Toyota apresenta conceito de SUV elétrico off-road, bZ Woodland, para exposição no SEMA Show
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Toyota apresenta conceito de SUV elétrico off-road, bZ Woodland, para exposição no SEMA Show

A Toyota desenvolveu um veículo elétrico capaz de enfrentar terrenos acidentados, apresentando o bZ Woodland Concept. Este é um dos cinco protótipos que a fabricante exibirá durante o SEMA Show, a maior feira de customização mundial, que ocorrerá em Las Vegas, EUA, entre os dias 3 e 6 de novembro.

O conceito deriva do bZ Woodland, que já é uma versão aventureira do SUV elétrico bZ comercializado nos Estados Unidos desde o começo do ano. Este modelo conta com dois motores, tração integral, entrega 380 cv e possui uma carroceria estendida em 15 centímetros.

Para a participação na feira, o estúdio de design da Toyota na Califórnia, CALTY Design Research, realizou modificações no protótipo, incluindo o aumento da altura da suspensão, a instalação de alargadores nos para-lamas, rodas pretas acetinadas e pneus all-terrain de uso misto.

Esteticamente, o capô e o teto na cor preta criam um contraste com a carroceria na tonalidade Horizon Blue, uma cor inspirada nos modelos da Toyota dos anos 1960, como a picape Stout, o Crown e o Corona. Adicionalmente, o bZ foi equipado com um cesto de bagagem no teto e um engate para reboque na parte traseira.

No mercado brasileiro, a Toyota comercializa o bZ4X, que era o nome do modelo nos EUA antes de sua reformulação, pelo valor de R$ 419.990, sendo distribuído em lotes de 99 unidades importadas do Japão desde junho. No entanto, a versão Woodland permanece disponível apenas na América do Norte por enquanto.

Os demais quatro veículos da família também estão disponíveis sob a mesma configuração: o RAV4 híbrido plug-in, o SUV de três fileiras Grand Highlander, a minivan Sienna e o crossover Crown Signia.

Além disso, a Toyota levará ao SEMA a linha Snowhunter, que inclui as picapes Tundra e Tacoma, bem como os SUVs 4Runner, Land Cruiser e Sequoia. Estes modelos receberam camuflagem de inverno e esteiras projetadas para neve, substituindo as rodas convencionais.

Em uma direção oposta, o Crown Signia GT-S Concept, desenvolvido pela divisão Toyota Motorsports Garage, foi transformado em um perua esportiva. Este modelo apresenta uma redução de altura de quase 13 cm, utiliza rodas de 21 polegadas da HRE e conta com pinças de freio adaptadas do Lexus RX 500h F Sport.

A Toyota esclareceu que todos esses veículos são protótipos construídos com componentes que a marca não comercializa e que podem não possuir a devida homologação para circulação em vias públicas.

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Análise da Honda XL750 Transalp: desempenho em estrada versus limitações no uso off-road
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Análise da Honda XL750 Transalp: desempenho em estrada versus limitações no uso off-road

O primeiro contato com a Honda XL750 Transalp ocorreu durante a descida da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, um ambiente propício para qualquer motocicleta de trilha média ou grande. Após dez dias de uso prático, que incluiu tráfego urbano e deslocamentos cotidianos, ficou claro que a Transalp possui um nicho específico: rodovias e viagens.

Este modelo retornou ao mercado com um visual distinto da antecessora 700, apresentando uma aparência mais imponente e um design que agrada mesmo fora de estrada. Ao contrário da nova CB 750 Hornet, que recebeu críticas por abandonar os quatro cilindros, a Transalp evitou essa cobrança, pois sua proposta aventureira beneficia pilotos off-road que geralmente se adaptam melhor a motores com menos cilindros.

Desempenho e Comportamento

Embora compartilhe a mesma base da CB 750 Hornet — um bicilíndrico de 755 cm³, gerando 69,3 cv e 7,04 kgf.m —, a Transalp demonstra um comportamento diferenciado. Sua aceleração é mais suave em baixas rotações, e o motor atinge grande parte de sua capacidade próximo aos 7.000 rpm, proporcionando um aumento de velocidade e força notável.

A recomendação prática é operar o motor em rotações mais elevadas, evitando a escassez de potência em baixas faixas, especialmente nas marchas superiores. Mesmo sendo considerada "mais fraca" nessa faixa, a moto assegura uma condução segura em qualquer tipo de via. O conjunto revela seu potencial máximo em velocidades mais altas, durante passeios e em estradas, momento em que seu porte deixa de ser um obstáculo e o motor opera dentro de sua faixa ideal.

A ergonomia da Transalp agradou desde o primeiro contato, e apesar de suas dimensões serem classificadas entre intermediárias e grandes, nada parece excessivo enquanto a moto está em movimento. Manobrar com ela não representa dificuldade, mesmo considerando rodas de 21 polegadas na frente e 18 atrás, além de suspensões de 200 mm e 190 mm, respectivamente. O que realmente se destaca é a sensação de controle em todas as situações.

