NASA discute possível ajuda do NSRI da África do Sul em caso de emergência em missão espacial
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NASA discute possível ajuda do NSRI da África do Sul em caso de emergência em missão espacial

A cidade do Cabo pode desempenhar um papel inesperado em uma futura missão espacial da NASA, pois há a possibilidade de que a cápsula Orion faça um pouso na costa da África do Sul apenas oito minutos após a decolagem da Flórida.

Representantes da NASA visitaram recentemente o National Sea Rescue Institute (NSRI) no Cabo para discutir como as equipes locais de resgate poderiam prestar assistência na extração de emergência de astronautas retornando de uma futura missão Artemis.

Essas discussões fazem parte do planejamento de contingências para o programa Artemis da NASA, cujo objetivo é retornar humanos à Lua. Dependendo da trajetória de lançamento da nave espacial e do momento da emergência, as águas perto do Cabo se enquadram em várias zonas possíveis de resgate.

Discussão sobre as capacidades do NSRI

Segundo Charles Maritz, chefe de operações do NSRI, a organização foi contatada pelos representantes da NASA logo após a agência espacial tomar conhecimento de suas capacidades de resgate marítimo. Maritz observou que essa colaboração demonstra o reconhecimento da experiência do NSRI em segurança marítima e resposta a emergências ao longo da costa sul-africana.

Embora o resgate de astronautas fosse uma tarefa incomum, a principal função da organização permaneceria familiar: alcançar pessoas em perigo e coordenar a extração segura. Foi discutido como o NSRI poderia ajudar a localizar, chegar aos astronautas e removê-los caso a cápsula Orion aterrissasse em águas dentro do alcance da organização.

Em caso de emergência, se os astronautas estivessem feridos ou não pudessem esperar pela chegada das equipes de resgate da NASA ou do Departamento de Defesa dos EUA, as equipes locais de resgate poderiam potencialmente fornecer assistência imediata. O NSRI também poderia ajudar a transportar os astronautas e os especialistas em resgate para terra, de onde seriam transferidos para os serviços médicos de emergência locais da África do Sul.

A organização possui mais de cinquenta anos de experiência em resgate marítimo, sustentada por estações costeiras de resgate e tripulações voluntárias treinadas. No entanto, Maritz explicou que alcançar uma nave espacial pode criar dificuldades logísticas; um pouso potencial a até 200 milhas náuticas da costa imporia uma carga significativa aos navios do NSRI, especialmente em termos de alcance e tempo em mar. Portanto, o papel do NSRI se concentraria primariamente no resgate marítimo, enquanto as equipes especializadas da NASA gerenciariam os procedimentos de extração específicos da nave espacial.

Riscos e preparação médica

A NASA também informou o NSRI sobre os potenciais perigos associados à recuperação da cápsula Orion após uma interrupção de voo de emergência. Embora a cápsula esteja equipada com paraquedas e sistemas de autorrecuperação projetados para um retorno seguro ao oceano, os socorristas precisam entender vários riscos antes de se aproximarem dela.

Um dos problemas é o hidrazina — um combustível de alto desempenho usado nos motores da nave espacial. O combustível residual pode continuar a ser liberado após o pouso, criando potencialmente um ambiente perigoso para as equipes de resgate. Durante um retorno normal, os socorristas podem ter que esperar cerca de 15 a 20 minutos antes de se aproximar da cápsula para garantir a segurança da área.

A NASA também discutiu possíveis lesões que os astronautas poderiam sofrer em um pouso mais brusco do que o normal, bem como complicações relacionadas à descompressão e outras emergências associadas à nave espacial. A visita foi além do NSRI: representantes da NASA também se reuniram com instituições locais de traumatologia para avaliar as capacidades regionais em cuidados médicos de emergência.

A NASA levantou a questão da possibilidade de um Memorando de Entendimento (MoU) formal com o NSRI, definindo como as duas organizações podem colaborar se a cápsula Orion retornar perto da África do Sul. O acordo proposto incluiria orientação técnica sobre os perigos da nave espacial, procedimentos seguros de extração e informações médicas para ajudar os hospitais locais a se prepararem para o possível recebimento de um astronauta. A NASA também reembolsará os custos associados à resposta a emergências.

Embora o pouso de um astronauta perto do Cabo seja um cenário de contingência e não um evento planejado, essas discussões destacam a importância da cooperação internacional e dos serviços locais de resposta a emergências na preparação para situações inesperadas. Para o NSRI, a participação potencial em uma missão espacial seria uma expansão excepcional de seu trabalho, mas seu objetivo principal permaneceria inalterado: salvar vidas no mar.

