Volkswagen Tukan deve chegar no início de 2027 com quatro versões, enquanto Nissan adapta motor V6 biturbo ao Datsun 240Z
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Volkswagen Tukan deve chegar no início de 2027 com quatro versões, enquanto Nissan adapta motor V6 biturbo ao Datsun 240Z

A Volkswagen Tukan, a aguardada picape monobloco da montadora, finalmente obteve uma data de lançamento. Ricardo Ploguer, vice-presidente de Desenvolvimento de Produto da Volkswagen América do Sul, informou em um evento realizado na Alemanha que o veículo será introduzido no começo de 2027.

No Brasil, a Tukan será oferecida em quatro configurações: duas de cabine dupla e duas de cabine simples. Quando foi exposta em Barretos (SP), a picape foi vista nas variantes Extreme, com cabine dupla e acabamento superior, e Robust, focada em trabalho, caracterizada por para-choques sem pintura e rodas de aço estampadas sem calotas.

Durante o mesmo evento na Alemanha, a Volks também apresentou a Tukan Magnet, sua opção de cabine dupla mais econômica. Comparada à Extreme, esta versão Magnet elimina a pintura preta brilhante na grade e substitui as rodas de 17 polegadas por um conjunto de 16 polegadas. O modelo exibido possuía retrovisores na cor da carroceria, estribos laterais e iluminação LED frontal, embora não tenha sido confirmado se esses itens serão de série ou opcionais.

A nomenclatura da versão intermediária de cabine simples, que fica acima da Robust, ainda não foi oficializada pela Volkswagen, apesar de exemplares vistos em testes ostentarem o emblema “Iron”. Até o momento, a imprensa só teve acesso ao exterior da Tukan, deixando o design do painel como um mistério. Contudo, dado que a picape utiliza a plataforma MQB-A0, compartilhada com o Tera, T-Cross e Nivus, espera-se uma arquitetura interna similar.

Em relação à mecânica, não há detalhes completos, mas sabe-se que a VW Tukan debutará com um sistema híbrido-leve de 12V, destinado às versões mais caras, enquanto a Tukan Robust deve manter o motor 1.6 MSI da Saveiro.

Possibilidade de elétrico chinês no Brasil

Continuando o tema do evento da Volkswagen na Alemanha, a fabricante mencionou a possibilidade de firmar uma parceria com empresas chinesas para introduzir um modelo elétrico mais acessível no mercado brasileiro. O objetivo seria competir diretamente com o BYD Dolphin Mini, um dos principais impulsionadores dos veículos elétricos de entrada no país.

Outras marcas já estão se movimentando nesse setor: especula-se que a Chevrolet trará o Wuling Bingo Pro sob o nome Joy EV, e a Stellantis avalia entre os modelos A05 e B03X da Leapmotor para criar seu próprio elétrico de entrada no Brasil.

Para a Volkswagen, as chances de colaboração residem em suas atuais parcerias na China, como Saic, FAW e JAC. Duas dessas empresas possuem laços com o Brasil: a Saic auxiliou no desenvolvimento do VW Taos (derivado do VW Tharu chinês) e forneceu a plataforma usada na futura Amarok; e a FAW está envolvida no projeto do futuro VW Taos híbrido, previsto para 2028 no Brasil. A conexão com a JAC, por enquanto, é limitada à China, mas é relevante, pois eles são responsáveis por toda a linha de elétricos construídos sobre a plataforma MEB vendida pela Volks na China.

Embora o projeto ainda esteja em fases iniciais de desenvolvimento e a solução final não esteja definida, o plano é que ele esteja pronto e disponível para venda nos próximos dois anos.

Nissan adapta motor V6 biturbo do Z ao Datsun 240Z clássico

A Nissan apresentará no SEMA, em Las Vegas, uma releitura do primeiro Z, o Datsun 240Z, lançado originalmente em 1969. Este projeto, denominado Datsun S30 Concept, foi desenvolvido em colaboração com Chris Forsberg, tricampeão da Formula Drift, unindo a carroceria clássica do esportivo ao conjunto mecânico do Nissan Z contemporâneo.

