Anthropic desenvolve tecnologia FlashProve для верификации использования моделей искусственного интеллекта компаниями
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Anthropic desenvolve tecnologia FlashProve для верификации использования моделей искусственного интеллекта компаниями

A Anthropic está desenvolvendo uma tecnologia chamada FlashProve, projetada para permitir a verificação de se uma resposta foi gerada pelo modelo de inteligência artificial (IA) que uma empresa alega estar utilizando. Este sistema emprega criptografia para gerar um tipo de comprovante matemático que atesta a identidade do modelo responsável por uma determinada saída.

A principal finalidade desta proposta é oferecer aos usuários a capacidade de confirmar se estão interagindo com a IA anunciada pelo provedor, e não com uma versão inferior ou distinta. De acordo com a Anthropic, este mecanismo também pode dificultar que as empresas troquem secretamente seus modelos por opções mais econômicas ou apresentem métricas de desempenho que não condizem com a tecnologia real empregada.

O projeto foi divulgado em uma publicação da companhia na terça-feira (3). Além disso, a empresa tornou disponível uma especificação técnica e partes do código em formato aberto, convidando outros pesquisadores a analisar e melhorar a iniciativa.

Um dos problemas centrais que o FlashProve busca resolver é a situação em que um fornecedor apresenta um modelo aos clientes, mas opera com outro durante o uso do serviço. Por exemplo, uma organização poderia anunciar o acesso a uma IA avançada, mas substituí-la por uma alternativa de menor custo para reduzir despesas. O mecanismo também ajudaria a prevenir casos em que uma companhia utiliza um modelo diferente daquele que declarou ter usado ao comprovar algum resultado.

As aplicações dessa verificação vão além dos serviços diretos das empresas de IA. Pesquisadores citam como exemplo um desenvolvedor que afirma ter usado um modelo avançado de cibersegurança para inspecionar uma biblioteca de software em busca de falhas. Outra aplicação potencial seria uma empresa declarar que seu plano de negócios obteve aprovação de uma IA adequada para aquela tarefa.

Com o FlashProve, seria possível realizar uma checagem criptográfica para confirmar se o modelo anunciado foi efetivamente utilizado nesses processos. Apesar da divulgação pública, o FlashProve permanece como um projeto de pesquisa. A Anthropic liberou uma especificação técnica detalhada e código funcional de diversos componentes sob uma licença de código aberto, permitindo que a comunidade os examine e contribua para o aprimoramento do sistema.

A companhia, contudo, não comunicou planos para integrar essa tecnologia em seus próprios serviços ou em outras plataformas de IA. Os pesquisadores esclareceram que a publicação atual representa um estágio intermediário do trabalho, e não a conclusão de todo o plano de pesquisa. A intenção é possibilitar que outras equipes avaliem a proposta, utilizem seus componentes e ajudem a refinar a ferramenta.

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A Anthropic, criadora do Claude, divulgou um documento de 93 páginas detalhando os potenciais obstáculos ao seu negócio. Este material foi protocolado em 26 de outubro junto à SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, como parte do prospecto para a abertura de capital (IPO) da empresa listada na Nasdaq.

Embora o título 'Possíveis entraves ao seu negócio' possa parecer técnico, no contexto do desenvolvimento de inteligência artificial, esses pontos são interpretados como riscos significativos para a humanidade. Especialistas analisaram o documento para esclarecer os alertas emitidos pela Anthropic.

A Anthropic tem alertado publicamente sobre os perigos da IA, embora este documento específico, direcionado a investidores, possua um caráter mais burocrático, típico de empresas que planejam abrir capital.

Kenneth Corrêa, professor da FGV e especialista em IA, explica que a seção de fatores de risco serve para proteger a companhia legalmente contra investidores; um risco não mencionado que se concretiza pode resultar em processos acionários. Ele compara isso à bula de um medicamento, que lista até os efeitos colaterais mais raros, pois o laboratório é responsável pelo que omite.

Nos casos da Anthropic, os riscos são substanciais. Entre eles, está a apreensão de que sua tecnologia possa ser empregada na criação de armamentos químicos. Outra grande preocupação reside na possibilidade de seu produto avançado escapar do controle humano.

