Japão fornecerá 1,4 milhão de euros em ajuda alimentar a Cabo Verde
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Japão fornecerá 1,4 milhão de euros em ajuda alimentar a Cabo Verde

O Japão e Cabo Verde estão prestes a formalizar um acordo de assistência alimentar no valor de 1,4 milhão de euros, conforme comunicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do arquipélago, com a assinatura prevista para segunda-feira.

Este suporte visa reafirmar o compromisso do Japão em dar continuidade ao apoio aos esforços de desenvolvimento de Cabo Verde. Anteriormente, em dezembro de 2025, foi concedido um auxílio japonês similar, totalizando 834 mil euros (o equivalente a 991 toneladas de arroz), destinado a assegurar a alimentação diante do aumento de preços e dos impactos persistentes das mudanças climáticas.

Dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) do arquipélago em outubro trouxeram novas informações sobre o acesso a alimentos. Foi observado um crescimento na incidência de insegurança alimentar grave em Cabo Verde, passando de 5,6% em 2022 para 8,3% em 2024. Além disso, a insegurança alimentar de nível moderado ou grave também piorou nos dois anos mais recentes analisados.

As informações contidas no relatório estatístico relativo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) apontaram que a tendência de queda na insegurança alimentar grave foi revertida no período compreendido entre 2018 e 2024.

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Governo de Maharashtra enviará 5.000 rúpias a 1,5 milhão de agricultores afetados pela seca até Diwali
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Governo de Maharashtra enviará 5.000 rúpias a 1,5 milhão de agricultores afetados pela seca até Diwali

O Governo de Maharashtra anunciou a concessão de ajuda significativa aos agricultores do estado afetados pela seca. Planeja-se enviar 5.000 rúpias como apoio financeiro estendido (Farmers Advanced Financial Support) para cerca de 1,5 milhão de agricultores, para lhes proporcionar alívio antes do festival de Diwali.

Após a reunião do gabinete estadual, o Ministro Principal Devendra Fadnavis ordenou que os funcionários garantissem que esses fundos fossem transferidos diretamente para as contas bancárias dos agricultores durante a semana corrente, ou seja, antes do início de Diwali.

Com este anúncio, espera-se que o custo total seja de 7500 crore de rúpias, visto que 5.000 rúpias serão destinadas a cerca de 1,5 milhão de agricultores. Além disso, o Ministro Principal instruiu os funcionários bancários a não reter quaisquer valores desta ajuda para quitar dívidas antigas ou saldos pendentes dos agricultores. O objetivo do governo é fornecer assistência financeira imediata às famílias rurais que enfrentam perdas de colheitas e escassez de água.

Vale ressaltar que neste mês, o Governo de Maharashtra declarou condições de seca em 305 talukas, abrangendo 34 distritos do estado, devido à grave estiagem. Inicialmente, a seca foi declarada em 265 talukas, mas posteriormente o número foi aumentado para 305, o que representa cerca de 75% do território do estado. Esta seca afeta muitos distritos de seis departamentos administrativos do estado, incluindo Marathwada, Vidarbha, Maharashtra Setentrional e o distrito de Pune.

O Governo de Maharashtra oferece aos agricultores afetados pela seca várias medidas de apoio, como suspensão da cobrança de empréstimos agrícolas, descontos nas contas de eletricidade, fornecimento de água e ajuda financeira. O anúncio do pagamento de 5.000 rúpias antes de Diwali é um grande alívio para esses agricultores.

Em setembro passado, o Ministro Principal Devendra Fadnavis visitou aldeias afetadas pela seca e declarou a implementação iminente de medidas de ajuda para os agricultores necessitados. Ele enfatizou que o governo estadual não esperaria por ajuda do governo central e garantiria suporte imediato aos agricultores nas regiões afetadas. O anúncio do pagamento de 5.000 rúpias é um passo nessa direção.

De acordo com relatórios, até 21 de setembro passado, a média de precipitação em Maharashtra entre 1º de junho e 21 de setembro foi de apenas 80,82%. Em 17 distritos, foram registrados 50-75% da precipitação normal, enquanto em outros 14 distritos caíram 75-100% da precipitação. Solapur foi o mais afetado, recebendo apenas 48,65% da precipitação média.

Escolas dos estados de Macapá e Santana receberão 7,6 milhões de reais da agricultura familiar para alimentação escolar
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Escolas dos estados de Macapá e Santana receberão 7,6 milhões de reais da agricultura familiar para alimentação escolar

As escolas estaduais de Macapá e Santana receberão 7,6 milhões de reais destinados à compra de produtos de fazendas familiares para as necessidades da alimentação escolar. Esta iniciativa está alinhada com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que utiliza recursos federais para adquirir produtos de produtores locais.

O que estará no prato dos alunos

Atualmente, 18 tipos de produtos são adquiridos através de licitações públicas de fazendas familiares. O cardápio inclui frutas, vegetais, leguminosas, farinha de mandioca, purês de frutas e açaí. Essa dieta diversificada influencia positivamente o processo de ensino, como observa a aluna do segundo ano, Dominique Rodrigues: «A comida na escola é muito boa e muito variada. Temos frutas, vegetais e diferentes pratos durante a semana. É muito bom poder estudar e comer aqui, preparado para nós.»