O motor de seis cilindros em linha original foi substituído pelo V6 VR30DDTT de três litros e duplo turbo do Z moderno. Este motor foi equipado com turbos Garrett PMAX, admissão e intercooler Nismo, e foi acoplado ao câmbio manual de seis velocidades do novo Z, que inclui embreagem de disco duplo e diferencial autoblocante Nismo R200. A potência exata do conjunto não foi divulgada, mas o motor original do Z atinge 400 cv (405 cv) na versão padrão.

Além do motor, o S30 recebeu melhorias na suspensão, incluindo ajustes, novas barras estabilizadoras e geometria revisada, além de direção modificada e freios Wilwood com pinças de seis pistões na frente e quatro na traseira. A carroceria manteve as proporções originais, mas recebeu capô, para-lamas, para-choques e tampa traseira em fibra de carbono, juntamente com rodas forjadas Nismo de 17 polegadas. O interior conta com bancos de competição OMP, instrumentos analógicos e volante esportivo.

O Datsun S30 Concept será exibido junto a outros dois projetos da Nissan para o SEMA: um Z preparado para a categoria SCCA Touring 2 e um Sentra Spec-V de 300 cv com câmbio manual e componentes de competição.

BAIC confirma B30 híbrido para o Brasil em 2027

A BAIC, fabricante chinesa que iniciou suas operações no Brasil em agosto com os elétricos Arcfox T1 e T5, confirmou o lançamento de seu primeiro modelo híbrido no país, o B30. Este SUV, inspirado em designs robustos como Defender/Wrangler e com foco off-road, está programado para chegar entre março e abril de 2027.

Conhecido como BJ30 em outros mercados, o veículo possui 4,73 metros de comprimento, 2,82 metros de distância entre eixos e 220 mm de altura livre do solo. Seu sistema de propulsão combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, um em cada eixo, utilizando uma transmissão DHT de duas marchas. A fabricante anuncia uma potência total de 409 cv somando os três motores, mas ainda não especificou a potência combinada efetiva do conjunto. De acordo com os dados da fábrica, ele consegue acelerar de zero a 100 km/h em 6,9 segundos.

A BAIC também está trabalhando com a Bosch no desenvolvimento de uma versão híbrida flex para o mercado brasileiro, mas esta só deve ser lançada em 2028. Futuramente, a marca planeja introduzir o B60, um SUV maior que utilizará propulsão elétrica complementada por um motor a combustão atuando como extensor de autonomia. Os valores de venda ainda não foram divulgados.

Alpine não descarta motor a combustão para o novo A110

É comum que fabricantes anunciem novos esportivos como totalmente elétricos, prometendo replicar a experiência de um carro a combustão. Após a reação do público, algumas empresas reconsideram, optando por manter o motor tradicional. A Alpine é o foco dessa discussão.

A empresa francesa havia sinalizado anteriormente que a próxima geração do A110 seria exclusivamente elétrica. No entanto, parece que a companhia levou em conta o feedback dos entusiastas, que consideraram um desperdício transformar um carro tão bem desenhado, como o visto no Salão de Paris, em um veículo movido apenas a bateria.

Philippe Krief, chefe global da Alpine, e Nicola Burnside, diretora da marca no Reino Unido, afirmaram que a fabricante não descartou a possibilidade de incluir um motor a combustão na estrutura do novo carro, visando facilitar sua comercialização em diversos mercados globais. Em entrevista ao TopGear.com, Burnside esclareceu que a nova arquitetura da marca, chamada APP (Alpine Performance Platform), foi concebida para oferecer flexibilidade. Embora a marca esteja totalmente comprometida com o lançamento inicial elétrico, acreditando que isso pode elevar o patamar do esportivo, ela enfatizou que não está fechando nenhuma porta.

