Ford adota técnica da Tesla, unindo 146 peças em duas para reduzir custos de picape elétrica
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Ford adota técnica da Tesla, unindo 146 peças em duas para reduzir custos de picape elétrica

A Ford buscou inspiração na Tesla para desenvolver uma picape elétrica com custo reduzido. Em vez de construir a carroceria utilizando dezenas de painéis de chapa soldados, a montadora planeja fundir as partes frontal e traseira em dois grandes componentes de alumínio.

Este processo, denominado unicasting pela Ford, será aplicado na Fathom, uma picape elétrica de porte médio prevista para entrar no mercado americano no próximo ano com preço de US$ 28.350 (aproximadamente R$ 151 mil). De acordo com a fabricante, essas duas peças substituirão 146 elementos estruturais presentes na Maverick, modelo que também é comercializado no Brasil.

A metodologia empregada é idêntica ao gigacasting utilizado pela Tesla no Model Y desde 2020.

Em uma carroceria convencional, cada seção da estrutura é moldada a partir de chapas metálicas e subsequentemente soldada às demais por robôs. No método de fundição, o metal líquido é despejado em um molde e emerge como uma peça única, lembrando o princípio de uma forma de gelo, mas em escala industrial.

A Ford já fabricou mais de 5 mil dessas peças, quantidade suficiente para produzir 2.500 picapes, no Centro Técnico de Shelbyville, localizado no estado de Kentucky. Atualmente, estas peças estão sendo utilizadas apenas em protótipos.

O procedimento inicia-se com lingotes de alumínio aquecidos a cerca de 700 °C. Após serem injetados no molde, a peça é removida por um robô, resfriada em um tanque, aparada e submetida a processos de usinagem.

Em seguida, as peças passam por uma bateria de testes rigorosa. Em uma área climatizada, um equipamento verifica as dimensões e a localização dos furos. Um raio-X industrial é usado para detectar quaisquer vazios ou bolhas internas no alumínio, enquanto um scanner óptico mapeia a superfície.

Amostras de cada lote também são avaliadas quanto à sua composição química e resistência. Somente após a aprovação, o lote é encaminhado para a fábrica de Louisville, também situada em Kentucky.

Os componentes gigantes também possibilitam à Ford incorporar uma invenção original de seu fundador. Em 1913, Henry Ford introduziu a linha de montagem móvel para a produção do Modelo T, conhecido como Ford Bigode, onde o veículo seguia uma esteira única recebendo os componentes ao longo do trajeto.

Na Fathom, essa esteira é substituída pelo que a empresa denomina de «árvore de montagem». Três linhas trabalham simultaneamente na montagem da parte dianteira, da traseira e da bateria, que serve como assoalho e já recebe assentos, console e carpete. Estes três conjuntos são unidos somente no estágio final.

Segundo a Ford, este novo método tem potencial para acelerar a montagem em até 40%. Uma parcela do tempo poupado será redirecionada para investimentos em automação, projetando-se um ganho final de 15%.

A produção, confirmada apenas para os Estados Unidos, está programada para iniciar no primeiro trimestre do próximo ano.

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No vídeo divulgado pela marca, é possível notar várias mudanças relacionadas à aparência do veículo. No primeiro teaser, a empresa enfatizou a paleta de cores escura. Recentemente, foram avistados protótipos de teste do Virtus com a atualização.

As mudanças mais significativas são esperadas na parte dianteira do veículo. Ele manterá o design fino dos faróis, mas a versão Virtus facelift virá equipada com luzes diurnas de LED (LED DRLs). Haverá grades superiores finas com o logotipo da Volkswagen no centro acima dos faróis, e um emblema GT será posicionado nas laterais. Abaixo, haverá um para-choque mais agressivo com uma ampla entrada de ar inferior, conferindo ao carro uma aparência mais esportiva.

A empresa apresentou uma opção de cor azul, que virá equipada com rodas de liga leve escuras e espelhos retrovisores pretos. Quanto à traseira, o veículo terá um conjunto de lanternas traseiras separadas, estendido até a tampa do porta-malas. Também haverá um spoiler fixado na tampa do porta-malas, e o para-choque traseiro terá inserções escuras e elementos detalhados. Sensores de estacionamento também são claramente visíveis no teaser.

Espera-se que as mudanças no interior sejam menores, mas haverá um revestimento e interior atualizados. O veículo poderá ser equipado com um painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas, enquanto atualmente é oferecida uma tela sensível ao toque de 10,1 polegadas. Além disso, é possível a adição de uma câmera de visão de 360 graus.

O veículo continuará a usar os motores turbo a gasolina existentes de 1,0 e 1,5 litros. Os atuais indicadores de potência do motor de 1,0 litro são de 115 cavalos e 178 Nm de torque. Enquanto isso, o motor de 1,5 litros é capaz de produzir 150 cavalos e 250 Nm de torque.

