Fábrica de componentes de suspensão cria sala de aula para implementar o sistema japonês '5S' entre os funcionários
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Fábrica de componentes de suspensão cria sala de aula para implementar o sistema japonês '5S' entre os funcionários

A empresa Thyssenkrupp Springs & Stabilizers equipou uma sala especial para treinar seus funcionários nos princípios de organização, limpeza e segurança no local de trabalho.

O Centro de Desenvolvimento Prático 6S está localizado na fábrica em Ibirité (Minas Gerais), que fica na Megalópole de Belo Horizonte. Aqui, a unidade do grupo alemão produz molas e hastes estabilizadoras para linhas de montagem automotiva.

Esta sala de treinamento é destinada ao preparo do pessoal por meio de simulações e cenários baseados no trabalho diário da linha de produção.

A fábrica foi inaugurada em 1998 para atender à Fiat, que fabrica carros na cidade vizinha de Betim, e hoje se especializa em componentes para automóveis de passeio.

O sistema 6S é uma versão expandida do programa 5S, que tem origem japonesa e está ligado ao conceito de produção enxuta (lean), uma filosofia de gestão voltada para a eliminação de desperdícios, e é amplamente utilizado na indústria automotiva.

O nome do sistema deriva de cinco palavras japonesas — seiri, seiton, seiso, seiketsu e shitsuke — que correspondem aos conceitos de utilização, organização, limpeza, padronização e disciplina. Na prática, isso significa remover itens desnecessários das mesas de trabalho, colocar cada ferramenta em um local específico, limpar e inspecionar equipamentos, e transformar essas ações em hábito. O sexto elemento, segurança, enfatiza a ligação direta entre um ambiente organizado e a prevenção de acidentes.

De acordo com a empresa, essa metodologia permite reduzir perdas em até 30%. Em Ibirité, ela é integrada a outras ferramentas japonesas, como kaizen (melhoria contínua em pequenos passos) e gemba (chão de fábrica, onde os problemas devem ser resolvidos na fonte).

Rita Souza, gerente de saúde ocupacional, meio ambiente e melhoria contínua da empresa no Brasil, declarou: «Queremos tornar o treinamento mais dinâmico e próximo da realidade dentro da fábrica».

Segundo a Thyssenkrupp, este programa já é considerado nos índices de qualidade que as montadoras utilizam para avaliar seus fornecedores: quanto menos defeitos nos componentes fornecidos, maior a avaliação.

A unidade de Minas Gerais afirma ter alcançado bons resultados nesses indicadores. O Brasil concentra cerca de um quarto dos 2500 funcionários e das vendas mundiais desta unidade, que possui outra fábrica no país em São Paulo, focada em componentes para caminhões e ônibus.

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O Centro Universitário Ateneu (UniAteneu) promoveu uma reestruturação na matriz curricular de seus seis cursos de graduação na área de Tecnologia da Informação (TI). Além disso, foram inaugurados laboratórios dedicados à Robótica e Inovação, gerando resultados notáveis, como um ex-aluno liderando uma empresa atuante no Brasil e nos Estados Unidos, e um grupo de estudantes e formandos que desenvolveram uma Inteligência Artificial (IA) focada no autoconhecimento.

Os programas de TI foram reformulados para acompanhar o progresso da IA. Atualmente, a instituição oferece três bacharelados em Engenharia da Computação, Ciência da Computação e Engenharia de Software, juntamente com três cursos de graduação tecnológica: Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), Redes de Computadores e Gestão da Tecnologia da Informação. Todos esses cursos visam proporcionar uma formação de alto nível, alinhada às exigências do mercado de Tecnologia da Informação.

A alteração mais perceptível ocorre no início da jornada acadêmica: a disciplina de “Engenharia de Inteligência Artificial” foi incorporada aos seis cursos já no primeiro semestre. Segundo a coordenação, o objetivo é que o estudante conclua o primeiro período com capacidade para gerenciar projetos de IA, permitindo-lhe buscar estágios, prestar serviços ou obter emprego logo no começo do curso.

O professor Me. Sandro Costa Mesquita, coordenador dos cursos de TI da UniAteneu, esclareceu que a IA deixou de ser um tema reservado ao final do curso ou à pesquisa. Ele afirmou que hoje ela funciona como ponto de partida. Ao aprender desde o primeiro semestre como uma IA é criada, treinada, avaliada e implementada, o aluno enxerga o restante do conteúdo de outra perspectiva e já pode agregar valor ao mercado. Isso configura a formação de um gestor de IA, alguém que compreende as capacidades e limitações da tecnologia e como integrá-la a processos reais.

