Projeto A Casa Turquesa da SUPRBLK Studio em Halifax
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Projeto A Casa Turquesa da SUPRBLK Studio em Halifax

O projeto A Casa Turquesa, desenvolvido pela SUPRBLK Studio, foi concebido para abrigar uma residência familiar, um estúdio de arquitetura e um apartamento autônomo em um terreno estreito localizado em Halifax.

Para alcançar a densidade necessária no lote, os arquitetos utilizaram dois volumes de duas águas e implementaram uma série de pátios. Essa abordagem permitiu que o projeto mantivesse a iluminação natural, a privacidade e a ligação com o ambiente externo, apesar das restrições do espaço.

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A Casa Cinza, ou Grey House, é apresentada como um exemplo do poder da simplicidade e da harmonia no design arquitetônico. O uso predominante da cor cinza, que representa a neutralidade e a introspecção, permeia todas as superfícies, gerando uma atmosfera de serenidade e clareza.

As áreas revestidas com tons de cinza possuem textura e são harmonizadas por componentes maciços feitos de aço inoxidável. Este material recebe um acabamento escovado, o que confere ao projeto um toque de sofisticação contemporânea.

Galeria do Projeto

O projeto foi documentado e divulgado pela equipe de projeto, sendo citado como "Casa Cinza / Adam Kane Architects" na data de 29 de Outubro de 2026.

Projeto da Mornington House por Foomann Architects: Residência de Veraneio com Integração Paisagística
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Projeto da Mornington House por Foomann Architects: Residência de Veraneio com Integração Paisagística

A Mornington House, casa de veraneio dos clientes, foi projetada pelo escritório Foomann Architects. Esta residência está situada no mesmo terreno de uma moradia de férias mais antiga, onde os filhos adultos do casal e suas famílias residem, compartilhando uma piscina e a mesma via de acesso.

O casal contratou Foomann para criar uma casa descontraída e focada na vista, adequada tanto para receber convidados quanto para momentos de lazer. Apesar de ser uma construção nova em terreno aberto, o projeto apresentou complexidades maiores do que muitas obras em lotes urbanos reduzidos.

Localizada na porção mais alta do terreno, a concepção arquitetônica teve que lidar com o declive acentuado e o formato triangular do lote. Além disso, foram consideradas exigências locais, como um limite máximo de dois andares em qualquer ponto, a possibilidade de inundações progressivas e a classificação de risco de incêndio florestal.

O paisagismo é considerado uma parte essencial da Mornington House. Mesmo estando elevada sobre pilotis, os moradores conseguem sentir a sensação de flutuar sobre a paisagem, ao mesmo tempo em que permanecem imersos na vegetação circundante.

A fachada, caracterizada por sua sobriedade e revestimento em madeira, recebe os visitantes na entrada e envolve a escadaria superior. As paredes curvas seguem os degraus em leque, permitindo que o edifício se posicione mais alto no terreno triangular e maximize a vista da baía em todos os níveis.

O volume inclinado acompanha o ângulo da escada, assegurando o afastamento necessário em relação às propriedades vizinhas.

Internamente, a cozinha, a sala de jantar e a sala de estar se conectam de maneira fluida a um amplo deck destinado ao lazer. Janelas laterais enquadram vistas da vegetação, e o teto apresenta um vão com pé-direito duplo e painéis de vidro que expandem a percepção visual.

O quarto principal está situado em um mezanino voltado para a área social e a paisagem. Abaixo, outro volume curvo abriga a escada que conduz ao pavimento dos hóspedes, localizado no nível inferior. Neste andar, dois quartos têm vista para o exterior, enquanto um jardim de samambaias, projetado sob a edificação, serve de cenário para a sala de televisão.

Este projeto contou com a colaboração da construtora Fido Projects, parceira de longa data de Foomann, para gerenciar o complexo processo de execução, que incluiu uma estrutura de madeira não convencional. A Astleigh Engineers também desempenhou um papel crucial na integração desses sistemas.

A estrutura é mantida aparente em toda a casa, evidenciando o método de montagem e reforçando a atmosfera robusta, natural e descontraída. Pilares e vigas de madeira delimitam os espaços, e as lajes de madeira engenheirada proporcionam um acabamento natural nos tetos dos pisos inferiores.

Suportes e chapas de conexão de aço foram deixados visíveis, sendo que chapas metálicas extras instaladas na base das vigas funcionam como iluminação indireta. Embora os painéis de parede SIP estejam escondidos, um detalhe de friso feito com o mesmo material de superfície (OSB) na marcenaria faz referência ao que está atrás das paredes.