Caso o caminho 100% elétrico seja seguido, a engenharia garante a manutenção da leveza e agilidade que definiram o cupê. Burnside confirmou que o novo A110 elétrico terá peso máximo de 1.500 kg e manterá a baixa posição de condução do modelo atual, graças a um arranjo que distribui as baterias entre a frente e a traseira ao redor do motorista, prevenindo a sensação de estar sobre um bloco pesado. Adicionalmente, a plataforma APP foi projetada para suportar vários tipos de carroceria (como conversíveis e versões 2+2) e configurações de motor únicas na traseira ou duplas.

A executiva convidou os críticos mais rigorosos a testarem o modelo a bateria antes de emitirem juízos, resumindo a meta da fabricante francesa para o futuro: “Minha visão é que sejamos a marca elétrica de escolha para os petrolheads”.

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Lançamento do Aston Martin Valhalla Spider e novidades sobre o VW Polo Track e outros veículos
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Lançamento do Aston Martin Valhalla Spider e novidades sobre o VW Polo Track e outros veículos

A Aston Martin revelou recentemente a versão aberta do Valkyrie, denominada Aston Martin Valhalla Spider. Este supercarro herda o mesmo motor V8 biturbo combinado com três motores elétricos, gerando uma potência de 1.078 cv e um torque de 112,2 kgfm.

Mantendo o monocoque de fibra de carbono do cupê com poucas modificações, o Valhalla Spider preserva a rigidez estrutural, adicionando apenas 25 kg ao peso total, que atinge 1.680 kg. Ele é fornecido de fábrica com um teto de tecido removível, mas os compradores têm a opção de escolher um teto rígido feito de fibra de carbono. É notável que, com a capota de tecido, a velocidade máxima é limitada a 200 km/h; somente com o teto rígido de compósito é possível alcançar os 350 km/h da versão fechada.

A Aston Martin implementou ajustes aerodinâmicos no Valhalla Spider para manter o desempenho, como a adição de um defletor frontal para guiar o fluxo de ar sobre a cabine e uma entrada de ar mais elevada atrás dos bancos para otimizar a admissão. Os assentos desta versão aberta são mais confortáveis que os do cupê, embora os clientes possam adquirir, sem custo adicional, os mesmos assentos de fibra de carbono presentes no Valhalla fechado.

Sobre o custo, a Aston Martin não divulgou o preço nem a quantidade de unidades que serão produzidas. Há especulação de que ele poderá superar os US$ 3,5 a 4,5 milhões solicitados pelo cupê, e que será ainda mais exclusivo, visto que a versão fechada possui produção limitada a 999 unidades.

VW Polo Track 1.0 terá versão a etanol na linha 2027

Diversos fabricantes estão introduzindo novas versões movidas a álcool, ou etanol, visando aproveitar os incentivos fiscais governamentais. Relatos anteriores indicavam que o Polo Track a etanol usaria o motor 1.6 de 116 cv da Saveiro Robust, mas parece que a Chevrolet pretende utilizar a redução de impostos para tornar esta variante, que já é a mais acessível, ainda mais atrativa para o público de entrada.

Assim como ocorre com a Saveiro a etanol, o Polo Track também se beneficiará do novo cálculo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o que permitirá à Volks diminuir seu valor, ficando abaixo dos R$ 97.990 atuais da versão bicombustível. Enquanto o Polo Track flex atual paga 6,3% de IPI, a versão a etanol deverá receber uma diminuição de 0,5% na alíquota.

O motor 1.0 flex usado atualmente no Polo Track gera 84 cv e 10,3 kgfm quando abastecido com etanol. As adaptações necessárias para rodar exclusivamente com álcool são mínimas, consistindo apenas em um ajuste na ECU, sem alterações nos componentes internos ou na taxa de compressão. Consequentemente, os valores de potência e torque devem permanecer inalterados. Houve especulações anteriores sobre a conversão do Polo Track com motor 1.6 para etanol, e algumas unidades foram vistas em testes, mas isso ainda não foi confirmado.

