Rafael Câmara estreia na Haas em Interlagos; Toyota confirma retorno do Celica ao WRC
Leia mais
FlatOut
flatout.com.br

Rafael Câmara estreia na Haas em Interlagos; Toyota confirma retorno do Celica ao WRC

Rafael Câmara fará sua estreia na equipe Haas antes do cronograma previsto. Embora inicialmente contratado para a temporada de 2027 da Fórmula 1, o piloto brasileiro participará da próxima etapa em Interlagos, que ocorrerá neste fim de semana. A Haas oficializou essa mudança ontem (3).

A alteração no plano ocorreu devido a um desentendimento entre Esteban Ocon e o chefe de equipe, Ayao Komatsu, durante o Grande Prêmio do México. Como consequência dessa discussão, Ocon foi retirado prematuramente da Haas, e o piloto reserva, Ryo Hirakawa, assumiu seu lugar a partir do terceiro treino livre.

Esta será a primeira vez desde 2016 que dois pilotos brasileiros estarão no grid da F1 em Interlagos, época em que Felipe Massa (Williams) e Felipe Nasr (Sauber) competiam pelo campeonato. A Haas também confirmou a presença de Rafael Câmara no Grande Prêmio de Las Vegas, agendado para o dia 22. Contudo, nas duas corridas mais recentes da temporada — os GPs do Catar e de Abu Dhabi —, o pernambucano já possui compromissos com as finais da Fórmula 2, que serão realizadas em uma rodada dupla nos mesmos fins de semana. Atualmente líder do campeonato, Câmara opta por concentrar-se em conquistar o título da F2 enquanto aguarda sua vaga definitiva na Haas.

Toyota confirma retorno do Celica ao WRC

O Toyota Celica, que transcende o status de mero clássico de rua ou ícone do Gran Turismo, possui uma longa história no WRC. Na década de 1990, as versões GT-Four (ST165, ST185 e ST205) renderam à montadora quatro títulos no Campeonato Mundial de Pilotos (em 1990 e 1992 com Carlos Sain, 1993 com Juha Kankkunen e 1994 com Didier Auriol) e dois no Mundial de Construtores (em 1993 e 1994). Agora, ele retorna à competição.

A Toyota confirmou que seu próximo concorrente no WRC será um novo Celica, que fará sua estreia na temporada de 2027, competindo ao lado do GR Yaris. Ambos os modelos estão passando pelas fases finais de homologação para o novo regulamento do campeonato, que será implementado a partir do próximo ano. De acordo com o site Motorsport.com, o novo Celica será pilotado por Elfyn Evans, Oliver Solberg e Sami Pajari, enquanto o GR Yaris contará com Ott Tänak, Takamoto Katsuta e Kalle Rovanperä.

As imagens de protótipos fotografados e filmados há meses, que se assemelham cada vez mais a um esportivo de motor central-traseiro, sugerem ser a versão preliminar do novo Celica. Entretanto, isso não esclarece o futuro dos novos esportivos de rua da Toyota, visto que tanto o retorno do Celica quanto um novo MR-2 têm gerado especulações recentemente. A fabricante não confirma nem nega nada, apenas sugere que ambos os carros podem se concretizar em um futuro próximo.

Vendas de Outubro e Lançamentos Automotivos

Analisando o ranking de vendas de outubro, pode-se notar que a Fiat Strada mantém a liderança no mercado brasileiro, como tem ocorrido nos últimos meses. No entanto, observando posições inferiores, destaca-se o BYD Dolphin Mini, que ultrapassou o Fiat Argo e o Volkswagen Polo, dois dos veículos mais populares do país.

Em outubro, a Strada assegurou a liderança geral pelo décimo mês consecutivo, com 14.566 emplacamentos. O segundo lugar foi ocupado pelo Hyundai HB20, que subiu da 11ª posição em setembro para registrar 9.037 unidades, representando um aumento de 43,1% em apenas um mês. A maior transformação veio com o BYD Dolphin Mini, que alcançou a terceira posição com 8.432 emplacamentos, superando ligeiramente o Fiat Argo (8.331 unidades) e ampliando a distância para o Volkswagen Polo, que caiu da vice-liderança para o quinto lugar, com 8.125 unidades. Este é um feito relevante para um veículo elétrico introduzido no Brasil há menos de três anos, que agora compete diretamente com hatches compactos a combustão, historicamente os modelos de maior volume no mercado nacional.