Capacidades Off-Road e Equipamentos

Fora do asfalto, a moto desempenha bem seu papel. Embora não seja uma CRF nem tenha sido projetada especificamente para isso, ela consegue encarar trilhas mais leves sem apresentar problemas. A eletrônica embarcada auxilia nesse quesito: entre os seis modos de pilotagem disponíveis, os modos Gravel (terra) e os personalizáveis User 1 e User 2 permitem desativar tanto o ABS quanto o controle de tração (HSTC).

A lista de equipamentos é robusta, incluindo iluminação full LED, os sistemas de assistência à condução mencionados e um painel TFT de 5 polegadas. Este painel é acessado por um joystick localizado no punho esquerdo e exibe todas as informações necessárias ao piloto. O ABS contribui para maior segurança nas frenagens, e o HSTC minimiza a perda de aderência da roda traseira; ambos são desativáveis nos modos específicos.

Pontos de Melhoria e Uso Urbano

As falhas identificadas incluem a ausência de conectividade com smartphones, um recurso que já está disponível no painel europeu, mas ainda não foi implementado na América do Sul. Adicionalmente, a porta USB não está convenientemente posicionada perto do guidão, estando localizada sob o assento do garupa, o que exige a remoção do estofamento para acesso ao celular.

Com maior tempo de convivência, o aquecimento tornou-se o principal ponto negativo. O motor aquece as pernas do condutor, e esse desconforto ocorre de forma previsível: em viagens ou dias frios, o vento ajuda a resfriar o conjunto, eliminando o incômodo. Contudo, em baixa velocidade, sem fluxo de ar e com temperaturas elevadas, o calor pode subir a ponto de incomodar também o passageiro. Nenhuma dessas situações impede o passeio, mas serve como um alerta importante.

Existe também um incômodo menor: ao parar e apoiar o pé esquerdo no solo, a carenagem sob o assento levanta e toca o piloto. Durante a condução, com o pé no pedal, isso não é um problema, mas na parada, pode ser preciso ajustar a posição ligeiramente mais à frente do assento.

No contexto do trânsito urbano, os benefícios são limitados. A primeira vantagem é a potência disponível quando necessária, o que é útil para realizar ultrapassagens ou sair de situações complicadas. A segunda vantagem reside na altura do guidão, que ultrapassa o retrovisor de carros pequenos, facilitando a passagem no corredor. No entanto, contra SUVs, cujos espelhos são mais altos, essa manobra não é viável, embora estes veículos ainda representem uma minoria.

Em suma, a moto é grande e pesada demais para o uso diário na cidade, além do problema de superaquecimento, o que enfraquece a justificativa da proposta da Transalp neste cenário. Apesar de ser versátil e apresentar mais qualidades do que defeitos, o custo final é considerável. O preço sugerido ao público é de R$ 65.545, podendo chegar a R$ 70 mil nas concessionárias. Para quem planeja utilizá-la conforme sua vocação — estrada, viagem e passeio —, a proposta se mantém válida. Para quem busca enfrentar o trânsito urbano diariamente, o peso, o tamanho e o calor tornam a escolha mais difícil de justificar por este valor.

Mercedes-Benz equipa caminhões com central multimídia e sistema de rota inteligente para evitar restrições de tráfego
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Mercedes-Benz equipa caminhões com central multimídia e sistema de rota inteligente para evitar restrições de tráfego

A Mercedes-Benz, que celebra 70 anos de atuação no Brasil, anunciou diversas inovações que serão apresentadas na Fenatran 2026, evento marcado para ocorrer entre os dias 9 e 13 de novembro em São Paulo.

Um dos destaques principais é a implementação de uma central multimídia em toda a sua linha de caminhões. Os modelos Accelo, Atego, Axor e Arocs passarão a ser equipados com este novo sistema. Além disso, o caminhão rodoviário Actros também receberá essa tecnologia na sua versão com painel analógico, visto que o modelo também é comercializado com painel totalmente digital.

Funcionalidades da Nova Central Multimídia

A recém-lançada central multimídia possui 10,1 polegadas e seu recurso mais notável é a navegação offline com otimização de rotas. Ao fornecer dados específicos do veículo, como peso, altura ou largura, o mapa consegue traçar um caminho que contorne trechos com restrições de rodagem. Por exemplo, se um caminhão estiver transportando uma carga de até quatro metros de altura, o sistema apontará vias onde pontes e viadutos permitem a passagem sem risco.

Embora o foco seja a navegação offline, a central também suporta conectividade com Android Auto e Apple CarPlay. Este novo acessório será disponibilizado em pacotes específicos para cada modelo, mas a montadora ainda não divulgou os valores.

