Anatel enfrenta dificuldades financeiras e corre risco de não pagar seu próprio data center em Brasília
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Anatel enfrenta dificuldades financeiras e corre risco de não pagar seu próprio data center em Brasília

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo publicada nesta terça-feira (03/11), a Anatel estaria enfrentando problemas financeiros para cobrir os custos de seu próprio data center localizado em Brasília.

A Agência Nacional de Telecomunicações notificou o Governo Federal sobre a necessidade de R$ 30,76 milhões para quitar as faturas relacionadas a este projeto.

Adicionalmente, a agência teria escassez de fundos para cobrir despesas operacionais básicas. O presidente Carlos Baigorri procurou o Ministério do Planejamento na semana anterior com o objetivo de solicitar a liberação de R$ 30 milhões, mas pedidos similares não foram aceitos pelo Tesouro Nacional em momentos anteriores, conforme noticiado pela Folha.

A Anatel justifica a carência de verbas pelo bloqueio de R$ 51,83 milhões, estabelecido em maio. Além disso, houve uma diminuição de 19% no orçamento discricionário, que é destinado tanto a investimentos quanto a custeio.

O contrato do data center foi firmado em dezembro de 2025, com um valor total de R$ 44,95 milhões, abrangendo desde os equipamentos necessários até os serviços de manutenção e garantia. Ao ser contatada, a Anatel não comentou os valores mencionados na investigação da Folha, mas alertou que a continuidade das limitações orçamentárias e financeiras pode forçar a adoção de novas ações de reorganização de gastos.

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O Move Brasil, iniciativa governamental destinada a facilitar a aquisição de veículos por taxistas e motoristas de aplicativo, alcançou apenas um terço de sua meta estabelecida. Até a segunda-feira, dia 26, foram financiados 65,8 mil automóveis, conforme dados fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No momento do lançamento, em maio, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, havia projetado a venda de, no mínimo, 200 mil carros. O montante total de crédito que foi aprovado e contratado soma R$ 6,9 bilhões, representando aproximadamente 23% do limite total de R$ 30 bilhões disponibilizado pelo programa.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) avalia o desempenho como positivo. De acordo com o ministério, o volume de vendas supera em mais de três vezes o que o setor compraria em quatro meses sob o ritmo usual, que era estimado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores em 4,4 mil veículos mensais.

É importante notar que a simples aceitação no programa não assegura o empréstimo; após a aprovação cadastral, o motorista deve buscar uma instituição financeira, que fará uma análise de seu histórico e sua capacidade de pagamento.

Rogério Rodrigues da Silva, um motorista de 44 anos entrevistado pela Folha de S.Paulo, optou por trocar seu veículo alugado por um financiado. Ele relatou que o custo mensal permaneceu similar, mas a grande vantagem reside em finalizar o contrato com um bem que poderá servir como entrada para um futuro carro.

Por outro lado, Júnior Santana, de 50 anos, prefere manter o modelo de aluguel, custando cerca de R$ 3.600 por mês. Ele percorre aproximadamente 300 quilômetros diariamente, e o contrato de locação cobre despesas como revisões, pneus e suspensão.

Ao longo do tempo, o programa sofreu ajustes importantes: em agosto, o limite máximo de valor dos carros foi elevado de R$ 150 mil para R$ 200 mil, e o período máximo de amortização passou a ser de 84 meses. Em setembro, o programa foi transformado em lei permanente, o que resultou na redução do tempo mínimo de cadastro exigido dos motoristas de aplicativo de 12 para 6 meses.

As taxas de juros máximas estabelecidas são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, valores considerados inferiores aos praticados no mercado, segundo o Mdic. O Banco do Brasil, maior participante, informou que 54% dos financiamentos concedidos a taxistas e motoristas de aplicativo foram destinados a veículos elétricos.

Ataque cibernético em empresa em Hyderabad: mais de 3,3 crore de rúpias roubados em 87 minutos
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Ataque cibernético em empresa em Hyderabad: mais de 3,3 crore de rúpias roubados em 87 minutos

Um grande golpe cibernético ocorreu em uma das empresas financeiras não bancárias (NBFC) em Hyderabad. Os invasores conseguiram acessar os sistemas da empresa e sua interface de programação de aplicativos (API). Como resultado, em apenas 87 minutos, mais de 3,3 crore de rúpias foram retirados da conta da empresa, com 183 transações realizadas durante o processo e os fundos transferidos para 52 contas suspeitas.

Até o momento, apenas cerca de 40 lakh de rúpias puderam ser congelados, o que significa que uma parte significativa do valor supostamente roubado ainda está sob investigação.

Este incidente ocorreu na NBFC, que fornece serviços financeiros e de crédito. De acordo com a denúncia apresentada à polícia, entre 10h31 e 11h58 do dia 19 de outubro, transações suspeitas contínuas foram feitas da conta bancária da empresa. Um total de 183 transferências foram efetuadas, transferindo mais de 3,3 crore de rúpias para várias contas.

A análise dos dados torna evidente: 87 minutos, 183 transações e 52 contas bancárias. Em média, isso significou mais de duas transações por minuto. A investigação inicial sugere que os fundos foram rapidamente distribuídos por muitas contas. A polícia informou que o valor de cada pagamento individual variava de 50 mil a 2 lakh de rúpias.

As autoridades investigativas estão agora apurando para quais contas o dinheiro foi enviado, para onde ele foi redirecionado em seguida e quem está por trás de toda essa rede.

Um ponto importante neste caso é como os invasores obtiveram acesso ao sistema da empresa e à sua API. A API é um canal digital através do qual dois softwares ou sistemas trocam informações e funcionam de acordo com instruções predefinidas. Em empresas financeiras, a API é usada para conectar vários serviços e sistemas digitais.

Se alguma pessoa ou grupo obtém acesso a tais sistemas sem permissão e consegue contornar as medidas de segurança com sucesso, isso pode ser usado indevidamente. No entanto, o método de invasão neste caso, quais vulnerabilidades foram usadas pelos criminosos e como eles conseguiram acessar o sistema, ainda não foi esclarecido.

Portanto, no âmbito da investigação, foram solicitados logs do sistema da empresa, logs da API, registros de transações, extratos bancários e relatórios internos da empresa.

A principal questão neste caso é para onde exatamente os milhões de rúpias foram. Segundo um funcionário do Bureau de Cibersegurança de Telangana (TGCSB), atualmente cerca de 40 lakh de rúpias foram congelados em contas suspeitas para evitar sua retirada ou transferência.

Comparando o valor do golpe, superior a 3,3 crore de rúpias, com os 40 lakh congelados, fica claro que a maior parte do dano ainda está sob a atenção rigorosa da investigação. O diretor financeiro (CFO) da empresa apresentou uma queixa ao Bureau de Cibersegurança de Telangana em 20 de outubro. Nesta queixa, foi solicitado que uma investigação sobre o ataque cibernético fosse realizada, que os responsáveis fossem identificados e que as contas suspeitas fossem congeladas. No mesmo dia, a empresa notificou o ocorrido através do Portal Nacional de Notificação de Crimes Cibernéticos.

Após isso, as agências de investigação começaram a coletar provas digitais e registros relacionados às transações. Atualmente, a investigação continua. A empresa enfrentou uma perda estimada em mais de 3,3 crore de rúpias, sendo conhecido apenas o congelamento de cerca de 40 lakh de rúpias.

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