Rafael Câmara fará sua estreia na equipe Haas antes do cronograma previsto. Embora inicialmente contratado para a temporada de 2027 da Fórmula 1, o piloto brasileiro participará da próxima etapa em Interlagos, que ocorrerá neste fim de semana. A Haas oficializou essa mudança ontem (3).
A alteração no plano ocorreu devido a um desentendimento entre Esteban Ocon e o chefe de equipe, Ayao Komatsu, durante o Grande Prêmio do México. Como consequência dessa discussão, Ocon foi retirado prematuramente da Haas, e o piloto reserva, Ryo Hirakawa, assumiu seu lugar a partir do terceiro treino livre.
Esta será a primeira vez desde 2016 que dois pilotos brasileiros estarão no grid da F1 em Interlagos, época em que Felipe Massa (Williams) e Felipe Nasr (Sauber) competiam pelo campeonato. A Haas também confirmou a presença de Rafael Câmara no Grande Prêmio de Las Vegas, agendado para o dia 22. Contudo, nas duas corridas mais recentes da temporada — os GPs do Catar e de Abu Dhabi —, o pernambucano já possui compromissos com as finais da Fórmula 2, que serão realizadas em uma rodada dupla nos mesmos fins de semana. Atualmente líder do campeonato, Câmara opta por concentrar-se em conquistar o título da F2 enquanto aguarda sua vaga definitiva na Haas.
Toyota confirma retorno do Celica ao WRC
O Toyota Celica, que transcende o status de mero clássico de rua ou ícone do Gran Turismo, possui uma longa história no WRC. Na década de 1990, as versões GT-Four (ST165, ST185 e ST205) renderam à montadora quatro títulos no Campeonato Mundial de Pilotos (em 1990 e 1992 com Carlos Sain, 1993 com Juha Kankkunen e 1994 com Didier Auriol) e dois no Mundial de Construtores (em 1993 e 1994). Agora, ele retorna à competição.
A Toyota confirmou que seu próximo concorrente no WRC será um novo Celica, que fará sua estreia na temporada de 2027, competindo ao lado do GR Yaris. Ambos os modelos estão passando pelas fases finais de homologação para o novo regulamento do campeonato, que será implementado a partir do próximo ano. De acordo com o site Motorsport.com, o novo Celica será pilotado por Elfyn Evans, Oliver Solberg e Sami Pajari, enquanto o GR Yaris contará com Ott Tänak, Takamoto Katsuta e Kalle Rovanperä.
As imagens de protótipos fotografados e filmados há meses, que se assemelham cada vez mais a um esportivo de motor central-traseiro, sugerem ser a versão preliminar do novo Celica. Entretanto, isso não esclarece o futuro dos novos esportivos de rua da Toyota, visto que tanto o retorno do Celica quanto um novo MR-2 têm gerado especulações recentemente. A fabricante não confirma nem nega nada, apenas sugere que ambos os carros podem se concretizar em um futuro próximo.
Vendas de Outubro e Lançamentos Automotivos
Analisando o ranking de vendas de outubro, pode-se notar que a Fiat Strada mantém a liderança no mercado brasileiro, como tem ocorrido nos últimos meses. No entanto, observando posições inferiores, destaca-se o BYD Dolphin Mini, que ultrapassou o Fiat Argo e o Volkswagen Polo, dois dos veículos mais populares do país.
Em outubro, a Strada assegurou a liderança geral pelo décimo mês consecutivo, com 14.566 emplacamentos. O segundo lugar foi ocupado pelo Hyundai HB20, que subiu da 11ª posição em setembro para registrar 9.037 unidades, representando um aumento de 43,1% em apenas um mês. A maior transformação veio com o BYD Dolphin Mini, que alcançou a terceira posição com 8.432 emplacamentos, superando ligeiramente o Fiat Argo (8.331 unidades) e ampliando a distância para o Volkswagen Polo, que caiu da vice-liderança para o quinto lugar, com 8.125 unidades. Este é um feito relevante para um veículo elétrico introduzido no Brasil há menos de três anos, que agora compete diretamente com hatches compactos a combustão, historicamente os modelos de maior volume no mercado nacional.
O restante do ranking demonstra a evolução do mercado. Entre os dez mais vendidos, aparecem três SUVs: o Volkswagen T-Cross (sexto, com 7.567 unidades), o VW Tera (sétimo, com 7.489) e o Toyota Yaris Cross (que encerrou o ranking com 6.243 emplacamentos). Também figuraram o Chevrolet Onix (7.016 unidades) e o Renault Kwid (6.346 unidades). No total, foram registrados 253.298 automóveis e comerciais leves novos em outubro, o que representa uma redução de 5,3% em comparação com setembro, mas um aumento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os veículos eletrificados corresponderam a 24,4% desse volume, e as marcas chinesas atingiram 22,7% de participação. A BYD, isoladamente, emplacou 24.114 veículos, o que equivale a 9,5% do mercado. Ou seja, quase um em cada dez veículos novos vendidos no Brasil em outubro era um BYD.
