federal e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançaram na terça-feira (dia 3) um painel que permite visualizar previsões de mudanças climáticas, como alterações de temperatura e regime de chuvas no Brasil e na América Latina nas próximas décadas.

A ferramenta, integrada à plataforma AdaptaBrasil, exibe mapas com diferentes cenários de aquecimento global. Esses dados podem auxiliar na identificação de riscos climáticos e no direcionamento do planejamento de medidas de adaptação.

O AdaptaBrasil agrega indicadores de risco climático para 5.570 municípios brasileiros, considerando ameaças climáticas, exposição e vulnerabilidade. O novo painel expande as informações disponíveis, incluindo previsões de temperatura e precipitação, além de indicadores relacionados a eventos extremos.

Os mapas permitem comparar quatro níveis de aquecimento global, demonstrando como as mudanças previstas se distribuem geograficamente. Segundo Christian Mizyara, gerente de soluções da RNP, a apresentação desses indicadores em uma interface única ajuda a entender como as ameaças climáticas podem se manifestar com o aumento da temperatura global.

O acesso a essas informações é visto como ponto de partida para o planejamento de medidas de adaptação. Durante o lançamento, Marcio Rohas da Cruz, coordenador geral de clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), enfatizou a importância de conhecer os possíveis cenários climáticos. Ele declarou: «Estes são os primeiros dados necessários para começar a pensar em adaptação. Não se pode pensar em adaptação antes de imaginar nosso futuro sob a ótica do clima».

Jean Ometto, pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), também destacou a fundamentalidade das projeções para o cálculo de riscos. No entanto, ele lembrou que esses dados contêm incertezas, e a ciência busca fornecer informações cada vez mais claras, confiáveis e transparentes para apoiar o planejamento.

De acordo com Gilvan Sampaio, pesquisador do INPE responsável pela apresentação do painel, sua primeira versão implementa uma interface de navegação simples. O instituto está trabalhando na possibilidade de carregar dados climáticos por território e bioma. A plataforma também deverá incluir outras variáveis, como umidade relativa, vento e radiação. Sampaio acredita que essas informações serão importantes para pesquisadores, grupos de pesquisa e outros usuários, incluindo a população.

Durante a apresentação, Aloísio Melo, secretário de mudança climática do Ministério do Meio Ambiente, ligou esta iniciativa aos esforços do governo para transformar a adaptação climática em prioridade. Ele salientou a atualização do Plano Climático e o desenvolvimento de um plano de adaptação mais abrangente, estruturado em 16 planos setoriais e temáticos. Este trabalho visa superar vulnerabilidades socioeconômicas históricas agravadas pelas mudanças climáticas.

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Durante a manhã e após o meio-dia, o tempo estará nublado. À noite, espera-se que a grande quantidade de nuvens se mantenha.

Quanto à previsão para amanhã, quarta-feira (dia 28), espera-se sol com muitas nuvens, e possíveis chuvas fortes no período da tarde e à noite.

Este relatório foi gerado automaticamente usando dados fornecidos pelo Climatempo.

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As alterações climáticas estão modificando a disseminação de enfermidades infecciosas no território brasileiro. Um estudo conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que, no período entre 2006 e 2024, o número de microrregiões com níveis epidêmicos de dengue cresceu de 110 para 292.

Especialistas manifestam preocupação com os potenciais impactos de eventos climáticos extremos e o aumento das temperaturas em outras patologias, incluindo febre do Oropouche, leptospirose, hantavirose e infecções fúngicas.

Em 2024, o Rio Grande do Sul reportou quase 210 mil casos confirmados de dengue, resultando em 281 óbitos. Paralelamente, na Bahia, um estado com população estimada em cerca de 3 milhões de habitantes a mais, foram registrados aproximadamente 163 mil casos e 188 mortes.

O levantamento da Fiocruz indicou que 292 microrregiões, o que corresponde a 54% do país, apresentaram níveis epidêmicos da doença. O principal fator climático que melhor explicou o aumento da incidência a longo prazo foi a maior ocorrência de anomalias térmicas, ou seja, temperaturas significativamente distintas das usuais.

Pesquisadores advertem sobre a dificuldade de reverter essa expansão, afirmando que o processo de ampliação da área de transmissão da dengue parece ser irreversível. Eles argumentam que, após a introdução do vírus e do vetor, torna-se improvável retornar a um cenário sem transmissão.

