Experimento com açafrão em terra infértil no Ladakh colhe 22 gramas nos primeiros quatro dias
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Experimento com açafrão em terra infértil no Ladakh colhe 22 gramas nos primeiros quatro dias

Na região fria e montanhosa de Le, no Ladakh, a terra, antes considerada inadequada para a agricultura, começou a produzir um dos temperos mais caros do mundo. As flores de açafrão começaram a desabrochar em menos de 30 dias após o plantio, trazendo nova esperança para o setor agrícola em condições de cultivo desafiadoras.

Os primeiros botões apareceram em uma área restaurada no âmbito do Projeto Khim Sarovar, uma iniciativa experimental lançada pelo vice-governador do Ladakh, V. K. Saksena. O aspecto mais notável deste teste foi que as flores floresceram significativamente antes do prazo esperado. Normalmente, os plantios exigem quase dois meses para florescer, mas em Le, as flores surgiram em menos de metade desse tempo.

Este experimento pode abrir novas oportunidades para o cultivo de culturas de alto valor no Ladakh, potencialmente criando fontes adicionais de renda para agricultores, empreendedores locais e jovens.

Da terra infértil ao campo de açafrão

O experimento começou em 1º de outubro de 2026, quando cerca de 800 kg de bulbos premium de açafrão indiano foram plantados em uma área de 4000 metros quadrados em Le. Essas estruturas subterrâneas, semelhantes a bulbos, promovem o crescimento e a floração das plantas de açafrão. O número total de bulbos plantados foi de aproximadamente 90.000, o que representa um desafio significativo para esta região.

A terra estava degradada anteriormente e não era adequada para cultivo. Ela foi restaurada no âmbito do Projeto Khim Sarovar. Em seguida, o açafrão foi plantado para testar se a cultura poderia crescer nas condições de alta altitude do Ladakh. Em poucas semanas, sinais de vida começaram a aparecer na área antes infértil. Embora normalmente a planta precise de cerca de dois meses para florescer após o plantio, em Le, as primeiras flores apareceram em menos de 30 dias.

A primeira colheita demonstra resultados encorajadores

Quando Saksena visitou o campo experimental no domingo, 1º de novembro, ele viu pessoalmente as primeiras flores. O campo produzia em média de 20 a 25 flores em flor diariamente. No dia da sua visita, o número atingiu 72, o maior registro diário até agora.

A equipe também conseguiu colher quase 22 gramas de açafrão puro em quatro dias. Embora seja uma colheita pequena por enquanto, é um começo encorajador para a cultura que está sendo testada na região, onde tradicionalmente não era cultivada em grande escala. A administração está estudando como as plantas funcionam nas condições locais e se esses resultados podem ser mantidos após o período inicial de floração.

Por que o açafrão pode se tornar uma cultura valiosa

Esta cultura está entre os temperos mais caros do mundo. É amplamente utilizada na culinária e em pratos tradicionais, e seu alto valor de mercado a torna atraente para agricultores que puderem cultivá-la com sucesso.

A produção de açafrão na Índia está concentrada principalmente em Jammu e Caxemira, que fornece cerca de 90% do volume total de produção do país. Para os agricultores do Ladakh, cultivar açafrão pode oferecer outra forma de obter renda de suas terras. Em vez de depender apenas dos métodos agrícolas tradicionais, eles podem potencialmente cultivar uma cultura de alto valor com potencial de melhor lucro.

A administração espera que este experimento ajude a diversificar a agricultura na região, aumentar a renda dos agricultores e criar oportunidades para os jovens interessados no setor agrícola e no empreendedorismo. No entanto, o projeto ainda está em fase piloto. As primeiras flores são um bom sinal, mas são necessários testes adicionais para determinar se a cultura pode ser cultivada de forma estável e lucrativa em escala comercial.