A linha 2027 do VW Polo foi apresentada na semana passada, e a versão Track agora inclui sensor de ré, vidros elétricos nas portas traseiras, alarme e sistema start-stop como itens padrão. Espera-se que a versão a etanol siga essa mesma lógica, com lançamento previsto para as próximas semanas.

Novo Mercedes-Benz CLA começa a ser vendido por R$ 364.900

A Mercedes-Benz iniciou a abertura de reservas para a nova geração do CLA no Brasil. O sedã será lançado inicialmente na configuração CLA 200 AMG Line, com um preço sugerido de R$ 364.900. Este será o primeiro modelo da montadora no mercado brasileiro a incorporar a nova plataforma MMA (Mercedes-Benz Modular Architecture), projetada para acomodar tanto configurações elétricas quanto híbridas.

Na Europa, o novo CLA 200 utiliza um motor 1.5 turbo de quatro cilindros da família M252, acoplado a um sistema híbrido de 48 volts. O motor a combustão produz 163 cv, e o motor elétrico de 30 cv, integrado ao câmbio automatizado de dupla embreagem de oito marchas, eleva a potência combinada para 184 cv e o torque para 33,7 kgfm. Apesar de ser classificado como híbrido leve, o sistema permite que o veículo se mova unicamente com eletricidade em baixas velocidades, graças à bateria de 1,3 kWh. A Mercedes-Benz ainda não confirmou oficialmente as especificações mecânicas do modelo destinado ao Brasil.

O conjunto mecânico representa uma das mudanças mais significativas em comparação com a geração anterior. O novo motor 1.5 substitui o antigo 1.3 turbo, desenvolvido em colaboração com a Renault, e opera com ciclo Miller, utilizando o fechamento antecipado das válvulas de admissão para reduzir perdas por bombeamento e aumentar a eficiência em regimes de carga parcial. O motor elétrico também auxilia na recuperação de energia durante as oito marchas e permite o desacoplamento do motor a combustão em certas situações de condução.

A versão brasileira virá equipada com o pacote visual AMG Line, rodas de 18 polegadas, teto solar panorâmico e o novo sistema multimídia MBUX com Superscreen, que une as telas do painel em uma superfície contínua, conferindo à cabine uma aparência similar a um cassino de Macau. Como qualquer veículo moderno, ele também contará com chave digital via smartphone, comandos de voz online e recursos de auxílio à direção, incluindo controle de cruzeiro adaptativo Distronic, assistentes de manutenção de faixa, frenagem automática e monitoramento de pontos cegos. A data de entrega dos primeiros carros ainda não foi anunciada pela Mercedes-Benz.

Dodge comemora 90 anos da Mopar com série especial do Charger

Em celebração aos 90 anos da Mopar, foi criada uma edição limitada baseada no Dodge Charger. Apresentado no NHRA Las Vegas Nationals e com estreia prevista para o SEMA Show, o Mopar ’27 busca adicionar um elemento agressivo ao visual do muscle car, resultando em um design interessante.

Entretanto, há um ponto de atenção: o motor central do Mopar ’27 é o seis-cilindro biturbo Hurricane de três litros. Embora seja inegavelmente rápido e superior à versão elétrica como base, isso contrasta com a identidade da marca, que está intrinsecamente ligada aos motores V8. Reconhece-se que o Charger V8 retornará em breve, mas a chegada deste modelo não pode ser atribuída unicamente ao aniversário da Mopar.

Este pacote Mopar ’27, disponível para as versões R/T e Scat Pack, custa US$ 10.995 e será limitado a apenas 270 unidades, distribuídas em três cores: azul “Bludicrous”, preto “Diamond Black” e branco “White Knuckle”. Em troca, o veículo recebe um splitter frontal, capô com entrada de ar e aerofólio de fibra de carbono, além de gráficos exclusivos e uma placa numerada. O R/T mantém os 420 cv, enquanto o Scat Pack eleva a potência para 550 cv através de turbos maiores e componentes internos forjados, reduzindo o tempo de 0 a 100 km/h para menos de quatro segundos.