O restante do ranking demonstra a evolução do mercado. Entre os dez mais vendidos, aparecem três SUVs: o Volkswagen T-Cross (sexto, com 7.567 unidades), o VW Tera (sétimo, com 7.489) e o Toyota Yaris Cross (que encerrou o ranking com 6.243 emplacamentos). Também figuraram o Chevrolet Onix (7.016 unidades) e o Renault Kwid (6.346 unidades). No total, foram registrados 253.298 automóveis e comerciais leves novos em outubro, o que representa uma redução de 5,3% em comparação com setembro, mas um aumento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os veículos eletrificados corresponderam a 24,4% desse volume, e as marcas chinesas atingiram 22,7% de participação. A BYD, isoladamente, emplacou 24.114 veículos, o que equivale a 9,5% do mercado. Ou seja, quase um em cada dez veículos novos vendidos no Brasil em outubro era um BYD.

Por fim, uma correção importante: interpretações anteriores sobre a liderança da BYD nas vendas de varejo como indicativo de compra majoritariamente particular não podem ser feitas apenas com esses dados. Segundo a Fenabrave, a distinção entre vendas de varejo e vendas diretas não depende do perfil do comprador, mas sim de quem emite a nota fiscal. Quando a nota é emitida pela fabricante, a transação é classificada como venda direta, mesmo que mediada por uma concessionária. Nos demais casos, é considerada venda de varejo. Ambas as modalidades podem envolver compradores com CPF ou CNPJ. Portanto, a liderança da BYD no varejo não permite afirmar que seus carros sejam comprados predominantemente por pessoas físicas, assim como o volume de vendas diretas não revela quantos veículos foram destinados a locadoras, frotistas ou compradores individuais; para isso, seria necessário conhecer o perfil dos compradores, e não apenas o canal de faturamento.

Pagani Huayra 70 Anima é Revelado com V12 Biturbo e Câmbio Manual

Há sempre um profundo respeito pela Pagani, pois a fabricante é uma das principais responsáveis pela popularização da fibra de carbono em supercarros, e seu criador, Horacio Pagani, é um exemplo de fidelidade aos seus ideais. A Pagani segue suas próprias diretrizes na fabricação de seus veículos, mantendo essa tradição, e trabalha em estreita colaboração com os clientes para personalizar cada unidade, garantindo que nenhum Pagani seja idêntico ao outro do mesmo modelo. Isso configura o conceito de tailor made.

Neste contexto, o último dos Huayra 70 — um trio de carros construídos sob medida para celebrar os 70 anos de Horacio Pagani — foi apresentado ontem (3). A mera existência deste veículo é notável: mesmo com a Pagani produzindo o Utopia, seu sucessor, o Huayra ainda demonstra capacidade técnica. Seu conjunto mecânico reflete princípios e personalidade: o motor é o conhecido V12 biturbo, derivado da Mercedes-AMG, com seis litros de deslocamento, gerando 862 cv a 6.000 rpm e 112,2 kgfm de torque. O câmbio é manual, de sete marchas, da marca Xtrac, e a tração é traseira, equipada com diferencial autoblocante mecânico, sem motores elétricos.

O chassi adota a configuração clássica do Huayra, incluindo suspensão por braços triangulares sobrepostos, amortecedores com ajuste eletrônico nas quatro rodas, freios de carbono-cerâmica com pinças Brembo, e rodas imponentes de 20 polegadas na frente e 21 polegadas atrás, utilizando pneus Pirelli P Zero Trofeo R 265/30 e 335/25, respectivamente. A Pagani demonstra saber construir um supercarro extremamente refinado, que certamente demanda um piloto habilidoso se o objetivo for utilizá-lo em vez de mantê-lo em um ambiente climatizado.

