Tarun Garg, líder e CEO da Hyundai Motor India Ltd (HMIL), declarou na segunda-feira que a empresa planeja comercializar pelo menos 250.000 unidades de SUVs esportivos de médio porte até 2027. Esta previsão baseia-se no rápido crescimento do segmento e na capacidade de dois modelos — Creta e o recém-lançado Bayon — atrair diferentes grupos de compradores.
Ao se dirigir aos jornalistas no lançamento do Bayon em Gurugram, Garg enfatizou que a meta estabelecida é um ponto de partida, e não um limite absoluto. Espera-se que os fornecimentos do Bayon comecem durante a atual temporada de festas. Além disso, Garg informou que a HMIL espera vender cerca de 170.000 unidades de Creta em 2026.
Segundo Garg, o segmento de SUVs de médio porte na Índia já representa 16,5% do mercado. Nos últimos cinco anos, este segmento demonstrou uma Taxa Composta de Crescimento Anual (CAGR) de 25,6%, e prevê-se que o volume de vendas cresça em 64% entre 2026 e 2032.
Estratégia de Posicionamento dos Modelos
O tamanho e a dinâmica de crescimento do segmento permitem que o fabricante lance mais de um modelo. A Hyundai pretende usar a base de clientes existente do Creta para promover o Bayon. No entanto, o Bayon é posicionado de forma diferente do Creta, visando consumidores que adotam novas soluções tecnológicas mais rapidamente.
Garg esclareceu que a diferença entre os modelos é determinada pela relação e preferências dos clientes, e não pela idade. O Creta se apoia em seu valor de marca estabelecido e na lealdade dos compradores, enquanto o Bayon visa aqueles que procuram uma experiência mais tecnológica. Ele observou que o Creta formou o mercado de SUVs de médio porte há dez anos, e espera-se que o lançamento do Bayon permita à empresa alcançar sucessos semelhantes nos próximos dez anos.
Pesquisas de mercado da Hyundai mostraram que a maior demanda no segmento Bayon será pelas versões a gasolina. O modelo também receberá uma versão com motor a gás natural (CNG) em janeiro de 2027. A empresa decidiu não oferecer uma versão diesel, pois um número muito grande de opções de motores poderia complicar o sortimento e confundir os compradores.
Espera-se que as transmissões automáticas representem cerca de 25% das vendas do Bayon, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. No geral, a penetração de transmissões automáticas no portfólio da Hyundai é de aproximadamente 24–26%, sendo a proporção maior em modelos maiores.
Questões de Dados e Exportação
Garg também informou que os dados do usuário coletados através do assistente de voz baseado em inteligência artificial do Bayon permanecerão propriedade da Hyundai e não serão transmitidos à Perplexity, cuja tecnologia fornece o modelo de linguagem básico. A tecnologia de voz é fornecida pela SoundHound AI e utilizada pela Hyundai em todo o mundo.
A empresa segue os padrões de privacidade e segurança de dados adotados nos EUA e na Coreia do Sul, onde a regulamentação é significativamente mais desenvolvida do que na Índia. Garg enfatizou que, embora algumas leis ainda não tenham sido implementadas na Índia, elas existem nos EUA e na Coreia em uma forma muito mais forte.
Apesar da contração do mercado de sedãs, a Hyundai continuará a vender o Verna, pois as exportações tornam este modelo viável. O Verna é o carro mais exportado da empresa; com a inclusão das exportações, suas vendas atingem 40.000–50.000 unidades anualmente, enquanto as vendas internas somam cerca de 7.000–10.000 unidades. Garg afirmou que o Verna desempenha um papel muito importante no portfólio, e a empresa pretende continuar a produzi-lo, apesar da queda no segmento.
A Hyundai planeja iniciar a exportação do Bayon dois a seis meses após seu lançamento interno, seguindo a estratégia padrão de exportação de produtos da empresa. Os destinos de exportação serão anunciados posteriormente. O SUV será produzido na fábrica da Hyundai em Chennai e destinado a mais de 50 mercados em todo o mundo.
Garg também esclareceu que o plano de investimento quinquenal da HMIL para 2025–2030 e o compromisso da Hyundai Motor Group de US$ 15,5 bilhões para 2026–2032 têm períodos de sobreposição. Os gastos planejados para 2025 serão ajustados de acordo com o plano mais amplo do grupo, com expectativa de financiamento adicional para a filial indiana.