Governo estabelece novas regras para combater fraudes e golpes enviados por SMS
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Governo estabelece novas regras para combater fraudes e golpes enviados por SMS

O governo federal divulgou nesta quarta-feira (4) um conjunto de novas diretrizes destinadas a coibir golpes e fraudes realizadas através de mensagens de SMS. Essas medidas impõem às operadoras de telefonia a obrigação de registrar as empresas responsáveis pelo envio dessas mensagens e de bloquear qualquer SMS que seja enviado por códigos curtos não devidamente registrados.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será responsável por fiscalizar a aplicação destas normas, as quais devem ser implementadas em um prazo de até 90 dias, com a possibilidade de extensão desse período.

Uma das principais alterações introduzidas é a criação de um registro público que visa identificar as companhias encarregadas de disparar mensagens utilizando códigos curtos. Estes códigos são números de poucas cifras que funcionam como remetentes, como o exemplo "29222", em contraste com um número de telefone tradicional.

Na prática, essa alteração estabelece um sistema de controle rigoroso sobre quais empresas têm permissão para usar tais números no envio de comunicações aos celulares. Ao proibir o recebimento de SMS vindos de remetentes não listados no cadastro, as operadoras serão compelidas a barrar a entrega dessas mensagens.

Adicionalmente, cada código curto deve ser exclusivo de uma única empresa. A Anatel pode conceder exceções a essa regra se houver uma justificativa técnica apresentada.

As novas regulamentações também definem responsabilidades para as corporações envolvidas no reencaminhamento das mensagens. Tais empresas deverão implementar mecanismos de monitoramento automático para detectar campanhas suspeitas e quaisquer tentativas de falsificação da identidade do remetente.

A crescente preocupação com este tipo de fraude foi evidenciada por uma pesquisa conduzida em agosto pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O estudo intitulado Privacidade e Proteção de Dados Pessoais revelou que 71% dos entrevistados relataram ter sido alvo de abordagens fraudulentas via SMS.

Os aplicativos de mensagens foram citados por 84% dos participantes, enquanto as chamadas telefônicas apareceram em 79% dos relatos. Outros meios de comunicação também demonstraram alta incidência, conforme apontado.

De acordo com o Ministério das Comunicações, essas novas exigências representam uma resposta direta ao aumento dos golpes digitais, um fenômeno impulsionado tanto pela expansão dos serviços digitais quanto pela maior adoção desses serviços pela população. As regras foram formalmente publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu uma nova determinação exigindo que as operadoras de telefonia móvel impeçam o envio de mensagens SMS corporativas que sejam originadas por códigos curtos não registrados. Esta ação visa coibir esquemas fraudulentos que exploram identificadores que parecem legítimos, simulando instituições financeiras, companhias e órgãos governamentais.

Esta resolução faz parte de um novo conjunto de normas criado para enfrentar golpes por meio de mensagens falsas e foi oficializada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, dia 04/11. Além disso, as regulamentações impõem a necessidade de um registro público de remetentes e a utilização de sistemas automatizados para detectar atividades suspeitas. As operadoras terão um prazo de até 90 dias para colocar essas medidas em prática.

O foco principal da decisão recai sobre os chamados SMS A2P (Application-to-Person), que são mensagens enviadas por empresas diretamente aos consumidores. Este formato é amplamente empregado para disparar códigos de confirmação, notificações de compras, alertas bancários e outros tipos de comunicados.

Muitas dessas comunicações chegam utilizando códigos curtos, que são números de poucos dígitos exibidos no lugar de um número de telefone padrão. De acordo com as novas diretrizes, esses identificadores precisam estar obrigatoriamente ligados a empresas devidamente inscritas. Consequentemente, as operadoras deverão barrar a entrega de SMS corporativos provenientes de códigos que não constem no registro oficial.

É importante ressaltar que essa exigência não implica um bloqueio total de mensagens trocadas entre indivíduos. O propósito fundamental é possibilitar a identificação dos responsáveis pelos envios corporativos e agilizar o rastreamento de eventuais fraudes.