É impossível ignorar o estilo do carro. Naturalmente, o Huayra é um veículo rebuscado e, em certa medida, exagerado, o que faz parte de sua essência; quem busca elegância e discrição deve procurar a concorrência ou desistir de um supercarro. No caso específico do Huayra 70 Anima, o nível de ostentação pode ser excessivo. A combinação de cores azul sobre azul, os frisos cromados (tanto na carroceria quanto na cabine) e o revestimento em couro branco evidenciam que o proprietário gosta de chamar a atenção e não deseja ser comparado a outros donos de Huayra. No entanto, como mencionado anteriormente, parte do charme de possuir um Pagani reside na possibilidade de escolher cada detalhe do acabamento.

O Huayra 70 Anima lembra alguns relógios da Jacob & Co., aqueles peças grandiosas com estilo não convencional, frequentemente inspiradas em superesportivos, que às vezes apresentam réplicas em miniatura de motores V12 operando junto com o calibre. São complicações impressionantes, envoltas em caixas dignas de alta joalheria, mas tudo é muito chamativo, beirando o vulgar. Admira-se e respeita-se a arte, mas não se pode dizer que é bonito no sentido estrito da palavra. Contudo, o conjunto mecânico merece destaque: V12 biturbo, câmbio manual, tração traseira e ausência de motores elétricos. É nisso que reside a importância.

Cadillac Pode Vender Equipe de Fórmula 1 Após Apenas Uma Temporada

A Cadillac investiu mais de US$ 1 bilhão para ingressar na Fórmula 1 em 2026, mas parece que os proprietários da equipe já estão cogitando a venda do empreendimento, e potencialmente por um valor superior ao investido. Segundo uma matéria do Sportico, publicada na segunda-feira (2), o empresário Mark Walter, controlador da TWG Global, está avaliando a venda de sua participação na equipe por um valor mínimo de US$ 3 bilhões. Além disso, já existem pelo menos sete potenciais compradores interessados.

A equipe Cadillac é administrada pela TWG Motorsports, uma divisão do grupo de Walter que também gerencia operações como a Andretti Global e a Wayne Taylor Racing. A General Motors atua como sócia e fornece o nome Cadillac ao projeto, embora a distribuição exata das participações nunca tenha sido divulgada. Assim, os US$ 3 bilhões referem-se à avaliação da equipe completa, e não necessariamente ao valor que Walter receberia pela sua cota.

Este valor é notável porque a Cadillac ainda está em sua primeira temporada na Fórmula 1 e enfrenta desafios para se estabelecer competitivamente. A operação demandou cerca de US$ 450 milhões apenas para compensar outras equipes pela entrada de um novo participante no campeonato, somado a um investimento inicial de pelo menos US$ 1 bilhão na infraestrutura de competição, instalações e desenvolvimento. Apesar disso, a avaliação proposta por Walter aproxima-se da média das equipes de Fórmula 1, que atingiu US$ 3,42 bilhões em 2025.

Histórias semelhantes

Volkswagen Tukan deve chegar no início de 2027 com quatro versões, enquanto Nissan adapta motor V6 biturbo ao Datsun 240Z
Leia mais
flatout.com.br

Volkswagen Tukan deve chegar no início de 2027 com quatro versões, enquanto Nissan adapta motor V6 biturbo ao Datsun 240Z

A Volkswagen Tukan, a aguardada picape monobloco da montadora, finalmente obteve uma data de lançamento. Ricardo Ploguer, vice-presidente de Desenvolvimento de Produto da Volkswagen América do Sul, informou em um evento realizado na Alemanha que o veículo será introduzido no começo de 2027.

No Brasil, a Tukan será oferecida em quatro configurações: duas de cabine dupla e duas de cabine simples. Quando foi exposta em Barretos (SP), a picape foi vista nas variantes Extreme, com cabine dupla e acabamento superior, e Robust, focada em trabalho, caracterizada por para-choques sem pintura e rodas de aço estampadas sem calotas.

Durante o mesmo evento na Alemanha, a Volks também apresentou a Tukan Magnet, sua opção de cabine dupla mais econômica. Comparada à Extreme, esta versão Magnet elimina a pintura preta brilhante na grade e substitui as rodas de 17 polegadas por um conjunto de 16 polegadas. O modelo exibido possuía retrovisores na cor da carroceria, estribos laterais e iluminação LED frontal, embora não tenha sido confirmado se esses itens serão de série ou opcionais.

