Atrapos: Residência de verão projetada na Ilha de Antíparos com integração paisagística
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Atrapos: Residência de verão projetada na Ilha de Antíparos com integração paisagística

O projeto Atrapos, uma residência de verão localizada na Ilha de Antíparos, apresenta curvas sinuosas que seguem um antigo trajeto agrícola, alinhando-se com as curvas de nível naturais do terreno. Conforme o desenho desce suavemente pela encosta, as variações de corte organizam o interior, resultando em uma moradia de pavimento único que se insere progressivamente em uma configuração semissubterrânea.

O conceito de curva em formato de «S» integra duas características contrastantes do local: um promontório voltado para fora na parte sudoeste do lote, que proporciona vistas amplas para o mar, e uma encosta voltada para dentro, direcionada para o vale abaixo. Este promontório serve como ponto de reunião para as áreas sociais integradas, enquanto a encosta interna abriga os dormitórios particulares e as dependências para hóspedes.

O design visa restaurar o perfil natural do terreno e utiliza paisagismo para que a construção pareça quase desaparecer, devolvendo a paisagem ao seu estado original o máximo possível. A maior parte dos espaços externos adjacentes à estrutura, sejam eles cobertos parcialmente ou protegidos por pérgolas, está contida no volume principal, evitando a necessidade de construções extras. Esses espaços funcionam como reentrâncias na colina, criando nichos que quebram a linha curva da fachada.

Internamente, um corredor de circulação simples e reto liga as zonas de convívio aos aposentos privados. Cada ambiente possui acesso autônomo tanto ao exterior quanto às vistas panorâmicas. A ventilação cruzada é garantida pelo pátio de entrada principal e por poços de luz localizados na parte traseira da casa, sendo potencializada pelas reentrâncias angulares que aumentam a área da parede da fachada.

Adicionalmente, um caminho secundário acompanha a cobertura vegetal e desce por uma escadaria na extremidade da fachada, oferecendo acesso independente às casas de hóspedes e à piscina. Mais adiante na encosta, este percurso se reconecta ao antigo caminho agrícola e, finalmente, desce até o vale antes de alcançar a praia. O termo atrapos significa um caminho sinuoso, derivado do grego «ατραπός».

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O layout final segue uma lógica já utilizada em outros empreendimentos residenciais do escritório, onde os caminhos de circulação entre os ambientes são projetados como passarelas cobertas, mas abertas nas laterais, dispensando esquadrias ou paredes. Essa característica visa estender a experiência de convivência entre o interior e o exterior da edificação.

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O projeto prevê a localização da garagem e da entrada no nível da rua. Abaixo, são distribuídos três níveis, conectados por uma caixa de comunicação vertical (escada e elevador): o nível -1 inclui cozinha, sala de estar e sala de jantar; o nível -2 é destinado aos quartos; e o nível -3 está no mesmo nível da piscina e contém uma sala de estudo, banheiro e lavanderia, garantindo conexão visual com a área aquática.

Uma plataforma de concreto que cobre a saída para o jardim ao longo de toda a extensão da cozinha estabelece uma ligação com a rua. Esta plataforma permite a circulação desimpedida de pedestres e veículos, liberando o jardim da necessidade de rampas sinuosas e íngremes, ao mesmo tempo que preserva a vegetação existente.

Cada patamar da casa é equipado com um terraço que expande o espaço interno, permitindo desfrutar da beleza natural da paisagem e de uma panorâmica de 180 graus de leste a oeste.

Em conclusão, a arquitetura cumpre a tarefa de se integrar o mais discretamente possível ao meio ambiente e utilizar a paisagem sem fazer alterações na própria estrutura. O volume energético, expressivo e preciso afirma-se no terreno, contrastando com o concreto aberto.

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A concepção da casa baseia-se no desejo de criar uma conexão contínua entre arquitetura, topografia e paisagem. O edifício foi projetado em três níveis escalonados, que seguem as linhas naturais do relevo do local.

Ao ser dividido em volumes separados, a casa se adapta à encosta íngreme. Essa abordagem permite minimizar a necessidade de escavações e manter uma relação harmoniosa com o meio ambiente.

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