A administração desse cadastro pode ser delegada à ABR Telecom, entidade que atualmente gerencia os sistemas de portabilidade e roaming. A própria ABR Telecom já vinha se preparando desde janeiro para centralizar os contratos de numeração utilizados em serviços de mensagens no território brasileiro, conforme noticiado pelo Teletime na ocasião.

As novas regras da Anatel preveem a criação de um diretório centralizado, acessível ao público. Por meio dele, os consumidores poderão consultar qual empresa está associada a cada código curto empregado no envio de SMS. Cada identificador deve ser utilizado por uma pessoa jurídica, embora o compartilhamento possa ser permitido em circunstâncias excepcionais, desde que haja uma justificativa técnica apresentada à Anatel, momento em que todas as empresas envolvidas deverão constar no cadastro.

Segundo informações do TeleSíntese, o fato de um único código ser usado por múltiplos remetentes complica a localização da origem das mensagens e diminui a eficácia dos mecanismos de bloqueio. As prestadoras de serviço também serão obrigadas a implementar sistemas automáticos capazes de identificar volumes incomuns de envio, falsificação de remetentes e potenciais campanhas fraudulentas.

As obrigações estendem-se também às empresas que geram ou intermediam as mensagens. Tais empresas deverão confirmar a identidade de quem contrata o serviço, manter registros que permitam rastrear os envios e cooperar na investigação de fraudes.

Os prazos para cumprimento começam a contar a partir da data de publicação do despacho. Um cronograma específico foi estabelecido, que inclui a promoção de campanhas educativas pelas operadoras antes da abertura do cadastro, visando informar os usuários sobre como realizar a consulta. Embora as medidas possam dificultar ataques nos sistemas corporativos de mensagens, elas não eliminam todas as formas de ameaça. O smishing, que é uma variação de phishing via SMS, permite que criminosos induzam vítimas a acessar páginas falsas para fornecer dados pessoais ou bancários. Ademais, existem golpes que utilizam antenas clandestinas para simular redes de telefonia, fazendo com que as mensagens cheguem aos dispositivos sem passar pelos canais convencionais das operadoras. Por essa razão, a simples inclusão de um código curto no cadastro não assegura que toda mensagem enviada por ele será segura.

A Anatel monitorará a implementação destas providências e deverá receber um relatório detalhado sobre os resultados do plano de combate às fraudes em um prazo máximo de 180 dias.

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Uma vulnerabilidade foi descoberta no aplicativo Telegram para o sistema operacional Android, que permitia que invasores executassem código arbitrário no dispositivo da vítima após ela atender uma chamada de voz. Este problema foi identificado pela empresa de segurança NebuSec e corrigido na versão do aplicativo 12.10.4.

A vulnerabilidade afetava versões do aplicativo no intervalo de 8.6.2 a 12.10.3 e estava ativa no período de março de 2022 a setembro de 2026. Para garantir a proteção, recomenda-se aos usuários verificar se estão usando a versão corrigida ou uma mais recente.

A causa do erro residia no processo de processamento de mensagens usadas para configurar e exibir o status das chamadas. Quando tal mensagem não continha todos os campos esperados, o código acessava incorretamente uma área específica da memória do dispositivo.

A NebuSec demonstrou a capacidade de execução de código durante uma chamada privada atendida em um telefone com processador ARM64. No material de vídeo publicado pela empresa, observou-se o fechamento do Telegram, o aparecimento da tela principal do dispositivo com a mensagem «HACKED BY NEBUSEC» (que significa «hackeado por NebuSec»).

Entre as características e limitações definidas pela empresa, foi observado que para verificar a versão instalada, o usuário deve acessar as configurações do Telegram e verificar o número na parte inferior da página. A versão 12.10.4 corrige essa falha.

Embora os aplicativos usem uma biblioteca comum para chamadas de voz e vídeo, a correção já havia sido integrada nos códigos das versões para iPhone e computador antes de chegar ao Android.

Em 29 de outubro, a vulnerabilidade ainda não possuía um identificador CVE, usado para catalogar vulnerabilidades de segurança. A publicação The Hacker News relatou que contatou o Telegram e a NebuSec com perguntas sobre a aplicação desta vulnerabilidade em ataques reais e sobre a escala do código executável no dispositivo.

Inicialmente, a publicação sobre esta vulnerabilidade apareceu no recurso Olhar Digital.

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