Estudo indica que corvos tomam decisões duas vezes mais rápido que humanos e macacos
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Estudo indica que corvos tomam decisões duas vezes mais rápido que humanos e macacos

Um novo estudo publicado na Science revelou que os corvos demonstram uma capacidade notável de tomada de decisão, sendo capazes de decidir entre duas opções visuais em um tempo médio de apenas 235 milésimos de segundo. Este período é inferior a um quarto de segundo, o que representa aproximadamente metade do tempo de reação observado em seres humanos e outros primatas em situações comparáveis, mantendo, contudo, um elevado nível de exatidão.

A pesquisa, lançada em 22 de outubro, aponta semelhanças significativas na forma como os cérebros de aves e primatas gerenciam o processo decisório. Para investigar os mecanismos cerebrais subjacentes, cientistas da Universidade de Tubinga, na Alemanha, avaliaram o desempenho de duas gralhas-pretas, pertencentes à espécie Corvus corone, em um teste visual específico.

O experimento envolvia a exibição de um enxame de pontos brancos em uma tela sensível ao toque, sobre um fundo escuro. Esses pontos se moviam em diferentes direções — alguns para a direita, outros para a esquerda, e outros de maneira aleatória. O animal era solicitado a identificar qual lado concentrava a maior quantidade de pontos, bicando marcadores posicionados à esquerda e à direita do dispositivo eletrônico.

A dificuldade do desafio variava conforme a concentração dos pontos em um único lado. Quando a maioria dos pontos se agrupava em um canto, os corvos alcançavam uma taxa de acerto próxima a 100%. Mesmo quando apenas uma pequena fração se movia conjuntamente, eles acertavam metade das vezes, superando o desempenho esperado por mero acaso.

Ao longo das diversas rodadas de teste, os corvos demonstraram agilidade no tempo de reação sem comprometer a precisão. Embora o trabalho não tenha analisado outras espécies diretamente, a comparação com estudos anteriores realizados em humanos e macacos sugeriu que os corvos decidem duas vezes mais rapidamente.

Para compreender o funcionamento interno desse processo, os cientistas monitoraram a atividade de 248 neurônios localizados na região do nidopallium caudolaterale, uma área cerebral nas aves análoga ao córtex pré-frontal dos mamíferos, que é crucial para a cognição de alto nível e a tomada de decisões.

Nos pássaros, o estímulo visual leva cerca de 70 milésimos de segundo para ativar os neurônios cerebrais. Após essa ativação inicial, os sinais começam a ser emitidos em múltiplas direções. A intensidade dessa atividade aumenta progressivamente, culminando em um pico após mais aproximadamente 170 milésimos de segundo, momento em que o corvo efetua sua escolha, como bicar um dos lados da tela.

Essa funcionalidade da região apresenta semelhanças importantes com o córtex pré-frontal. Os pesquisadores inferem que o tipo de processamento sofisticado associado ao neocórtex dos mamíferos — a parte mais recente da evolução cerebral — pode ocorrer sem a necessidade dessa estrutura específica.

Segundo os cientistas, as pressões evolutivas foram suficientes para que as aves desenvolvessem esse modo de raciocínio acelerado. Andreas Nieder, coautor do estudo, afirmou ao LiveScience que «o voo impõe enormes exigências ao processamento visual e à coordenação sensório-motora». Ele acrescentou que as aves necessitam se orientar em três dimensões, desviar de obstáculos e reagir prontamente a objetos em movimento, e que a busca por alimento e captura de presas também pode demandar decisões rápidas e exatas, fatores que podem ter favorecido o processamento veloz de informações.

No entanto, os resultados obtidos são considerados preliminares. A amostra do estudo é reduzida, tendo sido testados apenas dois pássaros, e os pesquisadores ainda não esclareceram o motivo exato pelo qual os corvos conseguem tomar decisões tão mais rapidamente em comparação com os primatas. Novos estudos serão necessários para responder a essa questão.