Laboratórios para disciplinas de ponta

A intenção é que o estudante não se limite a estudar esses assuntos apenas teoricamente, mas que também construa e teste soluções durante toda a graduação. Para suportar essa nova matriz curricular, a UniAteneu investiu na infraestrutura do campus, construindo dois laboratórios de Robótica, mais dois laboratórios de Informática e uma sala de inovação. Esses espaços dão suporte a matérias como “Inteligência Artificial”, “Machine Learning”, “Deep Learning”, “Visão Computacional”, “Internet das Coisas”, “Computação Quântica” e “Robótica”. Conforme mencionado pelo professor Me. Sandro Mesquita, o propósito é que o aluno desenvolva e teste soluções em projetos que replicam demandas de empresas e do setor público.

Um dos resultados destacados pela instituição é o sucesso dos formandos no empreendedorismo. Luccas Lima, ex-aluno do Curso de ADS da UniAteneu, é o CEO e fundador da Netup, uma empresa de tecnologia que une sistemas, Inteligência Artificial, dados e automação para corporações. A Netup possui sede em São Paulo e operações na Flórida, nos Estados Unidos, e recentemente participou do Siará Tech Summit 2026, realizado em Fortaleza neste mês de outubro.

IA que faz perguntas em vez de dar respostas

Outro projeto envolvendo a comunidade acadêmica do Centro Universitário Ateneu é o SophChat, uma Inteligência Artificial concebida para o desenvolvimento humano, reunindo conhecimento, especialistas e tecnologia. Diferente dos assistentes convencionais, este modelo não foi projetado para fornecer respostas prontas; ele guia a interação através de questionamentos, seguindo uma metodologia inspirada no método socrático. Isso permite que o próprio usuário descubra a origem de uma insegurança, indecisão ou desconforto que ele não consegue nomear.

Davy Barros é o idealizador desta iniciativa. Sua premissa é que a sociedade contemporânea vive simultaneamente a era da informação e a era da desconexão. O SophChat surge como um polo de desenvolvimento humano, unindo tecnologia, conhecimento e especialistas para auxiliar a pessoa a entender sua identidade e seu propósito.

A lógica comportamental do modelo é supervisionada por Wesley Bohry, especialista em DISC e Eneagrama desde 1990 e criador do método DeHu Super Humanos. A equipe técnica responsável pelo treinamento e desenvolvimento do modelo é composta por três gerações da UniAteneu: o professor Me. Sandro Mesquita, o ex-aluno Luccas Lima e Rodrigo Mesquita, aluno do Curso de Engenharia de Software. O coordenador dos cursos de TI da UniAteneu enfatizou que o SophChat exemplifica o que a nova grade curricular busca gerar. Ele destacou que não se trata de um chatbot comum, mas sim de um modelo com lógica comportamental específica, curado por um especialista e treinado para formular a pergunta correta em vez de oferecer a resposta mais provável. A participação de um aluno de graduação neste projeto, ao lado de um egresso empreendedor, demonstra que a formação em IA oferecida transcende a sala de aula e se materializa em produtos reais utilizados por pessoas reais.

Formação conectada ao mercado

O compromisso dos cursos de TI da UniAteneu é capacitar profissionais que não precisem aguardar a formatura para iniciar suas atividades. Essa reformulação curricular acompanha uma tendência observada no próprio mercado do Ceará. Fortaleza tem se tornado um polo de eventos e iniciativas de inovação, e a UniAteneu incentiva a participação de docentes e alunos nesses ambientes, seja como mentores, expositores ou participantes.

Para a coordenação, a junção de uma matriz curricular atualizada, a disponibilidade de laboratórios e o contato com o ecossistema de inovação é o que possibilita ao estudante ingressar no mercado com preparo para atuar precocemente. O professor Me. Sandro Mesquita reiterou que, com o uso de recursos de IA no primeiro semestre, laboratórios para criação de soluções e um ambiente rico em eventos e empresas próximas, o aluno tem condições de empreender, pesquisar ou ser contratado muito antes de receber o diploma. Os exemplos da Netup e do SophChat representam o início do que se espera ver com maior frequência.

