Projeto utiliza caixas-isca em rodovia para resgatar enxames de abelhas e potencializar a produção de soja em Mato Grosso do Sul
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Projeto utiliza caixas-isca em rodovia para resgatar enxames de abelhas e potencializar a produção de soja em Mato Grosso do Sul

Um projeto implementado ao longo da BR-163, no estado de Mato Grosso do Sul, tem como objetivo proteger abelhas, diminuir os riscos para motoristas e residentes, além de apoiar a produtividade agrícola. Desde 2015, essa ação já resultou no resgate de aproximadamente 740 enxames, salvando mais de 12 milhões de abelhas.

Os enxames de abelhas africanizadas frequentemente são encontrados nas instalações das bases de atendimento espalhadas pelos 845 quilômetros da rodovia. Esses locais oferecem aos insetos refúgio e proteção contra as flutuações de temperatura, o que facilita o estabelecimento de novas colônias.

Gustavo Nadeu Bijos, médico-veterinário, aponta dois fenômenos naturais que justificam o movimento desses insetos: a migração e a enxameação. A migração ocorre quando os enxames sofrem estresse devido à escassez de alimento, queimadas ou desmatamento, forçando-os a procurar novos locais para colonizar. Já a enxameação é um ciclo reprodutivo natural onde uma parte das abelhas abandona a colmeia original para formar uma nova.

Caixas-isca auxiliam na conservação dos enxames

Para prevenir a eliminação dos insetos e mitigar os perigos nas estruturas de apoio, o projeto emprega caixas-isca com o intuito de atrair e resgatar os enxames. A iniciativa é conduzida pela Motiva Pantanal, a concessionária encarregada da gestão da rodovia.

Fábio Oliveira, gerente de operações da empresa, informou que mais de 70 caixas foram distribuídas nas bases operacionais ao longo da BR-163. Ele esclareceu que «essas caixas mantêm este mesmo ambiente que é o das nossas bases operacionais para que as abelhas continuem fazendo o trabalho, que é importantíssimo, de polinizar os campos, as lavouras, e matem elas ali no seu espaço».

Após o resgate, os apicultores levam as colmeias para um apiário produtivo localizado em São Gabriel do Oeste. Ali, os enxames passam por um período de aclimatização antes de serem realocados em colmeias permanentes. As caixas permanecem no local por cerca de 30 dias. Cleberson Bervian, apicultor e biólogo, relatou que cerca de 70% dos enxames conseguem se adaptar.

Bervian detalha que as caixas-isca atraem primariamente enxames migratórios, que as usam temporariamente como abrigo. Ao serem transferidos para os apiários, alguns acabam deixando as caixas. Ele acrescentou: «Então a gente usa este período de quarentena justamente para ver aqueles que melhor se adaptaram as caixas, para depois serem transferidas para as caixas de manejo, chamadas de caixa padrão».

Abelhas podem incrementar a produtividade da soja

Além da função de preservação dos insetos, o projeto oferece benefícios potenciais para o setor agrícola. Na cultura da soja, a presença de abelhas durante a floração auxilia na polinização, um processo que pode impulsionar a formação das vagens e o desenvolvimento dos grãos.

Décio Luiz Gazzoni, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), indica que estudos demonstram que a presença de abelhas nas plantações pode elevar a produtividade da soja. O mesmo pesquisador mencionou que «o apicultor triplica a produtividade de mel, conseguindo até 50 a 60 quilos de mel em uma caide abelhas só durante a florada de soja, quando a média brasileira não chega a 30 quilos de mel por caixa, durante todo o ano».

Gazzoni também salientou que a densidade de caixas por área impacta os resultados. Em média, a utilização de três caixas por hectare, contendo aproximadamente 50 mil abelhas cada, pode gerar um aumento na produtividade da soja entre 10% e 25%, dependendo das condições da lavoura e do ano. Este benefício se estende à produção de mel, visto que, durante a floração da soja, cada caixa pode render de 50 a 60 quilos, superando a média nacional de menos de 30 quilos por caixa ao longo do ano.

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O resgate aconteceu na manhã de domingo, dia 25, na Rua Yuki Sakura, no bairro Jardim das Palmeiras. A corporação foi acionada após moradores entrarem em contato com as autoridades. Ao chegarem ao local, os policiais conseguiram conter o filhote usando equipamentos adequados para reduzir o estresse e prevenir lesões.

Após ser resgatado, o filhote foi transportado para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Registro, situado na Estrada do Bairro Jurumirim. A Semil informou que o filhote, cuja idade era estimada em três semanas, foi encaminhado ao Cetras após ser encontrado por um cidadão devido ao ataque canino.

No momento da admissão, o animal apresentava sinais de prostração acentuada, desconforto abdominal e dificuldades respiratórias. A Semil declarou em nota que a equipe iniciou imediatamente medidas de suporte intensivo, incluindo a administração de medicamentos e monitoramento constante. Contudo, apesar dos cuidados prestados, o estado clínico piorou, resultando na morte do filhote.

Adicionalmente, o exame necroscópico revelou edema pulmonar grave, o que é consistente com insuficiência respiratória aguda. Levando em conta o histórico do caso e os achados clínicos e patológicos, a avaliação sugere que o óbito pode ter sido causado pelo forte estresse fisiológico ligado ao ataque e à subsequente tentativa de fuga, culminando em comprometimento respiratório progressivo.

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Prefeitura de Barra do Piraí formalizaram um termo de acordo visando coletar dados e estudos essenciais para a recuperação ambiental do antigo aterro sanitário da Mansão Celestial. Este pacto estipula um prazo de 120 dias para que sejam definidas as ações a serem implementadas no local, que acumulou resíduos sólidos de maneira irregular ao longo de várias décadas.

A área em questão está localizada em uma zona de mananciais da bacia do Rio Paraíba do Sul e tem sido objeto de uma ação civil pública movida pelo MPRJ desde 1990. Em 1998, o município assumiu o compromisso de reabilitar o terreno através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi validado pela Justiça, embora essas responsabilidades ainda não tenham sido totalmente cumpridas.

Conforme o novo acordo, assinado na quarta-feira (21), a prefeitura deve acompanhar a investigação ambiental realizada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e submeter um relatório em até 60 dias, detalhando as intervenções já efetuadas e o estado atual da região.

Adicionalmente, até o 105º dia, o município precisa entregar um relatório final que contemple as demandas do órgão ambiental, as medidas tomadas, o planejamento das fases subsequentes e as opções de financiamento para a recuperação. O MPRJ fará o monitoramento do plano de trabalho por meio de encontros regulares, preferencialmente mensais.

Para possibilitar a condução dos estudos, o Ministério Público solicitou à 2ª Vara de Barra do Piraí a suspensão da ação judicial por 120 dias. Ao término deste período, os resultados obtidos poderão fundamentar uma revisão dos termos do acordo de 1998, o que exigirá um novo documento homologado pelo Poder Judiciário. Caso não haja acordo entre as partes, o processo será reiniciado, podendo incluir a cobrança das multas devidas pelo descumprimento do acordo anterior.

É importante notar que este novo termo não anula o TAC de 1998, nem modifica as obrigações e penalidades previamente estabelecidas. A prefeitura mantém sua responsabilidade imediata em implementar as medidas necessárias para prevenir e lidar com os riscos ambientais na área. Em nota, a administração municipal classificou o acordo como um «passo histórico».

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