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Este novo projeto, denominado Audacious IV, é desenvolvido pela Audacious Automotive, uma companhia escocesa que planeja fabricar um total de 50 exemplares. O custo inicial estimado para aquisição é de aproximadamente R$ 2,58 milhões (equivalente a 350 mil libras), excluindo impostos e acessórios.

Trata-se de um restomod, um tipo de veículo clássico que é modernizado mecanicamente, mantendo sua aparência original. Embora preserve a silhueta quadrada do modelo original, ele substitui o motor de cinco cilindros e todo o conjunto mecânico.

A estrutura do Audacious IV utiliza a base do Audi RS4 da geração B7, produzido entre 2006 e 2008. Desta base, o carro herda componentes como o chassi, a suspensão, os freios e parte do sistema elétrico.

Esteticamente, o veículo apresenta alargadores nas caixas de roda e grandes saídas de escapamento que remetem aos carros da categoria Grupo B, famosa pelos seus modelos extremos no Campeonato Mundial de Rali dos anos 80. O cliente tem a opção de escolher entre uma carroceria construída em aço e alumínio, que incorpora peças de um Quattro original, ou uma carroceria totalmente feita de fibra de carbono; das 50 unidades, 40 serão em carbono.

No interior, os painéis do RS4 são substituídos por mostradores analógicos e botões físicos.

Sob o capô, encontra-se o motor V8 4.2 do RS4, acoplado ao sistema de tração integral Torsen e a um câmbio manual de seis velocidades. A versão de entrada conta com compressor e entrega 608 cv. Já a segunda versão, que também possui compressor, recebe reforços internos e um sistema de refrigeração aprimorado para atingir os 760 cv.

Duas outras configurações, ainda em fase de desenvolvimento com a preparadora LAA Performance, especialista em motores Audi, podem girar até 10.000 rotações por minuto. Uma dessas opções é aspirada e a outra conta com compressor.

De acordo com a empresa, o carro consegue acelerar de 0 a 96 km/h em apenas 3,4 segundos e atinge uma velocidade máxima próxima a 320 km/h. A versão em carbono deve pesar 1.200 kg, enquanto a versão metálica pesa entre 1.400 kg e 1.450 kg.

Cada unidade é montada manualmente e o processo de fabricação leva cerca de três anos. As primeiras entregas estão programadas para o final de 2027.

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Este objetivo representa um triplicamento da receita estimada de R$ 3 bilhões que o fornecimento a terceiros deve gerar em 2026. As primeiras entregas desta nova linha de motores estão programadas para ocorrer em 2027.

A nova família de motores é composta por três alternativas, todas com quatro cilindros: um modelo 1.5 aspirado, um 1.5 turbo e um 2.0 turbo, sendo que todos eles possuem a capacidade de operar integrados a sistemas híbridos. O motor 1.5 será utilizado para substituir os conjuntos atualmente instalados em modelos como Yaris e Corolla. Já o 1.5 turbo oferece uma potência equivalente à de um motor 2.5 aspirado existente, e o 2.0 turbo promete superar o desempenho do 2.4 turbo que equipa SUVs grandes e picapes da marca nos Estados Unidos.

Desenvolvidos já considerando a eletrificação, esses motores apresentam vantagens físicas, sendo 10% menores em volume e altura. Essa redução dimensional possibilita diminuir a altura do capô, o que contribui positivamente para a aerodinâmica e confere maior flexibilidade aos projetistas.

De acordo com a própria Toyota, a adoção do novo motor 1.5 resulta em uma economia de combustível de 12% em um sedã.

Os primeiros compradores previstos são parceiros tradicionais da empresa, incluindo Mazda, Subaru e Suzuki, além da Daihatsu, que é uma subsidiária da Toyota. Essas cinco marcas juntas movimentam cerca de 16 milhões de veículos anualmente.

É importante notar que esta parceria não implica no abandono dos projetos internos dessas montadoras; por exemplo, a Mazda continua desenvolvendo o motor Skyactiv-Z e um sistema híbrido para o CX-5, enquanto a Subaru mantém seu foco nos motores boxer, caracterizados por cilindros horizontais opostos.

Para a Toyota, essa estratégia serve para distribuir os custos de desenvolvimento entre um número maior de unidades e tornar seus motores mais competitivos frente à concorrência vinda da China. Por sua vez, as outras fabricantes se beneficiam ao obter acesso a mecânicas inovadoras sem terem que arcar integralmente com os gastos de criação do zero. Adicionalmente, a Toyota também desenvolveu o motor V8 4.0, mas, por enquanto, ele não faz parte dos planos de venda para outras marcas.

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