OpenAI afirma que ChatGPT atinge 20% do volume de buscas do Google
Leia mais
Olhar Digital
olhardigital.com.br

OpenAI afirma que ChatGPT atinge 20% do volume de buscas do Google

O ChatGPT está expandindo sua presença no mercado de buscas online. De acordo com a OpenAI, o chatbot já processa um volume de consultas equivalente a um quinto do total registrado pelo Google. Essa declaração sinaliza o avanço da ferramenta como uma alternativa aos métodos tradicionais de pesquisa, apesar de ainda haver uma diferença considerável entre as duas plataformas.

Adam Fry, responsável pelo produto de consumo do ChatGPT, apresentou esse dado durante um evento da OpenAI realizado na segunda-feira (2). Ele esclareceu que a empresa define uma busca como qualquer solicitação feita pelo usuário que resulte em uma pesquisa na web, excluindo perguntas simples, como pedir a definição de um termo ou instruções sobre como realizar algo.

Embora a empresa não tenha especificado a fonte utilizada para comparar o volume de pesquisas do ChatGPT com o do Google, ela está focada em ir além da simples resposta a perguntas. A OpenAI também está desenvolvendo funcionalidades de pesquisa mais dinâmicas e visuais dentro do ChatGPT.

Essa nova abordagem é denominada pela companhia como “Intelligent UI” (interface inteligente). O objetivo é converter as respostas do chatbot em ambientes interativos, incorporando elementos visuais e recursos que permitem ao usuário investigar informações sem precisar abandonar a conversa.

Fry comentou que este é o caminho futuro da tecnologia, afirmando: “Você está conversando com uma tela”.

Outro aspecto estratégico abordado é a publicidade. Assim como o Google, a OpenAI vê potencial de receita nos anúncios, especialmente considerando a possibilidade de uma abertura de capital prevista para o início de 2027. Fry relatou que a introdução de anúncios não gerou uma reação negativa persistente entre os usuários, indicando que a maioria não se incomoda com eles no produto.

No mês anterior, a empresa havia anunciado o início da exibição de imagens de produtos e serviços patrocinados no ChatGPT. Anteriormente, os anúncios eram compostos majoritariamente pelo nome da companhia, seu logotipo e um link para o produto. O executivo concluiu dizendo: “Os anúncios talvez tenham nos mostrado que poderíamos estar fazendo isso ainda mais”.

Histórias semelhantes

Google revela que vírus foi instalado em 1,3 milhão de dispositivos e houve vigilância
Leia mais
www.aajtak.in

Google revela que vírus foi instalado em 1,3 milhão de dispositivos e houve vigilância

O Google fez uma grande declaração de que um dos parceiros do Android instalou intencionalmente software malicioso em 1,3 milhão de dispositivos. Após isso, foi criada uma botnet através da qual os dispositivos dos usuários e suas conexões de internet foram secretamente utilizados.

De acordo com o relatório, essa atividade ilícita foi realizada pelo fabricante VideoStrong Technology, sediado em Shenzhen, China. O Google esclareceu que esse software malicioso foi predominantemente encontrado em caixas de recepção Android TV. Com este software, a empresa obteve permissão de seus 'cúmplices criminosos' para usar a conexão de internet dos usuários sem o conhecimento deles.

Em seu blog, o Google afirmou que está totalmente certo de que a VideoStrong Technology desenvolveu e instalou este backdoor e botnet para obter lucro financeiro e depois controlá-los.

A empresa enfatizou que isso não foi resultado de um erro de algum funcionário ou negligência durante o desenvolvimento. Por causa disso, o Google impôs uma proibição à VideoStrong Technology, que agora não pode criar dispositivos Android certificados nem fornecer software para eles.

A VideoStrong Technology é uma empresa que se dedica à fabricação de hardware original (OEM) e projeto original (ODM). Além de preparar produtos para seus clientes, ela também lança seus próprios produtos. Esta empresa foi fundada em 2011 e, de acordo com seu site, seus produtos alcançaram mais de 100 milhões de lares em mais de 60 países.

O Google explicou que a botnet é uma rede de dispositivos infectados. Os invasores podem assumir o controle de um dispositivo após a instalação do software malicioso. Os dispositivos infectados são usados para fraudes relacionadas a publicidade, roubo de dados e instalação de software malicioso.

A maioria dos dispositivos infectados eram caixas de recepção Android TV, mas o software malicioso também foi encontrado em dispositivos de telemedicina, máquinas de karaokê e sistemas de sinalização digital. A empresa também tomou medidas legais para desativar domínios e servidores que controlavam a botnet.

Este caso não é o primeiro; incidentes semelhantes ocorreram anteriormente. No ano passado, as autoridades alemãs bloquearam uma botnet chamada BadBox, que afetou milhões de dispositivos Android. Além disso, outra botnet chamada Vo1d infectou cerca de 1,6 milhão de televisores Android.

helvetica
Modo IA do Google gera menos receita por consulta que a busca tradicional, apesar de aumentar o volume de pesquisas
Leia mais
tecnoblog.net

Modo IA do Google gera menos receita por consulta que a busca tradicional, apesar de aumentar o volume de pesquisas

Embora o Modo IA esteja incentivando os usuários a realizar mais pesquisas no Google, ele ainda resulta em menor receita por consulta quando comparado à busca convencional. A Alphabet confirmou que as consultas feitas através da ferramenta baseada em inteligência artificial possuem uma taxa de monetização inferior às pesquisas tradicionais.

