Moradores de Johannesburgo expressam preocupação com a qualidade dos serviços e faturamento das autoridades locais
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Moradores de Johannesburgo expressam preocupação com a qualidade dos serviços e faturamento das autoridades locais

Às vésperas das eleições locais, os moradores expressam dúvidas sobre a conveniência dos gastos, pois continuam as disputas sobre o faturamento municipal, a coleta de receitas e a prestação de serviços inconsistente. Esses problemas questionam a responsabilidade da autoadministração local e se os cidadãos estão recebendo um retorno adequado pelos fundos pagos.

A Associação do Bairro Randpark Ridge (RRVA) em Johannesburgo exigiu maior responsabilidade da cidade. Os membros da associação acreditam que os moradores não devem gastar meses contestando faturas incorretas enquanto enfrentam serviços municipais não confiáveis.

O presidente da RRVA, Inderan Govender, afirmou que os moradores precisam de faturas precisas, gestão eficaz e melhorias visíveis em seus bairros. Ele observou que quando as faturas contêm cobranças incorretas, leituras calculadas ou ajustes inexplicáveis, os moradores sentem frustração e incerteza sobre a exatidão do valor pago. Além disso, o processo para resolver tais questões pode ser longo e complicado.

Govender aconselhou os moradores a relatar discrepâncias de faturamento através dos canais oficiais da cidade, manter registros de suas solicitações e números de referência, e escalar questões não resolvidas através das estruturas municipais apropriadas e conselheiros distritais, se for apropriado. Ele enfatizou que os moradores não devem gastar meses corrigindo uma fatura que deveria ser precisa desde o início, e a cidade tem o dever de resolver as questões prontamente, fornecendo feedback claro e soluções práticas.

A preocupação da associação vai além apenas do faturamento; ela diz respeito à qualidade dos serviços que os moradores recebem, apesar da necessidade de pagar as contas municipais. Govender observou que os serviços pelos quais pagam nem sempre são prestados de forma estável, o que causa uma decepção compreensível, especialmente diante do aumento do custo de vida e das taxas municipais.

Na área de atuação da associação, ele destacou buracos, manutenção de estradas, infraestrutura de drenagem pluvial, drenagem, espaços públicos descuidados e coleta de lixo como áreas que requerem atenção. A coleta de lixo causou especial preocupação, pois, segundo Govender, os resíduos nem sempre eram removidos conforme o cronograma, mesmo que os moradores continuassem a pagar por esse serviço. Ele alertou que a coleta de lixo não confiável não é apenas um inconveniente; o acúmulo de lixo pode atrair pragas, criar condições desagradáveis e potencialmente antissânitas, contribuir para descarte ilegal e, em última análise, afetar a limpeza, a saúde ambiental e a aparência geral do bairro.

Govender acrescentou que essa situação impõe uma carga adicional aos moradores e voluntários comunitários, que são forçados a manter a limpeza dos espaços públicos por conta própria. Reconhecendo a complexidade de gerenciar as demandas concorrentes de prestação de serviços em toda Johannesburgo, ele insistiu que os moradores devem ver uma ligação tangível entre seus pagamentos municipais e os serviços prestados.

Ele declarou que pagar por serviços que não são prestados consistentemente mina a confiança pública. Os moradores não devem ter que relatar constantemente os mesmos problemas ou assumir a responsabilidade pela correção de falhas básicas no serviço municipal sozinhos. A RRVA exige que a cidade aumente a precisão do faturamento, simplifique o processo de contestação de cobranças incorretas e forneça feedback claro em prazos razoáveis e acordados. A associação também apela por maior transparência por meio de relatórios regulares sobre a precisão do faturamento, coleta de receitas, solicitações pendentes e eficácia na prestação de serviços. Govender concluiu que onde os compromissos não são cumpridos ou os fundos públicos são mal administrados, deve haver responsabilidade clara e consequências apropriadas.

Ele enfatizou que a coleta de receitas municipais e a prestação de serviços devem andar de mãos dadas para que os moradores vejam que suas contribuições estão sendo usadas de forma responsável para manter a infraestrutura e resolver os problemas declarados. «Queremos que os moradores paguem o que realmente devem, mas também queremos ter certeza de que suas contas estão corretas e que o município está cumprindo suas obrigações», disse ele.

Entretanto, o Tesouro Nacional confirmou que não mantém um registro nacional de faturas municipais incorretas ou contestadas, portanto, não mantém um banco de dados centralizado indicando quais municípios foram mais afetados. Quanto às consequências financeiras de disputas prolongadas, o Tesouro informou que elas podem afetar tanto os municípios quanto os moradores, especialmente se os valores contestados permanecerem sem solução por um longo período. Se uma reclamação válida for apresentada, a cobrança da dívida relacionada ao valor contestado deve ser suspensa até sua resolução.

No entanto, os moradores são obrigados a continuar pagando as taxas atuais e os pagamentos atrasados incontestáveis, embora os juros continuem a ser cobrados automaticamente. O Tesouro esclareceu que o método de cálculo dos juros é determinado de acordo com a política aprovada de controle de crédito e cobrança de dívidas do município e os atos subordinados aplicáveis. Também acrescentou que cobranças incorretas e os juros ou multas associados devem ser anulados se a disputa for confirmada.

O Tesouro Nacional indicou que os municípios são responsáveis por manter sistemas de faturamento precisos e resolver disputas em tempo razoável. Além disso, o Auditor-Geral realiza auditorias anuais nos municípios, nas quais as contas dos clientes podem ser verificadas quanto a cobranças excessivas, subestimação de contas e outras violações.

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