Estudo aponta que dieta rica em potássio auxilia no controle da pressão alta, juntamente com a redução de sal
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Estudo aponta que dieta rica em potássio auxilia no controle da pressão alta, juntamente com a redução de sal

Embora a diminuição do consumo de sal seja amplamente conhecida como medida essencial para prevenir e gerenciar a hipertensão, devido ao fato de o excesso de sódio elevar o risco cardiovascular, novas evidências indicam que a ingestão inadequada de potássio também pode estar ligada ao surgimento da hipertensão.

Um artigo recentemente publicado no The American Journal of Clinical Nutrition compilou e analisou os dados existentes sobre o assunto, reforçando a necessidade de considerar ambos os minerais conjuntamente nas diretrizes nutricionais. Os pesquisadores afirmam que elevar a quantidade de potássio pode auxiliar no controle da pressão arterial, sobretudo quando combinado com a limitação do consumo de sódio.

O mecanismo pelo qual o potássio influencia a pressão arterial é multifacetado. Um desses processos envolve os rins, que auxiliam no gerenciamento da quantidade de sódio e fluidos no corpo. Com maior disponibilidade de potássio na dieta, os rins tendem a excretar mais sódio pela urina. Isso resulta em menor retenção de sódio e, consequentemente, menor retenção de água, o que contribui para diminuir a pressão exercida sobre os vasos sanguíneos.

Adicionalmente, o potássio age diretamente nos vasos, promovendo seu relaxamento e auxiliando na regulação do tônus vascular, ou seja, o nível de contração das artérias. Tais mecanismos explicam o efeito do mineral sobre a pressão arterial, algo já conhecido pela comunidade científica. O cardiologista Weimar Kunz Sebba Barroso, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, explica que a recomendação de cortar o sódio é uma tática clássica e consolidada no tratamento não medicamentoso da hipertensão, assim como o aumento da ingestão de potássio já faz parte das orientações nutricionais há muitos anos, direta ou indiretamente.

Para aumentar a ingestão de potássio, sugere-se priorizar alimentos frescos como frutas, vegetais e leguminosas. A suplementação, contudo, não é aconselhada como prática de rotina apenas para baixar a pressão, devendo ser reservada para casos específicos após avaliação individual.

Outra opção mencionada é o uso de sal light, onde parte do cloreto de sódio do sal comum é trocada por sais de potássio. Barroso comenta que estudos clínicos comprovaram que substituir parcialmente o cloreto de sódio por sais de potássio pode ajudar a reduzir a pressão arterial, citando que a Unidade de Hipertensão Arterial da Universidade Federal de Goiás realiza pesquisas sobre essa intervenção.

No entanto, o especialista adverte que o sal light não deve ser consumido sem moderação. É crucial utilizá-lo em quantidade igual ou inferior à do sal tradicional, visto que seu menor poder de temperar pode levar a um aumento compensatório do consumo, anulando o benefício esperado. Além disso, não adianta consumir mais alimentos ricos em potássio se o consumo de sódio permanecer alto; portanto, ambas as abordagens devem ser complementares no controle da hipertensão.

Apesar dos benefícios do potássio, a recomendação de aumentar sua ingestão não é universal e precisa ser personalizada. Para a maioria das pessoas com hipertensão e função renal preservada, aumentar o potássio através da dieta é seguro e pode beneficiar o controle pressórico.

O maior cuidado deve ser direcionado aos pacientes com doença renal crônica, principalmente em fases mais avançadas. Visto que os rins são responsáveis pela eliminação do excesso de potássio, a falha renal pode causar seu acúmulo no sangue, condição conhecida como hipercalemia. Weimar Barroso alerta que, nesses indivíduos, a orientação deve levar em conta a função renal, os níveis do mineral no sangue e os medicamentos em uso, pois tanto o excesso quanto a deficiência de potássio podem gerar riscos, incluindo alterações no ritmo cardíaco.