Externamente, a expressão estrutural e a volumetria do prédio são acentuadas pelo revestimento vertical e horizontal em madeira de eucalipto (spotted gum). As curvas presentes na marcenaria e nos móveis mantêm a coerência com a linguagem do projeto, promovendo fluidez e circulação entre os ambientes. O piso de madeira de demolição e o forro acústico de fibra de madeira adicionam textura e um caráter natural à residência.

Projeto Casa T-237: Análise arquitetônica focada em geometria, tijolo e luz
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Projeto Casa T-237: Análise arquitetônica focada em geometria, tijolo e luz

A Casa T-237 foi concebida como uma edificação arquitetônica singular, apresentando geometria retangular e posicionada no limite sul do terreno. Sua orientação é voltada para um pátio localizado ao norte, que organiza a interação da residência com o ambiente externo. Com uma área total de 120 m², este projeto oferece uma solução precisa para as necessidades básicas de moradia, baseando-se em uma organização programática simples e na exploração consciente das capacidades expressivas e espaciais dos materiais.

O corpo principal da casa possui dimensões de 5,50 metros de largura por 18 metros de comprimento, concentrando todo o programa doméstico em um único nível. Os cômodos — que incluem cozinha, sala de jantar, sala de estar, dois quartos e um banheiro — estão dispostos em uma sequência de espaços adjacentes, todos abertos para o lado norte. Essa disposição cria uma conexão contínua entre os interiores e o pátio, promovendo boa iluminação natural e fluidez visual, ao mesmo tempo que mantém a complexidade formal em uma escala longitudinal e doméstica.

Contudo, a ambição do projeto transcende a mera funcionalidade. A Casa T-237 parte de uma questão fundamental sobre como criar uma identidade arquitetônica utilizando um elemento mínimo, explorando suas possibilidades de repetição e as variações que sua disposição permite. O tijolo é adotado como unidade construtiva primária, servindo de ponto de partida para uma reflexão que permeia todo o projeto. Sua repetição, paginação e arranjo possibilitam a criação de espessura, textura, permeabilidade e sombreamento, transformando um material tradicional no principal meio de expressão espacial e configuração arquitetônica.

Na direção oeste, em contato com a via pública, uma parede curva atua como mediadora entre a residência e seu entorno imediato. Este elemento, que precede o volume principal, é um dos traços distintivos do projeto. Sua geometria organiza o espaço de acesso, conferindo-lhe uma dimensão que vai além da função estrita de circulação. A curva convexa direciona o olhar para a porta principal, funcionando como um funil que guia o percurso antes da entrada na casa. Na sua face côncava, a parede delimita um pátio interno que conecta a cozinha à área integrada da garagem, gerando duas situações complementares: a abertura para o bairro e a criação de um espaço intermediário mais íntimo.

Essa parede é materializada por uma revestimento de tijolos que alterna faixas sólidas e permeáveis. Duas fileiras de blocos assentados em espelho formam uma linha ininterrupta, sobre a qual se posiciona uma série de tijolos verticais, espaçados para permitir a passagem de luz e visão. Essa sequência se repete até atingir 2,40 metros de altura, coincidindo com a parte inferior da viga. O resultado é um fechamento que não é nem totalmente opaco nem totalmente transparente, mas sim intermediário. Este revestimento filtra olhares, permite a entrada de luz e gera uma profundidade variável ao longo do dia. A espessura, o espaçamento entre as peças e a incidência solar fazem desta superfície um plano ativo, onde o jogo de claro-escuro contribui para a identidade da casa.

Essa mesma operação geométrica é aplicada na parede oposta à curva, onde a lógica de permeabilidade protege a área de acesso geral, colocando o usuário entre duas camadas de revestimento. O recurso é replicado também na abertura do banheiro, garantindo iluminação sem comprometer a privacidade. A reutilização de um recurso construtivo em diferentes contextos permite estabelecer uma coerência material entre partes que atendem a demandas espaciais distintas.

O manejo do tijolo não se restringe aos elementos de vedação permeáveis. Toda a alvenaria é tratada com uma paginação combinada que alterna uma linha de blocos assentados em espelho com outra disposta no topo. Essa configuração permite atingir uma espessura aproximada de 30 centímetros, acomodando os pilares estruturais dentro da própria espessura da alvenaria, unificando estrutura e fechamento em uma expressão coesa.

Em contraste com a continuidade textural das paredes, as vigas de fundação e as vigas superiores de apoio e verga são executadas em concreto aparente. Suas linhas horizontais, caracterizadas por precisão geométrica e levemente recuadas em relação à alvenaria, criam um contraponto à irregularidade controlada da paginação dos tijolos. A combinação desses dois materiais evita a sobreposição de linguagens independentes, propondo, em vez disso, uma relação onde cada um manifesta sua expressão a partir do outro.

