Baidu apresenta API de busca atualizado com autoaprendizagem e reduz o custo para 4,9 yuans por 1000 requisições
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Baidu apresenta API de busca atualizado com autoaprendizagem e reduz o custo para 4,9 yuans por 1000 requisições

Em um briefing de produto do aplicativo Baidu em Pequim, em 30 de outubro, a empresa anunciou que seu mecanismo de busca alcançou a chamada autoevolução recursiva. Além disso, foi lançado uma API de IA de busca atualizada por um preço promocional, que, segundo a Baidu, é inferior à API de busca do DeepSeek.

A autoevolução é descrita como um ciclo fechado que inclui extração de informações, feedback e retreinamento. Cada pesquisa real e o feedback subsequente do usuário são usados como sinais de treinamento e enviados de volta ao sistema, permitindo que os modelos melhorem continuamente sem necessidade de intervenção manual. A Baidu afirma que, graças a este ciclo de feedback online, vários agentes melhoram conjuntamente, e a eficácia geral das iterações aumentou mais de 80%. No entanto, a empresa não publicou avaliações independentes dessa declaração.

A API é baseada em uma arquitetura de quatro camadas, que a Baidu chama de nativa de IA. A camada de conteúdo utiliza dados de mais de 80 idiomas e um índice contendo centenas de bilhões de páginas de qualidade, sendo que a confiabilidade dos dados aumentou em mais de 50%, segundo a empresa. O mecanismo de autoevolução funciona no nível do motor. A camada arquitetônica garante baixa latência e alto processamento simultâneo de requisições para uso corporativo. O aplicativo suporta acesso via API, MCP e conjunto de habilidades. A Baidu relata que a qualidade de seu assistente próprio melhorou em 20% após a conexão.

De acordo com a página da campanha Baidu AI Cloud, o pacote de busca aprimorado custa 4,9 yuans por 1000 requisições como parte de uma promoção válida de 30 de outubro a 31 de dezembro, em comparação com o preço normal de 40 yuans. Os compradores podem fazer compras repetidas até atingir um limite agregado de 1 milhão de requisições, após o qual o preço padrão é usado. O pacote premium custará 9,9 yuans por 1000 requisições, o que é inferior ao preço inicial de 72 yuans, e requer um código de convite. Os resultados fornecem site, título, URL e fragmento da fonte para verificação das respostas.

Durante o briefing, também foi apresentada uma versão de consumo do aplicativo. A Baidu observa que a busca está se transformando do formato 'uma pergunta — uma resposta' para o formato 'uma tarefa — um resultado'. Consultas complexas são processadas por meio de buscas multifásicas que fornecem um resumo verificado; tarefas rotineiras são executadas diretamente, e tópicos longos podem ser acompanhados por meio de notificações com consentimento do usuário. Essa funcionalidade abrange mais de 170 cenários de uso de ferramentas. As páginas interativas de resultados agora aparecem em cinco vezes mais cenários e utilizam mais de 5 bilhões de recursos de dados de serviços governamentais, empresas de serviços públicos e banco central. Além disso, a função de câmera de IA agora é capaz de rastrear vários objetos simultaneamente e manter um diálogo ao vivo em nove dialetos chineses, incluindo o nordeste, sichuanês e cantonês.

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O Google comunicou a ampliação da exibição de anúncios no Modo IA da Busca para dez novas nações, colocando o Brasil entre os mercados que receberão essa funcionalidade até o quarto trimestre de 2026. Esta medida visa aumentar a visibilidade da publicidade em pesquisas realizadas por meio de inteligência artificial (IA), acompanhando a transformação na maneira como os usuários buscam produtos e informações na internet.

Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral de anúncios da Busca do Google, detalhou que as consultas efetuadas no Modo IA tendem a ser, em média, três vezes mais extensas do que as buscas convencionais. A empresa argumenta que este formato conversacional auxilia na compreensão mais profunda das necessidades dos usuários, permitindo a apresentação de ofertas pertinentes.

Além do Brasil, o cronograma de expansão abrange Austrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Singapura. Adicionalmente, a companhia tem planos de introduzir o recurso no México e no Reino Unido já neste trimestre.

Essa expansão coincide com a integração de experiências de IA no principal serviço de pesquisa do Google. Os usuários deixam de depender exclusivamente de palavras-chave curtas, podendo agora descrever cenários, comparar opções e realizar perguntas sequenciais para refinar suas buscas.

Para os anunciantes, esse novo padrão de comportamento oferece a oportunidade de exibir seus serviços e produtos em pontos mais precisos da jornada de compra. Contudo, para os próprios usuários, surge o desafio de diferenciar as recomendações publicitárias das informações orgânicas, mesmo quando os anúncios estiverem inseridos em uma experiência de busca baseada em IA.

O Google assegurou que continuará realizando testes com diferentes formatos para garantir que os anúncios permaneçam relevantes e úteis. Embora a previsão para o Brasil seja o quarto trimestre de 2026, a empresa não especificou uma data exata para a implementação do recurso no país.

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A Amazon está reavaliando a maneira como mede o emprego da inteligência artificial por seus engenheiros de software. De acordo com uma nova diretriz interna, a empresa considera que métricas como a quantidade de tokens utilizados, a adoção de ferramentas e o volume de modificações no código são indicadores "profundamente falhos" quando estabelecidos como objetivos.