Esta informação foi divulgada durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre. A receita proveniente de buscas e outros anúncios cresceu 12% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 63,3 bilhões (aproximadamente R$ 338,7 bilhões em conversão direta). Contudo, esse ritmo de crescimento foi mais lento se comparado aos 17% registrados no segundo trimestre.

Philipp Schindler, diretor de negócios, esclareceu que parte dessa disparidade reside no próprio formato das consultas. Muitas dessas interações ocorrem em fases preliminares do processo decisório do consumidor, o que implica que nem todas elas possuem um objetivo estritamente comercial.

Segundo dados do Google, uma pesquisa realizada no Modo IA contém, em média, três vezes mais palavras do que uma busca padrão. Este recurso é capaz de processar questionamentos complexos e permite que o usuário mantenha um diálogo contínuo com novas requisições.

O Modo IA está acessível em português e proporciona uma experiência similar a chatbots como Gemini e ChatGPT. Diferentemente da simples listagem de links, esta ferramenta desmembra as perguntas em múltiplas buscas e constrói uma resposta utilizando informações coletadas na internet.

A estratégia para melhorar a receita envolve a inserção de mais publicidade na ferramenta. O Google iniciou testes de publicidade no Modo IA em maio de 2025, apresentando links patrocinados que podem ser exibidos dentro ou abaixo das respostas geradas pela inteligência artificial. A empresa planeja expandir esses anúncios para Austrália, Canadá, Índia e outros sete mercados nesta semana. Além disso, Brasil, México e Reino Unido devem ser incluídos nessa expansão até o quarto trimestre de 2026. Nos Estados Unidos, o Google também começou a testar anúncios exibidos durante as perguntas dentro da mesma conversa.

A busca permanece sendo uma das principais fontes de receita da Alphabet. Embora o segmento tenha apresentado avanço trimestral, o crescimento de 12% ficou aquém dos 17% do segundo trimestre e dos 19% do primeiro trimestre. A menor monetização do Modo IA é um ponto de atenção adicional, visto que o Google está investindo mais recursos para manter sua estratégia de inteligência artificial.

Os gastos da Alphabet com infraestrutura alcançaram US$ 51,4 bilhões no trimestre, o que equivale a mais de R$ 275 bilhões em conversão direta. Esse montante intensifica a necessidade de que os novos produtos de IA contribuam para sustentar o negócio publicitário da companhia.

Não obstante, o Google não demonstra intenção de reduzir o ritmo. A empresa assegura que as ferramentas de IA já estão elevando o volume de pesquisas e planeja aumentar ainda mais seus investimentos em tecnologia em 2027. O principal desafio atual consiste em tornar essas novas pesquisas tão lucrativas quanto as modalidades anteriores.

OpenAI implementa recurso de conversas trancadas no ChatGPT para maior privacidade
Leia mais
tecnoblog.net

OpenAI implementa recurso de conversas trancadas no ChatGPT para maior privacidade

A OpenAI introduziu um novo recurso de privacidade no ChatGPT nesta terça-feira, dia 20 de outubro: as conversas trancadas. Os usuários da inteligência artificial da OpenAI agora têm a opção de marcar interações consideradas sensíveis para que estas fiquem ocultas do histórico do serviço.

O conteúdo dessas conversas protegidas é resguardado por meio de um PIN, e também pode ser acessado através de biometria no smartphone. No entanto, a OpenAI esclarece que trancar as interações não constitui uma proteção de segurança completa; não há criptografia de ponta a ponta, e a maneira como a empresa pode acessar e utilizar as informações permanece inalterada. Além disso, o ChatGPT continua a usar essas conversas como base para gerar respostas futuras.

Embora este recurso não seja intrinsecamente uma medida de segurança, ele serve para impedir que pessoas curiosas visualizem o conteúdo das perguntas feitas à IA. Ele também oferece privacidade aos usuários de contas Business, cujos administradores de workspace não podem redefinir o PIN.

A OpenAI alerta que, se o usuário esquecer o PIN configurado, a redefinição deste código resultará na exclusão definitiva das interações bloqueadas, sendo essa ação irreversível, independentemente de a mensagem ter sido trocada antes ou depois do fechamento da conversa.

O PIN estabelecido é único para toda a conta, e o próprio chat solicita a criação dessa chave na primeira vez que uma conversa é trancada. Após definir os quatro dígitos, esta senha aplica-se a todas as interações protegidas pelo recurso. Em situações de múltiplos erros consecutivos ao inserir o PIN, as conversas são temporariamente bloqueadas para prevenir acesso por terceiros.

Para usuários que perdem o acesso ao PIN correto e também não possuem recursos de reconhecimento facial ou digital, a única alternativa para trancar uma nova conversa é redefinir a chave, o que implica na perda dos conteúdos previamente protegidos. Contudo, a troca da chave em si não leva à perda dos arquivos, desde que o PIN anterior seja lembrado, permitindo apenas a substituição por uma sequência mais fácil de memorizar.

O recurso de conversas trancadas está disponível para a maioria das modalidades e assinaturas do ChatGPT e será implementado gradualmente para todos os usuários. É importante notar que existem exceções, pois as conversas não ficam impedidas de serem abertas em contextos relacionados a questões legais ou de conformidade (compliance).

Popular