Um aspecto lamentável é que a própria Mopar exibirá um Charger Daytona 1969 clássico equipado com motor V8 Hellcat ao lado dele no SEMA, o que intensifica o contraste. Seria preferível que o V8 estivesse presente no Charger desde o início.

GM patenteia motor que muda o curso dos pistões

A General Motors registrou uma patente para um motor de seis cilindros em linha que emprega um mecanismo de bielas articuladas para modificar o movimento dos pistões e variar a taxa de compressão. O pedido, divulgado pelo escritório de patentes dos EUA em 22 de outubro, detalha um sistema capaz de gerar um curso de expansão até 40% maior que o curso de compressão, otimizando a energia liberada pela combustão.

No sistema patenteado pela GM, em vez de conectar o pistão diretamente ao virabrequim, a biela se conecta a uma peça articulada intermediária, que por sua vez se liga ao virabrequim e a uma segunda biela, ligada a um eixo de controle paralelo ao virabrequim. Um mecanismo de engrenagens ajusta a posição relativa desses dois eixos, alterando a trajetória do pistão dentro do cilindro.

Isso possibilita que o motor opere com taxas de compressão variando entre aproximadamente 7:1 e 11:1, enquanto as relações de expansão variam de 10:1 a 15:1. Essa diferença permite que os gases da combustão continuem gerando trabalho durante um curso mais longo do pistão, recuperando parte da energia que seria perdida no escapamento. O princípio termodinâmico é análogo ao ciclo Atkinson usado em motores híbridos da Toyota, mas a GM alcança uma maior relação de expansão efetiva alterando fisicamente o movimento dos pistões.

A concepção não é inédita; a própria GM investiga mecanismos de expansão prolongada desde 2014, e a Nissan já utiliza um sistema de compressão variável por bielas articuladas em seus motores VC-Turbo. A distinção principal no sistema da GM reside na localização do eixo de controle, que está posicionado acima do virabrequim. Esta mudança libera espaço para componentes de direção, suportes do motor e sistemas de tração integral, facilitando a instalação longitudinal do conjunto. Segundo a GM, essa nova disposição também aprimora as condições de lubrificação das articulações, que passam a operar sob compressão durante o período de expansão.

Contudo, essa sofisticação técnica implica a adição de peças móveis, aumento de peso, atrito e complexidade que seriam desnecessários se o veículo não fosse transformado em um projeto experimental. O pedido de patente não fornece dados sobre deslocamento, eficiência ou ganhos de consumo, nem indica a intenção da GM de produzir tal motor.

Rubinho voltará a Interlagos com Williams; BMW revela compacto inédito e novidades automotivas
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Rubinho voltará a Interlagos com Williams; BMW revela compacto inédito e novidades automotivas

Rubens Barrichello, conhecido como Rubinho, retornará ao cockpit do Williams FW33 em Interlagos. Este carro, com o qual ele finalizou sua carreira na Fórmula 1 em 2011, será utilizado no dia 8 de novembro, antes da largada do GP de São Paulo, sob a iniciativa chamada Volta Histórica.

Este evento faz parte das celebrações dos 45 anos de carreira de Rubinho e conta com o patrocínio da ALE Combustíveis. O piloto terá cerca de dez minutos de pista com o Williams, que estará equipado com o motor Cosworth V8 aspirado de 2,4 litros.

A escolha deste veículo carrega um significado particular, visto que Rubinho disputou sua última corrida de F1 no GP do Brasil de 2011, terminando em 14º lugar com a FW33. Naquela temporada, a Williams obteve apenas cinco pontos no campeonato. Embora ele tenha tentado retornar ao grid em 2012 e chegado perto de competir no GP do Brasil de 2014 pela Caterham, problemas financeiros da equipe impediram esse retorno.

