Oito métodos de alimentação possíveis caso uma IA rebelde cause o colapso da agricultura moderna
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Oito métodos de alimentação possíveis caso uma IA rebelde cause o colapso da agricultura moderna

O artigo discute cenários distópicos sobre como a humanidade poderia se alimentar se uma inteligência artificial (IA) rebelde destruísse a agricultura moderna, um tema cada vez mais debatido devido ao rápido avanço das capacidades da IA.

Uma ameaça direta descrita envolve a interrupção prolongada das redes elétricas, algo que análises do Conselho de Relações Exteriores dos EUA e da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos apontam como um risco sério. Este risco levou Sam Altman, CEO da OpenAI, a se reunir com executivos de concessionárias de energia para discutir medidas preventivas.

Um ataque às redes elétricas impactaria severamente a agricultura tradicional. Somente aqueles com geração de energia autônoma, como painéis solares e microrredes, conseguiriam manter operações. Sem bombas de combustível, ventilação para o gado, refrigeração de alimentos, irrigação, secagem de grãos e produção de fertilizantes, o sistema alimentar entraria em rápida deterioração, afetando até mesmo pequenos agricultores.

No entanto, o autor menciona que ele e seu colega David Denkenberger escreveram um livro há dez anos, demonstrando que é possível suprir as necessidades calóricas globais em caso de catástrofe, mesmo sem depender da agricultura convencional. O texto detalha oito formas de garantir a sobrevivência alimentar nesse cenário de colapso.

Se agentes de IA rebeldes derrubarem as redes elétricas, a agricultura convencional entraria em colapso seguindo uma sequência previsível. Inicialmente, faltaria combustível, pois bombas em depósitos e postos são elétricas, fazendo com que tratores, colheitadeiras e geradores de irrigação parassem em dias ou semanas, dependendo do estoque rural.

Em seguida, o gado mantido em ambientes controlados morreria, visto que muitos galpões de aves e suínos dependem de ventilação motorizada. Em climas quentes, as perdas começariam poucas horas após a falha, e os sistemas automatizados de alimentação e água cessariam de funcionar simultaneamente.

Os alimentos perecíveis também estragariam rapidamente sem refrigeração, embalagem e transporte adequados; leite, carne e produtos agrícolas deteriorariam-se em poucos dias.

A médio prazo, a vasta irrigação agrícola pararia, pois os sistemas de bombeamento e pivôs centrais requerem eletricidade. Apenas os sistemas de irrigação por gravidade e chuva continuariam operacionais, resultando em uma drástica redução da produtividade em áreas áridas.

Posteriormente, ocorreriam falhas na secagem e armazenamento de grãos. Milho colhido úmido necessitaria de secagem e ventilação solar; sem a secagem mecânica, o mofo liberaria micotoxinas, contaminando as reservas de grãos.

Na safra seguinte ao colapso, o uso de fertilizantes nitrogenados sintéticos terminaria. Estes, produzidos pelo processo Haber-Bosch, consomem muita eletricidade e gás para converter nitrogênio atmosférico em amônia, e sustentam cerca de metade da população mundial. A falta de reposição de nitrogênio faria com que a produtividade das culturas de cereais caísse entre 30% e 50% devido ao esgotamento do solo.

O processamento também se tornaria um gargalo crítico, já que muitos moinhos, frigoríficos e fábricas de embalagem dependem totalmente de energia elétrica. Embora cereais e gado pudessem existir nos campos, os alimentos ficariam inacessíveis. Para agravar a situação, os sistemas de distribuição e pagamento falhariam, com a sinalização ferroviária, a logística rodoviária e os pagamentos eletrônicos entrando em colapso, fragmentando os mercados nacionais em mercados locais quase instantaneamente.

Comunidades agrícolas pequenas estariam em posição ligeiramente melhor, mas enfrentariam dificuldades. As cadeias de suprimentos que impulsionaram a produtividade no último século seriam rompidas, forçando um retorno à produtividade do início do século XX. Sementes híbridas e geneticamente modificadas exigem recompra anual; se apenas sementes guardadas da safra anterior estivessem disponíveis, elas sofreriam segregação e a produtividade diminuiria. Além disso, pesticidas, medicamentos veterinários e peças de equipamento se tornariam muito mais difíceis de obter.