Recursos estaduais complementam os federais

Além do financiamento federal do Pnae, o estado destina recursos por meio do Programa de Alimentação Escolar (Proem) diretamente às instituições de ensino. Esses fundos são usados para comprar outros bens de consumo básicos que não provêm das fazendas, como carne e grãos. Enquanto a empresa Seed coordena as licitações públicas para produtores locais, cada escola adquire os demais produtos autonomamente com o orçamento estadual.

Atendimento aos estudantes indígenas e quilombolas

Em julho de 2026, foi lançado um edital público no valor de 718,9 mil reais para a aquisição de 33 itens de fazendas familiares destinados a comunidades tradicionais. Esta medida abrange cerca de 7,4 mil alunos de 77 escolas em áreas de comunidades indígenas e quilombolas. O cardápio especializado inclui produtos locais, como peixe, açaí, bacaba, farinha, frutas e vegetais.

Fornecedores

Para 2026, o fornecimento será realizado por meio de 16 contratos, distribuídos entre dois cooperativas, quatro associações e dez agricultores individuais. Estima-se que isso atenderá 468 produtores rurais diretos e cerca de 2 mil fornecedores e seus familiares na região. Entre as organizações registradas estão: Attafex-San (Associação de Trabalhadores Rurais e de Extração de Recursos em Santana), Paif (Associação de Produtores Agroextrativistas da Ilha de Franco), Amacrep (Associação de Moradores e Agricultores da Comunidade Ressaca-da-Pedreira) e Acipol (Associação de Agricultores e Piscicultores no Centro Agrofrutícola de Fazendinha em Macapá).

Necessidades de assistência alimentar em Moçambique projetadas abaixo da média, apesar dos riscos do El Niño
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Necessidades de assistência alimentar em Moçambique projetadas abaixo da média, apesar dos riscos do El Niño

A rede FEWS NET estima que, em abril, cerca de 1,99 milhão de cidadãos moçambicanos precisarão de ajuda alimentar urgente. Este número está abaixo tanto do registro de abril de 2026 quanto da média dos últimos cinco anos, mesmo considerando os riscos associados ao fenômeno El Niño.

O relatório mais recente da Famine Early Warning Systems Network (FEWS NET) aponta que, em abril de 2027, entre 5% e 10% da população moçambicana enfrentará insegurança alimentar aguda, o que corresponde a um intervalo de 1,5 milhão a 1,99 milhão de pessoas. A rede observa que as necessidades de assistência alimentar em Moçambique em abril de 2027 devem ser menores do que as registradas em abril de 2026 e abaixo da média quinquenal.

Moçambique faz parte de um grupo seleto de nações monitoradas por esta organização, que é uma rede internacional de alerta precoce sobre insegurança alimentar e é financiada pelos Estados Unidos. As necessidades de assistência alimentar no país devem diminuir em comparação com o mesmo período de 2026, ao lado de Quênia, Zâmbia, Lesoto e Afeganistão.

De acordo com a FEWS NET, que acompanha riscos de fome e demandas de assistência alimentar em diversas nações, a melhora na situação em Moçambique deve-se principalmente à produção agrícola superior à média registrada em 2026, ao acúmulo de reservas alimentares pelas famílias, à estabilidade dos preços dos alimentos e à disponibilidade de estoques que ajudarão a amenizar os problemas esperados na próxima safra.

Não obstante, a organização emite um alerta sobre a continuidade de situações de Crise (Fase 3 do IPC) em áreas atingidas por conflitos armados, especificamente em Cabo Delgado e no norte da província de Nampula. Nestas regiões, a insegurança alimentar segue limitando o acesso a alimentos e aos meios de subsistência.

A análise da FEWS NET destaca que o conflito armado continuará a prejudicar o acesso a alimentos e aos meios de subsistência. O relatório identifica o conflito e as condições climáticas desfavoráveis como os principais vetores de risco para a segurança alimentar nacional.

A organização também adverte que os efeitos do El Niño podem restringir a recuperação em várias regiões, prevendo quedas na produção agrícola em partes do centro e sul de Moçambique no início da colheita de 2027. O documento acrescenta que o fenômeno El Niño 2026-2027 deve causar chuvas abaixo da média na África Austral durante a estação chuvosa de outubro de 2026 a março de 2027, elevando o risco de impactos na produção e na segurança alimentar.

Segundo a FEWS NET, essas deficiências podem reduzir as melhorias sazonais habitualmente vistas no acesso a alimentos durante o período da colheita. No entanto, o impacto imediato deve ser suavizado pelas boas colheitas de 2026 e pelas reservas existentes.

Em um relatório especial divulgado neste mês, a organização alertou que o El Niño 2026-2027 se intensificou rapidamente para níveis classificados como muito fortes, e deve resultar em precipitação abaixo da média em grande parte da África Austral entre outubro de 2026 e março de 2027. A FEWS NET ressalta, contudo, que os efeitos mais graves do fenômeno na segurança alimentar costumam aparecer somente nos meses subsequentes, durante o período de escassez, indicando que os impactos mais profundos podem ocorrer mais tarde em 2027.

Em Cabo Delgado, onde a insurgência armada gera violência desde outubro de 2017, a organização antecipa a manutenção de cenários de crise alimentar até pelo menos abril do próximo ano, devido à persistência de deslocamentos populacionais e às restrições no acesso a terras agrícolas, mercados e fontes de renda.

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