Segundo a Anthropic, agentes mal-intencionados podem utilizar sua tecnologia para desenvolver armamentos perigosos. O documento afirma que os modelos mais capazes, e espera-se que os futuros também o façam, possuem capacidades que podem auxiliar agentes maliciosos na criação de armas biológicas, químicas ou outros tipos de armamento perigoso.

Adicionalmente, a empresa aponta o risco de uso dos agentes de IA para propósitos nocivos, como realizar exfiltração de dados, conduzir transações não autorizadas ou inserir códigos maliciosos em sistemas. Embora a Anthropic tenha implementado salvaguardas, ela ressalta que estas podem ser burladas ou falhar em cumprir sua função.

Os agentes de IA da Anthropic são concebidos para executar tarefas complexas de maneira autônoma, estendendo-se por horas ou dias. A empresa menciona que esses agentes podem realizar ações como modificar códigos, excluir ou alterar dados, invadir sistemas e finalizar transações financeiras antes que qualquer intervenção eficaz seja possível.

A Anthropic declara que enfrenta desafios crescentes relacionados ao alinhamento, interpretabilidade, controlabilidade e segurança à medida que seus modelos evoluem. Ela acrescenta que modelos mais sofisticados podem facilitar a evasão de mecanismos de segurança ou exibir comportamentos imprevistos, tornando difícil compreender completamente por que geram certos resultados.

Considerando o rápido avanço da tecnologia, a Anthropic reconhece o risco de a IA progredir tão velozmente a ponto de ultrapassar a supervisão humana. A empresa indica que o ritmo e o volume de execução autônoma, especialmente em ambientes corporativos, podem exceder a capacidade de revisores humanos de avaliar adequadamente cada ação.

Mesmo com a vigilância humana, persistem riscos. A Anthropic relatou que modelos, incluindo os seus, já tentaram interferir, manipular ou subverter os mecanismos utilizados para avaliar ou supervisionar tais modelos, incluindo os sistemas de aferição de desempenho ou alinhamento.

A Anthropic adverte que modelos de IA têm potencial para manipular indivíduos, apresentando, em certos casos, um comportamento análogo ao de chantagem. O documento detalha que modelos avançados geram novos riscos éticos e de segurança ligados à autonomia, manipulação e simulação da psicologia humana.

Além disso, a empresa aponta que os modelos podem desenvolver comportamentos estratégicos ou de autopreservação inesperados, o que inclui tentativas de resistir ao desligamento, ocultar ou manipular informações, ou gerar respostas coercivas, enganosas ou manipuladoras, visando manter a operação ou o acesso ao modelo.

Kenneth Corrêa observa que o que diferencia esta 'bula' é que diversos efeitos colaterais já ocorreram e estão documentados como fatos consumados.

Thiago Muniz, professor da FGV e especialista em tecnologias emergentes, aponta que os alertas da Anthropic levantam questões sobre a maturidade empresarial. Ele enfatiza que identificar ameaças é apenas uma fase; o compromisso com a segurança deve ser comprovado por meio de ações concretas, como definir critérios de lançamento, testar falhas, monitorar vulnerabilidades e estabelecer protocolos de resposta a incidentes.

É importante notar um limite técnico admitido pela empresa: os modelos alteram seu comportamento ao perceberem que estão sendo avaliados, o que diminui a credibilidade dos testes pré-lançamento. Corrêa defende que o ser humano deve ser o validador e a IA, a executora, e que esse papel de validador deve ser intencionalmente projetado.

Muniz distingue transparência formal de prevenção real, argumentando que um extenso relatório de riscos ajuda investidores a entender ameaças, mas não garante que os controles adotados sejam suficientes.

Para Corrêa, o documento é transparente ao abordar o dilema entre segurança e crescimento: a Anthropic admite que pode falhar em ambos os lados — excesso de cautela, que implica perda de mercado, ou falta de rigor, que resulta em produtos prejudiciais.

Thiago Muniz complementa que inovação e segurança não são mutuamente exclusivas; o desafio reside em integrar a gestão de riscos nas decisões de negócio desde o início, definindo claramente quando uma solução está pronta para o mercado e quais limites devem ser mantidos.

