ONU alerta para alta taxa de gravidez na adolescência em áreas rurais de Angola
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ONU alerta para alta taxa de gravidez na adolescência em áreas rurais de Angola

Um recente relatório do Comité da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos das mulheres revelou uma preocupante taxa de gravidez na adolescência em Angola, atingindo 42,5% nas regiões rurais.

O Comité manifestou grande apreensão com a elevada incidência deste fenómeno em Angola, onde a taxa geral entre mulheres e meninas de 15 a 19 anos chega a 27,1%, mas dispara para 42,5% nas zonas rurais.

As conclusões apresentadas neste relatório analisam a situação dos direitos das mulheres em diversos países, incluindo Angola, Cabo Verde, Ilhas Cook, Cazaquistão, Quénia, Paraguai, Moldávia e Togo. A análise do Comité da ONU também ressalta os pontos positivos de cada na implementação da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Convenção CEDAW), ao mesmo tempo que aponta as principais preocupações e oferece sugestões.

No que concerne a Angola, o Comité exorta o país a implementar uma estratégia nacional devidamente financiada para combater a gravidez precoce. Entre as recomendações propostas estão a disponibilização de educação sexual abrangente e apropriada para a idade, o acesso confidencial a serviços de saúde sexual e reprodutiva adaptados aos adolescentes, e a oferta de métodos contracetivos voluntários.

Adicionalmente, o documento sugere a adoção de medidas mais estritas para erradicar a violência sexual e o casamento infantil. O relatório também sublinha as barreiras consideráveis que as mulheres encontram ao tentar aceder a recursos financeiros e económicos, como créditos com juros baixos, empréstimos e tecnologias digitais.

Para mitigar estas dificuldades, o Comité aconselha Angola a expandir o Programa de Conversão da Economia Informal, fomentar o empreendedorismo feminino e facilitar o acesso a financiamentos sem a necessidade de garantias reais ou hipotecas. Por fim, é solicitado maior investimento em infraestrutura de Internet e rede móvel para diminuir a exclusão digital, um problema particularmente agudo entre as mulheres residentes em áreas rurais.

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As autoridades sanitárias de Angola preveem a vacinação de mais de dez milhões de crianças ao longo de quatro dias, a partir de sexta-feira, contra a poliomielite, febre amarela e sarampo, informou a coordenadora nacional do Programa de Imunização Ampliada (PAV).

Segundo Alda de Sousa, a campanha abrangerá 10,9 milhões de crianças em todo o país. Crianças com menos de cinco anos receberão doses de vacinas contra o vírus da poliomielite, e crianças entre nove meses e nove anos receberão vacinas contra o sarampo.

Quanto à vacina contra a febre amarela, Alda de Sousa declarou em entrevista à Rádio Nacional de Angola que será administrada apenas a crianças entre nove meses e nove anos nos municípios das províncias de Luanda, Icólo e Bengo.

Ela especificou que a vacinação será realizada tanto em postos fixos quanto por meio de equipas móveis e avançadas que se dirigirão a áreas com alta concentração de crianças, incluindo escolas, jardins de infância e mercados. A vacinação também será garantida em locais de difícil acesso utilizando três estratégias.

Para a vacinação oral contra a poliomielite, está planeada uma estratégia de visita domiciliar para garantir que ninguém fique sem vacinação. O plano de recursos humanos prevê a participação de 77.269 agentes e 11.300 equipas de vacinação.

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De acordo com dados publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) do arquipélago, a desnutrição aguda e o atraso no crescimento entre crianças menores de cinco anos em Cabo Verde pioraram após 2015.

O relatório estatístico sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) mostra que o nível de desnutrição aguda aumentou de 3% para 5,9% no período entre 2015 e 2019, e depois caiu para 4% em 2024.

No subgrupo de crianças com mais de dois e menos de cinco anos, observou-se uma 'clara degradação do indicador', que aumentou de 2,7% para 4,6% no intervalo de 2015 a 2024, atingindo um pico de 8,1% em 2022.

Os ODS preveem a redução e erradicação do atraso no crescimento infantil de acordo com os objetivos internacionais de nutrição. A prevalência de atraso no crescimento entre crianças menores de cinco anos em Cabo Verde foi de 12,6% em 2024, superior ao índice de 11,8% registado em 2015.

Na avaliação do cumprimento das metas até 2030, o relatório conclui que 'não houve progresso algum' na redução do atraso no crescimento infantil no período de 2009 a 2024.

Estes dados fazem parte do sétimo relatório estatístico sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelas Nações Unidas e processados pelo Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV).

No relatório, que 'apresenta um panorama atualizado' da situação de Cabo Verde em relação à implementação dos ODS, observa-se que a percentagem da população vivendo abaixo do limiar internacional de pobreza diminuiu de 4,6% em 2015 para 2,3% em 2022.

Os ODS incluem 169 medidas, agrupadas em 17 objetivos principais (nas esferas social, ambiental, económica ou institucional), escolhidos pelas Nações Unidas para serem implementados até 2030. Entre os primeiros três objetivos principais estão a erradicação da pobreza, 'fome zero' e garantia de boa saúde e bem-estar para todos.

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