Por fim, uma correção importante: interpretações anteriores sobre a liderança da BYD nas vendas de varejo como indicativo de compra majoritariamente particular não podem ser feitas apenas com esses dados. Segundo a Fenabrave, a distinção entre vendas de varejo e vendas diretas não depende do perfil do comprador, mas sim de quem emite a nota fiscal. Quando a nota é emitida pela fabricante, a transação é classificada como venda direta, mesmo que mediada por uma concessionária. Nos demais casos, é considerada venda de varejo. Ambas as modalidades podem envolver compradores com CPF ou CNPJ. Portanto, a liderança da BYD no varejo não permite afirmar que seus carros sejam comprados predominantemente por pessoas físicas, assim como o volume de vendas diretas não revela quantos veículos foram destinados a locadoras, frotistas ou compradores individuais; para isso, seria necessário conhecer o perfil dos compradores, e não apenas o canal de faturamento.
Pagani Huayra 70 Anima é Revelado com V12 Biturbo e Câmbio Manual
Há sempre um profundo respeito pela Pagani, pois a fabricante é uma das principais responsáveis pela popularização da fibra de carbono em supercarros, e seu criador, Horacio Pagani, é um exemplo de fidelidade aos seus ideais. A Pagani segue suas próprias diretrizes na fabricação de seus veículos, mantendo essa tradição, e trabalha em estreita colaboração com os clientes para personalizar cada unidade, garantindo que nenhum Pagani seja idêntico ao outro do mesmo modelo. Isso configura o conceito de tailor made.
Neste contexto, o último dos Huayra 70 — um trio de carros construídos sob medida para celebrar os 70 anos de Horacio Pagani — foi apresentado ontem (3). A mera existência deste veículo é notável: mesmo com a Pagani produzindo o Utopia, seu sucessor, o Huayra ainda demonstra capacidade técnica. Seu conjunto mecânico reflete princípios e personalidade: o motor é o conhecido V12 biturbo, derivado da Mercedes-AMG, com seis litros de deslocamento, gerando 862 cv a 6.000 rpm e 112,2 kgfm de torque. O câmbio é manual, de sete marchas, da marca Xtrac, e a tração é traseira, equipada com diferencial autoblocante mecânico, sem motores elétricos.
O chassi adota a configuração clássica do Huayra, incluindo suspensão por braços triangulares sobrepostos, amortecedores com ajuste eletrônico nas quatro rodas, freios de carbono-cerâmica com pinças Brembo, e rodas imponentes de 20 polegadas na frente e 21 polegadas atrás, utilizando pneus Pirelli P Zero Trofeo R 265/30 e 335/25, respectivamente. A Pagani demonstra saber construir um supercarro extremamente refinado, que certamente demanda um piloto habilidoso se o objetivo for utilizá-lo em vez de mantê-lo em um ambiente climatizado.
É impossível ignorar o estilo do carro. Naturalmente, o Huayra é um veículo rebuscado e, em certa medida, exagerado, o que faz parte de sua essência; quem busca elegância e discrição deve procurar a concorrência ou desistir de um supercarro. No caso específico do Huayra 70 Anima, o nível de ostentação pode ser excessivo. A combinação de cores azul sobre azul, os frisos cromados (tanto na carroceria quanto na cabine) e o revestimento em couro branco evidenciam que o proprietário gosta de chamar a atenção e não deseja ser comparado a outros donos de Huayra. No entanto, como mencionado anteriormente, parte do charme de possuir um Pagani reside na possibilidade de escolher cada detalhe do acabamento.
O Huayra 70 Anima lembra alguns relógios da Jacob & Co., aqueles peças grandiosas com estilo não convencional, frequentemente inspiradas em superesportivos, que às vezes apresentam réplicas em miniatura de motores V12 operando junto com o calibre. São complicações impressionantes, envoltas em caixas dignas de alta joalheria, mas tudo é muito chamativo, beirando o vulgar. Admira-se e respeita-se a arte, mas não se pode dizer que é bonito no sentido estrito da palavra. Contudo, o conjunto mecânico merece destaque: V12 biturbo, câmbio manual, tração traseira e ausência de motores elétricos. É nisso que reside a importância.
Cadillac Pode Vender Equipe de Fórmula 1 Após Apenas Uma Temporada
A Cadillac investiu mais de US$ 1 bilhão para ingressar na Fórmula 1 em 2026, mas parece que os proprietários da equipe já estão cogitando a venda do empreendimento, e potencialmente por um valor superior ao investido. Segundo uma matéria do Sportico, publicada na segunda-feira (2), o empresário Mark Walter, controlador da TWG Global, está avaliando a venda de sua participação na equipe por um valor mínimo de US$ 3 bilhões. Além disso, já existem pelo menos sete potenciais compradores interessados.
A equipe Cadillac é administrada pela TWG Motorsports, uma divisão do grupo de Walter que também gerencia operações como a Andretti Global e a Wayne Taylor Racing. A General Motors atua como sócia e fornece o nome Cadillac ao projeto, embora a distribuição exata das participações nunca tenha sido divulgada. Assim, os US$ 3 bilhões referem-se à avaliação da equipe completa, e não necessariamente ao valor que Walter receberia pela sua cota.
Este valor é notável porque a Cadillac ainda está em sua primeira temporada na Fórmula 1 e enfrenta desafios para se estabelecer competitivamente. A operação demandou cerca de US$ 450 milhões apenas para compensar outras equipes pela entrada de um novo participante no campeonato, somado a um investimento inicial de pelo menos US$ 1 bilhão na infraestrutura de competição, instalações e desenvolvimento. Apesar disso, a avaliação proposta por Walter aproxima-se da média das equipes de Fórmula 1, que atingiu US$ 3,42 bilhões em 2025.