Desenvolvimento do sucesso florícola do Ladakh

Não é a primeira vez que a administração realizou experimentos com o cultivo de flores de alto valor no Ladakh. Experimentos em larga escala com lírios e gladiolos foram realizados anteriormente aqui. Essas flores ajudaram a criar oportunidades de ganho para agricultores, grupos de autossuficiência e empreendedores locais. O sucesso dessas iniciativas levou a administração a prestar atenção a outras culturas que poderiam crescer na região e proporcionar um melhor retorno econômico. O açafrão foi a última adição a esses esforços. Se o teste atual for bem-sucedido, seu cultivo pode fornecer aos agricultores locais outra opção além das culturas tradicionais e estimular o crescimento de pequenos negócios agrícolas.

O Ministério da Agricultura do Território da União Ladakh e os funcionários envolvidos no projeto foram elogiados pelo vice-governador pelo trabalho na implementação deste experimento. Até agora, o campo de 4000 metros quadrados em Le dá uma pista encorajadora do que é possível. Quase 90.000 bulbos plantados em terra restaurada já deram as primeiras flores, e a primeira colheita de açafrão ocorrerá em breve. Resta saber se este experimento poderá, no final, se transformar em uma oportunidade agrícola comercial. Mas para uma região que procura constantemente maneiras de tornar a agricultura mais viável, essas primeiras flores deram aos agricultores e à administração algo novo para esperar.

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Cada estação de outono, os campos ao redor de Pampora, uma cidade no distrito de Pulwama em Caxemira, localizada a cerca de 16 quilômetros de Srinagar, ficam tingidos de roxo quase durante uma noite. As flores de crocus desabrocham no final de outubro e desaparecem até meados de novembro todos os anos.

Este curto período é muito importante, pois Pampora produz cerca de 80% do açafrão de Caxemira, que é obtido dos estigmas das flores de Crocus sativus. A planta floresce apenas uma vez por ano, e isso acontece somente quando o outono fica frio.

O tempo de floração é determinado muito antes disso. Os agricultores lavram os campos em março e abril, tratando o solo no verão para reter a umidade, e depois plantam os bulbos no final de julho em solo úmido, mas nunca encharcado.

Após o plantio, os bulbos aguardam mudanças climáticas. Os dias frios perto do final de outubro provocam a floração, e as chuvas oportunas em setembro e outubro a sustentam, fazendo com que as flores desabrochem nas mesmas poucas semanas a cada ano.

Assim que as flores desabrocham, as famílias precisam agir muito rapidamente. Elas saem ao amanhecer, colhendo cada flor manualmente em cestos trançados, e percorrem cada campo três vezes para colher as flores no auge da floração.

Todos esses esforços resultam em uma pequena colheita, pois apenas uma parte de cada flor é usada. Cada flor tem três estigmas carmesim, e cerca de 150.000 flores são necessárias para obter um quilo de açafrão seco, o que explica seu alto preço.

A colheita termina rapidamente, mas o trabalho continua dentro de casa. Em novembro e início de dezembro, as famílias se reúnem nas salas de estar para separar os estigmas das pétalas, compartilhando histórias antigas e canções com parentes visitantes.

O açafrão está intimamente ligado à cultura local. No primeiro dia da colheita, os agricultores levam parte do açafrão ao santuário de Hazrat Sheikh Sharif-ud-Din em Namblabale, Pampora, e o festival estadual anual recebe os visitantes nos campos.

Após a remoção dos estigmas, eles são secos, o que preserva a qualidade e prolonga a vida útil por vários anos. Assim, o açafrão fresco de Caxemira só chega aos mercados a partir do final de novembro, após a conclusão da classificação e graduação todos os anos.

A curta floração do açafrão depende de dias frios, umidade do solo e chuvas de outono; os recentes períodos de seca reduziram as colheitas. Para as famílias de Pampora, estas poucas semanas do ano garantem tanto o sustento quanto o patrimônio cultural.

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A chegada das primeiras chuvas, após um período de estiagem de aproximadamente sete meses, alterou significativamente a paisagem do povoado Brejo da Caatinga, localizado no distrito de Campo Formoso, no norte da Bahia. Em poucos dias, uma área recebeu centenas de flores nas cores rosa, branco e alaranjado, gerando grande interesse nas redes sociais.