Ao anunciar o evento, Rubinho expressou que não imaginava que seria seu último adeus em Interlagos em 2011, afirmando: “Eu não achava que seria o último adeus quando saudei meu público em Interlagos em 2011. E ainda bem que não foi”. Ele prometeu acelerar intensamente, dizendo: “Quero rasgar a reta de Interlagos com vocês”.

BMW revela Série 3 E36 Compact de quatro portas que nunca foi produzido

Um protótipo funcional de uma variante de quatro portas do BMW Série 3 E36 Compact, que nunca entrou em produção, foi revelado pela BMW Classic. Essa novidade intrigou, pois a ideia inicial era de um hatchback de duas portas com o estilo do sedã E36 e tração traseira.

O exemplar mostrado, da variante 316i, era o modelo mais básico, equipado com um motor de quatro cilindros de 1,6 litro e 102 cv. Diferentemente de simplesmente adicionar duas portas a um E36 Compact, este projeto partiu de um sedã, cujo porta-malas foi encurtado e recebeu a tampa traseira do hatchback.

A construção do carro apresentava características incomuns, como o console central que possuía comandos para os vidros das quatro portas, enquanto os traseiros utilizavam manivela. A BMW, aparentemente, estava testando proporções e formas, optando por criar um carro funcional em vez de uma maquete. Originalmente, o veículo deveria ser verde «Boston Green», mas acabou recebendo a pintura vermelha «Hellrot».

O motivo principal para o Série 3 E36 Compact nunca ter sido fabricado foi o alto custo de produção. A BMW buscava minimizar gastos no hatchback, chegando a usar componentes da geração E30, como a suspensão traseira por braços semi-arrastados e grande parte do interior.

Alfa Romeo: “hora de acabar com as telas nos carros”

A Alfa Romeo aderiu ao movimento que defende o fim das telas sensíveis ao toque nos veículos. Segundo Alejandro Mesonero-Romanos, chefe de design da marca desde 2021, a indústria exagerou nesse aspecto e é hora de reavaliar essa tendência.

O projetista declarou à Autocar que havia uma «guerra por centímetros de tela», o que não fazia sentido, pois as telas já haviam se tornado excessivamente grandes e estavam dominando o design do painel. Ele também levantou a questão da durabilidade, prevendo que essas telas ficariam obsoletas e caras em poucos anos.

Em resposta, o conceito Cuorerosso, supervisionado por Mesonero-Romanos, eliminou uma central multimídia convencional. Em seu lugar, há apenas uma pequena tela no console central que se oculta quando não está em uso, compartilhando espaço com controles físicos reais.

Outro destaque do carro é o painel de instrumentos, que reinterpretou o conceito tradicional italiano de dois mostradores circulares, o cannochiale. Estes mostradores são digitais e podem se reorganizar para formar uma única tela, exibindo somente as informações essenciais sem causar distração. Mesonero-Romanos manifestou o desejo de dirigir à noite com um único cannochiale iluminado em vermelho.

Pneus com sensores podem reduzir espaço de frenagem

A tecnologia Cyber Tyre, apresentada pela Pirelli em 2019, consistia em um pneu com sensor capaz de comunicar-se com os sistemas eletrônicos do carro. Testes realizados pela revista britânica evo, em pista molhada, demonstraram que um carro equipado com o Cyber Tyre necessitou de 5,7 metros a menos para parar de aproximadamente 110 km/h, comparado a um carro com pneus equivalentes, mas sem o sistema conectado.

O diferencial do Cyber Tyre não é apenas o monitoramento de pressão; cada pneu contém um sensor interno que coleta dados como pressão, temperatura, desgaste, carga e nível de aderência. Essas informações são transmitidas em tempo real para a central eletrônica do veículo, que utiliza algoritmos da Pirelli para ajustar o funcionamento do ABS, do controle de estabilidade e do controle de tração conforme as condições imediatas do pneu.