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A NASA formalmente encerrou a missão do telescópio espacial Swift, visto que uma tentativa de resgate não obteve êxito. Este observatório, que dedicou mais de duas décadas ao estudo do Universo, está em processo de perda de altitude e deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas.

A operação de salvamento foi realizada pela Katalyst Space Technologies, uma empresa sediada no Arizona, nos Estados Unidos. Esta companhia desenvolveu a nave denominada LINK com o propósito de alcançar o telescópio e elevá-lo para uma órbita superior, possibilitando a continuidade das suas investigações científicas.

Contudo, a iniciativa não foi bem-sucedida. Aproximadamente três semanas após seu lançamento, em 3 de julho, a nave LINK enfrentou problemas no seu sistema de propulsão e nas rodas de reação responsáveis por manter sua orientação. Tais falhas provocaram que a nave girasse em uma velocidade imprevista, o que impossibilitou a captura e elevação do Swift.

Apesar dos contratempos, a LINK conseguiu se aproximar do observatório e registrar fotografias dele. A separação entre as duas naves variou entre 12 e 15 quilômetros, o que se mostrou insuficiente para finalizar a operação planejada.

O Swift estava perdendo altitude devido ao atrito atmosférico e não dispõe de propulsores adequados para neutralizar esse efeito. Em setembro de 2025, a NASA concedeu à Katalyst um contrato no valor de US$ 30 milhões (equivalente a cerca de R$ 162 milhões) para tentar salvar o observatório.

A estratégia adotada previa uma nave com dimensões comparáveis às de uma geladeira, munida de três braços robóticos. A concepção era que a LINK pudesse alcançar o Swift, prendê-lo e conduzi-lo a uma órbita mais elevada. Essa missão era pioneira, pois nenhuma nave particular havia conseguido capturar e elevar um satélite que não fosse projetado para receber tal tipo de manutenção. A celeridade também era crucial, dado que o Swift continuava a perder altitude enquanto a preparação da operação prosseguia.

Embora a tentativa não tenha conseguido estender a vida útil do telescópio, a NASA considerou que o projeto foi valioso para fomentar o desenvolvimento de tecnologias de manutenção robótica no espaço e para testar a capacidade de executar operações desse porte em períodos curtos.

O Swift recebeu oficialmente o nome de Neil Gehrels Swift Observatory em 2018, em memória de seu primeiro investigador principal, que faleceu no ano anterior. Com o fim da missão, o observatório retornará à atmosfera terrestre nas próximas semanas, mas os dados coletados permanecerão acessíveis para futuras pesquisas científicas.

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A NASA divulgou os cronogramas estabelecidos pela SpaceX e pela Blue Origin para a preparação de seus respectivos módulos destinados à Lua. Ambas as companhias competem pela missão que deve retornar astronautas à superfície lunar, com previsão para o ano de 2028.

Antes desse marco, a missão Artemis 3, programada para o terceiro trimestre de 2027, será utilizada para testar a conexão dos veículos com a nave Orion. Os dados obtidos com este teste auxiliarão a agência espacial a determinar qual módulo será adequado para a missão subsequente.

Em 5 de outubro, durante o Congresso Internacional de Astronáutica, realizado na Turquia, Steve Creech, gerente interino do programa Human Landing System (HLS), apresentou as fases futuras desses projetos.

A Artemis 3 transportará quatro astronautas para a órbita terrestre baixa. A tripulação irá testar o acoplamento da Orion com versões dos módulos Starship, da SpaceX, e Blue Moon, da Blue Origin. É importante notar que esta missão não contemplará um pouso lunar; seu propósito é apenas confirmar a compatibilidade entre as naves antes de avançar para as etapas seguintes.

Essa alteração faz parte de uma reestruturação comunicada pela NASA em fevereiro. A agência transferiu a meta de realizar o primeiro pouso tripulado do programa para a Artemis 4, mantendo o horizonte de 2028 para o retorno à superfície lunar. A decisão sobre qual módulo será escolhido dependerá dos resultados dos testes e da capacidade de cada empresa em provar que seu veículo opera com segurança.

A SpaceX está focada no desenvolvimento da cabine da versão lunar da Starship e nos sistemas necessários para que ela se acople à Orion. Entre os objetivos definidos para 2026, estão a recuperação do novo propulsor V3 e a captura de um estágio superior da nave. O desafio da SpaceX transcende os testes de lançamento, pois para alcançar a Lua, a Starship necessitará receber combustível de veículos-tanque já em órbita. A empresa também precisa comprovar sua habilidade em transferir e estocar os propelentes no espaço sem grandes perdas. A SpaceX planeja realizar uma demonstração de pouso lunar não tripulado até o final de 2027.