A nomenclatura da versão intermediária de cabine simples, que fica acima da Robust, ainda não foi oficializada pela Volkswagen, apesar de exemplares vistos em testes ostentarem o emblema “Iron”. Até o momento, a imprensa só teve acesso ao exterior da Tukan, deixando o design do painel como um mistério. Contudo, dado que a picape utiliza a plataforma MQB-A0, compartilhada com o Tera, T-Cross e Nivus, espera-se uma arquitetura interna similar.

Em relação à mecânica, não há detalhes completos, mas sabe-se que a VW Tukan debutará com um sistema híbrido-leve de 12V, destinado às versões mais caras, enquanto a Tukan Robust deve manter o motor 1.6 MSI da Saveiro.

Possibilidade de elétrico chinês no Brasil

Continuando o tema do evento da Volkswagen na Alemanha, a fabricante mencionou a possibilidade de firmar uma parceria com empresas chinesas para introduzir um modelo elétrico mais acessível no mercado brasileiro. O objetivo seria competir diretamente com o BYD Dolphin Mini, um dos principais impulsionadores dos veículos elétricos de entrada no país.

Outras marcas já estão se movimentando nesse setor: especula-se que a Chevrolet trará o Wuling Bingo Pro sob o nome Joy EV, e a Stellantis avalia entre os modelos A05 e B03X da Leapmotor para criar seu próprio elétrico de entrada no Brasil.

Para a Volkswagen, as chances de colaboração residem em suas atuais parcerias na China, como Saic, FAW e JAC. Duas dessas empresas possuem laços com o Brasil: a Saic auxiliou no desenvolvimento do VW Taos (derivado do VW Tharu chinês) e forneceu a plataforma usada na futura Amarok; e a FAW está envolvida no projeto do futuro VW Taos híbrido, previsto para 2028 no Brasil. A conexão com a JAC, por enquanto, é limitada à China, mas é relevante, pois eles são responsáveis por toda a linha de elétricos construídos sobre a plataforma MEB vendida pela Volks na China.

Embora o projeto ainda esteja em fases iniciais de desenvolvimento e a solução final não esteja definida, o plano é que ele esteja pronto e disponível para venda nos próximos dois anos.

Nissan adapta motor V6 biturbo do Z ao Datsun 240Z clássico

A Nissan apresentará no SEMA, em Las Vegas, uma releitura do primeiro Z, o Datsun 240Z, lançado originalmente em 1969. Este projeto, denominado Datsun S30 Concept, foi desenvolvido em colaboração com Chris Forsberg, tricampeão da Formula Drift, unindo a carroceria clássica do esportivo ao conjunto mecânico do Nissan Z contemporâneo.

O motor de seis cilindros em linha original foi substituído pelo V6 VR30DDTT de três litros e duplo turbo do Z moderno. Este motor foi equipado com turbos Garrett PMAX, admissão e intercooler Nismo, e foi acoplado ao câmbio manual de seis velocidades do novo Z, que inclui embreagem de disco duplo e diferencial autoblocante Nismo R200. A potência exata do conjunto não foi divulgada, mas o motor original do Z atinge 400 cv (405 cv) na versão padrão.

Além do motor, o S30 recebeu melhorias na suspensão, incluindo ajustes, novas barras estabilizadoras e geometria revisada, além de direção modificada e freios Wilwood com pinças de seis pistões na frente e quatro na traseira. A carroceria manteve as proporções originais, mas recebeu capô, para-lamas, para-choques e tampa traseira em fibra de carbono, juntamente com rodas forjadas Nismo de 17 polegadas. O interior conta com bancos de competição OMP, instrumentos analógicos e volante esportivo.

O Datsun S30 Concept será exibido junto a outros dois projetos da Nissan para o SEMA: um Z preparado para a categoria SCCA Touring 2 e um Sentra Spec-V de 300 cv com câmbio manual e componentes de competição.

BAIC confirma B30 híbrido para o Brasil em 2027

A BAIC, fabricante chinesa que iniciou suas operações no Brasil em agosto com os elétricos Arcfox T1 e T5, confirmou o lançamento de seu primeiro modelo híbrido no país, o B30. Este SUV, inspirado em designs robustos como Defender/Wrangler e com foco off-road, está programado para chegar entre março e abril de 2027.

