O ChatGPT está expandindo sua presença no mercado de buscas online. De acordo com a OpenAI, o chatbot já processa um volume de consultas equivalente a um quinto do total registrado pelo Google. Essa declaração sinaliza o avanço da ferramenta como uma alternativa aos métodos tradicionais de pesquisa, apesar de ainda haver uma diferença considerável entre as duas plataformas.
Adam Fry, responsável pelo produto de consumo do ChatGPT, apresentou esse dado durante um evento da OpenAI realizado na segunda-feira (2). Ele esclareceu que a empresa define uma busca como qualquer solicitação feita pelo usuário que resulte em uma pesquisa na web, excluindo perguntas simples, como pedir a definição de um termo ou instruções sobre como realizar algo.
Embora a empresa não tenha especificado a fonte utilizada para comparar o volume de pesquisas do ChatGPT com o do Google, ela está focada em ir além da simples resposta a perguntas. A OpenAI também está desenvolvendo funcionalidades de pesquisa mais dinâmicas e visuais dentro do ChatGPT.
Essa nova abordagem é denominada pela companhia como “Intelligent UI” (interface inteligente). O objetivo é converter as respostas do chatbot em ambientes interativos, incorporando elementos visuais e recursos que permitem ao usuário investigar informações sem precisar abandonar a conversa.
Fry comentou que este é o caminho futuro da tecnologia, afirmando: “Você está conversando com uma tela”.
Outro aspecto estratégico abordado é a publicidade. Assim como o Google, a OpenAI vê potencial de receita nos anúncios, especialmente considerando a possibilidade de uma abertura de capital prevista para o início de 2027. Fry relatou que a introdução de anúncios não gerou uma reação negativa persistente entre os usuários, indicando que a maioria não se incomoda com eles no produto.
No mês anterior, a empresa havia anunciado o início da exibição de imagens de produtos e serviços patrocinados no ChatGPT. Anteriormente, os anúncios eram compostos majoritariamente pelo nome da companhia, seu logotipo e um link para o produto. O executivo concluiu dizendo: “Os anúncios talvez tenham nos mostrado que poderíamos estar fazendo isso ainda mais”.



