Usuários da Binance retiram bilhões em criptomoedas após ataque hacker
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Usuários da Binance retiram bilhões em criptomoedas após ataque hacker

Após a retomada parcial dos saques, clientes da Binance movimentaram aproximadamente US$ 4,6 bilhões (equivalente a cerca de R$ 25 bilhões) em criptoativos no domingo, dia 1. Desse montante, os usuários retiraram US$ 3,64 bilhões (R$ 19,8 bilhões) a mais do que depositaram, totalizando um depósito de US$ 1 bilhão (R$ 5,44 bilhões).

A própria Binance comunicou, através de uma publicação no X/Twitter, que o valor líquido retirado correspondeu a 2,1% dos ativos que estavam custodiados na plataforma.

A corretora havia sido vítima do maior ataque hacker registrado no setor de criptomoedas na quinta-feira anterior, dia 29. Neste incidente, criminosos conseguiram subtrair US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões) em criptomoedas.

Tanto o FBI quanto analistas apontaram os responsáveis pelo ataque como sendo hackers norte-coreanos. Em resposta às perdas, a Binance anunciou que mobilizou US$ 6 bilhões (R$ 32,64 bilhões) para realizar a compensação. Este recurso foi obtido a partir do caixa da corretora, de um fundo de seguro específico e de uma reserva destinada a cobrir eventos de segurança.

O ataque ocorreu por volta das 17h, seguindo o horário de Brasília, e durou cerca de vinte minutos, conforme evidenciado por registros de transações analisados por especialistas. Inicialmente, a Binance levantou a suspeita de que o invasor teria acessado o computador de um de seus engenheiros. Posteriormente, a empresa confirmou a descoberta de vulnerabilidades de segurança que foram exploradas pelos cibercriminosos.

Segundo a TRM Labs, os hackers conseguiram comprometer o sistema responsável pela autorização de transferências de criptomoedas. Uma parcela dos fundos furtados estava em stablecoins, que são projetadas para manter um valor estável, funcionando como um reflexo de moedas tradicionais globais, como o dólar americano.

Fundada em 2017 em Xangai, China, a Binance possui atualmente 335 milhões de usuários registrados globalmente, de acordo com seu relatório anual mais recente, divulgado em 2025. Esse mesmo relatório indica que a empresa gerenciava aproximadamente US$ 162,8 bilhões (R$ 879 bilhões) em ativos digitais.

Micaella Ribeiro, cofundadora da IAM Brasil e especialista em Segurança da Informação e Gestão de Identidades e Acessos, comentou sobre o evento em entrevista ao Olhar Digital, afirmando que o caso demonstra uma mudança significativa no panorama das ameaças digitais. Ela ressaltou que um ataque a uma corretora de criptomoedas não implica necessariamente que a tecnologia blockchain tenha sido violada.

Contudo, Ribeiro enfatizou que o manuseio de criptomoedas carrega riscos distintos. Ela pontuou que há uma diferença entre a segurança da tecnologia blockchain e a segurança das plataformas usadas para negociar, armazenar ou comprar esses ativos. Para a especialista, este ataque sublinha uma tendência alarmante: criminosos estão focando em comprometer sistemas, dispositivos e identidades que já detêm permissões válidas para executar operações cruciais.

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A Binance comunicou, no último sábado (31), que conseguiu recuperar 90% do montante furtado na quinta-feira (29), data em que a corretora foi vítima do maior ataque hacker do setor.

Conforme divulgado pela própria empresa, dez tipos de criptomoedas, incluindo Bitcoin (BTC) e Ether (ETH), tiveram seus valores integralmente cobertos. Os 10% remanescentes correspondem a criptomoedas com menor volume de negociação no mercado.

A corretora afirmou que prosseguirá com a recuperação de ativos até atingir a reposição total do valor perdido, que ultrapassa os US$ 6 bilhões.

O incidente ocorreu por volta das 17h, seguindo o horário de Brasília, e durou aproximadamente vinte minutos, de acordo com análises de registros de transações feitas por especialistas.