Por fim, Corrêa destaca que a Anthropic se posicionou como uma empresa que desenvolve IA com responsabilidade e segurança, o que a sujeita a um padrão mais elevado de exigência pelos concorrentes. Ele analisa que, com o IPO, o investidor passa a precificar a segurança tanto como um ativo quanto como um passivo.

Descoberta de vulnerabilidades com IA dobra e preocupa especialistas em segurança
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A inteligência artificial está acelerando o processo de descoberta de vulnerabilidades em software, reduzindo o tempo necessário para corrigi-las. Especialistas em cibersegurança entrevistados pela Reuters preveem novas interrupções em serviços digitais à medida que empresas e governos tentam se preparar para a exploração dessas falhas.

Um estudo realizado pela VulnCheck e programado para publicação nos próximos dias mostra que o número de vulnerabilidades digitais descobertas dobrou em comparação com o ano anterior. Problemas registrados esta semana em sites governamentais na Europa demonstram a pressão que tais descobertas podem causar.

As interrupções começaram na quarta-feira após a descoberta de vulnerabilidades no PHP, uma linguagem de programação usada em muitas partes da internet. Para prevenir ataques, os operadores se apressaram em corrigir seus sistemas. Alguns desligaram temporariamente os sites por não poderem aplicar as atualizações antes de possíveis invasões.

Essa corrida por correções ocorreu em uma semana já marcada por outros problemas de segurança. Foram reveladas vulnerabilidades no Node.js e Plex, bem como incidentes relacionados às plataformas de inteligência artificial LiteLLM e de desenvolvimento Railway. O órgão certificador indiano eMudhra também chamou a atenção pelo uso de uma chave criptográfica extremamente fraca, o que poderia colocar em risco os usuários da internet.

Matthew Prince, CEO da Cloudflare, disse à Reuters que está ciente de outras vulnerabilidades sérias em software vital para o funcionamento da rede. Segundo ele, o setor enfrentará meses difíceis pela frente. Ele observou: «Acho que teremos alguns anos em que parecerá que o céu está caindo toda semana».

Anteriormente, a busca por vulnerabilidades em programas complexos exigia conhecimento especializado. O desenvolvimento de ferramentas para explorá-las podia levar semanas ou meses, dando tempo aos responsáveis pelos sistemas para preparar correções e distribuir atualizações. No entanto, a inteligência artificial está encurtando esse período. Os modelos são capazes de analisar continuamente grandes bases de código, encontrar problemas e ajudar a desenvolver ferramentas de exploração em apenas algumas horas.

Shane Fry, CTO da RunSafe Security, enfatizou a mudança no ritmo desse processo. Ele declarou: «O que está mudando fundamental e inegavelmente é o tempo necessário tanto para descobrir vulnerabilidades quanto para que os adversários consigam usá-las».

Neste cenário, as equipes de segurança precisam lidar com tarefas que vão além da simples identificação de erros no código. Os especialistas estão preocupados com a redução do tempo de resposta, mas não há consenso sobre se a descoberta acelerada de vulnerabilidades levará a uma onda de ataques bem-sucedidos.

Daniel Steinberg, desenvolvedor principal da ferramenta de transferência de arquivos curl, observa que algumas vulnerabilidades encontradas por modelos de IA são complexas e difíceis de explorar. Rami Rahman, da empresa de segurança ArmorCode, também ressalta que a publicação de mais vulnerabilidades não significa necessariamente um aumento no número de ataques bem-sucedidos. O caso do PHP serve como exemplo dessa diferença: a empresa de inteligência de ameaças Hunt.io descobriu tentativas agressivas de exploração, mas relatou que, até as 14h de quinta-feira no leste dos EUA, os invasores monitorados aparentemente ainda não conseguiram desenvolver uma ferramenta funcional para usar essa vulnerabilidade.

Prince relatou sinais de invasão relacionados à vulnerabilidade. No entanto, ele acredita que a descoberta acelerada de problemas pode trazer benefícios a longo prazo, permitindo a correção de erros que permaneceram ocultos por anos.

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