Saic e Chery planejam expansão de suas ofertas no mercado brasileiro a partir de 2027
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Saic e Chery planejam expansão de suas ofertas no mercado brasileiro a partir de 2027

A Saic, estatal chinesa, adquiriu a Morris Garages (MG) em 2007. A marca, com 102 anos de história, retornou ao Brasil sob a gestão da fabricante chinesa, que domina o mercado local ao combinar modelos ocidentais produzidos em parceria com Buick, Chevrolet, Škoda e VW.

Desde 2025, a MG comercializa exclusivamente veículos elétricos no Brasil. Um dos modelos em destaque é o SUV topo de linha IM6, que acaba de ser lançado em 40 pontos de venda. O diretor comercial, Fábio Klemenc, manifestou otimismo sobre o veículo. Existem duas versões disponíveis: Signature e Performance, com preços de R$ 368.990 e R$ 439.990, respectivamente. Os principais concorrentes citados são o BYD Sealion 7 e o Zeekr 7X.

O IM6 topo de linha possui 752 cv e 81,8 kgfm, permitindo atingir 100 km/h em 3,5 segundos, um desempenho notável para seu peso de 2.410 kg. Sua plataforma elétrica de 800 V suporta recarga de 10% a 80% em apenas 18 minutos, e oferece um alcance médio de 400 km (cidade/estrada) conforme o padrão Inmetro brasileiro. O carro conta com suspensões pneumáticas de controle ativo de amortecimento e esterçamento do eixo traseiro de até 12°, melhorando a dirigibilidade em manobras de estacionamento.

Em termos de conforto e segurança, o IM6 dispõe de porta-malas de 665 L e compartimento dianteiro de 32 L. O silêncio do veículo é potencializado por vidros duplos laminados sem molduras nas quatro portas e um sistema de cancelamento ativo de ruído externo. O interior impressiona com uma tela retangular contínua de 26,3 polegadas, que integra o painel de instrumentos e a tela multimídia. Os bancos dianteiros são inspirados em sofás, oferecendo ajustes elétricos em até 12 posições, além de funções de memória, aquecimento, ventilação e massagem para o motorista. Adicionalmente, o veículo obteve a nota máxima nos testes de colisão Euro NCAP com sete airbags de série.

A versão Signature, sendo menos equipada, apresenta tração traseira, com 295 cv, 45,9 kgfm, e acelera de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos.

A ofensiva internacional da Chery ganhou maior clareza durante uma cúpula realizada na sede da empresa em Wuhu, China, em outubro. Todos os novos produtos destinados ao Brasil estão previstos para serem lançados em 2027.

O SUV compacto Omoda 4 deve chegar no segundo semestre com motorização híbrida flex, uma decisão tomada no país asiático, maior produtor global de veículos. Essa opção foi escolhida considerando a vasta rede de distribuição de etanol no Brasil, evitando forçar uma mudança imediata de motorização para o condutor. Ainda aguardam-se detalhes sobre a arquitetura híbrida, potência, torque combinado, consumo e preço.

O modelo iCaur V27 tem estreia programada a partir de março, coincidindo com a inauguração da primeira concessionária da marca no país. Seu design de SUV grande aventureiro deve atrair grande interesse, embora o mercado nacional exija mais do que apenas uma aparência robusta; espaço interno, eficiência, equipamentos, desempenho e suporte técnico definirão seu posicionamento frente aos competidores já estabelecidos. A configuração final deste modelo ainda será divulgada.

Também está previsto para o segundo semestre o lançamento do SUV médio iCaur V25, que foi apresentado globalmente em Wuhu, com opções de propulsão elétrica ou de alcance estendido e tração integral inteligente. Os lançamentos visam testar a capacidade do grupo de diferenciar mercadologicamente suas marcas: a Omoda foca em um público interessado em estilo e tecnologia, enquanto a iCaur apela para uma imagem mais ligada à aventura.

Além disso, a Lepas, terceira marca do grupo Chery, também se prepara para entrar no Brasil no segundo semestre de 2027, exportando os SUVs L4 (compacto), L6 (médio) e L8 (grande).

A grande quantidade de novidades implica a necessidade de investimentos significativos em concessionárias, peças e serviços pós-venda. Para o consumidor, o sucesso dessa estratégia dependerá menos do volume de lançamentos e mais da confiabilidade, do custo de manutenção e da preservação do valor de revenda, algo que o grupo Chery parece estar preparado para enfrentar.

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