SpaceX planeja comprar residências de vizinhos afetados pelo ruído de seus data centers
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SpaceX planeja comprar residências de vizinhos afetados pelo ruído de seus data centers

É comum que residentes próximos a centros de dados apresentem reclamações devido aos transtornos causados por essas instalações. Para solucionar essa situação, a SpaceX aparentemente encontrou uma abordagem drástica: a aquisição de casas situadas perto de uma usina de energia que abastece diretamente esses data centers.

O caso específico envolve a SpaceXSI, entidade formada pela fusão da xAI com a SpaceX. A xAI foi estabelecida por Elon Musk em 2023 com o objetivo de desenvolver serviços e tecnologias de inteligência artificial, incluindo o Grok.

Como é sabido, as aplicações de IA exigem data centers especializados. Por essa razão, a SpaceXSI ergueu instalações desse tipo em 2024, ainda sob o nome xAI, na área de Memphis, nos Estados Unidos.

Os data centers consomem grande quantidade de eletricidade. Para suprir essa demanda, a SpaceXSI instalou uma infraestrutura de produção de energia composta por 69 turbinas temporárias movidas a gás na cidade de Southaven. Contudo, essas turbinas geram considerável ruído, causando grande incômodo aos moradores locais, além de outros problemas como a poluição atmosférica.

Segundo reportagem do jornal The Guardian, a SpaceXSI começou a designar corretores de imóveis para abordar os moradores vizinhos à usina, oferecendo propostas de compra de suas propriedades.

Um corretor informou a um morador que o projeto da empresa de Elon Musk prevê a compra de 418 casas na região, sendo que 18 delas já foram negociadas. Adicionalmente, outras cinco residências já foram adquiridas pela MZX, subsidiária da SpaceX responsável pela operação da estrutura energética.

Conforme o mesmo jornal, as casas compradas serão destinadas a servir de moradia para os colaboradores da companhia. As ofertas de aquisição estão cotadas em valores próximos a US$ 180.000, que representa a média estimada de preço das casas naquela localidade.

Existe uma condição imposta a essa transação: o morador que desejar vender sua casa deve concordar em não mover ações contra a SpaceXSI em virtude dos inconvenientes gerados pela usina elétrica.

De fato, existe um processo judicial coletivo contra a SpaceXSI em andamento desde junho deste ano. Neste processo, os moradores alegam que a usina produz um som contínuo, que frequentemente se assemelha ao ruído de aeronaves. Nesse contexto, a compra das residências surge como uma tática para evitar que o conflito judicial se agrave.

No mês subsequente, a empresa firmou um acordo com os órgãos reguladores estaduais para converter a usina em uma instalação permanente de geração de energia a gás. Essa alteração implicará em uma estrutura mais moderna, o que, por sua vez, deverá reduzir o nível de ruído emitido pelas turbinas provisórias.

A SpaceXSI também já havia apresentado declarações sobre a implementação de medidas para mitigar os transtornos, tais como a construção de barreiras acústicas e o ajuste da potência na geração de energia.

Entretanto, a suposta estratégia de compra de imóveis na área suscita questionamentos sobre se a companhia de Elon Musk realmente pretende ser uma vizinhança cordial, como sugerido.

Até o momento, a SpaceXSI não emitiu nenhum pronunciamento oficial a respeito desse plano de aquisição de bens.

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Elon Musk anunciou essa captação no domingo, dia 25, por meio de uma publicação na plataforma X. Segundo ele, o acesso a esse crédito foi facilitado tanto pela classificação de risco de grau de investimento da SpaceX quanto pelas receitas geradas pelos seus negócios de internet via satélite, como a Starlink, e pelos lançamentos espaciais.

Esta movimentação acontece em um contexto de intensa competição entre empresas de tecnologia para assegurar o suprimento de chips avançados e expandir a infraestrutura computacional necessária para o avanço da inteligência artificial. A Nvidia figura como o fornecedor principal dos processadores que a SpaceX planeja comprar.

Na sua comunicação, Musk especificou que o financiamento se refere primariamente a uma dívida acionável destinada à compra de GPUs, com as entregas programadas para os primeiros e segundos trimestres de 2027. Ele ressaltou que esta operação não impactará significativamente os resultados do trimestre corrente.

O financiamento também demonstra a relevância de ter acesso ao mercado de dívida para corporações que buscam edificar grandes estruturas de computação. A combinação da classificação de grau de investimento da SpaceX com as receitas já consolidadas, como as provenientes da Starlink e dos foguetes, fortalece sua capacidade de atrair recursos financeiros.

