O Festival AMAJAZZON 2026, realizado em Belém, confirmou a participação de Amaro Freitas, Juliana Linhares e Thomas Strønen como parte de suas atrações iniciais. A programação deste evento celebra o jazz e a música brasileira, destacando Amaro Freitas, reconhecido como um dos principais expoentes da música instrumental brasileira moderna, e Juliana Linhares, que participa com um álbum previamente indicado ao Grammy Latino.
Além desses artistas, o festival contará com apresentações da Amazônia Jazz Band, que terá uma convidada especial, e de um conjunto universitário composto por músicos vindos do Brasil e da Noruega. Os shows estão agendados para os dias 21 e 22 de novembro, no Theatro da Paz, em Belém, e os ingressos já podem ser adquiridos pela internet.
Na sua terceira edição, o AMAJAZZON visa reunir talentos da Amazônia, de diversas outras partes do Brasil e do exterior. O objetivo é promover uma fusão entre o jazz e a música instrumental de diferentes tradições e linguagens sonoras, mantendo o intercâmbio entre músicos nacionais e internacionais como um pilar desde sua concepção.
Anabela Cunha, da Connecting Dots, organizadora do festival, ressaltou que o intercâmbio cultural e musical no AMAJAZZON é fundamental para enriquecer o panorama artístico tanto para os músicos locais quanto para os visitantes estrangeiros, permitindo que eles troquem conhecimentos, técnicas e visões ao compartilhar palcos.
Da música pernambucana ao jazz norueguês
Amaro Freitas, um nome de grande projeção internacional no jazz brasileiro contemporâneo, criou uma sonoridade singular ao mesclar a improvisação do jazz com ritmos como frevo, maracatu e baião. Sua investigação artística também possui uma ligação direta com a Amazônia, tema central do álbum Y'Y (2024), que foi concebido a partir de vivências na região e do contato com os indígenas Sateré-Mawé. Este trabalho contou com a colaboração de músicos internacionais como Shabaka, Brandee Younger e Jeff Parker.
Vindo da Noruega, Thomas Strønen trará ao festival sua dedicação à experimentação sonora e à improvisação. Como baterista e compositor com experiência na cena europeia do jazz atual, ele explora as múltiplas facetas da percussão, criando conversas entre ritmo, silêncio e texturas musicais.
Juliana Linhares, cantora, compositora e atriz natural de Pernambuco, também está confirmada. Ela apresentará o espetáculo Até Cansar o Cansaço, inspirado em seu segundo álbum solo, que recebeu indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Este disco, que teve participações de Ney Matogrosso, Anastácia e Agnes Nunes, traduz reflexões sobre o esgotamento moderno em canções que unem a tradição nordestina, a experimentação e a força teatral da artista. No palco, Juliana mescla música, teatro e movimento, incluindo sucessos como “Balanceiro” e “Bombinha”.
A representatividade amazônica será enfatizada pela Amazônia Jazz Band, um grupo de Pará que aproxima o repertório do jazz com referências musicais locais e se apresentará com uma convidada especial. Adicionalmente, o festival promoverá um encontro entre estudantes de música do Brasil e da Noruega, fortalecendo o intercâmbio internacional que define a identidade do AMAJAZZON.
Anabela Cunha reforçou que a expectativa do festival é fomentar um ambiente de inspiração e aprendizado mútuo, abrindo novas vias para futuras colaborações e impulsionando a presença global da música da Amazônia.
Informações Práticas
Festival AMAJAZZON 2026