Isso supera uma limitação dos sistemas atuais, que operam com calibrações mais genéricas. Com o sensor eletrônico, o carro identifica precisamente o pneu utilizado, suas condições e seu nível de aderência, permitindo intervenções mais precisas em vez de apenas reagir à perda de tração. Segundo a evo, a melhora foi notada tanto na frenagem quanto no comportamento em curvas molhadas, onde o carro manteve a trajetória por mais tempo antes de apresentar subesterço.

Ram 2500 ganha nova versão topo de linha

A Ram 2500 recebeu uma nova versão de ponta no Brasil, a Laramie Night Edition. Esta versão se destaca por seu apelo estético escurecido, substituindo elementos cromados por acabamentos mais sóbrios, como frisos da grade, capas dos retrovisores, estribos laterais, rodas de 18 polegadas e emblemas. Os para-choques também são pintados na cor da carroceria.

Para conferir um aspecto mais robusto, o capô passou a incluir uma entrada de ar central, dando um toque esportivo à frente do veículo. Esse tratamento escuro se estende ao interior, onde bancos, painel, volante e portas são revestidos em couro preto. Os equipamentos permanecem idênticos aos da Ram 2500 Laramie, incluindo central multimídia de 12 polegadas com pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, painel digital de 12,3 polegadas, câmeras externas de 360 graus, pacote ADAS completo, bancos dianteiros ventilados e aquecidos com ajustes elétricos e ar-condicionado dual-zone.

O conjunto mecânico não sofre alterações, mantendo o turbodiesel Cummins de 6,7 litros, que gera 436 cv e 148,7 kgfm de torque, acoplado ao câmbio ZF TorqueFlite de oito marchas. O sistema de tração oferece opções 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida, e os freios são compostos por discos ventilados com pistão duplo e pinças flutuantes. A capacidade de carga é de 1.287 kg, e o reboque máximo atinge 8.948 kg.

Por ser essencialmente um pacote estético, a Ram 2500 Laramie Night Edition não apresenta um aumento exorbitante de preço, custando R$ 10.000 a mais que a Laramie padrão, totalizando R$ 569.990 contra R$ 559.990 da versão comum.

Gunther Werks cria Porsche 911 de 872 cv em homenagem a Martin Brundle

Martin Brundle, conhecido no Brasil como rival de Ayrton Senna na Fórmula 2 inglesa, acumulou uma vasta carreira, competindo em 158 GPs de Fórmula 1, conquistando o título mundial de endurance e vencendo as 24 Horas de Le Mans. Atualmente, ele é reconhecido por suas entrevistas no grid de largada da Fórmula 1.

Em homenagem a ele, a Gunther Werks produziu um Porsche 911 de 872 cv. O projeto especial foi desenhado pela própria filha de Brundle, Charlie Brundle, que é designer automotiva e já colaborou com McLaren, Aston Martin e Jaguar Land Rover.

O veículo, denominado Gunther Werks Brundle Edition Turbo, baseia-se no Porsche 993, mas com um aumento de deslocamento para 4,0 litros e a adição de dois turbos, resultando em 872 cv e 84,4 kgfm. Ele possui câmbio manual de seis marchas e tração traseira. O 911 Brundle foi aprimorado com suspensão independente por braços triangulares sobrepostos, freios de carbono-cerâmica Brembo, aerodinâmica modificada com asa traseira ajustável e rodas de magnésio forjado. Martin Brundle participou do ajuste da suspensão e dos modos Sport e Track.

Charlie cuidou da estética, criando uma pintura perolizada bicolor inspirada no capacete do pai. O nome Brundle substitui o logotipo Porsche na traseira, e as iniciais MB estão gravadas nos assentos de fibra de carbono. Há também referências à carreira do piloto no acabamento interno, incluindo um capacete Bell com a mesma pintura, autografado por Brundle. No painel, Charlie inseriu uma frase recorrente de seu pai: «The most important bit of the car is the nut holding the steering wheel».

Serão fabricados apenas cinco unidades do Brundle Edition Turbo. A Gunther Werks ainda não divulgou o valor, mas, dado que outros 911 modificados da empresa superam US$ 1.000.000, espera-se um preço elevado.

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