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Estudo científico aponta que cascas e partes descartadas de frutas e vegetais são mais ricas em fibras
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Estudo científico aponta que cascas e partes descartadas de frutas e vegetais são mais ricas em fibras

Existe um debate sobre se consumir as cascas de frutas e vegetais traz benefícios à saúde, e um novo estudo reforça essa hipótese. Partes como cascas, sementes e talos são frequentemente jogadas fora após o consumo de frutas e vegetais, mas algumas pessoas já suspeitavam que esses resíduos poderiam ser mais nutritivos que a polpa.

A pesquisa, divulgada no periódico científico International Journal of Food Sciences and Nutrition, demonstrou que, de fato, as cascas, sementes e talos contêm uma concentração de fibras superior às partes habitualmente ingeridas dessas plantas.

Um grupo de cientistas do King’s College London iniciou uma análise focada no conteúdo de fibras de doze tipos de frutas e vegetais, incluindo abóbora, kiwi, melancia, brócolis, pimentão, abacaxi, alho-poró, funcho, couve, aipo, couve-flor e beterraba. O objetivo era quantificar e comparar a quantidade de fibras tanto nas porções mais consumidas quanto nas partes geralmente descartadas, como cascas, sementes e talos.

Os resultados da investigação indicaram que, em dez dos doze alimentos testados, as porções não consumidas apresentaram um teor de fibras mais elevado. Um exemplo notável foi o abacaxi, onde a casca e o miolo possuíam aproximadamente 450% mais fibras em comparação com a polpa. Na abóbora, as sementes e a casca registraram 9,25 gramas de fibra a cada 100 gramas, enquanto a polpa continha apenas 2 gramas.

Aproveitar essas partes alimentares através de uma abordagem denominada pelos próprios autores como “da raiz à ponta” (root-to-tip) tem o potencial de elevar consideravelmente a ingestão de fibras pela população. Este aspecto é particularmente relevante visto que uma parcela significativa das pessoas não atinge a meta diária recomendada de fibras. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) revelam que 68% dos brasileiros consomem fibras insuficientes.

Contudo, um obstáculo reside no fato de que essas partes de frutas e vegetais tendem a ser duras, difíceis de mastigar e, frequentemente, não possuem um sabor muito palatável quando consumidas cruas. Por essa razão, os pesquisadores sugerem que essas partes possam ser incorporadas em receitas, sendo raladas, trituradas, assadas ou utilizando outros métodos de preparo. Além dos ganhos nutricionais potenciais, essa prática também pode contribuir para a diminuição do desperdício de alimentos e, no contexto de restaurantes, reduzir os custos operacionais das cozinhas.

Os autores concluíram que, embora subprodutos de frutas e vegetais já tenham sido estudados para aumentar o teor de fibras, o nível de fibras em muitos componentes “da raiz à ponta” ainda é desconhecido. Eles afirmam que tais achados sugerem que o consumo “da raiz à ponta” pode promover uma maior ingestão de fibras alimentares, ao mesmo tempo em que ajuda a reduzir o desperdício de alimentos.

Estudo aponta que dieta vegana pode auxiliar no controle de peso, dependendo da qualidade dos alimentos
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Estudo aponta que dieta vegana pode auxiliar no controle de peso, dependendo da qualidade dos alimentos

Pesquisa científica publicada em agosto no periódico JAMA Network Open indicou que uma alimentação vegana com baixo teor de gordura, baseada em frutas, vegetais, grãos, feijões e excluindo ingredientes de origem animal, demonstrou ser benéfica para a perda de peso.

O estudo consistiu em um ensaio clínico envolvendo 244 adultos com sobrepeso, que foram divididos em dois grupos: um seguiu um protocolo vegano e o outro manteve sua dieta habitual. Nenhum dos grupos teve metas estabelecidas de restrição calórica. Após um período de 16 semanas, os participantes que consumiram exclusivamente vegetais (com gordura controlada) apresentaram perda de peso, ao passo que o outro grupo não registrou essa mudança.

Análise dos resultados e composição alimentar

Um dos motivos apontados para este resultado é que o cardápio vegano forneceu itens de baixa densidade energética, ou seja, alimentos que possuem menor quantidade de calorias por grama. Isso permitiu que os participantes consumissem porções maiores, resultando em menor ingestão calórica geral.