Mesmo comunidades que não dependem de tecnologia, como os Amish, seriam afetadas, mas os agricultores convencionais estariam em sérias dificuldades, o que teria repercussões gerais. A prioridade imediata seria desativar a IA rebelde e reparar as redes elétricas. Contudo, enquanto isso, o retorno ao trabalho manual e à tração animal reduziria a produção por trabalhador em uma ordem de magnitude, e o suprimento global de alimentos sustentaria apenas uma pequena parcela da população atual. Regiões de agricultura de subsistência e de sequeiro, como a África, se sairiam melhor do que as industrializadas, como a América do Norte.

Contudo, o autor afirma que nem todos precisariam passar fome, apresentando alternativas simples. Seu grupo de pesquisa desenvolveu mais de uma dúzia de métodos para produzir as calorias necessárias à humanidade enquanto a agricultura convencional é restaurada.

A última linha de defesa seria a criação de chamados «alimentos resilientes». Esses processos incluem desde a conversão de plástico em alimento, passando pela produção de proteína unicelular comestível a partir de gás natural, até a extração de proteína de folhas ou a transformação de resíduos de impressão 3D em matéria-prima proteica para consumo humano. Essas alternativas, contudo, seriam consideradas mais radicais e, espera-se, desnecessárias.

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O Brasil alcançou a marca de 10,2 milhões de desenvolvedores na plataforma GitHub, consolidando-se como o quarto país com maior número de usuários neste serviço de compartilhamento de código da Microsoft. Este progresso coloca o país próximo da China, que conta com 12,4 milhões de usuários, e as projeções do GitHub indicam que os brasileiros podem superar os chineses até o ano de 2030.

Esses dados foram apresentados no relatório Octoverse 2026, divulgado nesta quarta-feira (28). No último ano, 3,28 milhões de brasileiros ingressaram na plataforma, um volume o dobro do registrado por novos usuários chineses. Somente os Estados Unidos e a Índia registraram um número maior de novos participantes nesse mesmo período.

Além disso, o Brasil figura na quarta colocação mundial em termos de contribuições para repositórios públicos, sendo que essas contribuições englobam os chamados 'pushes', que são as atualizações de código enviadas pelos desenvolvedores a um projeto específico.

Segundo informações do GitHub, o amadurecimento do setor de fintechs no Brasil é apontado como um fator que pode acelerar o crescimento da comunidade de desenvolvedores nacional. Esse avanço brasileiro ocorre em um contexto de grande transformação na área de programação.

Globalmente, o GitHub superou a marca de 225 milhões de desenvolvedores e registrou 17,9 bilhões de pushes nos últimos doze meses, um volume superior à soma dos registros de 2024 e 2025. Parte desse crescimento está ligada à crescente utilização de agentes de inteligência artificial (IA), capazes de realizar tarefas de desenvolvimento de software.

Em setembro, mais de 40% dos pedidos de alteração de código (pull requests) que foram aprovados e integrados a projetos no GitHub tiveram um rascunho inicial gerado por um agente de IA, totalizando 110 milhões de tais solicitações em um único mês. É importante notar que o início com rascunho de IA não garante aprovação automática ou dispensa de revisão humana.

Apesar disso, esses números demonstram que ferramentas automatizadas estão assumindo uma participação cada vez maior no ciclo de desenvolvimento. A expansão da IA também é visível no ranking de linguagens de programação. TypeScript, Python e JavaScript mantêm suas posições nas três primeiras colocações, mas o TypeScript apresentou o maior aumento absoluto na plataforma, com 3,62 milhões de novos colaboradores mensais em um ano. A linguagem Rust também ganhou relevância, dobrando seu tamanho no período.