No contexto da Artemis 3, a Starship utilizada no teste não possuirá uma cabine apta para entrada de astronautas. O acoplamento visa unicamente verificar a compatibilidade com a Orion, sem que haja tripulação a bordo da nave da SpaceX.

A Blue Origin está desenvolvendo o Blue Moon Mark 2, um módulo que possui aproximadamente 16 metros de altura e é equipado com três motores BE-7. A versão de teste deste módulo deverá incorporar cabine, parte dos sistemas de suporte à vida e recursos que permitam aos astronautas acessar o veículo a partir da Orion. Além disso, a companhia precisa restaurar as instalações de lançamento em Cabo Canaveral, que foram danificadas por uma explosão ocorrida em maio. A NASA prevê que as operações serão retomadas no quarto trimestre de 2026, embora uma matéria da Reuters indique a possibilidade de um adiamento para o começo de 2027.

Os principais marcos esperados para a Blue Origin incluem cronogramas bastante apertados. Enquanto a SpaceX almeja o final de 2027 para demonstrar um pouso sem tripulação, a Blue Origin projeta essa fase para o início de 2028. A NASA precisará analisar os resultados antes de aprovar qualquer missão tripulada. No momento, a meta principal permanece inalterada: levar astronautas de volta à Lua em 2028.

Japão lança sonda MMX para coletar amostras das luas de Marte, Fobos e Deimos
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O Japão deu início a uma missão espacial na segunda-feira, dia 19, às 16h41 (horário de Brasília), com o lançamento da sonda MMX (Exploração das Luas de Marte). Esta missão visa trazer amostras de uma das luas de Marte de volta à Terra.

A sonda MMX foi lançada a bordo de um foguete H3, partindo do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão. Ela está programada para uma viagem de cerca de cinco anos, com o propósito de investigar Fobos e Deimos, os dois satélites naturais do planeta vermelho.

Sob a liderança da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), a missão busca realizar um feito sem precedentes: pousar em Fobos, recolher material de sua superfície e trazê-lo de volta ao planeta. O alvo é obter um mínimo de dez gramas de amostras, cuja chegada à Terra está prevista para 2031.

Esta empreitada conta com a participação da NASA e de agências espaciais europeias, além de diversas instituições e empresas que forneceram equipamentos científicos e tecnologias essenciais para a missão.

Um dos focos científicos primários da MMX é entender como Fobos e Deimos se originaram. Existem duas teorias principais para explicar a gênese dessas luas marcianas. Uma delas sugere que os satélites resultaram de material expelido ao espaço após um grande impacto no planeta, onde os fragmentos se aglomeraram até formar as duas luas.

A segunda hipótese defende que Fobos e Deimos são asteroides que se aproximaram de Marte e foram capturados pela força gravitacional do planeta. A análise das amostras coletadas será crucial para diferenciar entre essas possibilidades. Se a origem for um impacto, os materiais podem conter vestígios de Marte misturados aos detritos do corpo que atingiu o planeta. Por outro lado, se forem asteroides capturados, eles podem manter características químicas de outras áreas do Sistema Solar.

Os achados desta missão também têm potencial para expandir o conhecimento sobre a evolução geológica de Marte e sobre a formação de planetas rochosos. Adicionalmente, a MMX investigará a viabilidade de Fobos servir como uma estação espacial natural para futuras viagens tripuladas ao Marte.

A MMX integra um esforço global voltado para a melhor compreensão do ambiente marciano e para o desenvolvimento das tecnologias necessárias para explorações espaciais de longa duração. A JAXA planeja utilizar a experiência acumulada em missões anteriores de coleta de amostras de asteroides para conduzir a operação em Fobos. A NASA também oferece suporte à espaçonave, contribuindo com instrumentos científicos, equipamentos de coleta e sistemas de comunicação.

Caso a missão seja bem-sucedida, ela possibilitará o estudo em laboratórios terrestres de materiais retirados diretamente de uma lua de Marte. A investigação minuciosa desses materiais poderá responder a questionamentos que as observações realizadas à distância ainda não conseguiram solucionar. A cápsula contendo as amostras deve retornar em 2031, momento em que os cientistas poderão iniciar a análise do material reunido durante a jornada.

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