Carlos Minanni, endocrinologista do Einstein Hospital Israelita, ressalta que a conclusão do estudo não é que a dieta vegana automaticamente causa emagrecimento, mas sim que o sucesso depende da qualidade e da composição dos alimentos selecionados.

Marcela Worcemann, nutricionista especializada em alimentação plant based pela Sociedade Vegetariana Brasileira, aponta que há evidências de que esse modelo de pesquisa pode ajudar a manter a sensação de saciedade, auxiliando no controle do apetite. Ela destaca que alimentos de baixa densidade energética são frequentemente ricos em fibras e água, características típicas dos vegetais.

Worcemann esclarece que este conceito não se relaciona diretamente com o valor nutricional, visto que existem ingredientes nutritivos com alta ou baixa densidade energética que devem fazer parte de uma rotina saudável, inclusive durante o emagrecimento. Ela cita azeite de oliva, castanhas e sementes como exemplos de alimentos de alta densidade, aconselhando que a atenção deva ser dada à quantidade consumida devido à alta concentração calórica em pequenas porções.

Minanni alerta que a simples exclusão de carnes, ovos e laticínios não garante uma alimentação saudável, pois é possível montar uma dieta vegana baseada em doces, frituras, salgadinhos, massas refinadas, bebidas açucaradas, álcool e biscoitos.

Adicionalmente, ele menciona que certos produtos com selo plant-based, como iogurtes, análogos de queijo e hambúrgueres, podem ser considerados ultraprocessados e conter altos níveis de gordura, sal e aditivos, reforçando a necessidade de leitura atenta dos rótulos.

Recomendações para uma dieta vegetal equilibrada

O endocrinologista sugere que, no contexto brasileiro, é factível estruturar uma alimentação majoritariamente vegetal utilizando alimentos simples e culturalmente acessíveis, como a combinação de arroz e feijão, que oferece proteína de alta qualidade, juntamente com frutos nativos, verduras, legumes, tubérculos e raízes como a mandioca.

A nutricionista enfatiza que a variedade no prato é crucial, pois quanto mais colorido for, melhor, ajudando a prevenir deficiências nutricionais. Ela afirma que dietas veganas bem planejadas podem ser nutricionalmente adequadas em qualquer fase da vida, desde que as escolhas alimentares sejam criteriosas, assim como em qualquer outro padrão alimentar.

A vitamina B12 exige atenção especial e, quando necessário, deve ser suplementada sob orientação profissional, pois ela é importante para a função cerebral e concentração. O aporte proteico, essencial para a manutenção muscular, pode ser obtido através do consumo adequado de leguminosas, feijões, sementes, castanhas e cereais como a aveia.

Leguminosas, sementes, castanhas e alguns cereais também fornecem ferro, mineral vital para várias funções corporais. Para otimizar a absorção deste ferro vegetal, recomenda-se combiná-lo com fontes de vitamina C, como os cítricos, embora alguns casos possam necessitar de suplementação, o que deve ser determinado após avaliação clínica e exames laboratoriais, segundo Minanni.

O cálcio é outro nutriente que demanda cuidado, apesar de muitos vegetais serem fontes desse micronutriente. Exemplos incluem brócolis, gergelim, soja e seus derivados, como o tofu, além de bebidas fortificadas.

Por fim, Marcela Worcemann conclui que o veganismo transcende apenas a alimentação, sendo um conceito abrangente que visa não explorar animais em nenhuma área, seja na vestimenta, cosméticos, entretenimento ou alimentação.

Como incorporar dezenas de vegetais e frutas na dieta semanal, segundo nova orientação de saúde
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Como incorporar dezenas de vegetais e frutas na dieta semanal, segundo nova orientação de saúde

Uma nova diretriz de saúde ganhou destaque nos últimos dois anos, sucedendo a recomendação de caminhar 10 mil passos diários e o consumo de cinco porções de frutas e vegetais diariamente. Atualmente, a orientação sugere que se incluam 30 tipos de alimentos de origem vegetal na alimentação semanal.

