A Aston Martin revelou recentemente a versão aberta do Valkyrie, denominada Aston Martin Valhalla Spider. Este supercarro herda o mesmo motor V8 biturbo combinado com três motores elétricos, gerando uma potência de 1.078 cv e um torque de 112,2 kgfm.
Mantendo o monocoque de fibra de carbono do cupê com poucas modificações, o Valhalla Spider preserva a rigidez estrutural, adicionando apenas 25 kg ao peso total, que atinge 1.680 kg. Ele é fornecido de fábrica com um teto de tecido removível, mas os compradores têm a opção de escolher um teto rígido feito de fibra de carbono. É notável que, com a capota de tecido, a velocidade máxima é limitada a 200 km/h; somente com o teto rígido de compósito é possível alcançar os 350 km/h da versão fechada.
A Aston Martin implementou ajustes aerodinâmicos no Valhalla Spider para manter o desempenho, como a adição de um defletor frontal para guiar o fluxo de ar sobre a cabine e uma entrada de ar mais elevada atrás dos bancos para otimizar a admissão. Os assentos desta versão aberta são mais confortáveis que os do cupê, embora os clientes possam adquirir, sem custo adicional, os mesmos assentos de fibra de carbono presentes no Valhalla fechado.
Sobre o custo, a Aston Martin não divulgou o preço nem a quantidade de unidades que serão produzidas. Há especulação de que ele poderá superar os US$ 3,5 a 4,5 milhões solicitados pelo cupê, e que será ainda mais exclusivo, visto que a versão fechada possui produção limitada a 999 unidades.
VW Polo Track 1.0 terá versão a etanol na linha 2027
Diversos fabricantes estão introduzindo novas versões movidas a álcool, ou etanol, visando aproveitar os incentivos fiscais governamentais. Relatos anteriores indicavam que o Polo Track a etanol usaria o motor 1.6 de 116 cv da Saveiro Robust, mas parece que a Chevrolet pretende utilizar a redução de impostos para tornar esta variante, que já é a mais acessível, ainda mais atrativa para o público de entrada.
Assim como ocorre com a Saveiro a etanol, o Polo Track também se beneficiará do novo cálculo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o que permitirá à Volks diminuir seu valor, ficando abaixo dos R$ 97.990 atuais da versão bicombustível. Enquanto o Polo Track flex atual paga 6,3% de IPI, a versão a etanol deverá receber uma diminuição de 0,5% na alíquota.
O motor 1.0 flex usado atualmente no Polo Track gera 84 cv e 10,3 kgfm quando abastecido com etanol. As adaptações necessárias para rodar exclusivamente com álcool são mínimas, consistindo apenas em um ajuste na ECU, sem alterações nos componentes internos ou na taxa de compressão. Consequentemente, os valores de potência e torque devem permanecer inalterados. Houve especulações anteriores sobre a conversão do Polo Track com motor 1.6 para etanol, e algumas unidades foram vistas em testes, mas isso ainda não foi confirmado.
A linha 2027 do VW Polo foi apresentada na semana passada, e a versão Track agora inclui sensor de ré, vidros elétricos nas portas traseiras, alarme e sistema start-stop como itens padrão. Espera-se que a versão a etanol siga essa mesma lógica, com lançamento previsto para as próximas semanas.
Novo Mercedes-Benz CLA começa a ser vendido por R$ 364.900
A Mercedes-Benz iniciou a abertura de reservas para a nova geração do CLA no Brasil. O sedã será lançado inicialmente na configuração CLA 200 AMG Line, com um preço sugerido de R$ 364.900. Este será o primeiro modelo da montadora no mercado brasileiro a incorporar a nova plataforma MMA (Mercedes-Benz Modular Architecture), projetada para acomodar tanto configurações elétricas quanto híbridas.
Na Europa, o novo CLA 200 utiliza um motor 1.5 turbo de quatro cilindros da família M252, acoplado a um sistema híbrido de 48 volts. O motor a combustão produz 163 cv, e o motor elétrico de 30 cv, integrado ao câmbio automatizado de dupla embreagem de oito marchas, eleva a potência combinada para 184 cv e o torque para 33,7 kgfm. Apesar de ser classificado como híbrido leve, o sistema permite que o veículo se mova unicamente com eletricidade em baixas velocidades, graças à bateria de 1,3 kWh. A Mercedes-Benz ainda não confirmou oficialmente as especificações mecânicas do modelo destinado ao Brasil.
O conjunto mecânico representa uma das mudanças mais significativas em comparação com a geração anterior. O novo motor 1.5 substitui o antigo 1.3 turbo, desenvolvido em colaboração com a Renault, e opera com ciclo Miller, utilizando o fechamento antecipado das válvulas de admissão para reduzir perdas por bombeamento e aumentar a eficiência em regimes de carga parcial. O motor elétrico também auxilia na recuperação de energia durante as oito marchas e permite o desacoplamento do motor a combustão em certas situações de condução.