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É um fato que os animais de estimação podem desenvolver condições semelhantes às humanas, como epilepsia, hérnias de disco, meningites e tumores cerebrais. A principal diferença reside no diagnóstico, que frequentemente é tardio, pois os responsáveis muitas vezes desconhecem a existência de profissionais especializados na área.

Para suprir essa lacuna, a Iconvet, uma clínica veterinária localizada no Rio Vermelho, em Salvador, dedicou seu foco à neurologia desde sua inauguração em 2019.

De acordo com a clínica, diversos sintomas alertam que o animal necessita de uma avaliação neurológica especializada. Entre eles estão convulsões ou episódios de perda de consciência; desorientação, confusão comportamental ou incapacidade de reconhecer ambientes e pessoas conhecidas;

Outros indicadores incluem mudanças abruptas no temperamento, como apatia ou agressividade; alterações visuais, tais como cegueira súbita ou pupilas de tamanhos diferentes; dificuldades motoras para se levantar, andar ou manter a coordenação dos movimentos;

Também são sinais de alerta caminhar repetidamente em círculos para um lado específico, esfregar a cabeça com frequência (indicando desconforto), perder o controle involuntário de urina ou fezes, ou pressionar a cabeça contra superfícies rígidas como paredes.

É fundamental ressaltar que nem toda convulsão implica a presença de um tumor, e cada sintoma pode ter origens distintas. Por essa razão, a consulta com um neurologista constitui o passo inicial essencial. Caso o animal pare de andar subitamente, a orientação da clínica é tratá-lo como uma emergência e buscar assistência médica imediatamente.

O processo de diagnóstico de enfermidades neurológicas em animais abrange um exame clínico minucioso, complementado, quando necessário, por exames laboratoriais e de imagem. Estes podem incluir radiografias, tomografias e a análise do líquor, o fluido que circunda o cérebro e a medula espinhal. Com base nesses achados, o veterinário especialista determina se o manejo ideal será através de medicação contínua, outras formas de terapia ou intervenção cirúrgica.

Especificamente no tocante aos tumores cerebrais, a Iconvet destaca-se como a única clínica na Bahia que executa cirurgias cerebrais em cães e gatos para remoção do tumor, utilizando equipamentos de ponta, como o neuronavegador. O centro cirúrgico também dispõe de arco cirúrgico, um aparato que fornece imagens de raio-x em tempo real durante o procedimento, sendo este recurso exclusivo na Bahia. Essa tecnologia é aplicada primariamente em cirurgias complexas nas áreas de neurologia e ortopedia, onde a clínica concentra suas atividades.

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O ornitólogo Reginaldo José Donatelli, da Unesp de Bauru (SP), esclarece que as águias se destacam dos gaviões devido ao seu maior tamanho corporal, à envergadura impressionante, às garras robustas e a uma face mais bem desenvolvida.

Existem diversas distinções entre esses grupos. Um indicador notável é a coloração dos olhos: águias e gaviões geralmente têm olhos amarelos ou vermelhos, ao passo que os falcões tendem a possuir olhos castanhos.

Em relação ao tipo de asa e ao modo de voo, os falcões caracterizam-se por asas mais estreitas e um voo mais reto, o que facilita sua navegação em ambientes florestais. Em contrapartida, gaviões e águias possuem asas mais arredondadas e preferem planar, utilizando as correntes térmicas.

Os hábitos de nidificação também divergem, visto que gaviões e águias constroem seus próprios ninhos, algo pouco comum entre os falcões. Além disso, as formas de ataque variam: falcões costumam usar o bico para eliminar suas presas, enquanto gaviões e águias dependem mais de suas garras afiadas para capturar e matar.

A classificação dessas aves de rapina diurnas, que totalizam aproximadamente 300 espécies na ordem Falconiformes, é complexa. Essa ordem se divide em famílias como Accipitridae (que inclui águias e gaviões), Falconidae (onde se encontram falcões e carcarás) e Pandionidae (que abriga a águia-pescadora).

Apesar das sutilezas, essas diferenças auxiliam na compreensão clara das adaptações e dos papéis ecológicos desempenhados por cada grupo.

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