O relatório aponta que a escolha das linguagens não depende apenas das preferências dos programadores, mas também da facilidade de trabalhar com código gerado por IA e de verificar os resultados. Em TypeScript, Python e Rust, os agentes de IA participam de 40% a 44% dos pull requests incorporados aos projetos. Já em Java, C# e C++, essa participação varia entre 21% e 34%. Adicionalmente, o TypeScript está presente em 35% dos repositórios criados em 2026 com auxílio de IA, comparado a 24% daqueles que não usam essa tecnologia.

Esses dados sugerem que as linguagens que possuem características favoráveis à checagem do código gerado por máquinas estão ganhando terreno neste novo panorama. Durante o GitHub Universe 2026, a empresa também anunciou novos recursos para o Copilot, seu conjunto de ferramentas de IA focado em desenvolvimento de software.

Entre os anúncios, a proposta Fusion reflete um comportamento já visto entre os usuários: 61% dos clientes do Copilot trocam entre mais de um modelo de IA durante a mesma sessão, visando combinar modelos mais robustos para raciocínio com opções mais leves para tarefas rápidas. Outra alteração diz respeito à cobrança dos recursos de IA para clientes do GitHub Enterprise; eles terão acesso às novas funcionalidades sem necessidade de assinatura separada, pagando conforme os créditos de IA consumidos, tornando o custo mais atrelado ao uso dos agentes.

Para suportar o crescimento da plataforma e o uso de ferramentas de IA, o GitHub implementou, em 2026, quatro milhões de núcleos de processamento, 160 petabytes de armazenamento de alta velocidade e 50 terabits por segundo de capacidade de rede. A empresa também está em processo de migração para uma arquitetura distribuída em diversas regiões da nuvem Azure, da Microsoft, com previsão de conclusão para o início de 2027. Essa infraestrutura é crucial para atender à expansão de desenvolvedores e às novas demandas impostas pelos agentes de IA.

Adquirido pela Microsoft em 2018, o GitHub ocupa uma posição central na evolução das ferramentas de IA aplicadas ao desenvolvimento de software. Em 2021, a plataforma introduziu o Copilot, desenvolvido pela Microsoft e OpenAI, trazendo recursos de IA generativa diretamente ao ambiente de programação antes da popularização do ChatGPT pelo público geral em novembro de 2022. Atualmente, o avanço dos agentes aponta para uma nova fase, onde os sistemas não só sugerem trechos de código, mas também participam de atividades mais amplas de desenvolvimento.

Para o Brasil, o crescimento da comunidade representa uma oportunidade de aumentar sua presença em uma das principais plataformas globais de programação. Simultaneamente, o aumento da participação da IA suscita questionamentos sobre o futuro da atividade: qual proporção do código será produzida diretamente por desenvolvedores e qual caberá às máquinas?

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A Apple anunciou o lançamento da nova versão do MacBook Pro, que pela primeira vez é equipada com tela sensível ao toque. Além disso, esta linha integra a tecnologia PROLED XDR, juntamente com os processadores M5 Pro e M5 Max, e a função Dynamic Island no sistema operacional macOS.

No Brasil, os preços iniciais do dispositivo variam de R$ 34.999 a R$ 57.999. O computador está disponível em dois tamanhos — 14 e 16 polegadas — e é voltado para profissionais que trabalham com desenvolvimento de software, design, fotografia, edição de vídeo e inteligência artificial (IA).

A principal novidade é a capacidade de interagir com a tela do MacBook Pro através de toques. Pela primeira vez, a Apple permite que os usuários controlem o Mac por meio de gestos, como redimensionar imagens com os dedos ou mover elementos entre janelas, além de rolar páginas.

Essa funcionalidade foi desenvolvida para uso profissional: designers podem desenhar diretamente na tela, músicos podem tocar em instrumentos digitais, e desenvolvedores podem testar aplicativos para iOS e iPadOS diretamente no notebook. A empresa enfatiza que o sensor está integrado ao próprio display, e não sobreposto a ele, minimizando atrasos na interação. Ao mesmo tempo, os comandos de toque funcionam em conjunto com o teclado e o trackpad, sem substituí-los.

O novo modelo é compatível com programas como Notion, Canva, Microsoft Word, Excel e PowerPoint. Também estão incluídas ferramentas criativas, como Adobe Lightroom, DaVinci Resolve e Blender.