O infectologista Celso Granato, que faz parte da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, esclarece que o calor afeta o comportamento do mosquito Aedes aegypti. Sob temperaturas elevadas, esses insetos necessitam consumir mais energia para voar e, consequentemente, alimentam-se com maior frequência.

Granato explica que, quando o calor é intenso, os mosquitos precisam bater as asas mais rapidamente para manter o voo, o que implica maior gasto energético e necessidade de picar mais vezes para se nutrir, aumentando assim a transmissão da doença.

A febre do Oropouche, que antes estava concentrada majoritariamente na Amazônia, causou mais de 12 mil infecções em 23 estados e no Distrito Federal durante 2024. Embora a ligação com as mudanças climáticas ainda esteja sob investigação, alterações nos padrões de chuva e temperatura, somadas à degradação ambiental, podem ter contribuído para sua expansão.

Eventos climáticos extremos também potencializam outras ameaças à saúde. Segundo Granato, a frequência de leptospirose aumentou consideravelmente após as inundações no Rio Grande do Sul. Adicionalmente, a hantavirose pode desencadear uma síndrome cardiopulmonar grave; desde 2016, o Brasil confirmou 530 casos e 212 mortes dessa doença, apresentando uma letalidade de 40%.

As modificações ambientais também podem beneficiar fungos capazes de prosperar em condições que antes eram desfavoráveis ao desenvolvimento de infecções humanas. Sarah Gonçalves Tavares, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), aponta que o aumento da temperatura é um dos fatores que impulsionam essa adaptação.

Um exemplo notório é a Candida auris, que demonstra resistência a altas temperaturas e consegue permanecer no meio ambiente por longos períodos. O primeiro registro brasileiro desta espécie ocorreu em 2020, na Bahia. Desde então, foram documentadas 24 ocorrências em 15 estados, todas em estabelecimentos de saúde. Nesses casos, 56 pacientes colonizados pelo fungo faleceram, e a letalidade atingiu 82% nos casos de infecção da corrente sanguínea, sendo o risco particularmente alto para indivíduos imunocomprometidos.

Outras preocupações incluem o Trichophyton indotineae, ligado a infecções cutâneas resistentes a antifúngicos, e o Aspergillus, que se beneficia de ambientes úmidos e quentes, podendo se propagar para novas áreas devido às alterações nos padrões de umidade e temperatura.

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Chuvas intensas estão se espalhando por partes do Centro-Oeste, Sudeste e Sul neste quinta-feira, dia 22, e devem persistir na sexta-feira, dia 23. Há expectativa de pancadas, trovoadas e risco de tempestades nessas áreas.

Enquanto a instabilidade se move pelo território nacional, as regiões Norte e Nordeste continuam sob predominância de calor. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está monitorando a possível formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.

A precipitação deve alcançar uma vasta faixa que se estende do Amazonas até o Rio Grande do Sul, abrangendo também Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A maneira como a intensidade e a distribuição das chuvas ocorrerão varia dependendo da localidade.

Nesta quinta-feira, foram emitidos avisos amarelos indicando potencial perigo de tempestades em áreas das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Para sexta-feira, o nível de alerta será elevado para laranja em partes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, assim como no sul de Mato Grosso do Sul.

A previsão para sexta-feira também aponta para a chance de surgimento de uma área de baixa pressão no leste da Argentina. Este sistema tende a seguir em direção ao Oceano Atlântico, podendo gerar um ciclone extratropical entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai.

A formação desse ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul e Uruguai pode intensificar a instabilidade na Região Sul a partir de sexta-feira (23), com os impactos sendo sentidos principalmente no sábado.

O calor permanece forte em diversas partes do país. Em Teresina, a temperatura máxima prevista é de 39 °C tanto para quinta quanto para sexta-feira. Em Palmas, os termômetros podem atingir 38 °C na sexta, e Cuiabá deve registrar 36 °C nos dois dias.

No Sudeste, a maior cobertura de nuvens e a ocorrência de chuva ajudam a moderar as temperaturas. São Paulo tem máxima prevista de 25 °C na quinta-feira e 24 °C na sexta. No Rio de Janeiro, a máxima pode chegar a 27 °C na sexta, valor igualado a Vitória. Já em Belo Horizonte, a máxima esperada é de 26 °C.

Na Região Sul, Curitiba enfrentará uma redução mais notável nas temperaturas: a previsão para sexta-feira indica uma mínima de 15 °C e uma máxima de apenas 16 °C.

Apesar do calor no interior do Nordeste, a baixa umidade exige atenção especial. Existem avisos amarelos relacionados a este risco em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia.

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