Tanto a TRM Labs quanto a Chainalysis indicaram que os indivíduos responsáveis pelo roubo seriam hackers associados à Coreia do Norte. Ambas as companhias são americanas e possuem especialização no rastreamento de movimentações de criptomoedas.

Até o momento da publicação deste texto, a Binance ainda não havia confirmado se havia identificado os criminosos cibernéticos. A corretora está colaborando com agências policiais internacionais para investigar o ocorrido, incluindo o FBI e o Serviço Secreto dos EUA, conforme noticiado pela Reuters.

Durante o ataque, a Binance suspendeu temporariamente os saques e assegurou aos seus clientes que os fundos deles permanecem protegidos. Inicialmente, a suspeita da Binance apontava para uma invasão no computador de um de seus engenheiros, mas posteriormente a empresa identificou vulnerabilidades de segurança que poderiam ter sido exploradas pelos cibercriminosos.

Segundo a TRM Labs, os hackers conseguiram comprometer o sistema encarregado de autorizar as transferências de criptoativos. Uma parte do valor desviado estava em stablecoins, que são projetadas para manter um valor estável, funcionando como um reflexo de moedas tradicionais globais, como o dólar americano.

Fundada em 2017 em Xangai, na China, a Binance possui atualmente 335 milhões de usuários registrados globalmente, de acordo com seu relatório anual mais recente, publicado em 2025. Este mesmo relatório indica que a empresa gerenciava cerca de US$ 162,8 bilhões (equivalente a R$ 879 bilhões) em ativos digitais.

Micaella Ribeiro, cofundadora da IAM Brasil e especialista em Segurança da Informação e Gestão de Identidades e Acessos, comentou que o episódio demonstra uma mudança significativa no panorama das ameaças digitais. Ela ressaltou que um ataque a uma corretora de criptomoedas não implica necessariamente que a tecnologia blockchain tenha sido violada.

Contudo, Ribeiro enfatizou que o manuseio de criptomoedas carrega riscos distintos. Ela diferenciou a segurança da tecnologia blockchain da segurança das plataformas usadas para comprar, vender e guardar esses ativos. Para a especialista, este ataque sublinha uma tendência alarmante: criminosos estão focando em comprometer identidades, dispositivos e sistemas que já detêm permissão legítima para realizar operações cruciais.

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Hackers realizaram um roubo no valor de US$ 6,3 bilhões (equivalente a aproximadamente 33,71 bilhões de reais brasileiros) da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo. Analistas consideram este incidente o maior da história do setor.

Este incidente causou uma queda no mercado, levou as empresas do setor a congelar parte dos fundos e levantou questões sobre a segurança das plataformas de negociação de ativos digitais.

De acordo com a empresa de análise de blockchain americana TRM Labs, os invasores obtiveram acesso às carteiras da Binance em 10 redes diferentes e transferiram a maior parte dos fundos em cerca de 20 minutos. A empresa ligou este ataque a grupos da Coreia do Norte, observando semelhanças técnicas com roubos anteriores atribuídos a Pyongyang, incluindo o hack da Bybit em 2025, investigado pelo FBI.

A Chainalysis informou que ainda não conseguiu confirmar a causa da invasão. Até as 21h30, horário brasileiro, a empresa identificou pelo menos US$ 5,912 bilhões (aproximadamente 31,63 bilhões de reais brasileiros) em ativos roubados.

Mark Karpeles, ex-chefe da corretora Mt. Gox, declarou à Reuters que os ativos da Binance parecem estar distribuídos entre diferentes sistemas. Ele sugeriu que o hacker pode ter obtido permissão válida para mover fundos em certos sistemas da plataforma e, possivelmente, até acesso à chave privada.

A Binance colaborou com parceiros para bloquear os recursos afetados e conseguiu localizar cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,05 bilhões). O cofundador da corretora, Yi He, confirmou que a empresa cobrirá todas as perdas resultantes do ataque.

Outras empresas também participaram dos esforços para impedir a movimentação de fundos. A investigação inicial da Binance mostrou que o hack pode ter começado com a comprometimento do computador de um dos engenheiros. Esse acesso permitiu ao invasor penetrar em um dos sistemas da corretora e realizar saques não autorizados.

