Metanálise mostra que duloxetina pode aliviar um pouco a dor na osteoartrite, mas aumenta o risco de efeitos colaterais
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Metanálise mostra que duloxetina pode aliviar um pouco a dor na osteoartrite, mas aumenta o risco de efeitos colaterais

De acordo com uma revisão sistemática e metanálise conduzidas por cientistas da Austrália e China, a ingestão do antidepressivo duloxetina está associada a uma diminuição insignificante da síndrome da dor e melhoria das capacidades motoras em adultos com osteoartrite.

Os resultados do estudo, publicados no periódico eClinicalMedicine, indicam que, paralelamente ao potencial benefício do uso de duloxetina, foi observado um aumento na probabilidade de ocorrência de reações adversas.

No entanto, os autores do estudo concluíram que a eficácia comparativa geral do uso de duloxetina permanece indefinida.

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Aumento da popularidade de cirurgias de alongamento de ossos: médico fala sobre a segurança da intervenção cirúrgica

Atualmente, observa-se um aumento no interesse pelo aumento cirúrgico da altura, graças aos avanços na ciência médica. No entanto, especialistas enfatizam que as cirurgias de aumento de altura não são um procedimento padrão e estão associadas a vários riscos que exigem extrema cautela por parte do paciente. Apesar disso, o desejo de parecer mais alto leva as pessoas a submeterem-se a cirurgias que incluem a amputação de ossos.

Neste sentido, é importante compreender o nível de segurança desses procedimentos. O Professor (Doutor) Rajesh Bhalla, especialista em doenças ósseas do Hospital JMC em Delhi, forneceu informações detalhadas sobre este assunto.

De acordo com o Dr. Bhalla, a cirurgia de aumento de altura consiste no alongamento dos ossos utilizando a técnica Ilizarov. Inicialmente, este método era usado para tratar pacientes cujos ossos não haviam sarado adequadamente após fraturas ou que apresentavam diferença no comprimento das pernas. Atualmente, pessoas que procuram aumentar sua altura também realizam esta cirurgia.

O Dr. Bhalla explica que durante esta operação, o osso é primeiro cortado em dois segmentos, e então um aparelho especial é instalado. Com este dispositivo, a distância entre as duas partes do osso é aumentada gradualmente, sendo esse aumento de cerca de um milímetro diariamente. À medida que as partes do osso se separam, o organismo começa a formar tecido ósseo novo no espaço criado. Simultaneamente, os nervos circundantes, músculos e outros tecidos têm tempo para se adaptar ao comprimento crescente.

Por exemplo, se for necessário aumentar o comprimento do osso da perna em 5 centímetros, o processo gradual de alongamento pode levar cerca de 50 dias, mas isso não conclui o tratamento. Depois disso, é necessário dar cerca de 100 dias ou até mais à nova formação óssea para que ela se fortaleça. Assim, o procedimento completo de aumento de 5 centímetros pode levar aproximadamente cinco meses ou mais, embora este prazo dependa da idade do paciente, do estado dos ossos e da velocidade de recuperação do organismo.

Segundo a opinião do Dr. Bhalla, em alguns casos, planeja-se alongar o fêmur em cerca de 7,5 a 8 centímetros, e a tíbia em 5 a 6 centímetros. Ao realizar operações em ambos os ossos em diferentes fases, há potencial para aumentar o comprimento total em 12 a 15 centímetros. No entanto, tal procedimento não é considerado seguro para todos os pacientes. Complicações possíveis incluem rigidez articular, espasmos musculares, consolidação óssea retardada e necessidade de cirurgias repetidas.

O Dr. Bhalla também observa que, antes de iniciar a cirurgia, é fundamental entender o motivo pelo qual o paciente deseja aumentar sua altura. É preciso descobrir se essa é uma decisão própria dele ou se ele está sob pressão de outra pessoa. Além disso, deve ser realizado um exame da resistência óssea do paciente e avaliado seu estado mental. Se necessário, recomenda-se a ajuda de um psicólogo.