Apesar dessa mudança, a companhia não pretende abandonar a IA. O foco da alteração reside na avaliação: em vez de recompensar aqueles que utilizam mais ferramentas ou geram maior volume de código, a Amazon busca mensurar o efeito do trabalho nos clientes, nos negócios e nas equipes.

Um dos desafios identificados é o fenômeno conhecido como "tokenmaxxing", termo usado para descrever o uso excessivo de tokens com o intuito de inflacionar os indicadores internos. Os tokens representam as unidades que os modelos empregam para processar e gerar dados, e também afetam os custos operacionais dessas ferramentas.

Conforme relatado pela Fortune, a Amazon adverte que transformar esse consumo em meta pode resultar em aumento de despesas sem garantir uma melhora real nos resultados. Este problema não é meramente teórico; funcionários da empresa chegou a utilizar agentes de IA em atividades supérfluas apenas para elevar seus números em um ranking interno que foi descontinuado em maio.

Para Terk Terkowitz, vice-presidente da Amazon, o critério mais adequado reside nos resultados alcançados a longo prazo, abrangendo o impacto para os clientes, para o negócio e para as próprias equipes. Embora os indicadores de consumo de tokens e adoção de ferramentas não sejam eliminados, a empresa esclarece que eles podem auxiliar na identificação de padrões, mas não devem servir exclusivamente como metas de desempenho.

A orientação se aplica também ao oposto: Terkowitz considera valiosa a descoberta de áreas onde a IA não está sendo eficaz. A companhia mantém o incentivo aos engenheiros para que aprendam e integrem a IA em suas rotinas diárias, acreditando que a tecnologia permanecerá central no desenvolvimento de software, aliada ao conhecimento, à experiência técnica e à capacidade de julgar se uma solução específica é realmente pertinente.

Essa discussão transcende os limites da própria empresa. Um estudo recente demonstrou que somente 3% das organizações conseguiram superar suas metas de economia através de ganhos de produtividade proporcionados pela IA, mesmo com a maioria delas planejando expandir seus investimentos nessa tecnologia.

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Embora o Modo IA esteja incentivando os usuários a realizar mais pesquisas no Google, ele ainda resulta em menor receita por consulta quando comparado à busca convencional. A Alphabet confirmou que as consultas feitas através da ferramenta baseada em inteligência artificial possuem uma taxa de monetização inferior às pesquisas tradicionais.

Esta informação foi divulgada durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre. A receita proveniente de buscas e outros anúncios cresceu 12% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 63,3 bilhões (aproximadamente R$ 338,7 bilhões em conversão direta). Contudo, esse ritmo de crescimento foi mais lento se comparado aos 17% registrados no segundo trimestre.

Philipp Schindler, diretor de negócios, esclareceu que parte dessa disparidade reside no próprio formato das consultas. Muitas dessas interações ocorrem em fases preliminares do processo decisório do consumidor, o que implica que nem todas elas possuem um objetivo estritamente comercial.

Segundo dados do Google, uma pesquisa realizada no Modo IA contém, em média, três vezes mais palavras do que uma busca padrão. Este recurso é capaz de processar questionamentos complexos e permite que o usuário mantenha um diálogo contínuo com novas requisições.

O Modo IA está acessível em português e proporciona uma experiência similar a chatbots como Gemini e ChatGPT. Diferentemente da simples listagem de links, esta ferramenta desmembra as perguntas em múltiplas buscas e constrói uma resposta utilizando informações coletadas na internet.

A estratégia para melhorar a receita envolve a inserção de mais publicidade na ferramenta. O Google iniciou testes de publicidade no Modo IA em maio de 2025, apresentando links patrocinados que podem ser exibidos dentro ou abaixo das respostas geradas pela inteligência artificial. A empresa planeja expandir esses anúncios para Austrália, Canadá, Índia e outros sete mercados nesta semana. Além disso, Brasil, México e Reino Unido devem ser incluídos nessa expansão até o quarto trimestre de 2026. Nos Estados Unidos, o Google também começou a testar anúncios exibidos durante as perguntas dentro da mesma conversa.

A busca permanece sendo uma das principais fontes de receita da Alphabet. Embora o segmento tenha apresentado avanço trimestral, o crescimento de 12% ficou aquém dos 17% do segundo trimestre e dos 19% do primeiro trimestre. A menor monetização do Modo IA é um ponto de atenção adicional, visto que o Google está investindo mais recursos para manter sua estratégia de inteligência artificial.

Os gastos da Alphabet com infraestrutura alcançaram US$ 51,4 bilhões no trimestre, o que equivale a mais de R$ 275 bilhões em conversão direta. Esse montante intensifica a necessidade de que os novos produtos de IA contribuam para sustentar o negócio publicitário da companhia.

Não obstante, o Google não demonstra intenção de reduzir o ritmo. A empresa assegura que as ferramentas de IA já estão elevando o volume de pesquisas e planeja aumentar ainda mais seus investimentos em tecnologia em 2027. O principal desafio atual consiste em tornar essas novas pesquisas tão lucrativas quanto as modalidades anteriores.

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