A Reuters havia antecipado essa notícia no início de outubro, informando que a empresa estava negociando com gestores de ativos e bancos a captação de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 216 bilhões) para obter chips de IA da Nvidia.

Este fechamento do financiamento ocorre enquanto as empresas de tecnologia competem pelo acesso a processadores de ponta e investem na criação de data centers para suprir a crescente demanda por serviços de IA.

Adicionalmente, Musk tem focado investimentos na Terafab, uma iniciativa de fabricação de chips que une a SpaceX e a Tesla em Austin, Texas (EUA). De acordo com a Reuters, este projeto visa entregar o primeiro chip de teste por volta de maio ou junho de 2027, com a meta de atingir a produção em volume no terceiro trimestre de 2028.

Antes mesmo de sua Oferta Pública Inicial de Ações (IPO), a SpaceX já havia incluído naqueles documentos de abertura de capital a fabricação de GPUs próprias entre os investimentos de capital consideráveis previstos. A empresa alertou os investidores sobre os custos inerentes ao desenvolvimento de IA e outras tecnologias, indicando que o plano de produzir seus próprios processadores visa aumentar o controle sobre os componentes usados em suas operações, embora a produção em grande escala permaneça um objetivo futuro.

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Wall Street vê essa combinação como um cenário bastante provável, mas o caminho para o acordo envolve interesses que nem sempre coincidem. A presença industrial da Tesla na China é particularmente sensível, visto que a SpaceX possui contratos relacionados à defesa americana.

A Tesla, avaliada em cerca de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,54 trilhões), pode ser forçada a oferecer um prêmio para que seus acionistas concordem em trocar suas ações por ações da SpaceX. Analistas do RBC Capital Markets e JPMorgan sugerem que esse prêmio pode variar de 20% a 35%, enquanto outros investidores não esperam um prêmio significativo, especialmente porque alguns já possuem ações de ambas as empresas.

A fusão permitiria o compartilhamento de serviços e potencialmente aumentar os recursos para financiar projetos dispendiosos. As empresas estão desenvolvendo juntas a fábrica de chips Terafab, e a inteligência artificial já representa mais da metade da receita da SpaceX. A expansão exige grandes investimentos, e a possibilidade de obtenção conjunta de crédito é vista como uma vantagem dessa operação.

No entanto, nem todos os projetos que fundamentam a avaliação das empresas atingiram escala comercial. Data centers em órbita, táxis robóticos e robôs humanoides ainda estão em fase de desenvolvimento e exigem novos investimentos.

Atualmente, Musk controla cerca de 85% dos votos da SpaceX graças a ações com direitos especiais, em comparação com cerca de 20% na Tesla. Segundo estimativas da Reuters, ele poderia concentrar cerca de 57% dos votos da empresa unificada.

Outro obstáculo é a aprovação dos acionistas da Tesla. Musk declarou que o acordo deve obter a maioria de todas as ações, e não apenas a maioria dos votos registrados. Na prática, ações sem voto contabilizado podem dificultar o processo de aprovação.

Há também dúvidas sobre a governança da operação, na qual Musk estaria envolvido de ambos os lados da negociação. Quando a Tesla adquiriu a SolarCity em 2016, um tribunal de Delaware determinou que um comitê independente deveria ser formado.

A Tesla depende da China para a produção de veículos, e a SpaceX, por sua vez, desenvolve sistemas militares e de inteligência para o governo dos EUA. A fusão pode gerar preocupações com segurança nacional em ambos os países, especialmente no que diz respeito ao acesso a dados e tecnologias confidenciais. Pequim exige que os dados coletados pelos sistemas de direção autônoma da Tesla permaneçam no território chinês. Uma possível solução é manter as operações locais separadas, com barreiras que impeçam a troca de informações com a SpaceX.

A China pode usar as negociações para obter garantias sobre investimentos, capacidade de produção ou acesso a tecnologias estratégicas. No entanto, essas exigências podem entrar em conflito com as restrições dos EUA relativas à defesa.

Entre as alternativas discutidas pelos analistas, não há uma definida. A fábrica em Xangai é responsável por mais de 50% da produção mundial da Tesla, segundo a avaliação de Yale Zhang, CEO da consultoria AutoForesight. A operação chinesa também gera parte dos fundos utilizados para financiar futuros projetos do fabricante.

Para Musk, o desafio será conciliar as exigências dos acionistas com as restrições de Washington e Pequim. Mesmo que ambas as empresas tenham objetivos tecnológicos comuns, isso não garante a aprovação da fusão ou a satisfação das condições de todas as partes.

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