Conhecido como BJ30 em outros mercados, o veículo possui 4,73 metros de comprimento, 2,82 metros de distância entre eixos e 220 mm de altura livre do solo. Seu sistema de propulsão combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, um em cada eixo, utilizando uma transmissão DHT de duas marchas. A fabricante anuncia uma potência total de 409 cv somando os três motores, mas ainda não especificou a potência combinada efetiva do conjunto. De acordo com os dados da fábrica, ele consegue acelerar de zero a 100 km/h em 6,9 segundos.

A BAIC também está trabalhando com a Bosch no desenvolvimento de uma versão híbrida flex para o mercado brasileiro, mas esta só deve ser lançada em 2028. Futuramente, a marca planeja introduzir o B60, um SUV maior que utilizará propulsão elétrica complementada por um motor a combustão atuando como extensor de autonomia. Os valores de venda ainda não foram divulgados.

Alpine não descarta motor a combustão para o novo A110

É comum que fabricantes anunciem novos esportivos como totalmente elétricos, prometendo replicar a experiência de um carro a combustão. Após a reação do público, algumas empresas reconsideram, optando por manter o motor tradicional. A Alpine é o foco dessa discussão.

A empresa francesa havia sinalizado anteriormente que a próxima geração do A110 seria exclusivamente elétrica. No entanto, parece que a companhia levou em conta o feedback dos entusiastas, que consideraram um desperdício transformar um carro tão bem desenhado, como o visto no Salão de Paris, em um veículo movido apenas a bateria.

Philippe Krief, chefe global da Alpine, e Nicola Burnside, diretora da marca no Reino Unido, afirmaram que a fabricante não descartou a possibilidade de incluir um motor a combustão na estrutura do novo carro, visando facilitar sua comercialização em diversos mercados globais. Em entrevista ao TopGear.com, Burnside esclareceu que a nova arquitetura da marca, chamada APP (Alpine Performance Platform), foi concebida para oferecer flexibilidade. Embora a marca esteja totalmente comprometida com o lançamento inicial elétrico, acreditando que isso pode elevar o patamar do esportivo, ela enfatizou que não está fechando nenhuma porta.

Caso o caminho 100% elétrico seja seguido, a engenharia garante a manutenção da leveza e agilidade que definiram o cupê. Burnside confirmou que o novo A110 elétrico terá peso máximo de 1.500 kg e manterá a baixa posição de condução do modelo atual, graças a um arranjo que distribui as baterias entre a frente e a traseira ao redor do motorista, prevenindo a sensação de estar sobre um bloco pesado. Adicionalmente, a plataforma APP foi projetada para suportar vários tipos de carroceria (como conversíveis e versões 2+2) e configurações de motor únicas na traseira ou duplas.

A executiva convidou os críticos mais rigorosos a testarem o modelo a bateria antes de emitirem juízos, resumindo a meta da fabricante francesa para o futuro: “Minha visão é que sejamos a marca elétrica de escolha para os petrolheads”.

Rubinho voltará a Interlagos com Williams; BMW revela compacto inédito e novidades automotivas
Leia mais
flatout.com.br

Rubinho voltará a Interlagos com Williams; BMW revela compacto inédito e novidades automotivas

Rubens Barrichello, conhecido como Rubinho, retornará ao cockpit do Williams FW33 em Interlagos. Este carro, com o qual ele finalizou sua carreira na Fórmula 1 em 2011, será utilizado no dia 8 de novembro, antes da largada do GP de São Paulo, sob a iniciativa chamada Volta Histórica.

Este evento faz parte das celebrações dos 45 anos de carreira de Rubinho e conta com o patrocínio da ALE Combustíveis. O piloto terá cerca de dez minutos de pista com o Williams, que estará equipado com o motor Cosworth V8 aspirado de 2,4 litros.