Essa tendência fundamenta-se em um estudo realizado em 2018, que demonstrou que indivíduos que relatavam consumir pelo menos 30 categorias de vegetais por semana apresentavam uma microbiota intestinal mais diversa em comparação com aqueles que consumiam menos de dez tipos. Pesquisas subsequentes reforçaram que a adoção de uma dieta rica em variedade vegetal pode otimizar a composição da microbiota intestinal, trazendo benefícios conhecidos como a diminuição de processos inflamatórios e o aumento da longevidade e qualidade de vida.

Inicialmente, a ideia de consumir 30 tipos de vegetais por semana pareceu assustadora e quase inatingível, levantando receios sobre a necessidade de preparar saladas complexas em todas as refeições e sobre a gestão da grande quantidade de fibras. Contudo, após uma semana de prática, o autor relatou que foi surpreendentemente simples, superando a meta e consumindo 51 tipos de alimentos vegetais.

Mais vegetais, maior a diversidade de microrganismos

Não há uma obrigatoriedade estrita de atingir exatamente 30 tipos de vegetais. Rob Knight, diretor do Centro de Inovação em Microbioma da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, liderou a pesquisa que popularizou esta sugestão. Segundo Knight, o número 30 não possui uma justificativa específica, visto que poucos participantes do estudo ultrapassavam essa marca. O pesquisador ressalta que pessoas que consomem 20 ou 25 variedades também podem colher benefícios similares para a saúde, sendo que os maiores ganhos são notados em quem possui uma dieta pouco variada; se a variedade já for razoável, o aumento adicional não trará benefícios tão expressivos.

A recomendação de 30 tipos de vegetais transformou-se em um tipo de desafio, onde cada alimento distinto pontua um ponto. Os itens são categorizados em seis grupos: frutas, verduras e legumes, cereais integrais, leguminosas (como feijão, lentilha e grão-de-bico), castanhas e sementes, e ervas e especiarias. Chá, café e chocolate também são contabilizados, pois todos contêm substâncias benéficas, como antioxidantes.

Federica Amati, pesquisadora de nutrição do Imperial College de Londres, no Reino Unido, surpreendeu ao notar que as especiarias fazem parte desta lista. Ela aponta que estudos indicam que adicionar uma combinação de temperos às refeições pode gerar alterações mensuráveis na microbiota intestinal em apenas 48 horas. Algumas fontes sugerem atribuir um quarto de ponto a cada chá, café ou erva consumida. Amati explica que pequenas modificações alimentares podem alterar rapidamente o que ela denomina de «ecossistema de microrganismos» intestinal, mas para que os efeitos sejam duradouros, é crucial manter a variedade ao longo do tempo. Além disso, Amati destaca que este conselho estimula o consumo de alimentos além dos mais usuais, como maçã, pepino e pimentão. Estudos científicos indicam que o baixo consumo de cereais integrais, castanhas e sementes figura entre os principais fatores de risco para mortalidade precoce.

Embora consumir tantos alimentos diferentes possa representar um custo elevado, especialmente para quem adquire muitos produtos frescos, o autor conseguiu conciliar ingredientes frescos com itens de despensa e produtos congelados durante sua experiência.

Minha semana com mais de 30 vegetais

Durante o período experimental, o café da manhã manteve a rotina de aveia deixada de molho durante a noite, complementada com sementes de chia e iogurte, mas houve variação nas frutas adicionadas. Devido à escassez de tempo para o almoço, optou-se por sanduíches ou sobras do jantar anterior, o que auxiliou na prevenção de desperdício. O jantar, por sua vez, exigiu maior planejamento, focando em não repetir ingredientes e priorizando receitas que incorporassem uma boa diversidade de vegetais, embora mantendo um estilo culinário familiar.

Na segunda-feira, o jantar consistiu em um tagine de grão-de-bico, uma receita rápida e saborosa retirada do BBC Good Food, enriquecido com ervilhas para aumentar a fibra. Os vegetais consumidos naquele dia incluíram aveia, mirtilo, sementes de chia, repolho, ervilha, grão-de-bico, cuscuz, tomate, cebola e uva-passa, além de diversas especiarias contadas como um único item.