A versão brasileira virá equipada com o pacote visual AMG Line, rodas de 18 polegadas, teto solar panorâmico e o novo sistema multimídia MBUX com Superscreen, que une as telas do painel em uma superfície contínua, conferindo à cabine uma aparência similar a um cassino de Macau. Como qualquer veículo moderno, ele também contará com chave digital via smartphone, comandos de voz online e recursos de auxílio à direção, incluindo controle de cruzeiro adaptativo Distronic, assistentes de manutenção de faixa, frenagem automática e monitoramento de pontos cegos. A data de entrega dos primeiros carros ainda não foi anunciada pela Mercedes-Benz.
Dodge comemora 90 anos da Mopar com série especial do Charger
Em celebração aos 90 anos da Mopar, foi criada uma edição limitada baseada no Dodge Charger. Apresentado no NHRA Las Vegas Nationals e com estreia prevista para o SEMA Show, o Mopar ’27 busca adicionar um elemento agressivo ao visual do muscle car, resultando em um design interessante.
Entretanto, há um ponto de atenção: o motor central do Mopar ’27 é o seis-cilindro biturbo Hurricane de três litros. Embora seja inegavelmente rápido e superior à versão elétrica como base, isso contrasta com a identidade da marca, que está intrinsecamente ligada aos motores V8. Reconhece-se que o Charger V8 retornará em breve, mas a chegada deste modelo não pode ser atribuída unicamente ao aniversário da Mopar.
Este pacote Mopar ’27, disponível para as versões R/T e Scat Pack, custa US$ 10.995 e será limitado a apenas 270 unidades, distribuídas em três cores: azul “Bludicrous”, preto “Diamond Black” e branco “White Knuckle”. Em troca, o veículo recebe um splitter frontal, capô com entrada de ar e aerofólio de fibra de carbono, além de gráficos exclusivos e uma placa numerada. O R/T mantém os 420 cv, enquanto o Scat Pack eleva a potência para 550 cv através de turbos maiores e componentes internos forjados, reduzindo o tempo de 0 a 100 km/h para menos de quatro segundos.
Um aspecto lamentável é que a própria Mopar exibirá um Charger Daytona 1969 clássico equipado com motor V8 Hellcat ao lado dele no SEMA, o que intensifica o contraste. Seria preferível que o V8 estivesse presente no Charger desde o início.
GM patenteia motor que muda o curso dos pistões
A General Motors registrou uma patente para um motor de seis cilindros em linha que emprega um mecanismo de bielas articuladas para modificar o movimento dos pistões e variar a taxa de compressão. O pedido, divulgado pelo escritório de patentes dos EUA em 22 de outubro, detalha um sistema capaz de gerar um curso de expansão até 40% maior que o curso de compressão, otimizando a energia liberada pela combustão.
No sistema patenteado pela GM, em vez de conectar o pistão diretamente ao virabrequim, a biela se conecta a uma peça articulada intermediária, que por sua vez se liga ao virabrequim e a uma segunda biela, ligada a um eixo de controle paralelo ao virabrequim. Um mecanismo de engrenagens ajusta a posição relativa desses dois eixos, alterando a trajetória do pistão dentro do cilindro.
Isso possibilita que o motor opere com taxas de compressão variando entre aproximadamente 7:1 e 11:1, enquanto as relações de expansão variam de 10:1 a 15:1. Essa diferença permite que os gases da combustão continuem gerando trabalho durante um curso mais longo do pistão, recuperando parte da energia que seria perdida no escapamento. O princípio termodinâmico é análogo ao ciclo Atkinson usado em motores híbridos da Toyota, mas a GM alcança uma maior relação de expansão efetiva alterando fisicamente o movimento dos pistões.
A concepção não é inédita; a própria GM investiga mecanismos de expansão prolongada desde 2014, e a Nissan já utiliza um sistema de compressão variável por bielas articuladas em seus motores VC-Turbo. A distinção principal no sistema da GM reside na localização do eixo de controle, que está posicionado acima do virabrequim. Esta mudança libera espaço para componentes de direção, suportes do motor e sistemas de tração integral, facilitando a instalação longitudinal do conjunto. Segundo a GM, essa nova disposição também aprimora as condições de lubrificação das articulações, que passam a operar sob compressão durante o período de expansão.
Contudo, essa sofisticação técnica implica a adição de peças móveis, aumento de peso, atrito e complexidade que seriam desnecessários se o veículo não fosse transformado em um projeto experimental. O pedido de patente não fornece dados sobre deslocamento, eficiência ou ganhos de consumo, nem indica a intenção da GM de produzir tal motor.