A escolha deste veículo carrega um significado particular, visto que Rubinho disputou sua última corrida de F1 no GP do Brasil de 2011, terminando em 14º lugar com a FW33. Naquela temporada, a Williams obteve apenas cinco pontos no campeonato. Embora ele tenha tentado retornar ao grid em 2012 e chegado perto de competir no GP do Brasil de 2014 pela Caterham, problemas financeiros da equipe impediram esse retorno.

Ao anunciar o evento, Rubinho expressou que não imaginava que seria seu último adeus em Interlagos em 2011, afirmando: “Eu não achava que seria o último adeus quando saudei meu público em Interlagos em 2011. E ainda bem que não foi”. Ele prometeu acelerar intensamente, dizendo: “Quero rasgar a reta de Interlagos com vocês”.

BMW revela Série 3 E36 Compact de quatro portas que nunca foi produzido

Um protótipo funcional de uma variante de quatro portas do BMW Série 3 E36 Compact, que nunca entrou em produção, foi revelado pela BMW Classic. Essa novidade intrigou, pois a ideia inicial era de um hatchback de duas portas com o estilo do sedã E36 e tração traseira.

O exemplar mostrado, da variante 316i, era o modelo mais básico, equipado com um motor de quatro cilindros de 1,6 litro e 102 cv. Diferentemente de simplesmente adicionar duas portas a um E36 Compact, este projeto partiu de um sedã, cujo porta-malas foi encurtado e recebeu a tampa traseira do hatchback.

A construção do carro apresentava características incomuns, como o console central que possuía comandos para os vidros das quatro portas, enquanto os traseiros utilizavam manivela. A BMW, aparentemente, estava testando proporções e formas, optando por criar um carro funcional em vez de uma maquete. Originalmente, o veículo deveria ser verde «Boston Green», mas acabou recebendo a pintura vermelha «Hellrot».

O motivo principal para o Série 3 E36 Compact nunca ter sido fabricado foi o alto custo de produção. A BMW buscava minimizar gastos no hatchback, chegando a usar componentes da geração E30, como a suspensão traseira por braços semi-arrastados e grande parte do interior.

Alfa Romeo: “hora de acabar com as telas nos carros”

A Alfa Romeo aderiu ao movimento que defende o fim das telas sensíveis ao toque nos veículos. Segundo Alejandro Mesonero-Romanos, chefe de design da marca desde 2021, a indústria exagerou nesse aspecto e é hora de reavaliar essa tendência.

O projetista declarou à Autocar que havia uma «guerra por centímetros de tela», o que não fazia sentido, pois as telas já haviam se tornado excessivamente grandes e estavam dominando o design do painel. Ele também levantou a questão da durabilidade, prevendo que essas telas ficariam obsoletas e caras em poucos anos.

Em resposta, o conceito Cuorerosso, supervisionado por Mesonero-Romanos, eliminou uma central multimídia convencional. Em seu lugar, há apenas uma pequena tela no console central que se oculta quando não está em uso, compartilhando espaço com controles físicos reais.

Outro destaque do carro é o painel de instrumentos, que reinterpretou o conceito tradicional italiano de dois mostradores circulares, o cannochiale. Estes mostradores são digitais e podem se reorganizar para formar uma única tela, exibindo somente as informações essenciais sem causar distração. Mesonero-Romanos manifestou o desejo de dirigir à noite com um único cannochiale iluminado em vermelho.

Pneus com sensores podem reduzir espaço de frenagem

A tecnologia Cyber Tyre, apresentada pela Pirelli em 2019, consistia em um pneu com sensor capaz de comunicar-se com os sistemas eletrônicos do carro. Testes realizados pela revista britânica evo, em pista molhada, demonstraram que um carro equipado com o Cyber Tyre necessitou de 5,7 metros a menos para parar de aproximadamente 110 km/h, comparado a um carro com pneus equivalentes, mas sem o sistema conectado.

O diferencial do Cyber Tyre não é apenas o monitoramento de pressão; cada pneu contém um sensor interno que coleta dados como pressão, temperatura, desgaste, carga e nível de aderência. Essas informações são transmitidas em tempo real para a central eletrônica do veículo, que utiliza algoritmos da Pirelli para ajustar o funcionamento do ABS, do controle de estabilidade e do controle de tração conforme as condições imediatas do pneu.