Na terça-feira, Selena Wu, nutricionista do King's College de Londres, no Reino Unido, aconselha a inclusão de fibras através de castanhas ou sementes nos cereais matinais, ou servindo um sanduíche acompanhado de salada, como foi feito no almoço. O jantar foi uma salada de quinoa com lentilha verde, aspargos e salmão grelhado. Os vegetais consumidos nesse dia foram framboesa, tangerina, maçã, quinoa, brócolis, espinafre, aspargo, limão, alho e cebolinha.

Quarta-feira trouxe um curry, uma receita frequente, mas experimentou-se uma versão nova, adicionando batata-doce e pimentão vermelho, servido com vagem. A família apreciou, e o prato utilizou uma variedade considerável de especiarias. Os itens consumidos incluíram café, banana, castanha-de-caju, leite de coco, batata-doce, vagem e arroz integral, além de pimentão vermelho.

Na quinta-feira, estando próximo da meta de 30 vegetais, o foco permaneceu na máxima variação dos ingredientes dentro do plano estabelecido. Foi preparada uma sopa simples e rápida com cebola, alho, cenoura, lentilha e batata-doce, acompanhada de pão de fermentação natural e salada. Um milk-shake saudável de banana congelada, com cacau em pó e castanha-de-caju, também foi feito. Os vegetais registrados foram chá, cacau em pó, castanha-de-caju, sementes de abóbora, lentilha vermelha e rúcula.

Na sexta-feira, tornou-se mais desafiador encontrar alimentos inéditos, dado que cada item só podia ser contado uma vez. Apesar disso, frutas, verduras e legumes continuaram sendo incluídos, mesmo havendo repetição. O acompanhamento das ervas e especiarias também foi complicado. O dia foi dedicado a tacos, cujo recheio foi feito com feijão-preto e carne moída, utilizando abacates maduros para um bom guacamole e molho de tomate. Os vegetais consumidos foram tortilhas integrais de trigo, pepino, feijão-preto, abacate e coentro fresco.

Sábado, devido à correria, foi escolhido um macarrão salteado com tempeh, um produto de soja cozida e fermentada, embora pudesse ter sido usada outra proteína. Os filhos não aprovaram o prato, e o preparo do tempeh gerou um leve amargor, levando a um segundo macarrão mais simples. Os itens consumidos foram manga desidratada, amendoim, tempeh, azeitona, acelga chinesa, minimilho e sementes de gergelim.

Domingo, com a disposição para experimentar receitas novas diminuindo, decidiu-se usar o forno para a maior parte do preparo, fazendo frango assado com legumes na mesma assadeira, acompanhado de salada. Conseguiu finalizar a semana sem precisar ir ao supermercado, aproveitando o que restava na geladeira, como berinjela, abobrinha e batata, além de sobrecoxas de frango descongeladas. Os vegetais do dia foram cenoura, berinjela, abobrinha e batata.

Mudanças que vieram para ficar

Ao final da semana, o total alcançado foi de aproximadamente 51 tipos de vegetais. O aspecto mais difícil foi a organização do cardápio e a preparação de pratos distintos após um dia exaustivo, mas espera-se que isso se torne mais fácil com a repetição das receitas. Houve também um excedente de comida, o que assegurou almoços saudáveis no dia seguinte, e o consumo de petiscos foi reduzido, evitando restaurantes e gerando economia. Até os filhos, geralmente exigentes, experimentaram mais alimentos novos.

O mais surpreendente foi descobrir que não era necessária uma preparação tão intensa; com as refeições habituais, já seria possível chegar perto dos 30 pontos. É notável como, ao considerar café, chá, chocolate, especiarias e cereais integrais, o número de tipos de vegetais atinge rapidamente os 30, desde que a base alimentar já seja saudável. No entanto, o autor pretende manter a variação dos ingredientes comprados semanalmente e buscar formas de integrar mais vegetais nas refeições, mantendo seu estoque de castanhas e sementes para uso contínuo.

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