Outras Melhorias na Gama de Veículos

Adicionalmente à central multimídia, a Mercedes-Benz introduziu aprimoramentos em outros veículos. O Accelo 1117 ganhou uma configuração exclusiva destinada ao transporte de valores; neste caso, o modelo é vendido sem a cabine convencional, permitindo que o cliente envie apenas o chassi para ser blindado e implementado. Já foram vendidas dez unidades deste modelo para a empresa de transporte de valores Brink’s.

Para o segmento off-road e aplicações severas, foi apresentado o Arocs 5851 8x4, que recebeu melhorias como um filtro de ar duplo reforçado, projetado para proteger o motor em ambientes extremos de poeira. Adicionalmente, em termos de segurança, foi incluído o Assistente Ativo de Frenagem (ABA 5), que realiza frenagens 100% autônomas para prevenir colisões traseiras caso o motorista não consiga reagir a um obstáculo.

No setor agropecuário, o Atego 3033 8x2 passou a ser equipado com o eixo traseiro HL7, atendendo a operações como o transporte de leite, ração, suínos e gado. Este modelo já está em circulação, com 50 unidades já comercializadas.

No segmento rodoviário, o Axor, que teve sua reestreia no mercado e já ultrapassa 2.400 unidades vendidas, recebeu a nova pintura Azul Claro Retrô, uma homenagem aos clássicos L-312 (Torpedo) e 1113.

Para o Actros, especificamente na versão 2653 6x4, a marca passou a incluir o CabLock no pacote de segurança. Trata-se de um mecanismo de travamento físico acionado somente internamente na cabine. Outra novidade interna é a nova cama, que conta com colchão de espuma e molas ensacadas do tipo Pocket.

Em relação à parte mecânica do Actros, a montadora oferece um pacote extra de baterias dedicado à partida do motor. Isso permite que, durante períodos de descanso ou pernoite, se a bateria principal for descarregada pelo uso de vários equipamentos eletrônicos, o motorista possa acionar a segunda bateria apenas para ligar o veículo através de um botão no painel. Assim como o Axor, o Actros também ganhou uma nova cor exclusiva: a Azul Meisse Fosca.

Análise do Geely E5: SUVs híbridos e elétricos da Geely apresentam várias vantagens
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Análise do Geely E5: SUVs híbridos e elétricos da Geely apresentam várias vantagens

Embora a Geely atraia atenção no mercado de veículos elétricos acessíveis com o modelo E2, e também no segmento de picapes com o Riddara, o modelo E5 representa uma linha que merece mais atenção. Atualmente, o E5 é um modelo de ponta no portfólio da Geely, mas em termos de dimensões, ele é comparável ao Toyota RAV4.

O modelo está disponível em duas versões: híbrida (EM-i) e totalmente elétrica (E5). A versão híbrida, com potência de saída do sistema de 160 kW, tem um preço entre R$ 599.999 e R$ 679.999, enquanto o modelo totalmente elétrico custa entre R$ 699.999 e R$ 788.888.

Os autores passaram várias semanas com ambas as versões — híbrida e elétrica — e imediatamente notaram seu design elegante. Embora a parte dianteira tenha uma aparência aerodinâmica sem grade frontal, característica dos carros elétricos modernos, a lateral do E5 pode lembrar um Mercedes-Benz ou, na pior das hipóteses, um Porsche Macan.

O interior apresenta um visual claro, espaçoso, minimalista, suave e de alta tecnologia, que há alguns anos poderia parecer um carro conceito. Embora a qualidade geral dos materiais possa não corresponder aos automóveis alemães mencionados, eles criam uma impressão convincente de luxo. No entanto, permanece incerto se esses materiais resistirão ao teste do tempo. Os bancos claros parecem muito luxuosos, mas podem sujar e arranhar rapidamente com o aumento da quilometragem.

No centro, há um sistema multimídia sensível com tela HD de 15,4 polegadas, complementado por um display digital separado de 10,2 polegadas para o motorista. A maioria das funções é controlada através da tela central; embora não haja botões físicos para funções críticas, como controle de clima, há ícones permanentes na parte inferior da tela. No entanto, assim como muitos concorrentes modernos, os autores consideram que muitas funções importantes estão escondidas dentro da tela.

Ainda assim, foram feitas alterações bem pensadas nas soluções práticas modernas. O console central flutuante sobe até o painel de instrumentos, fornecendo fendas angulares e de fácil acesso para dois telefones celulares, um dos quais suporta carregamento sem fio. Há também um pequeno compartimento fechado para itens pequenos, como chaves, e a estrutura de barra fornece armazenamento espaçoso abaixo dela.

Falando sobre praticidade, o interior do E5 é surpreendentemente espaçoso, e o assento traseiro acomodará confortavelmente de dois a três passageiros adultos.

Em relação ao equipamento, todos os modelos são bem equipados, mas as versões topo de linha Apex oferecem mais: teto panorâmico, assentos dianteiros com aquecimento e ventilação, iluminação ambiente de 256 cores e um sistema de áudio premium Flyme Sound com 16 alto-falantes, incluindo alto-falantes nos encostos de cabeça.

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