Sobre a UniAteneu

O Núcleo de Apoio à Carreira (NAC) é o setor encarregado de guiar e acompanhar os estudantes em sua jornada acadêmica e profissional. O Centro Universitário Ateneu fortalece sua presença no ensino superior cearense através de uma formação acadêmica de qualidade, que está ligada às mudanças e às necessidades do mercado de trabalho. A instituição mantém colaborações estratégicas com diversas empresas e organizações, preparando profissionais aptos para distintas áreas, o que amplia as chances de acesso a estágios e vagas de emprego para alunos e egressos.

Um diferencial importante da instituição é o Núcleo de Apoio à Carreira (NAC), que auxilia no planejamento e desenvolvimento das trajetórias acadêmicas e profissionais dos discentes. Adicionalmente, a UniAteneu proporciona uma experiência educacional que une o conhecimento teórico à prática vivencial, utilizando laboratórios modernos e bem equipados, sob a supervisão de professores qualificados e experientes em suas respectivas áreas. Como resultado desse foco na excelência acadêmica e na empregabilidade, a UniAteneu forma semestralmente novos profissionais em Tecnologia da Informação, prontos para atuar com competência técnica, responsabilidade e visão estratégica em empresas privadas, órgãos públicos e entidades da sociedade civil, contribuindo assim para o avanço do mercado de trabalho e da sociedade.

Cientistas de Singapura desenvolveram um inserto sensível para manga integrado no tecido
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Cientistas de Singapura desenvolveram um inserto sensível para manga integrado no tecido

Imagine poder verificar a temperatura corporal, visualizar vídeos ou usar uma calculadora sem tirar o telefone do bolso. Agora isso está se tornando realidade graças a uma nova invenção. Cientistas da Universidade Nacional de Singapura (NUS) criaram um inserto sensível para manga que pode ser facilmente tecido em roupas, transformando tecido comum em uma interface digital.

Este protótipo inteligente é capaz de exibir imagens e vídeos, reagir ao toque e conectar-se sem fio a outros dispositivos. É notável que, após 50 ciclos de lavagem na máquina, seu brilho e sensibilidade ao toque permaneceram inalterados.

O estudo, publicado na prestigiada revista Nature em 21 de outubro de 2026, descreve um display têxtil flexível feito de fibras eletrônicas especificamente desenvolvidas. Os pesquisadores afirmam que esta é a primeira tela sensível do mundo integrada diretamente no tecido.

Ao contrário das telas tradicionais, aqui não são usadas placas rígidas; em vez disso, os componentes eletrônicos são incorporados dentro das fibras, permitindo que sejam facilmente tecidos nas roupas. A equipe liderada pelo assistente de professor Tural Khudayev criou uma tela de 168 mm de comprimento por 105 mm de largura, usando fibras de 54 pixels. Este display tem resolução de 96x54 pixels e pode ser atualizado a 30 quadros por segundo.

Ao tocar nesta fibra, a camada sensível é ativada, o sistema detecta o ponto de contato e o pixel correspondente começa a brilhar.

As capacidades deste protótipo não se limitam à exibição de imagens. Ele pode reproduzir vídeos, executar funções de calculadora, exibir galerias de fotos, funcionar como bússola, receber comandos de voz e receber fotos via Bluetooth. Além disso, os pesquisadores adicionaram um microfone, alto-falante e vários sensores capazes de medir temperatura, movimento, nível de iluminação e direção magnética.

Um sensor de temperatura instalado especificamente sob a manga pode medir a temperatura corporal e exibi-la na tela, tornando esta tecnologia potencialmente revolucionária para monitoramento de saúde no futuro.

O principal desafio ao trabalhar com eletrônicos flexíveis é que o tecido sofre dobramento, estiramento e lavagem regular, o que dificulta a durabilidade dos componentes frágeis. No entanto, a equipe da NUS demonstrou que seu inserto de manga inteligente manteve seu excelente estado original mesmo após 50 lavagens com detergente. Além disso, suportou 1000 dobras em um raio de 5 mm sem danos. O tecido permanece tão elástico e respirável quanto a roupa comum.

Embora esta tecnologia ainda esteja em estágio de protótipo de pesquisa e ainda não substitua smartphones, o próximo objetivo da equipe é melhorar a resolução da tela e integrar inteligência artificial. O sucesso desses esforços pode levar as roupas a se tornarem não apenas peças de vestuário, mas telas e sensores diretos de nossa vida digital.

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