A tela PROLED XDR utiliza a tecnologia OLED de dupla camada, visando melhorar o contraste, o brilho e a uniformidade da imagem. De acordo com a Apple, o brilho de pico do painel atinge dois mil nits tanto em conteúdo HDR quanto em SDR. O painel também possui uma taxa de contraste de 10.000.000:1 e uma taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz. A tecnologia ProMotion permite reduzir a frequência para 10 Hz para aumentar a eficiência energética.

Para profissionais que exigem alta precisão de cores, há suporte aos espaços de cores P3 e Adobe RGB, além de cobertura superior a 80% do espaço Rec. 2020. Adicionalmente, o notebook pode ter a opção de vidro com nanoestrutura, que reduz reflexos em ambientes iluminados, o que é especialmente útil para fotógrafos, designers e especialistas em vídeo.

A nova geração é equipada com os poderosos chips M5 Pro e M5 Max, que a Apple posiciona como os processadores mais potentes para notebooks profissionais. As configurações podem incluir até 128 GB de memória unificada e 16 TB de armazenamento. A empresa destaca a capacidade desses componentes de executar tarefas como compilação de código, edição de vídeo ProRes 8K, modelagem 3D e execução de modelos de IA diretamente no dispositivo.

Segundo a Apple, o chip M5 Max é capaz de executar modelos de linguagem localmente com centenas de bilhões de parâmetros, permitindo a realização de tarefas complexas sem a necessidade de recorrer a servidores remotos. Ambos os chips também incluem aceleradores para tarefas de IA e recursos gráficos para melhorar o desempenho em aplicativos profissionais.

Outra modificação significativa foi a introdução do Dynamic Island. Este recurso combina as funcionalidades do Spotlight, Live Activities e Siri AI em um espaço dedicado para exibição rápida de informações e interação. Os usuários poderão usá-lo para pesquisa, rastreamento de atualizações em tempo real, gerenciamento de música e comunicação com o assistente de voz da Apple.

O notebook também vem com o macOS 27, que inclui recursos do Apple Intelligence e melhorias para a Siri. Segundo o fabricante, a Siri poderá ajudar a encontrar informações em e-mails, mensagens e fotos, responder a perguntas e executar ações entre diferentes aplicativos.

A Apple garante autonomia de até 24 horas para o novo MacBook Pro. O modelo de 14 polegadas pesa 1,38 kg, enquanto a versão de 16 polegadas pesa 1,82 kg. As diagonais das telas são de 14,2 e 16,3 polegadas, respectivamente. O perfil mais fino dos dispositivos é explicado pela arquitetura da nova tela OLED, bem como pelo sistema de termorregulação redesenhado para manter o desempenho dos chips.

Em termos de conectividade, o dispositivo é equipado com três portas Thunderbolt 5, HDMI, slot para cartões SDXC, MagSafe e conector de fone de ouvido. Também suporta Wi-Fi 7 e Bluetooth 6, e a versão com M5 Pro suporta até três monitores externos, enquanto a versão com M5 Max suporta até quatro.

O sistema de áudio inclui seis alto-falantes, proporcionando graves 50% mais profundos em comparação com a geração anterior, segundo a Apple. A câmera Center Stage de 12 MP e microfones de qualidade de estúdio complementam o conjunto de recursos para chamadas e gravação.

As pré-vendas começam na quinta-feira (28) no site da Apple e no aplicativo Apple Store. Espera-se que os dispositivos estejam disponíveis nas lojas e comecem a entrega em 6 de novembro. A Apple também ofereceu preços educacionais especiais, reduzindo os custos iniciais para R$ 33.199, R$ 39.499, R$ 50.399 e R$ 54.299 brasileiros.

Além das mudanças de hardware e software, o fabricante declarou que o novo MacBook Pro utiliza 55% de materiais reciclados em sua composição, incluindo alumínio na carcaça e cobalto na bateria. Este lançamento faz parte dos esforços da empresa para alcançar a neutralidade de carbono em suas operações até 2030.

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