As imagens foram capturadas por Ciel do Sertão, um condutor de turismo e criador de conteúdo residente na comunidade, que documenta as belezas naturais da região. Um vídeo postado na terça-feira (20) ultrapassou a marca de 3,6 milhões de visualizações.

Essas flores são popularmente conhecidas como cebola-brava e fazem parte da flora adaptada aos longos períodos de seca característicos da Caatinga, um bioma exclusivo do Brasil. O que aparenta ser um surgimento repentino é, na verdade, uma estratégia de sobrevivência da planta: durante a seca, a parte visível desaparece, mas uma estrutura subterrânea permanece ativa, armazenando água e nutrientes, permitindo que as flores reapareçam com a chuva.

Em conversa com o g1, Ciel relatou que as chuvas começaram no sábado (17) e persistiram no domingo (18), com as primeiras flores visíveis já na segunda-feira (19). O registro viralizado ocorreu no dia seguinte. Ele mencionou que a última precipitação na localidade havia sido em março do ano corrente. Ciel afirmou que este fenômeno ocorre anualmente após as primeiras chuvas na região, embora a floração não esteja atrelada a um mês específico e possa atrasar se o período chuvoso for tardio.

Ciel, acostumado a expor as paisagens do sertão, observou a floração desde a infância e iniciou a produção de vídeos sobre o tema no ano anterior. Embora seus registros anteriores já tivessem boa recepção, o alcance das imagens desta semana foi superior. Ele comentou que, apesar de gravar todos os anos, o impacto veio a partir do ano passado, e este ano houve um grande aumento nas visualizações, superando suas expectativas. Até a entrevista, seu vídeo principal somava 6,6 milhões de visualizações, e outro registro do mesmo evento acumulava 1,6 milhão.

Os espectadores manifestaram surpresa com a abundância e as cores das flores, com alguns questionando se as imagens eram geradas por inteligência artificial. Ciel observou que muitos usuários, especialmente aqueles que residem em outros estados como São Paulo, recordaram-se de sua infância no Nordeste ao verem o conteúdo.

Para Ciel, o interesse gerado pelas fotos serve para apresentar uma visão da Caatinga distinta daquela frequentemente associada apenas à escassez hídrica. Ele ressaltou que o sertão é extremamente rico e que o bioma Caatinga possui grande diversidade tanto na fauna quanto na flora, diferentemente da representação midiática que focava apenas na falta d'água.

O criador de conteúdo também promove outras atrações naturais de Campo Formoso, como a Toca da Boa Vista e a Gruta da Barriguda, expressando seu apreço por falar sobre as belezas do sertão.

Por que as flores aparecem depois da chuva?

Segundo o biólogo Erivaldo Pereira Queiroz, mestre em Botânica pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), a cebola-brava possui outros nomes, incluindo açucena, cebola-de-calango, lírio-de-chuva e lírio-da-caatinga. Esta planta herbácea, com poucas folhas e flores que variam entre rosa e branco, podendo ter tons amarelados, é encontrada primariamente na Caatinga e no Cerrado.

O segredo de sua resistência à estiagem reside em uma estrutura denominada bulbo, similar aos encontrados em cebolas e alhos. Durante o período seco, a planta perde suas folhas, flores e caules, minimizando a perda de água, enquanto o bulbo permanece enterrado, guardando os recursos vitais até a próxima chuva. O botânico explicou que, com a chegada da chuva e condições favoráveis, a planta volta a emitir hastes e flores para realizar a reprodução.

Este mecanismo permite que a cebola-brava suporte longos períodos sem chuva e aproveite rapidamente as condições ideais para se reproduzir. Erivaldo acrescentou que a planta é comumente vista em áreas abertas, como terrenos abandonados ou antigos campos de futebol, onde a competição com outras espécies é menor.

Beleza que dura poucos dias

Para quem deseja testemunhar este fenômeno, é crucial aproveitar o breve período de floração. O botânico informou que as flores permanecem abertas por cerca de três a quatro dias, sendo que o ciclo floral completo dura aproximadamente uma semana.

