Maceió atingiu 36,8°C, registrando uma das temperaturas mais altas em 65 anos
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Maceió atingiu 36,8°C, registrando uma das temperaturas mais altas em 65 anos

Na segunda-feira (dia 26), Maceió registrou uma das temperaturas mais altas em 65 anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros atingiram a marca de 36,8°C. Este valor está entre os mais altos registrados na capital do estado de Alagoas desde 1961, quando começou a série histórica de observações, e é a temperatura mais alta registrada em 2026 até o momento.

Apesar da alta temperatura, não é possível confirmar categoricamente que se trata de um recorde histórico, pois os dados de muitos anos da série histórica do Inmet contêm imprecisões.

Calor no interior

Segundo o professor Mateus Lyra, do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas (ICAT/Ufal), o forte calor foi causado pela aproximação de uma frente fria que nos últimos dias avançou em direção à Bahia. O professor explicou que a aproximação desta frente contribuiu para o deslocamento de ar quente para a região de Maceió, o que levou ao aumento da temperatura.

Além disso, esse fenômeno alterou a direção e a intensidade dos ventos na costa de Alagoas. Os ventos geralmente predominantes na região sopram do sudeste, mas começaram a soprar do nordeste. O especialista observou: «Esta zona frontal puxa o ar próximo à nossa região, permitindo o surgimento de todas essas condições — tanto o avanço do ar quente, que intensifica a temperatura, quanto o canalização desse ar, que intensifica o vento».

O especialista também lembrou que uma situação semelhante ocorreu em 23 de janeiro de 2024, quando Maceió registrou cerca de 35,9°C.

O forte calor foi notado em outras cidades de Alagoas. Segundo a gerente de Meteorologia do Serviço Geológico e Ambiental do Estado (Semarh/AL), Bárbara Alves Batista, Santana do Ipanema atingiu 42°C na segunda-feira, e Pau de Açúcar registrou 43°C.

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Moradores do Vale do Paraíba e arredores devem aguardar mais tempo pelo calor característico da primavera. O excesso de nuvens e a alta frequência de chuvas têm mantido as temperaturas moderadas na área, e a projeção para novembro aponta para um cenário similar, com momentos de aquecimento, mas sem longas sequências de dias quentes.

A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, atribui esse padrão climático às alterações na circulação dos ventos causadas pelo El Niño, um evento climático que afeta as condições meteorológicas no Brasil. Ela havia antecipado que o mês de outubro traria excesso de nebulosidade e precipitação, o que impediria um aumento significativo das temperaturas.

Por que está chovendo tanto e fazendo menos calor?

Conforme explicado por Josélia, o aumento das nuvens e das chuvas no Vale do Paraíba começou a se intensificar em setembro, após a passagem de várias frentes frias pela costa de São Paulo. Mesmo após a passagem desses sistemas, a circulação de ar marítimo continua a levar umidade para o leste paulista, o que facilita a formação de grandes quantidades de nuvens.

A especialista detalhou que, ao passar uma frente fria, entra uma circulação de ar marítimo que injeta muita umidade no leste do estado de São Paulo, gerando muitas nuvens mesmo após cessar a chuva forte. Em outubro, além das frentes frias, outros sistemas meteorológicos contribuíram para a instabilidade regional. A constante presença de nuvens e chuva reduz a incidência solar e dificulta o aumento das temperaturas.

Josélia ressaltou que, embora um outubro típico possa ser quente, o excesso de nuvens e chuva, resultado do El Niño, tem evitado que as temperaturas subam muito.

Como fica o tempo em novembro?

A previsão indica que novembro também apresentará episódios recorrentes de chuva e nebulosidade no Vale do Paraíba, o que tende a inibir a elevação das temperaturas. Apesar de o mês usualmente ser mais quente que outubro, a expectativa é que os períodos de calor sejam breves. Josélia alertou que haverá alguns picos de calor, mas não se deve contar com dias prolongados de sol e calor.

Embora a região possa registrar dias com temperaturas mais altas, a probabilidade é que esses momentos não durem muito. Ela mencionou que seria difícil ter uma semana inteira com calor em torno de 30 graus em novembro. A última semana de outubro também deve trazer mudanças climáticas, pois uma nova frente fria deve atingir São Paulo no dia 1º de novembro. Após a passagem deste sistema, a tendência é de mais dias nublados e temperaturas amenas, embora no início de novembro as temperaturas possam subir novamente, mantendo o período de calor curto.

El Niño deve continuar influenciando o clima

Segundo Josélia Pegorim, a influência do El Niño sobre o clima brasileiro deverá persistir durante a primavera e o verão, podendo se estender até parte do outono do ano seguinte. A meteorologista informou que estados como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul estão experimentando dias de grande instabilidade.

Ela enfatizou que o excesso de nebulosidade e chuva visto em outubro configura um cenário atípico para o período, mas que está alinhado com o que foi previsto para este outubro. Assim, a expectativa para novembro é de um mês marcado pela alternância entre chuvas, nebulosidade e dias mais quentes, sem uma predominância duradoura de sol e calor.

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O estado do Paraná deve receber o retorno das chuvas nesta quarta-feira, dia 28, conforme informações fornecidas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A previsão aponta para precipitação em todas as áreas do estado, embora a expectativa seja de chuvas fracas a moderadas, sem indícios de formação de tempestades intensas ou impactos consideráveis.

A Climatempo complementa que haverá momentos de sol intercalados com nuvens, e há possibilidade de chuvas isoladas, concentradas principalmente nas regiões Norte e Noroeste. Em grande parte do Paraná, não se prevê grandes volumes de chuva.

Chuva retorna na quarta-feira (28)

Conforme o Simepar, a instabilidade atmosférica voltará a afetar o Paraná nesta quarta-feira, garantindo chuva em todas as regiões, mas sem projeção de tempestades severas. A Climatempo sinaliza que o clima tenderá a ser majoritariamente estável em certas partes do estado, apresentando aberturas de sol e pancadas rápidas e esparsas, sobretudo nas áreas Norte e Noroeste.

Apesar do aumento da cobertura de nuvens, as temperaturas continuarão subindo. Nas regiões Oeste e Norte, as máximas podem alcançar entre 23°C e 26°C. Já na Região Metropolitana de Curitiba, os termômetros devem registrar valores entre 20°C e 23°C nos períodos mais quentes do dia. As temperaturas mínimas previstas variam, em geral, entre 12°C e 18°C, dependendo da localidade.

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