Especialista fala sobre posturas de ioga que podem aliviar dores nas costas
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Especialista fala sobre posturas de ioga que podem aliviar dores nas costas

Mulheres frequentemente relatam dores lombares, fadiga e tensão muscular, e o ioga pode ser útil para controlar esses problemas. Durante uma discussão sobre saúde feminina e ioga no Healthwealth Summit, a especialista em ioga Ira Trivedi observou que a prática regular de ioga contribui para fortalecer os músculos das costas. Certas asanas são sugeridas para inclusão na rotina.

Para fortalecer a região lombar, recomenda-se praticar Bhujangasana. Esta postura é realizada deitada de bruços: ambas as palmas das mãos são colocadas ao lado dos ombros no chão. Ao inspirar, deve-se levantar lentamente a cabeça e o peito, mantendo os cotovelos próximos ao corpo e evitando pressão excessiva na região lombar. Após segurar por alguns segundos, deve-se expirar e retornar à posição inicial. Esta asana ajuda a ativar os músculos ao redor da coluna vertebral e a abrir o tórax.

Outra asana é Shashankasana, também conhecida como postura do coelho. Ela é executada inclinando-se para a frente a partir da postura Vajrasana (postura do diamante), durante a expiração. Os braços são estendidos para a frente e a testa tenta tocar o chão, mantendo a respiração normal. Esta postura pode trazer alívio para as costas e a região lombar.

Durante a menstruação, exercícios leves, pranayama e alongamento são permitidos se a dor for tolerável. No entanto, se houver dor abdominal ou lombar intensa, tontura, fraqueza ou sangramento anormal, deve-se procurar um médico em vez de praticar esportes. Em caso de dor forte, todos os tipos de ioga e exercícios devem ser evitados.

É também importante saber reconhecer os sinais do próprio corpo. O ioga envolve concentração na respiração, portanto, deve-se praticar exercícios respiratórios, o que também influencia positivamente na redução do estresse mental. A especialista enfatizou que cada pessoa deve integrar o ioga em seu estilo de vida. Pesquisas médicas confirmam os benefícios do ioga no controle de várias doenças e dores no corpo.

Dor articular na menopausa: quando os sintomas podem indicar uma doença reumatológica
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Dor articular na menopausa: quando os sintomas podem indicar uma doença reumatológica

As dores sentidas em articulações, músculos e tendões são comuns durante a menopausa e podem estar ligadas à diminuição do estrogênio. Contudo, nem todo desconforto nesta fase da vida resulta de alterações hormonais. Especialistas alertam que, se a dor for persistente, limitar as atividades diárias ou vier acompanhada de inchaço articular, rigidez prolongada ao despertar e fraqueza muscular significativa, é necessário consultar um reumatologista.

Tais sinais podem apontar para condições como artrite reumatoide, artrose, fibromialgia ou polimialgia reumática, que podem se manifestar ou surgir durante o período menopausal. Os especialistas enfatizam que atribuir todas as dores à queda hormonal pode retardar o diagnóstico de patologias que requerem tratamento específico.

Avaliação especializada

O reumatologista Valderílio Feijó Azevedo, que preside a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), salienta que a avaliação médica especializada é crucial quando as dores continuam, interferem na rotina ou surgem junto a sinais de inflamação. Embora a redução do estrogênio possa causar modificações em ossos, articulações, tendões, ligamentos e músculos, impactando a força, mobilidade e qualidade de vida feminina, essas manifestações são agrupadas sob o nome de síndrome musculoesquelética da menopausa, termo sugerido em 2024, embora ainda não totalmente aceito pela ciência.

Marcelo Luis Steiner, ginecologista e membro da Comissão Nacional Especializada em Osteoporose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), explica que essa nomenclatura serve para dar visibilidade a sintomas que historicamente não eram ligados diretamente à menopausa.

Quais sinais indicam a necessidade de procurar um reumatologista?

