Embraer vende cargueiro KC-390 à Grécia, tornando-se o sétimo país europeu a adquirir a aeronave brasileira
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Embraer vende cargueiro KC-390 à Grécia, tornando-se o sétimo país europeu a adquirir a aeronave brasileira

A Embraer conquistou mais um cliente militar no continente europeu. O Ministério da Defesa Nacional da Grécia formalizou um contrato nesta segunda-feira (dia 2) para a aquisição de três aeronaves KC-390 Millennium, o cargueiro militar fabricado pela empresa brasileira, com uma opção adicional para mais três unidades.

A entrega da primeira unidade está prevista para ocorrer na Força Aérea Grega em 2027, e todas as três aeronaves deverão estar operacionais até o ano de 2030.

Este negócio foi concretizado através de um acordo governamental entre Grécia e Portugal. Portugal, que já utiliza o KC-390, oferecerá apoio aos gregos em áreas como treinamento, logística e assistência técnica.

O governo português liberou recursos estimados em R$ 3,6 bilhões (equivalente a 589,9 milhões de euros) para esta operação, valor que abrange os três aviões equipados com sistemas de guerra eletrônica, além do suporte e treinamento necessários.

Os novos KC-390 substituirão os modelos C-130 Hércules atualmente empregados pela Força Aérea Grega. Este modelo, produzido pela americana Lockheed Martin, realizou seu primeiro voo em 1954. Com a introdução da aeronave brasileira, a Grécia consegue expandir sua capacidade de transporte tático e de reabastecimento em voo, facilitando assim operações conjuntas com parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A Grécia se torna o sétimo país europeu a optar pelo KC-390, somando-se a Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca e Suécia. Além disso, a Grécia é membro do sexto da Otan. Internacionalmente, o KC-390 já foi adotado por Brasil, Coreia do Sul, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e Colômbia.

Para a Força Aérea Brasileira (FAB), entidade para a qual o avião foi originalmente desenvolvido, há um total de 19 unidades contratadas.

As especificações do KC-390 incluem uma capacidade de carga de até 26 toneladas, uma velocidade de cruzeiro de até 870 km/h e a aptidão para operar em pistas curtas, não pavimentadas ou improvisadas. Suas funcionalidades abrangem o transporte de tropas e suprimentos, o lançamento de paraquedistas, missões humanitárias, evacuação aeromédica, combate a incêndios e ações de busca e salvamento.

Adicionalmente, munido de um kit de instalação rápida, o cargueiro possui a capacidade de funcionar como avião-tanque, fornecendo combustível a outras aeronaves enquanto estas estão em voo.

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De acordo com informações de três fontes próximas à situação, a maior companhia aérea indiana, IndiGo, está discutindo a possibilidade de adquirir 100 aeronaves regionais do fabricante brasileiro Embraer, com uma opção potencial por mais 50 unidades. Este pode se tornar um dos maiores pedidos feitos ao fabricante brasileiro.

Fontes que pediram anonimato enfatizaram que as negociações estão em estágio inicial e o negócio ainda não está garantido. Além disso, elas observaram que o modelo da aeronave ainda não foi definido e o volume final do pedido pode mudar. Estima-se que quaisquer entregas possam começar não antes de 2030.

Este volume de aeronaves em discussão tornou-se público pela primeira vez. Não houve respostas imediatas aos pedidos de comentários da IndiGo e da Embraer.

A venda bem-sucedida de 100 aeronaves pode custar bilhões de dólares nos preços base, embora tais negócios frequentemente incluam descontos. Anteriormente, a Embraer promoveu suas aeronaves regionais entre companhias aéreas indianas e fechou um acordo não vinculativo este ano com a Adani Defence & Aerospace para estudar a possibilidade de estabelecer uma linha de montagem final de modelos mais antigos E175-E1 na Índia, que acomodam até 88 passageiros.

A empresa também fabrica modelos maiores, E190-E2 e E195-E2, equipados com motores mais modernos e econômicos, capazes de transportar de 114 a 146 passageiros, respectivamente.

Vantagem para a Embraer

Um negócio bem-sucedido será um grande sucesso para a Embraer no terceiro maior mercado de aviação interno do mundo, onde as companhias aéreas estão expandindo suas frotas para aproveitar a demanda de longo prazo por transporte aéreo.

Atualmente, a Star Air, uma pequena companhia aérea regional, é a única empresa indiana a operar aeronaves Embraer. Em março, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, informou à Reuters que o plano de estabelecer uma linha de montagem na Índia depende de pedidos de pelo menos 200 aeronaves, e que as aeronaves montadas na Índia podem ser entregues a partir de 2028, caso os pedidos sejam feitos até o final deste ano.

O pedido à Embraer permitirá que a IndiGo aumente o número de rotas para áreas regionais, além de substituir alguns seus ATRs turboélice, o que dará a possibilidade de oferecer mais assentos em destinos existentes.

O CEO da IndiGo, Billy Walsh, que assumiu a liderança em agosto, declarou que a IndiGo expandirá os voos de longa distância sem sacrificar seu negócio de transporte curto de baixo custo. A empresa planeja aumentar sua frota para cerca de 600 aeronaves até 2030, subindo de 442 em setembro. A frota é composta principalmente por aeronaves estreitas da Airbus, mas a frota também inclui 44 ATRs turboélice.

Gol Linhas Aéreas encerrará voos diretos entre Rio Branco e Porto Velho após dois meses de operação
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A Gol Linhas Aéreas planeja interromper a operação de voos diretos que ligavam Rio Branco a Porto Velho, Rondônia, pouco mais de dois meses depois que a rota foi retomada. A empresa informou ao g1 que o último voo nesta ligação deve acontecer durante o mês de novembro, embora uma data precisa ainda não tenha sido definida.

Além disso, a companhia anunciou que a rota entre Rio Branco e Manaus (AM) será descontinuada a partir de fevereiro de 2027. As decisões sobre o encerramento das rotas são tomadas com base na quantidade de passagens que já foram comercializadas.

Artur de Andrade, consultor de comunicação da Gol, esclareceu que a revisão da malha aérea ocorre devido ao crescimento nos custos associados ao combustível. Contudo, a empresa ressalvou que não descarta a possibilidade de reintroduzir as rotas caso haja demanda suficiente.

De acordo com a declaração de Artur de Andrade, a interrupção das rotas se deve aos aumentos contínuos no custo do combustível de aviação (QAV), que duplicou e corresponde a aproximadamente 40% dos gastos operacionais da Companhia. Por essa razão, a Gol está realizando ajustes nas rotas, o que implica em redução ou suspensão de serviços em certos trechos.

O término dos voos diretos entre a capital do Acre e Porto Velho ocorreu cerca de dois meses após a Gol anunciar o retorno desse trecho, que havia sido suspenso desde agosto de 2020. Uma pesquisa realizada pelo g1 nas três empresas que atuam no estado não encontrou voos diretos para Rondônia.

A Gol orientou os passageiros que compraram passagens diretamente com a companhia sobre como proceder: eles podem reagendar suas viagens, solicitar crédito ou pedir reembolso através da Central de Atendimento 0300-115-2121. Artur acrescentou que, caso o passageiro não aceite as opções oferecidas, ele pode optar por manter um crédito na companhia ou solicitar o estorno.

Para clientes cujos bilhetes foram adquiridos utilizando milhas, a gestão das reservas deve ser feita diretamente com a Smiles, pelo número 11 991 824 233. Aqueles que compraram passagens por meio de agências devem entrar em contato com a agência vendedora.

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