Isso supera uma limitação dos sistemas atuais, que operam com calibrações mais genéricas. Com o sensor eletrônico, o carro identifica precisamente o pneu utilizado, suas condições e seu nível de aderência, permitindo intervenções mais precisas em vez de apenas reagir à perda de tração. Segundo a evo, a melhora foi notada tanto na frenagem quanto no comportamento em curvas molhadas, onde o carro manteve a trajetória por mais tempo antes de apresentar subesterço.

Ram 2500 ganha nova versão topo de linha

A Ram 2500 recebeu uma nova versão de ponta no Brasil, a Laramie Night Edition. Esta versão se destaca por seu apelo estético escurecido, substituindo elementos cromados por acabamentos mais sóbrios, como frisos da grade, capas dos retrovisores, estribos laterais, rodas de 18 polegadas e emblemas. Os para-choques também são pintados na cor da carroceria.

Para conferir um aspecto mais robusto, o capô passou a incluir uma entrada de ar central, dando um toque esportivo à frente do veículo. Esse tratamento escuro se estende ao interior, onde bancos, painel, volante e portas são revestidos em couro preto. Os equipamentos permanecem idênticos aos da Ram 2500 Laramie, incluindo central multimídia de 12 polegadas com pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, painel digital de 12,3 polegadas, câmeras externas de 360 graus, pacote ADAS completo, bancos dianteiros ventilados e aquecidos com ajustes elétricos e ar-condicionado dual-zone.

O conjunto mecânico não sofre alterações, mantendo o turbodiesel Cummins de 6,7 litros, que gera 436 cv e 148,7 kgfm de torque, acoplado ao câmbio ZF TorqueFlite de oito marchas. O sistema de tração oferece opções 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida, e os freios são compostos por discos ventilados com pistão duplo e pinças flutuantes. A capacidade de carga é de 1.287 kg, e o reboque máximo atinge 8.948 kg.

Por ser essencialmente um pacote estético, a Ram 2500 Laramie Night Edition não apresenta um aumento exorbitante de preço, custando R$ 10.000 a mais que a Laramie padrão, totalizando R$ 569.990 contra R$ 559.990 da versão comum.

Gunther Werks cria Porsche 911 de 872 cv em homenagem a Martin Brundle

Martin Brundle, conhecido no Brasil como rival de Ayrton Senna na Fórmula 2 inglesa, acumulou uma vasta carreira, competindo em 158 GPs de Fórmula 1, conquistando o título mundial de endurance e vencendo as 24 Horas de Le Mans. Atualmente, ele é reconhecido por suas entrevistas no grid de largada da Fórmula 1.

Em homenagem a ele, a Gunther Werks produziu um Porsche 911 de 872 cv. O projeto especial foi desenhado pela própria filha de Brundle, Charlie Brundle, que é designer automotiva e já colaborou com McLaren, Aston Martin e Jaguar Land Rover.

O veículo, denominado Gunther Werks Brundle Edition Turbo, baseia-se no Porsche 993, mas com um aumento de deslocamento para 4,0 litros e a adição de dois turbos, resultando em 872 cv e 84,4 kgfm. Ele possui câmbio manual de seis marchas e tração traseira. O 911 Brundle foi aprimorado com suspensão independente por braços triangulares sobrepostos, freios de carbono-cerâmica Brembo, aerodinâmica modificada com asa traseira ajustável e rodas de magnésio forjado. Martin Brundle participou do ajuste da suspensão e dos modos Sport e Track.

Charlie cuidou da estética, criando uma pintura perolizada bicolor inspirada no capacete do pai. O nome Brundle substitui o logotipo Porsche na traseira, e as iniciais MB estão gravadas nos assentos de fibra de carbono. Há também referências à carreira do piloto no acabamento interno, incluindo um capacete Bell com a mesma pintura, autografado por Brundle. No painel, Charlie inseriu uma frase recorrente de seu pai: «The most important bit of the car is the nut holding the steering wheel».

Serão fabricados apenas cinco unidades do Brundle Edition Turbo. A Gunther Werks ainda não divulgou o valor, mas, dado que outros 911 modificados da empresa superam US$ 1.000.000, espera-se um preço elevado.

Popular