Fiat Fiorino, veículo produzido no Brasil desde 1980, mantém liderança nas vendas do segmento
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Fiat Fiorino, veículo produzido no Brasil desde 1980, mantém liderança nas vendas do segmento

O Fiat Fiorino completou 46 anos de fabricação no Brasil, sendo o veículo com maior tempo de produção no país, conforme informações divulgadas pela Fiat. O furgão iniciou sua trajetória em 1980, utilizando a estrutura do Fiat 147, o primeiro automóvel produzido pela montadora no território nacional, na fábrica localizada em Betim, Minas Gerais.

Desde 2003, o modelo se estabeleceu como líder de vendas em seu nicho, tornando-se uma ferramenta de trabalho essencial tanto para autônomos quanto para empresas dedicadas à entrega urbana.

A versão inicial, conhecida como Fiorino 147, foi concebida para combinar a plataforma de um carro de passeio com um espaço de carga fechado, oferecendo custos operacionais e de manutenção reduzidos. Este modelo possuía uma carroceria estendida medindo 3,78 metros, e seu motor gerava 61 cv e 9,9 kgfm ao utilizar gasolina, ou 62 cv e 11,5 kgfm quando abastecido com etanol.

Em 1988, o utilitário foi atualizado para incorporar a base do Fiat Uno, apresentando um design mais contemporâneo e um baú com maior capacidade. A terceira e atual geração foi introduzida em 2014, baseada na plataforma do Novo Uno, e conta com motor 1.4 Evo flex, além de ter sua capacidade de carga aumentada para 650 kg.

Mesmo após o encerramento da produção do Uno em 2021, o Fiorino continuou sendo fabricado. Atualmente, o furgão utiliza um motor 1.3 flex, capaz de entregar até 107 cv e 13,7 kgfm com etanol. A Fiat informa que o consumo de combustível é de 12,4 km/l na cidade com gasolina e 13,6 km/l na estrada.

Os equipamentos disponíveis incluem direção elétrica, sistema de controle eletrônico de estabilidade, auxílio de partida em rampa, alerta de frenagem de emergência e monitoramento da pressão dos pneus. O compartimento de carga comporta até 650 kg e possui um volume de 3,3 m³. As portas traseiras são projetadas para abrir até 180 graus, facilitando o carregamento em locais apertados ou docas. Além disso, desde 2022, o furgão também é comercializado sob a marca Peugeot, sob o nome Partner Rapid.

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A Fiat está desenvolvendo um novo veículo elétrico de acesso, que pode ser denominado Koala. Este modelo será construído utilizando a plataforma E-car, desenvolvida pela Stellantis especificamente para veículos elétricos compactos e econômicos. Essa mesma estrutura serve de base para o futuro Citroën 2CV, previsto para chegar aos mercados europeus em 2028.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa europeia, o custo projetado para este carro seria de 15 mil euros, o que equivale a aproximadamente R$ 90 mil. Este valor fica abaixo do preço de R$ 119.990 do BYD Dolphin Mini, que atualmente detém o título de carro elétrico mais acessível disponível no Brasil.

Durante o Salão de Paris, Arnauld Belloni, o atual líder da Fiat, confirmou à publicação britânica Autocar que a montadora está trabalhando em diversos modelos baseados nesta nova plataforma, incluindo um carro compacto derivado do 2CV.

François Leboine, responsável pelo design da Fiat, declarou que o primeiro elétrico desta linha já possui um avanço considerável, comparável ao projeto do 2CV. Apesar disso, a empresa optou por adiar sua apresentação pública.

A produção inicial desses veículos da plataforma está programada para começar em 2028, na fábrica de Pomigliano d’Arco, na Itália, local conhecido pela fabricação do Panda.

O nome do veículo ainda não foi finalizado. Belloni informou que a Fiat já registrou a marca Koala, seguindo uma estratégia de nomear a linha com referências a ursos, como Panda e Grizzly. É notável que o coala, popularmente referido como urso, é classificado como um marsupial.

O executivo descartou a possibilidade de um visual retrô, semelhante ao do 2CV. Em vez disso, o design poderá incorporar elementos conceituais vindos do projeto Ippo, criado por estudantes italianos durante um concurso promovido pela Fiat e apresentado na Semana de Design de Milão, em abril.

Belloni também esclareceu que o novo modelo será um automóvel tradicional, e não um quadriciclo, diferentemente do Topolino.

O projeto visa atender a uma nova segmentação de carros elétricos com dimensões inferiores a 4,2 metros, tema que está sob debate na União Europeia. Esta categoria se inspira nos kei cars japoneses, caracterizados por serem pequenos e possuírem impostos reduzidos, embora essa regulamentação ainda dependa de aprovação.

Adicionalmente, a Fiat planeja manter uma alternativa com motor de combustão. O Panda continua sendo o modelo mais vendido da marca na Itália.

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