Aneel confirma manutenção da bandeira tarifária verde na conta de luz em novembro
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Aneel confirma manutenção da bandeira tarifária verde na conta de luz em novembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) comunicou nesta sexta-feira, dia 30, que a bandeira tarifária verde será mantida em novembro, garantindo que os brasileiros não terão cobranças adicionais na conta de energia elétrica.

Esta decisão representa a segunda vez consecutiva que a bandeira verde permanece ativa, o que significa que os consumidores não serão onerados com taxas extras decorrentes do sistema de bandeiras tarifárias na fatura de eletricidade.

Segundo informações da agência, a continuidade da bandeira verde deve-se às condições favoráveis de geração de energia. Este cenário é impulsionado pelo aumento das chuvas nas áreas onde se localizam as principais usinas hidrelétricas.

Com os reservatórios apresentando um nível mais equilibrado, torna-se desnecessário acionar em grande escala as usinas termelétricas, as quais geram energia a custos mais altos.

Anteriormente, entre maio e setembro, a bandeira tarifária esteve classificada como amarela, o que implicava um custo adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Em outubro, a Aneel já havia feito a redução da classificação para verde.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado pela Aneel, tem a função de informar os consumidores sobre as condições de geração de energia no país e os custos associados à sua produção.

Quando o volume de precipitação diminui, os níveis dos reservatórios das hidrelétricas podem cair, o que limita a capacidade de geração dessas usinas. Nestes momentos, é preciso recorrer às termelétricas, que possuem custos operacionais superiores.

Para sinalizar tais situações e cobrir os gastos extras, a agência emprega bandeiras de cores distintas, que podem resultar em cobranças suplementares na conta de luz. Com a bandeira verde mantida em novembro, os consumidores não enfrentarão esses acréscimos na conta de energia.

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A Poste Italiane, que assumiu o controle da Telecom Italia e, consequentemente, da TIM Brasil, comunicou que a atividade no Brasil não é vista como estratégica para os planos futuros da empresa. Essa declaração representa uma alteração de postura ocorrida pouco mais de um mês após a companhia obter o controle da matriz italiana.

Matteo Del Fante, CEO da Poste Italiane, reconheceu que a TIM Brasil é rentável e gera um volume considerável de caixa, contudo, ele ressaltou que ela não é fundamental para o projeto que a empresa planeja executar com a Telecom Italia. Apesar disso, o executivo garantiu que a operação brasileira não está disponível para venda.

Durante uma conferência econômica realizada em Roma, Del Fante mencionou que a Poste tem intenção de utilizar a operação brasileira de forma “tática” nos próximos meses, mas não detalhou o que esse termo implica na prática. Ele reforçou, de maneira mais direta, que a TIM Brasil “não está à venda”.

A agência Reuters especula que essa declaração pode pavimentar o caminho para uma possível desvinculação da operação brasileira no futuro. Atualmente, não há registros de procura por compradores ou de qualquer processo formal de alienação. O sentido desse “uso tático” deve ser esclarecido no primeiro trimestre de 2027, data em que Del Fante apresentará um novo plano de negócios para a Poste Italiane e a Telecom Italia.

A principal atenção do grupo está voltada para a Itália. A intenção é capitalizar a aquisição da Telecom Italia para expandir sua presença em serviços digitais e modernização tecnológica, integrando a base de clientes corporativos da operadora com a estrutura da estatal italiana. Neste cenário, a operação brasileira produz resultados financeiros, mas não detém o mesmo peso estratégico.

Este posicionamento difere do discurso anterior à finalização da compra. Em julho, Alberto Griselli, CEO da TIM Brasil, havia afirmado que o fortalecimento da nova controladora poderia ser benéfico para a filial, lembrando que a Poste havia classificado a operação brasileira como uma “joia”. Essa mudança também reacende um debate antigo, visto que, em 2022, membros do governo italiano da época defendiam a venda da TIM Brasil para realocar fundos para as atividades europeias.

Até o momento, nenhuma decisão foi anunciada sobre a operação local. A Telecom Italia detém cerca de 67% da TIM Brasil. Ela constitui a única subsidiária estrangeira do grupo e, segundo a Reuters, é responsável por quase metade dos seus lucros operacionais primários, com uma participação avaliada em aproximadamente R$ 31,8 bilhões. No Brasil, a TIM permanece entre as três maiores empresas de telefonia móvel, competindo com Vivo e Claro. Além disso, a empresa atua em banda larga fixa, embora tenha sido superada pela Starlink em termos de número de acessos.

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