Mesmo sendo frequentes na transição menopausal, certas características das dores podem sugerir que a causa não é apenas a baixa de estrogênio. De acordo com Azevedo, os principais alertas incluem:

  • Inchaço, calor ou vermelhidão nas articulações, indicando possível processo inflamatório.
  • Rigidez que perdura ao acordar, especialmente se exceder 30 a 60 minutos.
  • Dor que perturba o sono, seja acordando a mulher durante a noite ou não aliviando com o descanso.
  • Fraqueza muscular considerável, como dificuldade em subir escadas ou erguer os braços.
  • Dor intensa e rigidez nos ombros e quadris, principalmente se forem recentes e ocorrerem após os 50 anos.
  • Sintomas adicionais, como febre, perda de peso, cansaço desproporcional, secura em olhos ou boca, ou mudança de cor dos dedos no frio.
  • Alterações laboratoriais, como elevação de marcadores inflamatórios ou presença de autoanticorpos específicos.
  • Fraturas após traumas leves ou perda de estatura, sugerindo problemas ósseos.
  • Dor constante que restringe a rotina, mesmo após iniciar tratamentos iniciais.

A presença desses indicadores não garante uma doença reumatológica, mas aponta para a necessidade de investigação para determinar a origem dos sintomas. Azevedo reforça que a avaliação deve ponderar tanto as mudanças hormonais quanto a possibilidade de outras enfermidades nessa fase da vida.

Confusão entre dores da menopausa e doenças reumatológicas

Um grande desafio reside em distinguir as manifestações da menopausa das doenças com sintomas parecidos. No Brasil, a menopausa ocorre em média por volta dos 48 anos, período em que muitas mulheres também enfrentam alterações no sono, o que pode intensificar a percepção de dor e fadiga.

A combinação desses fatores complica a identificação da origem das queixas. Azevedo observa que, nas manifestações musculoesqueléticas atribuídas à menopausa, geralmente não há sinais objetivos de inflamação articular e os exames podem sair normais. Em contraste, algumas doenças reumatológicas possuem características diagnósticas específicas:

  • Artrite reumatoide: É uma condição inflamatória que pode causar inchaço nas articulações, notadamente punhos e pequenas articulações das mãos e pés. Uma marca importante é a rigidez matinal prolongada, superior a uma hora. Exames laboratoriais podem revelar alterações em autoanticorpos e marcadores inflamatórios. Azevedo aponta que a artrite reumatoide tem um pico de incidência na faixa etária da menopausa.
  • Artrose: A dor tende a piorar com o movimento e melhorar com o repouso. A rigidez matinal costuma ser breve, inferior a 30 minutos. Pode afetar joelhos, quadris e mãos, gerando nódulos e estalos. A menopausa pode acelerar a artrose, e ambas podem coexistir.
  • Fibromialgia: Caracteriza-se por dor difusa que persiste por mais de três meses, frequentemente acompanhada de fadiga intensa, sono não restaurador, dificuldades cognitivas e hipersensibilidade à pressão. A diferenciação é complexa, pois exames laboratoriais podem ser normais em ambos os casos, podendo haver manifestações simultâneas.
  • Polimialgia reumática: Deve ser considerada em mulheres acima de 50 anos que apresentem dor forte e rigidez nos ombros e quadris. Diferentemente das manifestações puramente menopausais, esta doença tipicamente apresenta elevação significativa dos marcadores inflamatórios.

O que é a síndrome musculoesquelética da menopausa?

O termo síndrome musculoesquelética da menopausa foi introduzido em 2024 por pesquisadores em um artigo na revista Climacteric, mas ainda não constitui uma classificação consolidada. Sua finalidade é agrupar diversas alterações ligadas à redução do estrogênio durante e após a menopausa (confirmada após 12 meses sem fluxo menstrual). Entre estas estão dores articulares, perda de massa e força muscular, diminuição da densidade óssea, alterações em tendões e maior incidência de tendinopatias e capsulite adesiva (ombro congelado), além da progressão da artrose.