A empresa declarou que os depósitos dos usuários não foram afetados e esperava retomar os saques dentro de 48 horas após o ataque. A Binance também possui um fundo de proteção ao cliente composto integralmente por Bitcoin.

Para Kenneth Goh, diretor de gestão de capital privado da UOB Kay Hian, o ataque a uma das maiores corretoras mundiais deve levar os investidores a prestar mais atenção ao armazenamento de seus ativos e à responsabilidade das plataformas em caso de falhas de segurança.

O mercado reagiu ao incidente com uma queda nas negociações. O Bitcoin caiu mais de 3%, atingindo uma mínima de seis semanas de US$ 76.368. O Ethereum também perdeu mais de 3%, caindo para US$ 2.178. As ações da Coinbase caíram 4,8%, e as ações da Strategy caíram quase 6% no pregão estendido nos Estados Unidos.

Amanda He, diretora de investimentos da ChainUp Investment, informou à Reuters que a queda inicial pode ter sido causada pela venda de criptomoedas pelo próprio invasor. Em sua opinião, esse passo contribuiu para a disseminação de preocupações entre os investidores durante a sessão asiática. Ela relatou que sua empresa vendeu posições mantidas na Binance e transferiu os fundos recebidos para stablecoins.

Para Tim Sun, pesquisador sênior da HashKey Group, a pausa nos depósitos e saques na Binance pode afetar negativamente o fluxo de capital entre plataformas e influenciar os formadores de mercado responsáveis por fornecer cotações de compra e venda para facilitar transações.

Questões de liquidez também aparecem nas avaliações de Damon Xu, fundador da 1Token. Comentando à Reuters, ele previu uma redução nas estratégias relacionadas a operações simultâneas em diferentes corretoras e ao uso de alavancagem, que permite negociar com fundos emprestados. Xu acredita que as plataformas descentralizadas podem se beneficiar do possível fluxo de capital e atividade comercial.

Jeff Ko, analista principal da ViaBTC, avaliou à Reuters que o Bitcoin pode enfrentar menor pressão de vendas, pois suas transações são rastreadas na blockchain, dificultando a movimentação de fundos roubados sem deixar rastros. O Ethereum, por outro lado, pode sofrer maior pressão devido à existência de ferramentas que facilitam o ocultamento da origem das transações.

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A corretora de criptomoedas Binance estimou os danos totais causados por um grande incidente de segurança em aproximadamente US$ 6,3 bilhões. No âmbito da coordenação com parceiros de blockchain, cerca de 3 bilhões em ativos digitais foram congelados.

Em uma atualização publicada em 30 de outubro de 2026, a maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação informou que a investigação preliminar aponta para uma possível origem do incidente em um notebook comprometido de um engenheiro DevOps. Estima-se que o invasor tenha usado esse acesso para entrar em um contêiner de serviço e enviar transações não autorizadas de saque.

A Binance declarou que não encontrou evidências de comprometimento das chaves privadas das carteiras. A empresa acrescentou que um relatório técnico detalhado após o incidente será publicado após a conclusão da investigação e verificação dos resultados.

Por precaução, a corretora suspendeu temporariamente todas as operações de depósito e saque enquanto as verificações de segurança estão em andamento. Além disso, a autorização para o endereço afetado foi revogada, e a empresa acionou autoridades policiais e firmas de análise de blockchain para rastrear e recuperar os fundos.

A Binance garantiu aos clientes a segurança de seus ativos, afirmando que cobrirá todas as perdas resultantes do incidente através do seu Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU) e de seus próprios fundos. Também está planejada a publicação de um Comprovante de Reservas atualizado após a resolução dos problemas.

Este incidente gerou uma reação mais ampla no setor: parceiros de blockchain e emissores de ativos digitais congelaram fundos relacionados ao hack. A Binance informou que, no momento, cerca de US$ 3 bilhões foram congelados, e os esforços de recuperação continuam.

A corretora está trabalhando com as autoridades policiais para identificar os responsáveis. A dimensão total do hack e o valor final das perdas permanecem sob investigação.

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