Dessa forma, a construção se eleva a uma instância de pensamento arquitetônico. As escolhas técnicas não surgem como uma solução posterior à forma, mas integram-se ao processo que define seu caráter: a espessura da parede, o posicionamento dos blocos, a inserção dos pilares e a expressão do concreto participam simultaneamente da lógica construtiva e da experiência espacial.

A Casa T-237 estabelece uma relação intencional entre a arquitetura e o movimento da luz. O projeto é moldado por diversas intensidades de sombra: as sombras definidas geradas pelas vigas de concreto, as sombras fragmentadas provenientes dos revestimentos de tijolo e as sombras filtradas pelo pergolado que cobre a garagem e a varanda. Este último é resolvido com toras de eucalipto organizadas em uma estrutura metálica, gerando um filtro superior que modula a incidência solar e marca a transição entre o espaço aberto e as áreas mais protegidas.

A materialidade e a geometria de cada componente resultam em diferentes condições de iluminação, construindo uma sequência de cenários que acompanha o trajeto desde a rua até o interior. A busca pela luminosidade prossegue dentro da residência por meio de uma claraboia situada sobre a circulação longitudinal do setor sul. A entrada de luz zenital introduz uma variação na iluminação de um caminho que, devido à sua localização e configuração, poderia permanecer em penumbra. Assim, a luz é incorporada como um recurso capaz de diferenciar situações dentro de uma organização espacial deliberadamente sóbria. Mais do que um mero efeito, a sombra constitui uma dimensão central do projeto, permitindo reconhecer espessuras, revelar texturas e alterar a percepção dos limites ao longo do dia. A arquitetura é experimentada não somente pela forma construída, mas também pelas variações que a luz projeta sobre ela.

Situada em uma área de transição entre o ambiente urbano e o rural, a Casa T-237 é uma das primeiras residências em uma futura expansão do tecido urbano do bairro. Dada essa circunstância, o projeto adota uma escala e uma configuração que mantêm a continuidade com as casas vizinhas, prevenindo que a busca expressiva gere um objeto estranho ao seu entorno. A volumetria compacta, a disposição em um único pavimento e o emprego do tijolo aparente resgatam referências da construção residencial local. Entretanto, essas escolhas são recontextualizadas por meio de operações geométricas e construtivas que visam conferir à casa uma identidade própria. A ligação com o bairro, portanto, não é uma cópia literal de suas formas, mas sim uma negociação entre singularidade e continuidade.

A vegetação arbórea já existente é integrada como um componente ativo dessa relação. Sua presença acompanha o acesso, acentua o contraste entre luz e sombra e expande a experiência espacial da entrada. A flora não serve apenas como cenário, mas como uma condição do local que o projeto reconhece e utiliza para potencializar suas próprias ações. A casa estabelece, assim, um elo constante com o exterior: abre-se para o norte, filtra visuais vindas da rua, cria pátios e espaços intermediários, e regula a passagem entre exposição e abrigo. O limite deixa de ser uma fronteira divisória para se tornar uma «espessura habitável», capaz de mediar a intimidade doméstica e o espaço comunitário do bairro.

A Casa T-237 manifesta uma concepção de arquitetura onde o projeto não se limita à organização de um programa ou à geração de uma imagem. Cada decisão — desde a implantação até a paginação dos tijolos, passando pela espessura das paredes e pela orientação das aberturas — participa de uma reflexão sobre como se constrói e se transforma a vivência do espaço. Neste processo, um item cotidiano como o tijolo assume a capacidade de ordenar o conjunto: ele estabelece uma lógica material, define relações entre preenchidos e vazios, controla a luz, gera atmosferas e constrói identidade. A forma arquitetônica surge da exploração dessas possibilidades e de sua articulação com as condições reais do terreno, do programa e das técnicas construtivas.

Para o escritório UNO MÁS UNO Arquitectos, projetar significa encarar a arquitetura como um campo de pensamento que se desenvolve através da prática. A obra finalizada não é apenas uma resposta a uma solicitação, mas também um palco de exploração onde as decisões materiais, espaciais e técnicas são confrontadas, questionadas e ganham significado. A Casa T-237 apresenta uma arquitetura de recursos contidos e operações precisas, onde a contenção formal não implica uma diminuição da experiência, mas sim a possibilidade de intensificá-la. É uma peça doméstica que encontra na repetição, na espessura e na luz os meios para forjar sua singularidade e estabelecer uma conexão sensível com o local onde reside.

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