A origem exata do compasso, um dos instrumentos mais importantes para a navegação, ainda é um mistério. Civilizações antigas, incluindo os gregos, já possuíam domínio sobre o conceito de magnetismo. Já há mais de dois mil anos, os chineses demonstravam a compreensão de que a magnetita poderia ser usada para indicar os polos norte e sul, embora o momento exato em que esse saber se tornou uma ferramenta de orientação para marinheiros permaneça incerto.
A primeira menção europeia ao compasso data de 1180, registrada no livro «De Utensilibus», escrito pelo teólogo inglês Alexander Neckam. Contudo, existem indícios que apontam que os chineses utilizavam dispositivos magnéticos rudimentares muito antes desse período.
Considerando a intensa atividade marítima de árabes e escandinavos durante o século XII, é razoável supor que o compasso possa ter sido desenvolvido de maneira autônoma em diferentes culturas. Os primeiros protótipos eram compostos por uma agulha magnetizada que flutuava em água, sendo fixada a rolhas ou pequenos pedaços de madeira.
Em períodos subsequentes, surgiram modelos de bússola que não utilizavam o recipiente líquido. Embora esses modelos fossem práticos, eles eram vulneráveis a choques e vibrações, o que prejudicava a exatidão da direção. Somente no século XIX, graças aos progressos tecnológicos que solucionaram os problemas de vazamento, o modelo de bússola líquida se estabeleceu como o padrão, proporcionando maior estabilidade e confiança na navegação.
Mesmo com o advento de tecnologias modernas como o GPS, o compasso tradicional mantém sua importância. Por motivos de segurança e redundância, aeronaves e embarcações contemporâneas ainda mantêm uma bússola analógica em seus painéis. Este instrumento de navegação milenar continua sendo um elemento essencial para a orientação, comprovando sua relevância contínua na história da navegação.