Ciel confirmou essa informação, relatando que, logo após gravar as imagens, algumas flores já começavam a fechar, em torno de três ou quatro dias. Embora o tom rosa seja o mais notável nos vídeos, a paisagem exibe outras cores; ele descreveu a presença conjunta de rosa, branco e laranja avermelhado, indicando que a quantidade de flores neste ano foi parecida com a registrada em 2025.

Adicionalmente, a floração desempenha um papel vital no equilíbrio ambiental da Caatinga. Erivaldo Pereira Queiroz destacou que as flores atraem polinizadores, como abelhas e borboletas, essenciais para a reprodução da espécie. Após a fecundação, formam-se frutos que liberam sementes dispersas pelo vento.

O especialista também apontou o valor ornamental da planta, mas alertou que não há comprovação científica de propriedades medicinais, e que espécies da mesma família podem ser tóxicas. Para o cientista, a habilidade da planta de sobreviver enterrada na seca e florescer rapidamente após as chuvas ilustra bem as adaptações da vegetação ao clima semiárido. Ciel, por sua vez, reforçou que a repercussão dos vídeos sublinha a necessidade de valorizar a biodiversidade da região, reiterando que o sertão é muito rico.

Macaé ultrapassa 3,6 mil árvores plantadas em 2026 e avança em projetos de arborização
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Macaé ultrapassa 3,6 mil árvores plantadas em 2026 e avança em projetos de arborização

O município de Macaé registrou o plantio de 3.660 novas árvores em avenidas, praças e locais de convívio público desde o começo de 2026. Esse volume corresponde a uma média diária de aproximadamente 13 novos exemplares inseridos na malha urbana ao longo do ano.

Para ilustrar a dimensão desse avanço, se essas novas árvores fossem dispostas em linha contínua, mantendo o espaçamento técnico de oito metros entre os troncos, elas cobririam uma extensão próxima a 30 quilômetros, o que equivale à distância entre a cidade e o município vizinho de Rio das Ostras.

O progresso dessas atividades está sendo acompanhado em tempo real através do Arvômetro, um painel digital de transparência pública implementado pela administração municipal em setembro. Quando essa ferramenta foi lançada, a cidade já havia contabilizado 3.172 plantios realizados entre janeiro e agosto. Em pouco mais de um mês, o contador adicionou mais 488 mudas, colocando Macaé à frente de outras cidades fluminenses de maior população no mesmo período.

De acordo com a Secretaria de Ambiente, Sustentabilidade e Clima, a seleção das mudas obedece ao Manual de Arborização local, dando preferência a espécies nativas ou aquelas adaptadas ao clima costeiro da região.

Entre as diversas variedades plantadas no ambiente urbano encontram-se ipê-amarelo, pau-mulato, palmeira-jerivá, pau-formiga, pau-ferro, aroeira-salsa, jacarandá, extremosa e embaúba. A pasta responsável ressalta que a ampliação da cobertura vegetal é uma estratégia fundamental para a saúde pública e a resiliência diante das alterações climáticas globais, pois ajuda a diminuir a sensação de calor, combater as ilhas de calor e aumentar a sombra nos espaços públicos.

Adicionalmente à arborização em calçadas e canteiros centrais, o município está investindo na criação de miniflorestas urbanas — que são aglomerados vegetais baseados em métodos de reflorestamento rápido para acelerar a absorção de água no solo e criar microclimas mais agradáveis em bairros densamente povoados —, além de promover frentes de recuperação ambiental em áreas degradadas.

Graças a esse conjunto de ações, Macaé recebeu, pela primeira vez em 2026, o selo internacional Tree Cities of the World (Cidade Árvore do Mundo). Essa certificação é outorgada pela Arbor Day Foundation, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), reconhecendo cidades que possuem políticas contínuas de manejo e expansão da floresta urbana.

Para que a população possa acompanhar a evolução das metas, visualizar os dados detalhados e localizar os plantios em tempo real por meio de um dispositivo móvel, o painel Arvômetro permanece disponível para consulta pública no endereço macae.rj.gov.br/arvometro.

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