Steiner esclarece que a perda de estrogênio provoca mudanças que extrapolam as articulações, afetando múltiplos sistemas corporais. No sistema musculoesquelético, isso compromete a manutenção da massa óssea, da musculatura e das estruturas articulares. O estrogênio influencia tecidos como cartilagens, ossos, tendões e ligamentos. Com a queda hormonal, ocorrem alterações biológicas em diversos processos:

  • Inflamação: A baixa de estrogênio favorece um estado de inflamação leve.
  • Tendões e ligamentos: Mudanças na produção e qualidade do colágeno tornam essas estruturas mais rígidas e menos resistentes.
  • Cartilagens: Alterações metabólicas celulares podem promover processos degenerativos.
  • Músculos: A redução na capacidade de manutenção e recuperação muscular leva à perda de massa e força.
  • Ossos: Há aumento da reabsorção óssea, resultando em perda de massa óssea.
  • Percepção da dor: Alterações no processamento da dor, ligadas à má qualidade do sono, elevam a sensibilidade aos estímulos dolorosos.

O resultado prático é que algumas mulheres experimentam dores em várias partes do corpo, juntamente com perda de força e dificuldades em executar tarefas rotineiras.

Como os médicos identificam a origem das dores?

Não existe um teste único para confirmar a síndrome musculoesquelética da menopausa. Conforme Azevedo, o diagnóstico é primariamente clínico e exige a exclusão de outras doenças que possam justificar os sintomas. O profissional avalia o histórico da paciente, a fase da transição menopausal, a ocorrência de ondas de calor e outros sinais hormonais, além das características da dor.

O exame físico é vital para detectar sinais de inflamação articular, perda de força ou alterações na mobilidade. Dependendo do quadro, a investigação pode incluir hemograma, análise de marcadores inflamatórios, avaliação da função tireoidiana, níveis de vitamina D, glicemia e testes para doenças autoimunes. Azevedo ressalta que medir hormônios como FSH e estradiol isoladamente não confirma a síndrome. Exames de imagem podem ser requisitados conforme a localização e natureza da dor.

Steiner menciona que a densitometria óssea auxilia na detecção de perda de massa óssea e na avaliação do risco de osteoporose e fraturas. Avaliações de massa e força muscular também podem ser feitas para investigar sarcopenia, definida pela perda de função e massa muscular. Em certos casos, o acompanhamento conjunto entre ginecologista e reumatologista é fundamental para diferenciar causas hormonais de outras patologias.

Fatores como sedentarismo, excesso de peso e sono inadequado podem intensificar os sintomas, apesar do papel do estrogênio. Steiner explica que mulheres que mantêm rotinas saudáveis de exercício, nutrição balanceada, peso adequado e bom sono sofrem menos com os efeitos da menopausa. Sedentarismo, sobrepeso e perda muscular agravam o comprometimento articular e dificultam a manutenção da força. A privação ou interrupção do sono aumenta a sensibilidade à dor e contribui para o cansaço contínuo. Para Steiner, adotar hábitos saudáveis antes e durante a transição é uma estratégia chave para mitigar esses efeitos.

Os exercícios físicos e o fortalecimento muscular são pilares do tratamento. Azevedo considera a atividade física a intervenção com maior respaldo científico para proteger a saúde musculoesquelética na menopausa. O treino progressivo de força ajuda a manter a massa muscular, a saúde óssea e a capacidade funcional. Exercícios de impacto, se tolerados, auxiliam na manutenção óssea, enquanto atividades de equilíbrio previnem quedas. Além dos exercícios, os especialistas enfatizam a dieta correta, com proteína suficiente, suplementação de vitamina D, e cuidados com o sono. Steiner também sublinha a importância do bem-estar psicológico no manejo dos sintomas. Quando a dor é persistente, medicamentos podem ser usados; Azevedo informa que analgésicos e anti-inflamatórios controlam sintomas, mas seu uso deve considerar riscos gastrointestinais, renais e cardiovasculares. Em quadros de dor crônica, fármacos que atuam nos mecanismos de processamento da dor também podem ser aplicados.

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