Dois coalas australianos, Andi e Kingsley, são transferidos para o Aquário de São Paulo
Leia mais
Viagem e Turismo
viagemeturismo.abril.com.br

Dois coalas australianos, Andi e Kingsley, são transferidos para o Aquário de São Paulo

O Aquário de São Paulo, localizado no bairro do Ipiranga, recebeu dois novos residentes, adicionando um toque de charme à sua coleção. Trata-se de Andi, uma fêmea, e Kingsley, um macho, ambos coalas de três anos, que foram trazidos de um zoológico na Austrália para residir na capital paulista. Os visitantes têm a oportunidade de conhecer o casal desde quinta-feira, dia 29, observando-os passar grande parte do tempo dormindo.

A chegada desses animais demandou diversas modificações no aquário. Antes de receberem os coalas, o local foi submetido a avaliações rigorosas para cumprir os requisitos estabelecidos pelo governo australiano. Essas avaliações abrangeram desde a preparação do recinto até o treinamento das equipes encarregadas do manejo e dos cuidados veterinários.

O espaço foi devidamente equipado com estruturas que replicam as árvores onde a espécie passa a maior parte de sua vida. Os galhos apresentam múltiplas ramificações, permitindo que os animais encontrem locais confortáveis para repousar. Dormir é uma atividade central para os coalas, podendo durar até 18 horas diárias.

A dieta dos coalas é estritamente controlada, consistindo unicamente em folhas de eucalipto, sendo capaz de consumir mais de meio quilo diariamente. No aquário, essas folhas são trocadas duas vezes ao dia, enquanto a equipe monitora tanto a quantidade ingerida quanto a adaptação dos animais às distintas variedades oferecidas.

Além da nutrição, Andi e Kingsley recebem acompanhamento constante de veterinários e especialistas em comportamento, incluindo exames de saúde regulares. Os cuidados incluem medidas preventivas e vigilância contra enfermidades que afetam a espécie, como aquelas relacionadas à bactéria Chlamydia e ao Koala Retrovirus.

Os coalas, nativos da Austrália, são classificados como vulneráveis à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Em certas áreas do país, como Queensland e Nova Gales do Sul, a situação é ainda mais crítica, com populações categorizadas como “Em Perigo”, indicando um alto risco de desaparecimento na natureza.

As principais ameaças à espécie envolvem a destruição de habitat, o avanço da urbanização, a incidência de doenças e os impactos das alterações climáticas. Por dependerem das árvores de eucalipto para abrigo e alimentação, os coalas são particularmente sensíveis à degradação da vegetação. Essa problemática foi intensificada pelos incêndios florestais que assolaram a Austrália entre 2019 e 2020, somados a secas prolongadas e ondas de calor que comprometem a sobrevivência animal.

A vinda de Andi e Kingsley ao aquário integra o Programa de Conservação do Coala do Aquário de São Paulo. Esta iniciativa engloba oito frentes de trabalho, focadas na reprodução, saúde e bem-estar dos animais, além de incluir estudos genéticos e colaboração com outras instituições internacionais.

O programa também tem o objetivo de sensibilizar o público sobre os desafios enfrentados pela espécie. Espera-se que a visitação ajude os frequentadores a entender os efeitos da expansão urbana e das mudanças climáticas sobre a biodiversidade, reforçando a necessidade de proteger os ecossistemas naturais.

Os visitantes já podem observar Andi e Kingsley em um recinto especificamente adaptado para a espécie, acessível a partir da área de visitação pública. O acesso ao interior do recinto é restrito apenas aos profissionais responsáveis pelos cuidados com os animais.

Os ingressos promocionais custam R$ 150 para adultos e R$ 120 para crianças de 2 a 12 anos, havendo tarifas reduzidas para idosos, professores e pessoas com deficiência. A compra pode ser realizada através do site oficial do Aquário de São Paulo, onde também é possível verificar as condições de agendamento. O aquário opera diariamente, das 9h às 17h, situado na Rua Huet Bacelar, 407, a aproximadamente 590 metros da estação Santos-Imigrantes, da Linha 2-Verde do metrô.

Histórias semelhantes

Homem na Austrália é multado por guardar mais de 700 animais e restos mortais
Leia mais
noticiasaominuto.com

Homem na Austrália é multado por guardar mais de 700 animais e restos mortais

O homem foi condenado a pagar uma multa de cerca de seis mil euros após a descoberta de mais de 700 animais e restos mortais em sua propriedade no estado de Victoria, Austrália. Ele foi ouvido em tribunal, e a condenação ocorreu após admitir culpa nas acusações relacionadas ao tratamento inadequado de espécies de animais.

De acordo com publicações internacionais, o homem de 74 anos mantinha um negócio relacionado a antiguidades. O órgão regulador de conservação, uma agência governamental australiana, informou que centenas de animais preservados (ou em processo de taxidermia) foram encontrados.

Corpos de animais congelados também foram encontrados em sua casa e nas instalações do negócio de antiguidades. A busca e apreensão no âmbito deste caso duraram quatro dias. Os corpos congelados foram distribuídos em 14 câmaras frigoríficas.

Segundo o regulador, entre os aproximadamente 700 animais, foram encontrados 78 emus (aves), 26 equidnas (mamíferos) e 42 guaxinins australianos. Foram encontrados 15 répteis vivos, alguns dos quais são classificados como proibidos no estado de Victoria, incluindo tartarugas de orelhas vermelhas (dos EUA) e cobras de milho, que são espécies invasoras.

Restos de espécies ameaçadas de extinção na Austrália também foram encontrados: o cacatua, a píton de diamante e a tartaruga-do-rio de Murray de pescoço curto.

O juiz responsável pelo caso declarou na terça-feira que era incompreensível como um homem com experiência de condenado poderia manter esses animais e carcaças. Ele citou publicações internacionais que afirmavam: 'É surpreendente que um homem com seu intelecto, conhecimento e amor pela vida selvagem viole a lei de forma tão ousada e ampla.'

De acordo com informações preliminares divulgadas na quinta-feira, a multa poderia ser maior, em torno de nove mil euros, se ele não tivesse admitido a culpa.

Kyle Heppell, diretor de operações do Regulador de Conservação, declarou em seu comunicado: 'Nossas leis e sistemas de licenciamento ajudam a proteger a vida selvagem da exploração ilegal, garantem que os animais recebam cuidados adequados e protegem o meio ambiente e a biodiversidade de Victoria contra ameaças potenciais.'

Kyle Heppell, diretor de operações no órgão regulador, interveio no caso, lembrando que as leis 'e os sistemas de licenciamento ajudam a proteger a vida selvagem da exploração ilegal, garantem que os animais recebam cuidados adequados e protegem o meio ambiente e a biodiversidade de Victoria contra ameaças potenciais'. Em seguida, acrescentou: 'Esses requisitos não são opcionais. Qualquer pessoa que mantenha, comercialize ou possua animais selvagens deve cumprir a lei.'

Popular